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Últimas publicações do quadro “Afogados da Ingazeira”

Finfa, o nome que veio da cadeira

Afogadense aguarda retirada de material em frente ao seu imóvel

O afogadense Edvonaldo Alcântara, conhecido por Pitelo de Seu Passo Pescador, em entrevista a este blogueiro, em frente do seu imóvel, na Rua Maria Isabel dos Santos no Bairro do Borges, está sendo prejudicado pela Prefeitura Municipal de Afogados da Ingazeira, que deixou um material há muito tempo em frente impedindo o acesso ao imóvel.

Segundo Pitelo, o mesmo já procurou na antiga Cagep um órgão da prefeitura duas vezes, mas até agora não resolveu nada.

Alô Governo Municipal quando vai resolver este problema?

Maria Dapaz: A VOZ QUE NÃO SE CALA

*Por Rinaldo Remígio

Há artistas que cantam músicas. E há aqueles cuja própria vida é uma canção. Maria Dapaz foi dessas raras melodias que o tempo não apaga. Uma voz do Sertão que atravessou microfones, fronteiras, estilos e décadas, deixando em cada nota um pedaço da alma nordestina.

Nascida em 25 de março, em Jaboatão dos Guararapes, e criada no coração de Afogados da Ingazeira, Maria Dapaz começou sua jornada musical bem cedo — e com raízes firmes no seu chão. Ainda conhecida como Paizinha, ela integrou o “Conjunto Os Unidos” de Afogados da Ingazeira, juntamente com os parceiros João do Baixo, Toinho Tarê, Edson (baterista), Chagas, Seu Dino, Edivonaldo e o amigo Luís Freitas que nos deixou esta semana, grupo musical que embalou muitas noites no então ACAI — Aero Clube de Afogados da Ingazeira. Pode-se dizer, sem exageros, que foi ali que sua voz começou a ganhar asas. O Grupo Marajoara, que mais tarde a contrataria, já encontrou uma artista pronta, lapidada nas serenatas e nos bailes do sertão pernambucano.

Fomos contemporâneos. Tivemos a alegria de estudar no Ginásio Monsenhor Pinto de Campos em Afogados da Ingazeira, juntamente com sua irmã Maria do Socorro, onde ela já demonstrava aquela presença suave, mas marcante — a mesma que viria a dominar palcos, microfones e corações. Era fácil perceber que aquela menina simples e talentosa trilharia um caminho especial.

Na década de 1980, já no Recife, brilhou nas casas de show e nos programas de televisão. Em 1981, lançou Pássaro Carente, seu primeiro disco — um voo audacioso e lírico que lhe rendeu o prêmio “Disco Visão” como revelação da MPB. Não era só uma nova artista: era uma identidade musical que nascia para o Brasil.

Nos anos 1990, Maria Dapaz ampliou sua arte ao compor canções que foram parar nas vozes de gigantes da música sertaneja. “Brincar de ser feliz”, eternizada por Chitãozinho e Xororó, é um exemplo emblemático: a caneta de Dapaz escrevia o que o coração de milhões sentia. E assim, sem nunca perder sua essência, ela percorreu uma trajetória rara — transitando entre o bolero, a seresta, o forró, a MPB e o sertanejo com a mesma autenticidade de quem não canta para aparecer, mas para tocar.

Maria Dapaz partiu no dia 27 de julho de 2018, aos 59 anos. Mas falar em adeus talvez não seja o verbo mais justo. Porque quem planta música com verdade colhe eternidade em cada lembrança.

Ela gravou 16 discos. Mas seu maior legado não cabe em nenhum CD ou plataforma digital. Está nos encontros com o público, nas noites de festival, nas letras que continuam sendo trilha de vidas comuns — e principalmente, no exemplo de resistência artística feminina, nordestina, sertaneja, múltipla.

Dapaz não foi um furacão midiático. Ela foi brisa constante. Daquelas que não fazem escândalo, mas transformam o ar. Cantou o amor, a dor, a alegria, a saudade — com a mesma elegância com que viveu.

Em maio daquele ano, mesmo enfrentando um diagnóstico difícil, abriu com brilho a Noite do Bolero no Festival da Seresta. Era como se dissesse: “a música segue, mesmo quando a vida tropeça”.

E segue mesmo, sua canção continua. Nas rádios, nas vozes de quem a gravou, nos corações de quem a ouviu. Você não foi apenas cantora ou compositora. Foi um patrimônio afetivo da nossa cultura.

Maria Dapaz: um nome que rima com paz, mas que também se escreve com coragem, com arte, com o peito aberto de quem sempre soube — como só os verdadeiros artistas sabem — que viver é cantar, mesmo que doa.

*Professor universitário e memorialista
Fonte: Blog do Finfa e Fernando Pires

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Afogadenses se confraternizam na AABB

Morre Luiz de Manoel China

Acabei de ser informado que o afogadense Luiz Gonzaga Beserra de Freitas (Luiz de Seu Manoel China), foi encontrado morto nesta manhã de sexta-feira, no Ed. Pirapama na Avenida Conde da Boa Vista, no Recie, onde residia.

Luiz tinha 69 anos, foi por muito anos componente do Grupo’ Os Unidos’, junto com Edson Pilão, Chagas, João do Baixo, Edvonaldo, Seu Dino, Toinho Tarê e Paizinha ambos falecidos, na década dos anos 70. Luiz tinha um voz belíssima, que encantou nos bailes afogadesenses.

Segundo seu primo Walker, em contato com este blogueiro, o corpo após os trâmites, segue para Afogados da Ingazeira e deverá ser velado na residência dos seus pais, na Avenida Rio Branco esquina com Artur Padilha, e o sepultamento deverá acontecer neste sábado sem horário ainda não confirmado.

Nota de Solidariedade à Jornalista Juliana Lima

Venho a público manifestar minha solidariedade à jornalista e blogueira Juliana Lima, que teve sua honra injustamente atacada pelo vereador Mário Martins, por meio de ofensas proferidas em um grupo de WhatsApp, onde chegou a chamá-la de “leviana” e “mentirosa”.

O exercício da imprensa livre, que inclui o direito de questionar, informar e fiscalizar, é indispensável à vida democrática. Não se pode admitir que um agente público, ao ser cobrado ou contrariado, responda com desequilíbrio e agressões pessoais a quem cumpre com responsabilidade a missão de informar a sociedade.

Registro aqui também meu mais veemente repúdio à atitude do vereador Mário Martins, que, em vez de apresentar argumentos ou esclarecer os fatos, preferiu atacar uma profissional que exerce seu trabalho com ética e compromisso com a verdade.

Juliana Lima é uma profissional reconhecida por seu trabalho sério e comprometido com a verdade dos fatos. Em tempos em que a desinformação é uma ameaça constante, é preciso valorizar e respeitar o jornalismo responsável, e repudiar toda forma de intimidação ou desqualificação.

Minha total solidariedade à Juliana. A democracia se fortalece com o respeito às instituições e à liberdade de expressão.

Edson Henrique – Ex Vereador
Advogado Municipalista

Governo publica edital para construção da Seção do Corpo de Bombeiros em Afogados da Ingazeira

A Companhia Estadual de Habitação e Obras (CEHAB) publicou o edital de licitação para a construção da Seção do Corpo de Bombeiros Militar de Pernambuco em Afogados da Ingazeira. A nova unidade será viabilizada com recursos do Governo do Estado, como parte das ações voltadas à ampliação da estrutura de segurança pública no interior.

Os assessores especiais do Governo de Pernambuco, Danilo Simões e Edson Henrique, participaram da articulação institucional para viabilizar a obra e acompanharam a publicação do edital. A unidade do Corpo de Bombeiros atenderá não apenas Afogados, mas também os municípios vizinhos da região do Pajeú.

“A presença do Corpo de Bombeiros representa um avanço na capacidade de resposta a emergências, incêndios e situações de risco. É uma demanda antiga da população que agora começa a se concretizar”, afirmou Edson Henrique, que tem atuado junto à Casa Civil e outros órgãos estaduais.

Danilo Simões destacou o direcionamento de recursos para o Sertão. “A governadora Raquel Lyra tem priorizado investimentos no interior. A construção dessa unidade mostra que o Sertão está inserido nas decisões estruturantes do Estado”, disse.

A publicação do edital marca o início do processo para a instalação da unidade, com previsão de início das obras após a conclusão da licitação. A medida é considerada um avanço na política de descentralização dos serviços de segurança e atendimento emergencial.Blog do Nill Júnior