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Posts published by “Junior Finfa”

José de Sá Maranhão Júnior (Júnior Finfa), nasceu em Afogados da Ingazeira-PE, trabalhou no Blog do Magno, sendo o fotógrafo oficial, cobrindo as eleições de 2008 e 2010. No Blog do Sertão, atuou como repórter e fotógrafo, realizando um trabalho de inovação, sendo bastante elogiado nos meios de comunicações.

MANIFESTAÇÕES E A TORRE DE MARFIM

As recentes manifestações de rua no Brasil surpreenderam os governos – municipais, estaduais e federal. Autoridades, perplexas, se interrogam: como é possível? Quem está por trás? Quem monitora? E reagem com a única e malfadada lição aprendida em 21 de ditadura: repressão policial.
Nossas autoridades se encastelam na torre de marfim. Como se o Brasil fosse um planeta distante desse orbe terrestre em que pipocam manifestações de rua em todos os cantos, do Occupy Wall Street à Praça Tahrir no Cairo, da periferia de Paris à Praça Taskim em Istambul. 
A pergunta “o que está por trás?” encontraria resposta se o governo prestasse atenção ao óbvio à frente dos olhos: a insatisfação dos jovens. A mesma insatisfação que levou a geração ora no poder às manifestações estudantis da década de 1960 e à guerrilha urbana na década de 1970.
A mesma insatisfação que mobilizou trabalhadores em greves na virada das décadas de 1970-80 e deu origem ao PT, há 10 anos no comando do país.
A diferença é que, outrora, a polícia infiltrava seus agentes em diretórios estudantis e sindicatos, partidos e grupos clandestinos e, recebidas as informações, agia preventivamente. Agora a mobilização ocorre via redes sociais, mais difíceis de serem controladas (não impossíveis, como demonstrou Snowden, o jovem estadunidenses que revelou ao mundo que a Agência de Segurança Nacional dos EUA invade o computador de milhões de pessoas). 
O que há de óbvio é que nossas autoridades castraram todas as vias de interlocução com os movimentos sociais, quando muito tolerados, jamais valorizados. Cadê os conselhos políticos com presença de lideranças populares? E os comitês gestores? E a Secretaria Nacional de Juventude? Cadê a UNE? E os canais de diálogo com a juventude?
Instalado na torre de marfim, o governo se surpreende a cada nova manifestação: de sem terra, de indígenas, de usuários de transporte coletivo, de descontentes com a inflação, e até com as vaias à presidente Dilma na abertura da Copa das Confederações. 
Quem não dialoga acaba se isolando e apela à repressão como todo aquele que se sente acuado. 
É hora de nossas autoridades deixarem a torre de marfim, largarem os binóculos centrados nas eleições de 2014 e pisarem na realidade. A cabeça pensa onde os pés pisam. E a realidade é a estabilidade econômica ameaçada; a reforma agrária travada; as terras indígenas invadidas (pelo agronegócio e por obras suntuosas do governo); a desoneração da indústria automobilística predominando sobre o investimento público em transporte coletivo; o rabo preso de autoridades com a “caixinha” de empresas privadas etc. 
O óbvio, entretanto, é a falta de esperança desses jovens que carecem de utopias e, quando não se refugiam nas drogas, não sabem ainda como transformar sua indignação e revolta em propostas e programas políticos. 

Por: Frei Betto 

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ROMÁRIO ESTÁ INSATISFEITO E DEVE SAIR DO PSB

Segundo a coluna de Ilimar Franco, o deputado federal e ex-jogador Romário (PSB/RJ) estaria insatisfeito com o seu partido, o PSB, liderado pelo governador de Pernambuco Eduardo Campos. Apesar de já ter sido procurado por outras legedas, o Baixinho ainda não decidiu a sua futura legenda.

“Não estou satisfeito no PSB. A vontade de sair existe. Fui procurado por líderes do PP, do PMDB e do PR. Mas ainda não há outro partido no horizonte”.

PESQUISA
Na última pesquisa publicada pelo Datafolha para o governo do Rio de Janeiro, Romário apareceu com 8% das intenções de voto. Diante dessa manifestação das ruas, pelo Twitter, o ex-jogador agradeceu a afirmou que apesar de não ser sua prioridade avaliaria melhor essa possibilidade.

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CÂMARA EXTINGUE MULTA DE 10% DO FGTS EM DEMISSÕES SEM JUSTA CAUSA

Os deputados federais aprovaram ontem (3), por 315 votos a favor e 95 contra, projeto de lei que extingue a cobrança da multa rescisória de 10% sobre o saldo do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) paga pelos empregadores nas demissões sem justa causa. O texto segue agora para a sanção ou veto da presidente Dilma Rousseff.

A contribuição havia sido criada em 2001 para cobrir rombos nas contas do FGTS provocados pelos Planos Verão e Collor 1, em 1989 e 1990. De autoria do ex-senador Renato Casagrande (PSB-ES), atual governador do Espírito Santo, o projeto aprovado nesta quarta gerou divisão na base governista. O Palácio do Planalto defendeu que a base aliada votasse contra o texto, mas algumas bancadas desobedeceram a orientação.

Segundo estimativas da Confederação Nacional da Indústria (CNI), durante os 11 anos em que a regra esteve em vigor, os empresários desembolsaram R$ 45,3 bilhões para reequilibrar as contas do FGTS.
Em fevereiro do ano passado, o Conselho Curador do FGTS informou ao governo que a conta com os trabalhadores estava quitada, e o adicional de 10% poderia ser extinto. Mas o governo manteve a contribuição.

A última parcela das dívidas geradas com os planos econômicos foi paga em junho de 2012. A CNI calcula que, entre julho de 2012 e abril de 2013, os empresários tiveram de arcar com R$ 2,7 bilhões.

Além da multa rescisória de 10%, o empregador que demite sem justa causa paga ao empregado indenização equivalente a 40% do saldo do FGTS.

JARBAS VASCONCELOS COMEÇA A EXPEDIR CONVITES

Jarbas Vasconcelos marcou para a próxima terça-feira (09), em Brasília, no seu apartamento, um jantar-reunião com 13 senadores de legendas variadas: PMDB, PDT, PSB, PSDB, PP, PSOL, PTB e DEM. A conversa deve girar em torno dos protestos e do papel do Congresso em atender as reivindicações populares, especialmente após a proposta de plebiscito encaminhada pela presidente. (Folha Política)

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PROJETO MOBILIZA ARTISTA E É APROVADO POR UNANIMIDADE NO SENADO

Por unanimidade, o plenário do Senado aprovou, na noite de ontem (3), o PL 129/2012. O projeto, que dá mais transparência a arrecadação e distribuição de direitos autorais, levou ao Congresso Nacional grandes nomes da música brasileira. Os artistas acompanharam a apreciação da matéria desde a manhã, quando foi ela analisada na Comissão e Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. A proposta tem relatoria do senador pernambucano Humberto Costa (PT-PE) e foi votada em regime de urgência.

A proposta aprovada redefine o Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (Ecad), garantindo transparência, eficiência e fiscalização ao direito autoral. “Nós estamos iniciando não somente uma reforma do sistema, mas uma verdadeira revolução, resgatando o interesse de todos aqueles envolvidos com essa atividade, especialmente dos compositores, autores e cantores brasileiros”, afirmou o senador.

Segundo o senador, a proposta corrige distorções históricas do sistema de arrecadação. “Temos dois sensos comuns na sociedade brasileira: um, que se paga caro ao Ecad e não se sabe se o autor é o real beneficiado e o outro é a cultura de que não é preciso pagar para utilizar a obra de alguém, afirmou.” Criado ainda durante o Regime Militar (1973), o Ecad  tem o monopólio sobre a arrecadação musical no Brasil.  No ano passado, o órgão arrecadou R$ 624,6 milhões e distribuiu R$ 470,2 milhões.

Entre os nomes que marcaram presença no Senado estão  Roberto Carlos, Caetano Veloso, Fafá de Belém, Lenine, Otto, Gaby Amarantos, Thiaguinho, Alexandre Pires, Péricles, Erasmo Carlos, Carlinhos Brown, Rogério Flausino, Fernanda Abreu, Emicida, Roberta Miranda, Lula Queiroga e Jorge Vercillo, além das produtoras Paula Lavigne e Flora Gil.

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