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O presidente do PSD, Gilberto Kassab, disse a aliados que acredita em Fernando Haddad como candidato do PT nas eleições de 2026.
A avaliação, feita sob reserva a nomes próximos do partido, está por trás das reiteradas críticas de Kassab ao ministro da Fazenda.
Em janeiro, Kassab o chamou de ministro “fraco”, ao participar de um evento fechado para investidores.
Ao comentar o cenário para 2026, Kassab considerou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve perder a reeleição, embora o considere um candidato forte.
Na semana passada, o dirigente partidário — que ocupa uma secretaria no governo de São Paulo — voltou a criticar o ministro da Fazenda, apontando a “fragilidade” da pasta e a dificuldade de Haddad para entregar projetos.
A desconfiança de Kassab ocorre diante de declarações de Lula que colocam dúvidas sobre 2026.
Ainda em janeiro, o petista admitiu a possibilidade de ficar de fora da corrida ao Palácio do Planalto.
Segundo relatos, durante a primeira reunião ministerial do ano, Lula afirmou que a decisão dependerá da “vontade de Deus”.
Neste mês, o presidente disse, em entrevista, que só irá se candidatar se tiver “100% de saúde”.
Para o mesmo grupo de aliados, ao “queimar” Haddad, Gilberto Kassab busca ainda conquistar a confiança de bolsonaristas para se viabilizar como vice do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) numa eventual disputa pela reeleição em São Paulo.
Em um cenário mais ousado, caso Tarcísio seja alçado ao Planalto, o secretário de São Paulo sairia como candidato a governador do estado.
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