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Últimas publicações do quadro “Afogados da Ingazeira”

O rádio e a democracia

Heitor Scalambrini Costa – Professor associado aposentado da Universidade Federal de Pernambuco

Aquele que te convence a acreditar em absurdos,
também te convence a cometer atrocidades.
François Marie Arouet (Voltaire)

Muito se tem falado, estudado e escrito ao longo dos anos do papel da mídia (entendida como o conjunto dos meios de comunicação social de massas, abrangendo o rádio, o cinema, a televisão, a imprensa, os satélites de comunicações, os meios eletrônicos e telemáticos de comunicação), na (in)evolução da humanidade. Hoje temos a oportunidade, através das mídias sociais, de estarmos conectados em tempo real com as ocorrências em todas partes do mundo, desde catástrofes climáticas, guerras, golpes de Estado (e/ou tentativas), etc.

Neste sucinto texto abordamos especificamente o papel do rádio no interior do Brasil, em relação ao seu papel fundamental de informar, entreter e educar, especialmente em comunidades rurais e remotas, devido à sua capilaridade. Além disso, a radiodifusão é um poderoso instrumento de formação da identidade cultural e conexão nacional, unificando o país e respeitando suas diversidades regionais, sem contar sua participação na política do país e na história da democracia.  Continua sendo um meio de mídia relevante, ao promover debates e servir como ferramenta para a educação das pessoas, inclusive a política. Ao longo do tempo adaptou-se às novas tecnologias, mantendo sua capacidade de atingir milhões de brasileiros, e assim democratizar o acesso à informação em diferentes momentos e locais.

 A primeira transmissão radiofônica no país ocorreu com o presidente Epitácio Pessoa no Rio de Janeiro em 1922, em comemoração ao centenário da Independência do Brasil. A chamada era de ouro da radiodifusão aconteceu nos anos 1930 a 1950, com grande participação na vida nacional. Em 1932, durante a Revolução Constitucionalista, a mobilização política foi feita por meio do rádio. Em 1935, com a criação da “Hora do Brasil”, Getúlio Vargas usava o programa para falar ao povo, divulgando suas realizações. Com o novo nome “Voz do Brasil”, a ditadura cívico-militar de 64 manipulou e censurou informações. Ao mesmo tempo o principal veículo de comunicação de massa, nesta época, circulava músicas contra a ditadura, mesmo com a censura na programação.

 Ao longo de seus mais de 100 anos de história no Brasil cumpriu papéis diversos, atendendo interesses variados. Atualmente, de acordo com o estudo Inside Áudio de 2024, o rádio é ouvido por 79% da população brasileira.

Um dos episódios mais marcantes na história do rádio foi o uso político das concessões das emissoras de rádio e televisão no governo Sarney (1985-1990), funcionando como moeda de troca nas “negociações” na Assembleia Constituinte, o que ficou conhecido com o bordão “é dando que se recebe”. Políticos de direita foram beneficiados pelo ministro das Comunicações da época Antônio Carlos Magalhães (BA), que além de seu chefe Sarney (MA), garantiu seus lotes de concessões. Muitos outros parlamentares como Tasso Jereissati (CE), José Agripino Maia (RN), Osvaldo Coelho (PE), se tornaram detentores de redes de comunicação em seus respectivos Estados, praticando o chamado “coronelismo eletrônico”.

Mas se engana quem acha que o fenômeno do controle dos veículos de comunicação por políticos se mantém circunscrito a estados do Nordeste. Em todo o Brasil políticos em seus nomes, ou de parentes como sócios, garantem seus interesses em empresas de radiodifusão, já que as concessões são principalmente para pessoas jurídicas, podendo ser empresas privadas, associações sem fins lucrativos, fundações e até políticos, desde que atendam os pré-requisitos legais definidos pelo Ministério de Comunicações que estabelece as normas e fiscaliza os serviços prestados. As outorgas são concedidas para radio comercial (empresas privadas), rádio educativa (fins educacionais) e rádio comunitária (associações e fundações).

 No sul do país se destaca um dos maiores grupos de comunicação do país, o Grupo Massa, que tem como acionista Ratinho Junior, atual governador do Paraná. Este grupo possui a segunda maior rede de rádio do Brasil com 65 afiliadas, espalhadas por 10 Estados, além de 5 emissoras de televisão e o portal de notícias Massa News.

Mesmo sendo ilegal, de acordo com o artigo 54 da Constituição Federal (CF), deputados federais e senadores são proprietários de rádio e TV. Estes políticos são de famílias de tradição colonial, conservadores, de direita dentro do espectro político, que usam as comunicações para fortalecer sua influência na política regional e nacional, silenciando opositores, espalhando “fakes” e impedindo a diversidade de vozes em um nítido ataque a democracia.

Desde 2015, portanto há 10 anos, o Partido Socialismo e Liberdade (PSol), fez um pedido de Arguição por Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) junto ao STF para que o artigo 54 da CF fosse cumprido (ainda não julgado). Constata-se que os princípios legais do sistema de comunicação no país, os artigos referentes à radiodifusão aprovados na Constituição de 1988, não foram regulamentados.

O momento atual que o Brasil atravessa é de extrema gravidade, principalmente devido às nossas fragilidades democráticas. A desinformação, o ódio, as mentiras propaladas estão envenenando o discurso público, polarizando as comunidades e minando a confiança nas instituições. Salvaguardas contra as forças antidemocráticas que querem prejudicar o país devem ser adotadas em defesa da nossa democracia. Partidos de extrema direita aliados aos setores mais repugnantes da política nacional reunidos no chamado Centrão, defensores de um Estado totalitário, devem ser combatidos e alijados da vida nacional, e impedidos de estarem à frente dos meios de comunicação, no caso a radiodifusão. As eleições presidenciais de 2022, e fatos posteriores, mostraram o que a extrema direita é capaz, ao utilizar da democracia para tentar acabar com ela.

O rádio independente e plural (sem a extrema direita, sem as forças antidemocráticas que conspiraram contra o país) é condição indispensável para um sistema político democrático, pois os conteúdos que circulam pelos meios de comunicação influenciam a formação da opinião pública. O que esperar se não há diversidade de informações e de pontos de vista? O que se verifica no Brasil é a alta concentração de propriedade deste veículo, a falta de transparência, interferências políticas, econômicas e religiosas.

Quem regula a liberdade de imprensa é a Lei no 2083, de 12 de novembro de 1983, e quem fiscaliza é a Secretaria de Comunicação Social Eletrônica do Ministério das Comunicações. No artigo 8º da Lei, a liberdade de imprensa não exclui a punição dos que praticarem abusos no seu exercício, e no artigo 9º são destacados os vários abusos no exercício da liberdade de expressão. Por exemplo, um desses abusos é mencionado no artigo b) “publicar notícias falsas ou divulgar fatos verdadeiros truncados ou deturpados, que provoquem alarma social ou perturbação da ordem pública”.

O acompanhamento e a fiscalização das rádios (e dos conglomerados de comunicação) não devem somente ser exercidos pelo poder público, mas principalmente pela sociedade civil organizada, para que as empresas que atuam no setor respeitem as regras estabelecidas na Constituição Federal e na legislação que trata do assunto. O domínio da radiodifusão por grupos ideológicos defensores de pautas antidemocráticas, que agem contra o interesse nacional, contra o Estado de direito não devem ser controlados por políticos extremistas.

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Se deseja saber mais sobre a relação de sócios e diretores de empresa de comunicação, o Ministério das Comunicações disponibiliza o cadastro, permitindo a consulta por Estado e município.

O Valor do Oxigênio

Por José Edson de Moura

Depois de dias intensos na UTI, entre o respirar difícil e o tempo suspenso, cheguei ao apartamento. Ali, o corpo repousa e o espírito volta a pensar. Foi nesse silêncio que recebi a visita de meu filho, o médico e amigo Sérgio Ricardo Soares de Moura. Falamos da vida, da medicina e do que há de mais precioso e invisível: o oxigênio.

Sim, o oxigênio — esse sopro de Deus que nos mantém acesos. Ele está em toda parte, gratuito, generoso, invisível. É o alimento da alma e do corpo, o elo entre o homem e o Criador. E, no entanto, passamos a vida sem lhe dar valor. Só o reconhecemos quando falta. Só o percebemos quando o peito se aperta e o ar se torna um bem escasso.

Meu filho, com serenidade, me disse: “Pai, a culpa é nossa, que às vezes ignoramos o essencial.” E eu compreendi. Tive saúde, força, e tantas vezes negligenciei o simples ato de respirar com gratidão.

Hoje sei: o oxigênio não é apenas um gás. É a metáfora da própria existência. É a graça que entra nos pulmões e alimenta o coração. É o símbolo da presença divina que nos sustenta mesmo quando não a vemos.

Agradeço a Deus, ao Dr. Ricardo Bandeira, aos que me assistiram com dedicação, e à minha família, que me deu o ar da esperança quando o corpo pedia socorro. Hoje respiro com reverência. Cada inspiração é uma oração; cada expiração, um agradecimento.

Quantas vezes desperdiçamos o milagre mais simples — o de viver. O oxigênio é a vida. E a vida, quando bem compreendida, é o mais puro sopro de Deus.

Raquel Lyra muda comando da GRE do Sertão do Alto Pajeú e sinaliza para oposição de Afogados

O Diário Oficial do Estado de Pernambuco desta terça-feira (14) trouxe mudanças no comando da Gerência Regional de Educação (GRE) do Sertão do Alto Pajeú, sediada em Afogados da Ingazeira. A governadora Raquel Lyra dispensou Israel Alves da Silveira da função de gerente regional e designou Edjane Gomes dos Santos Almeida para responder pelo expediente da unidade, segundo o Blog do Nill Júnior.

A alteração ocorre poucos dias depois de Danilo Simões e Edson Henrique, candidatos nas eleições municipais de 2024 em Afogados da Ingazeira, entregarem seus cargos de assessores especiais na Casa Civil do Estado alegando falta de reciprocidade da governadora.

Segundo a publicação, Israel Alves deixa o cargo a partir de 14 de outubro de 2025, conforme o ato nº 6880. No ato nº 6889, a professora Edjane Almeida é oficialmente designada para a função.

Edjane é servidora concursada da Secretaria de Educação de Pernambuco e natural de Afogados da Ingazeira. Já atuou na rede estadual. A nova gestora tem dois vínculos com o Estado — sendo aposentada em um deles — e é irmã do ex-vereador Renon.

Aliada política de Danilo Simões, Edjane foi indicada ao cargo numa clara sinalização do Palácio à oposição de Afogados.

Justiça Eleitoral solicita conclusão de inquérito da PF e caso Jandyson avança em Afogados

Do Blog Juliana Lima

A Justiça Eleitoral, por meio da 66ª Zona Eleitoral de Afogados da Ingazeira, solicitou a conclusão do inquérito da Polícia Federal nº 2024.0114112, que investiga os mesmos fatos apurados na Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) conhecida como “caso Jandyson”.

O pedido foi formalizado em ofício encaminhado ao Juiz das Garantias do TRE-PE, cobrando da Delegacia de Polícia Federal de Caruaru maior celeridade nas investigações, que vêm sendo prorrogadas desde o início do ano.

Paralelamente, o juiz Osvaldo Teles Lôbo Júnior atendeu solicitação da Coligação União pelo Povo e marcou para o dia 14 de novembro de 2025, às 9h, no Fórum Eleitoral Dr. José Virgínio Nogueira, a audiência de instrução e julgamento da AIJE. A sessão será realizada em formato híbrido, com participação presencial e por videoconferência.

São investigados Jandyson Henrique Xavier Oliveira, ex-secretário de Finanças preso em flagrante às vésperas da eleição de 2024 com R$ 35 mil em espécie e centenas de tickets de combustível; o prefeito Alesandro Palmeira; e o vice-prefeito Daniel Valadares.

Com a solicitação de conclusão do inquérito e a audiência já marcada, o caso Jandyson entra em sua fase decisiva, podendo avançar para julgamento e trazer repercussões políticas diretas em Afogados da Ingazeira.

Raízes que o tempo não apaga

Por Rinaldo Remígio

Conversando com o amigo Ednaldo Campos, depois de uma boa temporada, me veio a memória lembranças de um casal que deixou marcas profundas na história afetiva e social de Afogados da Ingazeira, os seus pais — Seu Décio Campos e Dona Isabel Gomes da Silva.

É impossível falar de sua trajetória sem sentir o peso nobre de suas responsabilidades — e, mais ainda, a leveza com que enfrentaram o que a vida lhes confiou. Não se trata de uma história comum. Trata-se de um legado. E legados não se medem apenas pelos feitos, mas pelo modo como se vive. E eles viveram com dignidade, fé e um compromisso inabalável com a família e com a comunidade.

Seu Décio, policial militar, não era apenas um servidor da segurança pública — era um homem de princípios, de palavra firme e coração atento às necessidades dos outros. Atuando com serenidade e coragem, sabia que sua farda representava mais do que autoridade: representava proteção, serviço e responsabilidade. Era, sobretudo, um homem de honra.

Partiu cedo demais, no dia 12 de outubro de 1972, aos 49 anos, deixando não apenas uma esposa e filhos, mas uma cidade inteira envolta em luto. Sua ausência foi sentida não só no seio familiar, mas também nas ruas, nos vizinhos, nos colegas de farda e nos muitos que, mesmo sem o conhecer de perto, aprenderam a respeitá-lo pela história que deixou.

Quando cheguei a Afogados da Ingazeira, em janeiro de 1973, ainda se falava com reverência sobre sua vida e sua morte. A cidade ainda estava sob o peso da saudade daquele homem que, mesmo ausente, permanecia vivo na memória coletiva.

Coube a Dona Isabel, mulher de fibra e sabedoria rara, a missão de seguir. Viúva aos 42 anos, com treze filhos para criar, não recuou. Pelo contrário: assumiu os negócios da família — bar, posto de combustível, além de outras movimentações — todos em seu nome, conduzidos com competência, discrição e uma coragem silenciosa que só as grandes mulheres possuem.

Lembro ainda, de um tempo em que, ainda menino, fui menor aprendiz no Banco do Brasil, em Afogados da Ingazeira. De vez em quando, eu ia ao posto de combustível da família, lhe entregar algum documento relacionado a empresa, localizado na Avenida Rio Branco, bem ao lado da agência dos Correios. Dona Isabel sempre me recebia com alegria, com aquele sorriso acolhedor. Era atenciosa, gentil, sempre disposta a ajudar. Aquela atenção, vinda de uma mulher já marcada pela vida, mas sem perder a leveza no trato, me marcou profundamente.

Os filhos, criados com amor, valores e firmeza, tornaram-se o maior reflexo do casal. Entre eles, a dedicação de Auda Maria, o senso de responsabilidade de Ednaldo, a presença marcante de Ione Márcia, esposa do meu amigo Pedro, a sensibilidade de Rosa, a energia de Luciano — todos contribuíram, e ainda contribuem, para manter viva a memória dos pais. E há também a lembrança saudosa de Reginaldo, que partiu em 2010, mas cuja ausência se preenche com carinho, honra e respeito entre os irmãos e familiares.

A vida social do casal — mesmo interrompida pela morte precoce do Seu Décio — seguiu viva nos frutos que deixaram: filhos que honram seu sobrenome, netos que atualmente carregam seus valores. Décio Petrônio, advogado militante, o único neto que o avô ainda conheceu em vida, é parte visível dessa continuidade. A família Campos da Silva seguiu crescendo, espalhando raízes fundas e sólidas por Afogados e além.

Hoje, ao recordar Seu Décio e Dona Isabel, não se trata de nostalgia, mas de reverência. Eles representam mais do que um casal — representam uma era, um modo digno de viver, um modelo de família que, mesmo com as dores da vida, jamais perdeu sua essência.

Professor universitário aposentado, memoriasta e amigo da familia.

Nota conjunta à imprensa e à população de Afogados da Ingazeira

Amigos e amigas afogadenses, nesta data, nós, Danilo Simões e Edson Henrique, comunicamos que entregamos os cargos de Assessores Especiais da Secretaria da Casa Civil do Governo do Estado de Pernambuco. Nossa decisão foi tomada de forma consciente, autônoma e coerente com o nosso posicionamento político e, acima de tudo, com a nossa história de vida pessoal.

Quando aceitamos o convite para fazer parte do governo Raquel Lyra, acreditávamos que poderíamos contribuir de forma significativa para o desenvolvimento da nossa querida Afogados da Ingazeira e de toda Região do Pajeú. No entanto, a verdade é que nunca foram disponibilizados os espaços e as condições necessárias para que esse trabalho fosse desenvolvido em sua plenitude.

Durante esse período de seis meses, mesmo com todas as limitações impostas, procuramos atuar como interlocutores da população da região, visando fortalecer o projeto político e administrativo do Governo do Estado, mas não enxergamos por parte do Palácio a reciprocidade esperada.

Apesar dos nossos árduos esforços, nada mudou em relação à importância dada ao nosso Município e ao nosso grupo político, que obteve quase 10 mil votos nas últimas eleições municipais. Afogados da Ingazeira é uma cidade extremamente importante para o Estado e para a Região do Pajeú, marcada por um histórico de grande atenção dada por todos os líderes políticos de Pernambuco, mas que, infelizmente, não vem recebendo o respeito e o tratamento que merece.

Em razão disso, resolvemos que, para manter a unidade do nosso grupo político e garantir a dignidade de tratamento que o povo afogadense deve ter, o melhor caminho seria o nosso desligamento dos cargos. Reforçamos que a política é feita de gestos, de confiança e respeito mútuo. Continuamos dispostos a servir à nossa terra, porque acreditamos que o verdadeiro político não precisa de cargo para defender os interesses do seu povo. Fora do Governo teremos a independência necessária para continuarmos cobrando ações e obras que mudem a realidade do nosso municipio.

Agradecemos pela oportunidade, mas seguiremos firmes e atuantes, fiéis às nossas convicções e aos compromissos assumidos com a população e com todos aqueles que acreditam na nossa liderança. A partir de agora, nosso grupo seguirá livre e independente para escolher o melhor caminho para o desenvolvimento de Afogados da Ingazeira e de Pernambuco.

Afogados da Ingazeira, 06 de outubro de 2025.

Danilo Simões

Edson Henrique

Exclusivo: Danilo Simões e Edson Henrique entregam os cargos que ocupavam na Casa Civil

Acabo de tomar conhecimento de que os líderes da oposição em Afogados da Ingazeira, Danilo Simões e Edson Henrique, acabam de entregar os cargos que ocupavam na Casa Civil do estado. A decisão, tomada no início da tarde de hoje, deve-se à falta de alinhamento político com o Palácio, um movimento que já havia sido antecipado na Coluna e no programa “Minuto com Finfa” de hoje, 6 de outubro.

Mesmo ocupando funções na Casa Civil, há cerca 06 (seis) meses, nada havia mudado em termos práticos, já que os espaços reinvidicados pela oposição não caminharam a contento, o que culminou com a entrega dos cargos na tarde de hoje.

Agora, o grupo político que tem a frente Danilo Simões e outras lideranças, passa a ser independente no cenário estadual, mantendo a condição de oposição em Afogados da Ingazeira.

Com a decretação do afastamento, resta saber quais serão os próximos passos do grupo, já que representam uma parcela significativa do eleitorado afogadense, em razão dos quase 10 mil votos que tiveram na eleição municipal de 2024.

Você no Mural do Finfa

Quem esteve agora há pouco na sede do Blog para conhecer o Mural do Finfa, foi o contador Ari Brandão, da AG Contábil, profissional que comanda nossa empresa, há anos com muita responsabilidade e profissionalismo.

Ari faz parte do nosso Mural.

A decepção do eleitor que vota num vereador para defendê-lo no parlamento, mas este sempre procura um picadeiro

Por Pedro Araújo

Afogados da Ingazeira, por ser dita por muitos políticos, até os locais, mas existem muitos candidatos em Pernambuco, que foram ou quando são, candidatos aos diversos cargos eletivos na política brasileira, quando por aqui passam a procura dos votos, dizem que Afogados da Ingazeira é uma das cidades muito politizadas, isso e muito mais. Até pode ser, concordamos, mas adiantamos que é politizada em partes. Data venha ao respeito por alguns parlamentares, daqui ou de fora, pode-se apontar com o dedo indicador os políticos que realmente são ou estão preocupados os políticos, através da política, com o bem-estar dos seus eleitores, muitos desses políticos fazem da política o “seu” bem-estar social maior e melhor. Façam uma reflexão e analisem.

No dia de ontem, um vereador, que está sendo considerado aquele que mais gosta de aparecer, através dos holofotes das redes sociais, de querer no entra a pulso, ser evidências em qualquer custo ou sentido, passados por sua cabeça, este foi até o mais baixo nível das discórdias, ao procurar um plantão de polícia para processar um colega de parlamento, vejam até aonde chegou?

E quando o eleitor se decepciona porquê saem das suas longínquas residências da zona rural do município para dar um voto a um candidato a vereador? Para que este atue nas suas defesas no parlamento municipal, e quando se dão por conta, o vereador escolhido, após eleito, procura um picadeiro para “tentar” mostrar a que veio? A diferença que o parlamento para defesa dos cidadãos é um parlamento sério, este construído de alvenaria (cimento e tijolos), mas o eleito procura um parlamento com coberta por uma lona, isso mesmo, de um circo. E a sua melhor interpretação para impressionar os eleitores é aquele nariz vermelho, que todos conhecem, de palhaço, isso mesmo. E ao presenciar a atuação do parlamentar, ao qual escolheu para representa-lo num verdadeiro palco de alvenaria, veem que ele está no lugar errado, sem noção e muito menos sabe o que é legislar em prol dos munícipes, coisa que não aprendeu durante vários anos em que está na vida pública. Isso chega a ser vergonhoso, ridículo, digno de “chacota” dos arrependidos, no caso os eleitores.

O equivoco maior do parlamentar é pensar que se elegeu para viver nas evidências dessas redes sociais, através de “baboseiras” de karaokê, dando uma de cantor, de mostrar-se como prejudicado em seu ambiente, que deveria ser de trabalho, e o maior problema está aí, a tal das redes sociais não os deixa, acha-se defendido por estar usando uma rede social pra tudo, achando que o eleitor estar preocupado com seus pronunciamentos ou procedimentos, e com isso, esquece de quem os colocou parlamento de “alvenaria”, e não naquele parlamento escrito acima. Alguns eleitores estão por demais arrependidos, tenham certeza.

Afogados da Ingazeira será uma cidade politizada quando o eleitor souber votar realmente, em troca do nada, de migalhas para venderem seus votos, mas simplesmente pela consciência limpa, tranquila e honrada, por votarem naqueles que se interessam realmente com a condição das suas cidades, dos seus cidadãos, que não olhem primeiro para o seu ego interior, que façam o correto para o público ou poder público, e não se tornem um parlamentar “lagartixa”, na defesa unicamente por ter sido “ajeitado” pela gestão municipal, quando procuram um emprego para dentro de casa, para suas famílias, após cooptações, que existem, e vão existir aos montes a todo tempo.

O que vem acontecendo no plenário da Câmara Municipal de Afogados da Ingazeira são uns triste episódios que os eleitores afogadenses em si, ficam sem saber o que está se passando nas sessões, que são retransmitidas através das rádios de comunicações locais. Devemos prestar atenção aos eleitores que ligam seus rádios para saber de algo proposital, que são as aprovações de projetos de leis, indicações dos parlamentares etc., no plenário da Casa Monsenhor Alfredo de Arruda Câmara, mas não, o que veem ou escutam são briguinhas entre alguns vereadores, que repetimos, com todo respeito a todos, causam náuseas naqueles que vão presenciar as sessões e aqueles que as escutam através das ondas dos rádios, sem saberem que as aprovações são as brigas, em que parlamentares estão entrando na vida pessoal daqueles que se acham oponentes. Enquanto os interesses da população estão em outros planos. Triste é ter uma cidade politizada como Afogados da Ingazeira está sendo hoje. Agora imaginem, e se não fosse?

Marconi Santana homenageia a Rádio Pajeú pelos 66 anos de história e compromisso com o Sertão

O ex-prefeito de Flores e pré-candidato a Deputado Estadual, Marconi Santana, prestou homenagem à Rádio Pajeú em suas redes sociais, que celebra neste sábado (4) seus 66 anos de fundação. Localizada em Afogados da Ingazeira, no Sertão do Pajeú, a emissora é reconhecida como uma das mais importantes do interior pernambucano, referência em informação, cultura e serviço à comunidade.

Fundada em 4 de outubro de 1959 pelo então Bispo Diocesano Dom João José da Mota e Albuquerque, a Rádio Pajeú nasceu com o propósito de levar educação, fé e comunicação responsável aos sertanejos — missão que se mantém firme ao longo das décadas.

Na sexta-feira (3), véspera do aniversário, Marconi Santana participou do programa Manhã Total, onde parabenizou a emissora e destacou seu papel histórico. “A Rádio Pajeú tem uma trajetória que inspira. É uma emissora que aprendeu a escutar o povo e a dar voz a todos. Esse é o verdadeiro sentido da comunicação pública e do serviço comunitário”, afirmou.

Para Marconi, a longevidade e a credibilidade da Rádio Pajeú refletem o compromisso de todos que fazem parte da emissora, desde sua fundação até os dias atuais. “A Pajeú é patrimônio do nosso povo, símbolo de fé, verdade e identidade sertaneja”, completou.

Com mais de seis décadas de história, a Rádio Pajeú segue sendo voz ativa do Sertão, preservando valores, fortalecendo laços e reafirmando o legado de Dom João José da Mota e Albuquerque, que acreditou na força transformadora da comunicação.

Encerrando sua mensagem, Marconi Santana reforçou o sentimento de gratidão e reconhecimento à emissora e a todos que constroem diariamente essa história.

“Que a Rádio Pajeú continue ecoando as vozes do nosso povo, inspirando gerações e sendo instrumento de união, fé e desenvolvimento para todo o Sertão do Pajeú.”