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Últimas publicações do quadro “Afogados da Ingazeira”

Aderval Viana – O coração do Guarany e de uma Afogados que fez história

*Por Rinaldo Remígio

Quando deixei Afogados da Ingazeira, no final de 1976, a cidade vivia um tempo de ouro. As tardes de domingo eram aguardadas com ansiedade, pois o futebol era a grande paixão da nossa gente. Naquele tempo, dois clubes movimentavam a cidade e dividiam as torcidas: o Guarani e o Ferroviário.

O Guarani, porém, tinha algo especial — era o reflexo da alma e da dedicação de Seu Aderval Viana, um homem que amava o esporte e o transformou em motivo de orgulho para Afogados. Já o Ferroviário, formado por jovens empresários locais — cujo nome de liderança hoje me foge à lembrança — representava a força de uma geração empreendedora que começava a deixar sua marca.

Mas o Guarani era diferente. Sob a condução firme e apaixonada de Seu Aderval, o clube respirava entusiasmo e ambição. Ele investia pra valer — fazia questão de trazer os melhores jogadores, de montar equipes competitivas, de vestir a camisa do Guarani como quem defende um ideal. E mais do que isso: Seu Aderval fazia da própria casa, na Praça da Catedral, a sede do clube.

Lembro-me bem: sua residência vivia movimentada, com portas sempre abertas para os atletas. Era um verdadeiro ponto de encontro, um espaço de acolhimento e amizade. Quantas vezes, a caminho do Banco do Brasil, vi jogadores chegando, outros saindo, alguns se preparando para treinos, outros fazendo ali mesmo suas refeições. Era bonito de ver — uma mistura de hospitalidade, simplicidade e paixão genuína pelo esporte.

Seu Aderval Viana não apenas dirigia o Guarani; ele o alimentava com sua alma. Sua dedicação ultrapassava os limites do campo e alcançava o coração da cidade. Foi um verdadeiro benfeitor, alguém que acreditava no potencial de Afogados e investia, de forma concreta, em seu crescimento — fosse no esporte, fosse no comércio, fosse na vida comunitária.

Hoje, ao visitar as páginas do perfil do historiador Fernando Pires, ler narrativas, contos, ver imagens, é como reviver tudo isso. É voltar no tempo em que, mesmo com tantas dificuldades, as coisas aconteciam — movidas pela paixão e pela boa vontade, não pelo lucro. Era o tempo em que o amor pelo esporte falava mais alto, em que o dirigente tirava do próprio bolso para manter o time de pé. Diferente de hoje, quando, se não houver dinheiro ou bons contratos, o atleta simplesmente não aparece.

Por isso, penso que Afogados da Ingazeira precisa resgatar e reconhecer o nome de Seu Aderval Viana com a homenagem que ele merece. Algo que traga à memória das novas gerações o exemplo de quem deu vida à cidade em tantos aspectos — especialmente no esporte, onde deixou marcas que o tempo não apaga.
Relembrar Seu Aderval Viana é revisitar um tempo de generosidade e idealismo. É lembrar de uma Afogados viva, pulsante, em que o amor pela cidade se expressava em gestos concretos e em corações cheios de entusiasmo. Seu legado continua vivo — nas histórias contadas, nas lembranças guardadas e no sentimento de gratidão de todos que tiveram o privilégio de conhecer aquele homem simples, mas grandioso, que fez do futebol um ato de amor pela sua terra.

*Professor universitário aposentador e memorialista

Justiça Eleitoral remarca audiência instrutória do “caso Jandyson”

Por: Blog Juliana Lima

Justiça Eleitoral remarcou a audiência instrutória do caso Jandyson, inicialmente prevista para a próxima sexta-feira, dia 14. A audiência foi redesignada para a terça-feira, dia 18, às 14h, no Fórum de Afogados da Ingazeira, após pedido formal do Ministério Público de Pernambuco.

No novo despacho, o juiz responsável pelo processo deferiu a solicitação e fixou a nova data para o ato. O magistrado também determinou que as partes e testemunhas sejam notificadas por meios eletrônicos, visando garantir maior rapidez na comunicação e assegurar o andamento adequado do caso.

O ex-secretário de Finanças da Prefeitura de Afogados, Jandyson Henrique, foi indiciado pela Polícia Federal pelos crimes de corrupção eleitoral, compra de votos e caixa 2. Ele foi preso pela Polícia Militar na antevéspera das eleições de 2024 portanto dinheiro em espécie e notas de combustíveis.

O mordomo da vez é a geração de energia distribuída

Por: Heitor Scalambrini Costa
Professor associado aposentado da Universidade Federal de Pernambuco

“Se me enganas uma vez, a culpa é tua.
Se me enganas duas vezes, a culpa é minha”
Anaxágoras (filósofo grego)

Um dos clichês dos romances policiais do século XX é que o mordomo é sempre o principal suspeito, ou mesmo culpado pelo crime ou delito cometido no enredo da história. O que não deixa de ser uma saída fácil demais para o mistério engendrado pelo autor.

No caso do setor elétrico, cuja privatização é o enredo principal desta triste história vivida pelo povo brasileiro, tudo começou com os argumentos de que o setor público não tinha os recursos financeiros necessários para investir na expansão, na inovação e modernização , para as exigências do desenvolvimento do país. Igualmente era questionada a capacidade gerencial do poder público, alguns afirmavam que o setor privado é mais eficiente, competitivo, e assim poderia oferecer a tão desejada modicidade tarifária, e excelência nos serviços prestados ao consumidor.

A implementação do modelo mercantil fazia parte da transição econômica proposta pelo governo de plantão, de um modelo de crescimento impulsionado pelo Estado, para o crescimento impulsionado pelo mercado. O que se verificou, ao longo dos últimos 30 anos, desde a primeira privatização de uma distribuidora no governo do neoliberal FHC, é que os argumentos utilizados para justificar a privatização caíram por terra.

A privatização desestruturou o setor elétrico brasileiro, e não funcionou para os consumidores. Mas para os agentes do mercado, o Brasil tornou-se o paraíso, o país do capitalismo sem risco. A falta de planejamento, os problemas na regulação e fiscalização pelo conflito de interesses gerados, os reajustes acima da inflação baseados em contratos de privatização com cláusulas draconianas, e o precário e comprometido dos serviços prestados aos consumidores, afetou drasticamente a qualidade dos serviços, devido à falta de investimentos e a redução do número de funcionários qualificados, tudo para aumentar os lucros das empresas privadas.

A gota d’água para a desestruturação completa do setor elétrico foi a privatização da Eletrobrás. A partir de então perdemos a gestão dos reservatórios das usinas hidroelétricas para o setor privado, abrimos mão do planejamento e das políticas públicas para o setor.

No contexto pós privatização, surgiram um emaranhado de órgãos públicos e privados, que fragmentaram a lógica do sistema elétrico brasileiro, até então baseado em uma operação colaborativa, cooperativa, flexível, cuja base era a geração hidrelétrica. Que ainda continua contribuindo com pouco mais de 50% na matriz elétrica nacional.

Uma das consequências, a principal deste desarranjo estrutural do setor, foi o aumento estratosférico das tarifas, tornando inacessível para grande parte da população o acesso a este bem essencial à vida. Para resolver os problemas criados com a privatização, nunca mencionada pelos que defendem este “crime de lesa-pátria”, mudanças, reestruturações, reformas, modernização foram realizadas ao longo dos últimos trinta anos sem que os problemas crônicos fossem solucionados. A mais recente “reforma estruturante” foi a proposta contida na Medida Provisória 1304/2025, conhecida como “MP do setor elétrico”, encaminhada pelo Ministério de Minas e Energia para o Congresso Nacional.

Em tempo recorde, bastou menos de 5 minutos para a MP ser aprovada por ambas casas legislativas. Entre tantas medidas pontuais aprovadas, nada estruturantes, e sem alteração direta nas tarifas. O agora Projeto de Lei de Conversão no 10, aguarda a sanção presidencial. Foi aprovado que todas as fontes de energia (renováveis e não renováveis), serão utilizadas para a geração elétrica. Inclusive a nucleoeletricidade, que inviabiliza o discurso que a MP vai baratear a conta de luz. O custo da eletricidade nuclear pode chegar a quatro vezes maior que a energia gerada pelas fontes renováveis. Além de prorrogar até 2040, o prazo para a contratação de usinas termelétricas a carvão mineral, combustível fóssil mais poluente e danoso, para o aquecimento global.

Entrevistado sobre a aprovação da MP, o ministro de Minas e Energia Alexandre Silveira, reconheceu que “os lobbies venceram o interesse público”, sem dúvida se referindo aos diversos lobbies que atuam junto ao setor, como o “lobby das baterias”, do “curtailment” (cortes na geração renovável) que briga pelo ressarcimento financeiro, o da “geração distribuída”, do “carvão”, o “lobby das hidroelétricas” que querem reduzir as exigências ambientais, da “abertura do mercado”, o “lobby do nuclear”, entre outros. Por sua vez o ex-ministro de Minas e Energia, e atual senador Eduardo Braga (PMDB/PA), relator da MP no Senado, ao ser perguntado sobre a aprovação, com mudanças em relação à proposta original do governo, disse que “foi discutido e aprovado o que foi possível, na democracia cada um defende seus interesses, e foi isso que aconteceu”. Declarações que evidenciam a ausência do Estado na definição das regras, normas, procedimentos. Não é mais o governo federal, através do Ministério de Minas e Energia, quem define as políticas do setor elétrico, quem planeja, coordena e implementa, são os interesses privados.

Com relação a geração distribuída com fontes renováveis é inegável os avanços na matriz elétrica brasileira com mais de 5 milhões de sistemas instalados com a micro (até 75 kW) e minigeração (de 75 kW até 5 MW), beneficiando em torno de 20 milhões de brasileiros, todavia uma parcela modesta em relação aos 93 milhões de unidades consumidoras cativas existentes.

A velocidade de introdução das fontes renováveis, principalmente pela geração centralizada, sem dúvida tem colaborado para criar uma instabilidade no setor elétrico. Devemos repensar e reconhecer que a intermitência gera instabilidade na rede elétrica. Várias alternativas existem para amenizar a instabilidade, implicando em inovação e altos investimentos, como por exemplo: reforço da rede de transmissão, armazenamento, uso de compensadores síncronos, sistemas híbridos com integração de mais de uma fonte, além da gestão inteligente da demanda com eficiência elétrica. A questão é quem irá pagar a conta.

Estes empreendimentos de geração centralizada necessitam de grandes áreas, e gera impactos tanto nas pessoas que vivem no entorno das instalações, como na natureza, com o desmatamento da Caatinga. É neste bioma, no Nordeste brasileiro, que está localizado mais de 85%, das centrais eólicas do país, e 60% da capacidade instalada de usinas solares de grande porte.

 Não se pode minar as vantagens comparativas das fontes renováveis pela captura do mercado destes empreendimentos, que pelo frenesi de novas oportunidades de negócios agem com irresponsabilidade, leviandade, e em alguns casos, criminosamente.

No momento atual da completa falta de planejamento, de coordenação existente no setor elétrico, a limitação da participação da mini geração solar, das usinas solares e das centrais eólicas na matriz elétrica, seria uma ação a ser discutida para conter a sobre oferta, paralelamente a outras medidas. Em relação ao “curtailment” foi aprovado na MP, o ressarcimento parcial e retroativo para as empresas geradoras, não sendo considerado que o corte das renováveis é um risco inerente ao próprio negócio.

O que se tem verificado historicamente, é que as políticas públicas no Brasil priorizaram a expansão da oferta de energia para atender ao crescimento da demanda, em detrimento de medidas robustas de eficiência energética. O que resulta em um modelo que busca primariamente aumentar a capacidade de geração, o que tem acontecido com o crescimento vertiginoso da geração centralizada com fontes renováveis, e com propostas insanas de expandir o parque nuclear. Tal abordagem leva ao aumento de custos da energia, ao desperdício e aos impactos socioambientais.

Embora a oferta de energia tenha sido historicamente dominante, a mudança de paradigma é uma necessidade diante dos desafios provocados pela crise ecológica. E a transformação ecológica tem chances de acontecer se a sociedade consciente deixar de ser meros espectadores e se tornarem protagonistas.

Nota de Repúdio: Sindicato dos Radialista de Pernambuco

O Sindicato dos Radialistas de Pernambuco manifesta seu total e irrestrito repúdio às declarações ofensivas direcionadas ao radialista e jornalista Nill Júnior e à Rádio Pajeú, proferidas pelo vereador Mário Martins durante entrevista concedida nesta sexta-feira.

Nill Júnior é um dos profissionais mais respeitados da comunicação pernambucana, reconhecido por sua seriedade, independência, responsabilidade e compromisso com a verdade. Sua atuação ética e seu relevante serviço à sociedade são inquestionáveis.

A Rádio Pajeú, com 66 anos de história, é um patrimônio da comunicação no Sertão de Pernambuco, pautada pela pluralidade, respeito à democracia e defesa dos interesses da população. Trata-se de um veículo que sempre garantiu espaço ao diálogo, à diversidade de opiniões e ao contraditório, independentemente de posicionamentos políticos ou partidários.

O Sindicato reafirma que o respeito ao trabalho da imprensa é princípio básico de qualquer regime democrático. Ataques a jornalistas e profissionais da comunicação não fortalecem o debate público — ao contrário, ferem a liberdade de expressão, o direito à informação e atingem toda a sociedade.

Diante disso, o Sindicato dos Radialistas de Pernambuco declara solidariedade ao profissional Nill Júnior e à Rádio Pajeú, reforçando que todo jornalista e radialista merece respeito no exercício de sua atividade, especialmente quando atuam com ética, responsabilidade e credibilidade.

*SINDICATO DOS RADIALISTAS DE PERNAMBUCO*

Servidor com acúmulo de funções declarou não ter qualquer vínculo empregatício ao renovar contrato na Câmara em 2025; outro assessor exonerado

Alexandre Hélio atua há vários mandatos como assessor parlamentar no gabinete do vereador Raimundo Lima, PSB. Neste ano, ao renovar sua nomeação, ele assinou uma declaração afirmando não exercer nenhuma outra função pública ou privada.

O presidente da Câmara, Vicentinho, confirmou ao blog que o documento foi apresentado pelo servidor. “Vou passar o caso para o jurídico da Câmara, e se o jurídico disser que a situação dele está irregular, eu vou exonerar”, disse Vicentinho.

Apesar disso, Alexandre Hélio consta na folha da Prefeitura como Auxiliar de Serviços Gerais, recebendo R$ 3.518,00, enquanto na Câmara recebe R$ 4.900,00 como assessor parlamentar, função iniciada em dois de janeiro de 2025.

O Blog também apurou que outro caso semelhante ocorreu no gabinete do vereador César Tenório, PSB. Um de seus assessores trabalhava simultaneamente na Prefeitura, na Secretaria de Cultura e Esportes, acumulando funções de forma semelhante à de Alexandre Hélio. Assim que a informação sobre o acúmulo começou a circular em grupos de WhatsApp na cidade, há cerca de três meses, o assessor do gabinete de César Tenório foi exonerado.

Prefeitura de Afogados da Ingazeira vai criar abrigo público para idosos após acordo com o MPPE

O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) e a Prefeitura de Afogados da Ingazeira assinaram um acordo para que o município crie um abrigo público para idosos, chamado oficialmente de Instituição de Longa Permanência para Idosos (ILPI), segundo o Blog do Nill Júnior.

Esse abrigo vai substituir o que era administrado pela Associação de Saúde Vale do Pajeú (ASAVAP), que estava passando por problemas graves de administração e estrutura. Por causa disso, a Justiça colocou a Prefeitura como responsável temporária pelo local, até que a situação fosse resolvida.

Pelo acordo, a Prefeitura precisa:

Iniciar em até 30 dias o processo para desapropriar o imóvel onde hoje funciona o abrigo (ou seja, torná-lo oficialmente da Prefeitura);

Concluir essa desapropriação em até 90 dias;

E, depois disso, criar e colocar para funcionar o novo abrigo público em até 180 dias (seis meses).

Enquanto o novo abrigo não fica pronto, o município deve continuar cuidando normalmente dos idosos, garantindo alimentação, higiene, remédios e acompanhamento psicológico, sem interromper o serviço.

O Ministério Público vai acompanhar de perto o cumprimento do acordo e pode até acionar a Justiça se a Prefeitura não cumprir o que prometeu.

O promotor de Justiça Thiago Barbosa Bernardo e o prefeito Alessandro Palmeira assinaram o documento nesta quarta-feira (6). O acordo foi publicado no Diário Oficial do MPPE desta sexta-feira (7).

Um magistrado que honra as origens: Alberto Nogueira Virgínio, 1º vice-presidente do TJPE

“Há trajetórias que se constroem como rios: nascem de nascentes simples, atravessam vales e pedras, e seguem firmes, traçando o curso com serenidade e propósito. Assim se desenha a vida do desembargador Alberto Nogueira Virgínio, que nesta data foi eleito 1º Vice-Presidente do Tribunal de Justiça de Pernambuco, coroando uma jornada de mais de quatro décadas dedicadas à magistratura e ao sistema de justiça.

Nascido em Afogados da Ingazeira, no sertão pernambucano, em 9 de maio de 1954, Alberto Nogueira Virgínio carrega na alma as marcas do interior e a herança do ofício do pai, o juiz de direito José Nogueira Virgínio, e da mãe, Dona Terezinha, mulher forte e aguerrida, cuja determinação e coragem inspiram sua trajetória. Dele herdou o compromisso com a justiça; dela, a fibra e a ternura que equilibram o rigor da toga.
Graduado em Direito pela Universidade Regional do Nordeste (1979) e com pós-graduação em Direito Público pela UFPE (2001), iniciou sua vida profissional na advocacia. Mas foi na magistratura, ingressando em 1983 pela Comarca de Inajá, que seu destino se consolidou — um chamado à vocação que o acompanharia desde a infância.

De lá para cá, sua trajetória atravessou comarcas e funções, sempre marcada pela dedicação ao serviço público e pela sobriedade de quem entende o poder como dever. Atuou em Tabira, São José do Egito, Bom Jardim e Recife, e, ao longo dos anos, desempenhou papéis essenciais no sistema correcional e na Justiça Eleitoral. No ano de 2005, foi promovido a desembargador, pelo critério de merecimento.

Casado com a poetisa e advogada Maria Lúcia de Araújo Nogueira, com quem construiu uma família formada por quatro filhos — Alberto Filho, Andréa, Danielle e José Neto —, o desembargador Alberto Nogueira Virgínio encontra no lar a segurança e a serenidade que revigoram o espírito. É da convivência com os seus que renova a força, sustentado pelos valores de união e afeto que o acompanham desde sempre. Nos netos, a quem dedica um amor enternecido, encontrou nova fonte de alegria e vivacidade — presença luminosa que tornou seus dias mais leves e seu olhar ainda mais esperançoso.”

Por Maria Lúcia de Araújo Nogueira – escritora e advogada.

José Silvério Queiroz de Brito – A juventude que se fez liderança

*Por Rinaldo Remígio

Lembro que, ao chegar para residir em Afogados da Ingazeira, o prefeito era o jovem José Silvério Queiróz de Brito. Naquele tempo, fui aluno de Educação Física de uma de suas irmãs, a dedicada professora Suzana Brito. A cidade respirava esperança, e sua liderança já se destacava como sinal de novos tempos.

O Dr. José Silvério foi exemplo raro de como a juventude pode assumir responsabilidades grandiosas. Em 1972, ainda universitário de Direito pela UFPE, teve seu nome lançado à sucessão municipal. Tinha apenas 26 anos, mas já se mostrava preparado para os desafios, herdeiro político do respeitado e conhecido Zezé Rodrigues.

Sua escolha quase unânime pelo Diretório da Arena revelou a confiança e a admiração que inspirava. Carismático, sério e agregador, conquistava corações pela simplicidade e pela firmeza de propósito.

De 1973 a 1976, como prefeito de Afogados da Ingazeira, ao lado do vice o Prof. Luiz Alves dos Santos e de vereadores que marcaram época, Silvério simbolizou renovação. Sua gestão mostrou que juventude e compromisso podem caminhar juntos, transformando sonhos em realidade.

Mais que um gestor, foi inspiração. Sua trajetória ajudou a fortalecer a identidade de um povo que aprendeu a acreditar em si mesmo. Silvério unia tradição e futuro, e sua voz ecoava além das fronteiras do município, afirmando o Sertão como espaço de esperança e grandeza.

O escritor Fernando Pires, em seu livro “José Silvério Queiróz de Brito (1945 – 2020)”, resgatou essa trajetória com rigor histórico e sensibilidade, reafirmando o legado de uma liderança que marcou não apenas Afogados, mas toda a região.

Recordar o Dr. José Silvério é celebrar um jovem que ousou sonhar grande e servir com coragem. Um nome que permanece como farol, inspiração e exemplo para as novas gerações do Sertão pernambucano.

*Professor universitário aposentado e memorialista.
Fontes: Blog do Finfa e Fernando Pires

Quando será removido? ainda encontra-se prejudicando!

Constatei agora há pouco que o entulho da Rua Barão de Lucena, que o comerciante procurou este blogueiro, para denunciar ainda encontra-se do mesmo jeito.

“Até quando será resolvido a retirada, porque está nos prejudicando,isso faz parte da mobilidade urbana, porque o Governo Municipal através da Secretaira de Transporte não resolve, se é da respondabilidade do dono do imóvel que fez a construção, então coloca os fiscais da prefeitura para cobrar a retirada”, disse o comerciante revoltado.