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Últimas publicações do quadro “Afogados da Ingazeira”

Assessor de vereador contratado pela Prefeitura e Câmara de Afogados ao mesmo tempo; veja salário

Por: Blog Juliana Lima

Os dois salários somam R$ 8.418,00

Um caso de acúmulo de função envolvendo servidores públicos chama a atenção em Afogados da Ingazeira. Documentos referentes à folha de pagamento do mês de setembro revelam que há servidores contratados pela Câmara de Vereadores e pela Prefeitura, ao mesmo tempo.

Entre os casos identificados está o de Alexandre Hélio Gomes de Queiroz, que aparece como contratado da Prefeitura Municipal na função de Auxiliar de Serviços Gerais e, simultaneamente, na Câmara de Vereadores, onde atua como assessor parlamentar contratado no gabinete do vereador Raimundo Lima.

De acordo com a folha de pagamento da Prefeitura, Alexandre Hélio recebe R$ 3.518,00 pelo cargo de Auxiliar de Serviços gerais. O valor que ele recebe na Câmara de Vereadores como assessor parlamentar é R$ 4.900,00. Ele está na Câmara desde o dia dois de janeiro de 2025.

A situação levanta questionamentos sobre a legalidade da acumulação de cargos e sobre os critérios adotados para contratações no município. O caso precisa ser investigado pelo Ministério Público.

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Confirmado: Prefeito Sandrinho Palmeira vai apoiar Waldemar Borges

Acabei de ser informado por uma fonte do núcleo da pré-campanha de João Campos, que o prefeito de Afogados da Ingazeira, Sandrinho Palmeira, fechou em apoiar a reeleição do deputado estadual Waldemar Borges. Segundo a fonte as negociações foram fechadas neste último final de semana.

Quando será removido?

Nesta manhã, um comerciante da Rua Barão de Lucena, procurou este blogueiro, para denunciar estes entulhos expostos na via pública daquela artéria, há mais de dois meses.

“Não sei de quem é a responsabilidade, se do proprietário do imóvel ou da Prefeitura de Afogados da Ingazeira, o que estamos precisando é que resolva este problema, falam tanto na mobilidade do trânsito, então tá hora de remover este entulho, até porque afeta o trânsito também”, disse o comerciante. Foto: Finfa

Afogados da Ingazeira perde Ceiça de Iracema

Faleceu neste 1º de novembro de infarto, Maria da Conceição Salvador da Silva (Ceiça de Dona Iracema), aos 80 anos, no Hospital da cidade de Flores.

O velório vai acontecer na Câmara dos Vereadores neste sábado e o sepultamento será neste domingo (02), às 09 horas no Cemitério São Judas Tadeu em Afogados da Ingazeira

Que desenvolvimento queremos para Afogados da Ingazeira?

*Heitor Scalambrini Costa

A oitava edição da feira de empreendedorismo do município de Afogados da Ingazeira, evento que acontece desde 2015, tem suscitado um debate muito importante na cidade no que se refere às consequências econômicas, e sobre a mobilidade devido à localização do evento no centro da cidade, na praça da bela e majestosa Catedral do Senhor Bom Jesus dos Remédios.

No entorno da praça existe um comércio variado que se sentiu prejudicado pela interdição das ruas, e pela ocupação dos estandes (estimado em 152) que começaram a ser montados 3 semanas antes do início do evento, que neste ano será nos dias 6,7 e 8 de novembro. É reconhecido que neste período do ano existe um aquecimento das vendas, que segundo os comerciantes do local serão prejudicadas. Além da interdição de circulação de carros neste entorno, provocando um real transtorno para a população de maneira geral.

No debate das 10, na Rádio Pajeú (FM 99,3) da última quarta-feira 29/10, estiveram presentes comerciantes e representantes da atual gestão municipal, discutindo e debatendo, em particular a localização do evento que tem nos últimos anos crescido exponencialmente. Não houve questionamentos sobre a própria realização do evento em si.

A gestão defendendo que a escolha do local foi mais por inércia, pois, outras edições já tinham acontecido ali, e enfatizando a importância da feira para o crescimento econômico da cidade, com a geração de renda e emprego, e não se furtando a apontar outros locais para as futuras edições. E os comerciantes presentes defendendo seus interesses legítimos, pois se sentem prejudicados. Mesmo outros locais apontados ao longo do debate foram rechaçados pelo público que participou pelo telefone, e por mensagens, defendendo o evento, mas não o querem em seus “quintais”.

O secretário municipal de Administração, Desenvolvimento Econômico e Turismo esteve presente e fez uma defesa enfática da feira, por razões econômicas e de visibilidade regional. Incomodado pelas críticas, em dado momento do debate fez uma indagação que considero fundamental para uma ampla discussão sobre o futuro da cidade, “que desenvolvimento queremos para Afogados da Ingazeira?”.

Creio que para responder a esta questão necessitamos de alguns esclarecimentos nos conceitos que são utilizados de crescimento e desenvolvimento.

Atualmente, o termo desenvolvimento é usado como um sinônimo para crescimento. Mas afinal o que é crescimento? O que é desenvolvimento?

Crescimento e desenvolvimento não é a mesma coisa. Crescer significa “aumentar naturalmente em tamanho pela adição de material através de assimilação ou acréscimo”. Desenvolver-se significa “expandir ou realizar os potenciais de; trazer gradualmente a um estado mais completo, maior ou melhor”. Quando algo cresce fica maior. Quando algo se desenvolve torna-se diferente.

O objetivo prioritário da economia dominante é o crescimento econômico, cujo critério de avaliação da medida do crescimento é o PIB (Produto Interno Bruto). Quanto mais produzir, quanto mais vender, melhor está sua economia. Crescimento tornou-se sinônimo de aumento da riqueza. Dizem que precisamos ter crescimento para sermos ricos o bastante para diminuirmos a pobreza.

A “teoria do bolo”, popularizada no Brasil durante a ditadura cívico-militar (1964-1985), dizia que o pais deveria fazer crescer o bolo para depois dividi-lo. Uma metáfora econômica cuja ideia era de que a riqueza deveria primeiro ser concentrada para impulsionar o crescimento econômico, para depois ser distribuída de forma mais equitativa. Pura balela, pois a desigualdade social só aumentou drasticamente.

Mas o crescimento não é suficiente. Nos Estados Unidos há evidência de que o crescimento atual os torna mais pobres, aumentando os custos mais rapidamente do que aumentando os benefícios.

Não devemos nos iludir na crença de que o crescimento é ainda possível se apenas o rotularmos de “sustentável” ou o colorirmos de “verde”. Apenas retardamos a transição inevitável e a tornaremos mais dolorosa. Crescimento, para que constitua base de um desenvolvimento sustentável, tem de ser socialmente regulado, com o controle da população e com a redistribuição da riqueza.

Já o conceito de desenvolvimento sustentável propõe uma maior igualdade com justiça social e econômica, e com preservação ambiental. Espera-se que a progressiva busca da igualdade force a ruptura do atual padrão de consumo e produção capitalista, visto que a perpetuação deste modelo contemporâneo não é sustentável. Pois, se caso o padrão de consumo dos países ricos fosse difundido para toda a humanidade, seria materialmente insustentável e impossível. Este padrão de consumo para existir, alcançado e propagandeado pela economia capitalista contemporânea, requer a exclusão e a profunda desigualdade entre os mais ricos e os mais pobres.

O progresso desejado não é fazer obras em detrimento de comunidades e ecossistemas. Há que mudar o paradigma do lucro para a qualidade de vida da população. Enquanto isso não ocorrer, nossas cidades continuarão a serem entupidas de carros, pois a indústria automotora paga substancial tributo ao governo, sem que seja oferecido à população transporte coletivo de qualidade.

Logo, a estratégia escolhida ao buscarmos o desenvolvimento mais humano, precisa responder às necessidades sociais de alimentação, habitação, vestuário, trabalho, saúde, educação, transporte, cultura, lazer, segurança. Não basta fazer coleta seletiva de lixo, evitar o desperdício de água, substituir os carros a gasolina por carros elétricos. Na verdade, o que é preciso mudar, para interromper a destruição, é o tipo de desenvolvimento. Também o que não se pode perder de vista são os limites da natureza e a nossa responsabilidade em preservá-la para as gerações futuras.

Não se pode aderir ao conceito de crescimento econômico a qualquer preço, confundindo-o com desenvolvimento e tornando refém de um paradigma ultrapassado de análise da economia. Iludem a população com o discurso de geração de emprego e renda, de uma vida melhor. Falham no planejamento e agem irresponsavelmente ao não respeitar o meio ambiente, com consequências drásticas para as gerações presentes e futuras. Consideram-no um entrave à realização de negócios, daí sua destruição. Persistem em um modelo que mantém as desigualdades, a exclusão social e as injustiças socioambientais. Afinal, a quem beneficia esse “desenvolvimento”?

*Professor associado aposentado da Universidade Federal de Pernambuco

Um nome que virou história em Afogados da Ingazeira

*Por Rinaldo Remigio

Conheci seu Aniceto ainda na adolescência, quando fui menor aprendiz em uma instituição financeira da cidade de Afogados da Ingazeira. Visitava sua loja com frequência — um espaço acolhedor, movimentado e cheio de vida. Em algumas ocasiões era recebido por ele próprio; em outras, pelo seu sobrinho, o também poeta Danizete Siqueira, sempre atencioso e prestativo. Essas lembranças permanecem vivas na memória, marcadas pelo respeito, pela cordialidade e pela admiração que sua figura despertava.

Há vidas que, mesmo quando cessam o compasso terreno, continuam ressoando na memória e no coração de uma cidade. E assim é a história de Aniceto Elias de Brito — homem simples, visionário e incansável — cuja trajetória se confunde com o próprio desenvolvimento comercial do Pajeú.

Antes de ter loja, Seu Aniceto, como era chamado, era daqueles homens que desbravavam as feiras livres com o sorriso no rosto e um balaio de sonhos nas mãos. Vendia miudezas, mas sonhava grande. Via em cada freguês não apenas um cliente, mas um amigo, um vizinho, alguém que merecia respeito e atenção. Dessa vocação para servir nasceu seu primeiro estabelecimento, o Bazar das Miudezas, na Rua Major Antônio César. Ali começava a se desenhar uma história que ultrapassaria gerações.

Com o tempo, o pequeno bazar cresceu, e o nome O BORBÃO tornou-se sinônimo de qualidade, confiança e bom atendimento. Mais do que uma loja, era um ponto de encontro da cidade — um espaço onde se trocavam ideias, se fechavam negócios e se construíam amizades. A loja era um retrato fiel do espírito de seu dono: firme nos princípios, generoso nas ações e sempre disposto a estender a mão a quem precisasse.

Seu Aniceto foi comerciante por mais de 60 anos. Nesse período, formou não apenas uma clientela fiel, mas também uma verdadeira escola de vida. Muitos dos que trabalharam ao seu lado encontraram ali um aprendizado que levariam para o mundo. Seu sobrinho, o poeta Diomedes Mariano, que conviveu com ele por 44 anos, descreveu com precisão em matéria ao site Folha do Pajeú (07/07/2021):

“Ele sempre dizia que ali era uma escola, um aprendizado para levar para o mundo. Deu oportunidade a muita gente, ajudou parentes e amigos, e tinha um coração generoso. Não podia ver um calo apertando que dava um jeito.”

Essas palavras traduzem o homem por trás do balcão: um mestre silencioso, que ensinava pelo exemplo, pela honestidade, pela bondade e pelo senso de responsabilidade.

Deixou um filho, Antônio de Pádua de Lima Brito, fruto do casamento com Luzia de Lima Brito, e teve em Maria das Mercês, sua segunda esposa, uma companheira fiel que manteve viva a chama do trabalho ao reabrir O Borbão em novo endereço, na Rua Senador Paulo Guerra.

Ao recordar sua jornada, Afogados da Ingazeira reverencia não apenas o comerciante, mas o homem que acreditava no valor do esforço e da palavra. Aniceto Elias de Brito deixou um legado que ultrapassa as paredes de sua loja — deixou uma lição de vida, de trabalho e de generosidade.

Em cada rua, em cada olhar agradecido de quem recebeu uma oportunidade, há um pouco do seu exemplo. E é assim que ele permanece vivo: na memória da cidade, na gratidão dos que o conheceram e na história de um comércio que floresceu com sua coragem e sua fé.

*Professor universitário aposentado e memorialista!
Fonte: Folha do Pajéu – Foto: Blog do Finfa

Especialista aponta que provas da PF podem levar à cassação de chapa em Afogados da Ingazeira

Por: André Luis/ Causos & Causas

Advogada eleitoral Tassiana Bezerra analisa inquérito que investiga campanha do prefeito Sandrinho Palmeira e afirma que conjunto de indícios é suficiente para ação judicial com risco de perda de mandato
As provas coletadas pela Polícia Federal no inquérito que investiga a campanha de reeleição do prefeito de Afogados da Ingazeira, Alessandro Palmeira (Sandrinho Palmeira), constituem base sólida para uma ação judicial que pode resultar na cassação da chapa, segundo análise da advogada especialista em direito eleitoral Tassiana Bezerra.

Em entrevista ao Causos & Causas, a especialista afirmou que o inquérito da PF apresenta indícios concretos de três graves infrações eleitorais: compra de voto (captação ilícita de sufrágio), corrupção eleitoral e abuso de poder econômico.

“Se no decorrer do processo o juiz entender que de fato essa investigação comprova essas situações, é cassação da chapa“, explicou Tassiana Bezerra. “Por mais que a prática do ato tenha sido feita por um terceiro, foi no intuito de beneficiar um candidato, a chapa majoritária.”

Caixa dois eleitoral
A advogada destacou que a investigação revela fortes indícios de caixa dois eleitoral, evidenciado pela grande discrepância entre os valores declarados pela campanha e os recursos efetivamente movimentados – especialmente em relação aos tickets de combustível apreendidos com o ex-secretário municipal de Finanças, Jandyson Henrique Xavier Oliveira, coordenador da campanha.

“O inquérito nos leva a crer em compras de voto por meio de tickets de combustível, com bem discrepância de valores levando a crer a existência de um caixa dois eleitoral”, analisou a especialista.

Tipos penais aplicáveis
Conforme Tassiana Bezerra, os crimes eleitorais que podem ser imputados em uma eventual ação judicial incluem corrupção eleitoral, caixa dois, abuso de poder econômico e captação ilícita de sufrágio.

“Esses tipos, se comprovados, com certeza levam à cassação da chapa”, reforçou a advogada, lembrando que o inquérito representa a fase preliminar da investigação: “Esta é a finalização do inquérito. Depois é que o Ministério Público vai dar encaminhamento à possível ação.”

A especialista acrescentou que, se já existir alguma ação em curso relacionada ao caso, as conclusões da investigação da PF poderão ser incorporadas aos autos, fortalecendo a posição do Ministério Público Eleitoral.

O caso teve início a partir de denúncia anônima e abordagem policial que resultou na apreensão de R$ 35 mil em espécie, notas fiscais de abastecimento totalizando R$ 240.214,06 e 135 tickets de autorização de abastecimento na véspera das eleições.

Exclusivo: Jandyson Henrique é indiciado por suposto caixa dois e uso irregular de recursos públicos na campanha de 2024 de Sandrinho Palmeira e Daniel Valadares

A Polícia Federal concluiu o inquérito que investigava o ex-secretário municipal Jandyson Henrique, de Afogados da Ingazeira, por suposta prática de caixa dois eleitoral e desvio de recursos públicos durante a campanha municipal de 2024. O relatório final foi encaminhado ao Ministério Público, que agora avaliará o oferecimento de denúncia à Justiça.

Conforme a investigação, houve uma discrepância significativa entre os gastos oficiais declarados à Justiça Eleitoral e os valores efetivamente despendidos na campanha. Os autos apontam que, embora os gastos oficiais registrados tenham atingido R$ 328.529,07, o valor real apurado pelos investigadores seria de aproximadamente R$ 469.306,34. Essa diferença de R$ 140.777,27 indicaria despesas não declaradas.

Dentro desse montante, destaca-se o gasto com combustível: foram declarados apenas R$ 68.448,15, mas os valores analisados no inquérito indicam que teriam sido utilizados R$ 140.777,27, resultando em um suposto caixa dois de R$ 72.329,12 destinado à compra de votos, segundo aponta o relatório.

Outro ponto que pesou no indiciamento foi a apreensão de notas fiscais sem identificação das placas dos veículos abastecidos, o que comprometeria a rastreabilidade dos atos e sugeriria possível uso de recursos da Prefeitura para fins particulares da campanha. Em diversas notas constariam autorizações com assinaturas atribuídas a “Jandson” ou “Janderson”, além da sigla “MJSL”, utilizada para identificar a campanha do então candidato Alessandro Palmeira (“Sandrinho Leite”).

Segundo o inquérito, esse conjunto de evidências sugeriria que o investigado, na época secretário municipal, teria misturado as atribuições do cargo público com atividades eleitorais, supostamente autorizando pagamentos tanto referentes à frota oficial quanto aos veículos utilizados na campanha.

A conclusão do inquérito também traz fortes elementos probatórios para a Ação de Investigação Judicial Eleitoral ajuizada para apurar abuso de poder político e econômico nas eleições de 2024 em Afogados da Ingazeira, autos nº 0600001-75.2025.6.17.0066, ainda em trâmite perante a Justiça Eleitoral.

Assista a estreia do Podcast ‘Papo com Finfa’.

Na estreia do Podcast Papo com Finfa, na noite desta segunda-feira (27), o primeiro entrevistado foi o prefeito de Afogados da Ingazeira, Sandrinho Palmeira.

Assista na íntegra