*Por Rinaldo Remigio
Há pessoas que passam pela vida deixando rastros de luz — discretos, constantes e generosos. O meu amigo Zezito Sá, ou simplesmente “Seu Zezito”, como todos o chamavam com carinho, foi uma dessas figuras que o tempo jamais apaga.
Recordo-me, ainda garoto, de minhas idas à agência dos Correios de Afogados da Ingazeira. Ia cumprir a rotina de levar e buscar os malotes do Banco do Brasil, mas confesso que o que mais me alegrava era o breve encontro com aquele trio que parecia fazer parte do cenário: Seu Zezito, Dona Ilda e Barbosa. Sempre sorridentes, sempre prontos a servir.
O Seu Zezito tinha uma simpatia natural, dessas que não se aprende nos livros nem se ensina nos manuais. Ele sabia receber. O atendimento era mais que um gesto profissional — era um ato de amizade. E, como se não bastasse, ainda se colocava à disposição para ajudar no que fosse preciso. Tinha prazer em servir.
De vez em quando, eu o via também no Banco do Brasil, conversando com funcionários, clientes e amigos. Era presença constante, figura conhecida e querida. Extrovertido, comunicativo, dono de uma conversa agradável e de um coração generoso, Seu Zezito representava o espírito bom de uma cidade acolhedora.
Mas o seu maior legado não está apenas no ofício que exerceu com tanto zelo, nem nas amizades que cultivou. Está na família exemplar que construiu ao lado de Dona Betinha, sua companheira fiel. Os filhos, todos educados, responsáveis e comprometidos com seus valores, são o reflexo vivo do caráter e da retidão de seu patriarca.
E, aqui neste espaço, o Blog, temos o exemplo de Júnior Finfa, o filho que herdou não apenas o nome, mas a integridade e o compromisso com o bem. Pessoa honrada, dedicada, e que carrega, com orgulho, a história e o exemplo do pai.
Fica, portanto, nossa singela homenagem a Seu Zezito Sá — homem simples, mas de alma grandiosa; servidor público exemplar, amigo de todos, e personagem inesquecível da história de Afogados da Ingazeira.
Em cada lembrança, em cada gesto de cortesia, em cada palavra de bondade, permanece viva a presença de um homem que soube transformar o cotidiano em convivência, e o trabalho em missão.
Porque há vidas que, mesmo após o tempo passar, continuam carimbando o coração da gente com o selo da saudade e do respeito eterno.
*Memorialista e amigo da familia!













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