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TEMER É ACONSELHADO A AFASTAR JUCÁ APÓS GRAVAÇÕES SOBRE LAVA JATO

JUCAO presidente interino, Michel Temer, está sendo aconselhado por sua equipe que a melhor saída é o afastamento temporário do ministro Romero Jucá (Planejamento) do governo depois que foi divulgada gravação em que ele sugere um pacto para deter a Operação Lava Jato.

Segundo a Folha apurou, a tendência é o ministro Romero Jucá, ainda hoje, depois de dar entrevista à imprensa, pedir seu afastamento do governo para se defender. A única hipótese de ele ficar no posto é se as explicações do ministro forem capazes de afastar qualquer crise no governo, o que é considerado difícil por sua equipe.

À Folha o presidente Michel Temer disse que tomará uma decisão entre hoje e amanhã, mas reafirma seu “compromisso com as investigações da Operação Lava Jato, que fez um bem ao país”, acrescentando que, se “houver embaraços pela frente, eles serão retirados”.

“Quero destacar a importância da Lava Jato, um movimento que surgiu das ruas e as ruas precisam ser prestigiadas”, afirmou o presidente interino à reportagem.

“Se houver embaraços pela frente, estes embaraços serão retirados”, acrescentou Temer. Segundo o presidente, ficou “estabelecido que ele [Jucá] vai dar as explicações” e que ele irá “avaliar hoje à noite, amanhã de manhã”, o que fará. Com isto, o peemedebista quer dar espaço para seu ministro se explicar.

Com a ressaca da divulgação de áudio em que Romero Jucá fala em pacto para deter o avanço da Operação Lava Jato, o governo Michel Temer começou a avaliar desde a noite de domingo (22) os impactos de uma eventual saída do cargo do ministro do Planejamento.

A avaliação de governistas e aliados é que o episódio passa uma “péssima imagem de partida” da gestão interina e afeta discurso do presidente em exercício de que deixará a Operação Lava Jato transcorrer normalmente.

Na tentativa de solucionar a primeira crise do novo governo, o presidente interino se reuniu nesta manhã com os ministros Jucá e Eliseu Padilha (Casa Civil) e com o assessor especial Moreira Franco.

Em conversas ocorridas em março passado, e reveladas pela Folha, o ministro sugeriu ao ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado que uma “mudança” no governo federal resultaria em um pacto para “estancar a sangria” representada pela Operação Lava Jato, que investiga ambos.

Gravados de forma oculta, os diálogos entre Machado e Jucá ocorreram semanas antes da votação na Câmara que desencadeou o impeachment da presidente Dilma Rousseff. As conversas somam 1h15min e estão em poder da PGR (Procuradoria-Geral da República).(Folha de São Paulo)

GONZAGA PATRIOTA RECEBE HOMENAGEM DURANTE SOLENIDADE DE FORMATURA DE 779 NOVOS POLICIAIS RODOVIÁRIOS FEDRAIS

GONGAO deputado federal Gonzaga Patriota (PSB) marcou presença na solenidade de formatura de 779 novos policiais rodoviários federais que irão atuar, principalmente, nas fronteiras brasileiras. Estavam presentes também o Ministro da Justiça e Cidadania, Alexandre Moraes; a Diretora-Geral da Polícia Rodoviária Federal, Maria Alice e o ex-ministro da Justiça, José Eduardo Cardoso. Na ocasião, o socialista foi homenageado e recebeu uma comenda de honra da PRF em sinal de agradecimento por lutar pela convocação desses novos PRF’s.

Curso de Formação

A Academia Nacional da Polícia Rodoviária Federal (ANPRF), em Florianópolis/SC, recebeu aproximadamente 800 candidatos aprovados no último concurso da Polícia Rodoviária Federal (PRF) para Curso de Formação Profissional (CFP) 2016.

A capacitação envolveu cerca de 400 servidores, entre instrutores, coordenadores e pessoal administrativo, todos se revezando durante o período do Curso de Formação. Durante os três meses de curso, os candidatos tiveram aulas de Noções de Organização e Controle, Condução Veicular Policial, Princípios Básicos para a Saúde, Técnicas de Defesa Policial, Relações Humanas, Redação Técnica para Atividade Policial, Direitos Humanos e Cidadania e Aspectos Legais dos Procedimentos Policiais, Direção Defensiva, Armamento e Tiro, Enfrentamento às Fraudes Veiculares, Técnicas de Abordagem Policial e um rol de outras disciplinas não menos importantes para a formação profissional.

Efetivo da PRF – Estes aproximadamente 800 candidatos somam aos mais de 2.500 policiais que ingressaram nos últimos quatro anos nos quadros da PRF, totalizando 3.300 novos servidores – aproximadamente 32% do atual quadro de 10.400 policiais na ativa.

MINISTRO DIZ QUE PRESSÃO DE ARTISTAS INFLUENCIOU NA RECRIAÇÃO DO MINC

mendoncaO ministro da Educação, Mendonça Filho (DEM-PE), disse neste sábado (21) que a pressão dos artistas influenciou para a recriação do Ministério da Cultura (MinC). Ele afirmou que “a pressão legítima de atores que promovem e fazem a cultura no Brasil faz parte do processo democrático. A gente tem que entender como algo legítimo”.

Mendonça Filho explicou que será feita uma Medida Provisória (MP) para desmembrar o Ministério da Educação e Cultura e recriar o MinC. A Cultura deixa de ser uma secretaria e não ficará mais subordinada ao Ministério da Educação. A posse do novo ministro, Marcelo Calero, será na terça-feira (25).

Mendonça Filho disse que houve uma “exploração política indevida de um tema que não tem nada a ver com a discussão”. Ele afirmou que decidiu recriar o MinC como uma “sinalização do diálogo”.

“Havia uma exploração muito forte de segmentos do setor cultural. O entendimento do governo Michel Temer é reforço e promoção da cultura do Brasil – seja através de uma Secretaria Nacional de Cultura ou de um Ministério, conforme foi decisão do Presidente da República”.

Para ele, o Ministério da Cultura estava “destroçado do ponto de vista de estrutura administrativa”.
“Evidentemente que o contorno geral da exploração política indevida e a má compreesão de uma ideia que visa, basicamente, fortalecer um ministério que hoje está absolutamente destroçado do ponto de vista de estrutura administrativa e é impedido de promover e apoiar a cultura como deveria gerou interpretações incorretas”.

Recriação do MinC
Mendonça Filho informou neste sábado (21) que o presidente em exercício Michel Temer decidiu recriar o Ministério da Cultura. O novo ministro será Marcelo Calero, anunciado na última quarta (18) como secretário nacional de Cultura.

A decisão de fundir as pastas de Educação e Cultura foi tomada com base no princípio adotado por Michel Temer ao assumir de reduzir o número de ministérios.

Diante dos protestos de parte dos artistas e de servidores do Ministério da Cultura, Temer já havia anunciado que, mesmo como secretaria, a estrutura da pasta seria mantida.

Nesta sexta-feira (20), edição extra do “Diário Oficial da União” publicou medida que dava status de “natureza especial” ao cargo de secretário da Cultura. Ainda na sexta, diversos artistas, como Caetano Veloso, Erasmo Carlos, Seu Jorge e Marcelo Jeneci, participaram de um ato cultural no Palácio Gustavo Capanema, no Centro do Rio, contra a extinção da pasta.

Agora, depois de ouvir artistas e representantes do setor, o presidente em exercício decidiu reverter a decisão e devolver à Cultura o status de ministério.(G1.COM)

PF DEFLAGRA OPERAÇÃO QUE INVESTIGA SOBRINHO DE LULA E A ODEBRECHT

predio_taiguaraA Polícia Federal (PF) deflagrou nesta sexta-feira (20) uma operação batizada de Janus que investiga contratos da construtora Odebrecht com o empresário Taiguara Rodrigues dos Santos, sobrinho do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O petista, no entanto, não é foco direto das diligências realizadas pelos policiais federais em São Paulo e Santos, no litoral paulista.
Os alvos da Operação Janus são suspeitos de terem cometido os crimes de tráfico de influência e lavagem de dinheiro.

A Justiça Federal expediu quatro mandados de busca e apreensão e dois de condução coercitiva (quando a pessoa é obrigada a ir depor). Além de Taiguara, foi obrigado a prestar depoimento o sócio do sobrinho de Lula, José Manuel de Deus Camano.

As empresas onde foram cumpridos os mandados de busca e apreensão são ligadas à Odebrecht, que é investigada pela Operação Lava Jato por envolvimento no esquema de corrupção que atuava na Petrobras.

O G1 procurou a assessoria da Odebrecht, mas até a última atualização desta reportagem ainda não havia obtido resposta. O G1, entretanto, não localizou a defesa de Taiguara.

Taiguara é dono da Exergia, uma empresa do ramo da construção civil sediada em Santos que foi contratada pela Odebrecht para atuar em obras complexas de um empreendimento da construtora em Angola. A empreiteira brasileira executou, entre 2012 e 2015, as obras de ampliação e modernização da hidrelétrica de Cambambe. No mesmo ano, a Odebrecht obteve um financiamento de US$ 464 milhões junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Social (BNDES) para executar o projeto no continente africano.

Segundo a PF, a Operação Janus pretende investigar se a Odebrecht utilizou os contratos com a empresa do sobrinho de Lula para pagar “vantagens indevidas”. A apuração, informou a assessoria da Polícia Federal, teve início quando foi enviado para a corporação um procedimento de investigação criminal do Ministério Público Federal que solicitava a investigação de suposto pagamento de propina pela Odebrecht, entre 2011 e 2014, em troca de facilidades na obtenção de empréstimos de interesse da empreiteira junto ao BNDES.

Funcionários do prédio onde, segundo os registros oficiais, está sediada a Exergia informaram ao G1 que a empresa está fechada há, pelo menos, um ano. Desde então, relataram os funcionários, não tiveram mais notícias de Taiguara. O imóvel, um dos mais antigos de Santos, fica ao lado da sede da superintendência local da Polícia Federal.

Os policiais federais também vistoriaram o apartamento de Taiguara, localizado na Ponta da Praia, por volta das 6h. O empresário mora em uma cobertura duplex com a mulher. Os agentes saíram do local com vários objetos e documentos do sobrinho de Lula. De acordo com funcionários do edifício residencial, Taiguara não estava no local.

A Polícia Federal explicou que o no nome da operação é uma referência ao deus romano Janus (ou Jano). Ainda de acordo com a corporação, a menção à divindade latina de duas faces, que olha ao mesmo tempo para o passado e para o futuro, tem o objetivo de mostrar “como deve ser realizado o trabalho policial, sempre atento a todos os lados e aspectos da investigação”. ( Colaboraram os G1s Santos e Distrito Federal)

AS VERDADES DE CUNHA

CUNHACom o broche de deputado na lapela, apesar de estar com o mandato suspenso por decisão do Supremo Tribunal Federal, Eduardo Cunha, voltou nesta quinta (19) à Câmara para falar ao Conselho de Ética.

Em quase sete horas de depoimento, ele negou ter mentido aos colegas, negou ter recebido propina, negou ter contas no exterior e negou que esteja dando as cartas no governo Michel Temer. A sessão terminou antes que negasse o próprio nome.

“Eu não tenho conta no exterior”, iniciou Cunha, ignorando tudo o que já foi revelado por procuradores do Brasil e da Suíça. O relator perguntou por que o nome da mãe dele era a senha registrada em formulários do banco Julius Baer. “Não é minha autoria. Não é minha letra”, respondeu, sem mover um músculo da face.

E por que o lobista João Henriques, preso na Lava Jato, disse ter transferido US$ 1 milhão para sua conta na Suíça?, questionou um deputado. “Isso não faz parte da representação”, desconversou Cunha.

O peemedebista insistiu na versão de que os milhões na Suíça não são dele, e sim de um trust. “O trust não tem dono, não é conta, não é investimento, não é patrimônio. O trust é uma benção!”, ironizou o deputado Sandro Alex, do PSD. “Não existe bênção”, respondeu Cunha, dono de uma empresa chamada Jesus.com.

“Se o dinheiro dessa conta compra um vinho de US$ 1.000, eu pergunto: Quem bebe o vinho, o senhor ou o trust?”, perguntou Júlio Delgado, do PSB. O depoente fingiu não ouvir.

Em meio a tantas negativas, Cunha também ajudou a deixar algumas coisas mais explícitas. Depois de emplacar uma série de aliados no governo Temer, ele disse não ser responsável por nenhuma nomeação.

“Não tem um alfinete indicado neste governo por Eduardo Cunha”, afirmou, falando de si mesmo na terceira pessoa. “Eu não indiquei nem indico ninguém. Mas se eu o tivesse feito, eu teria legitimidade, porque é o meu partido que está no poder”, disse. Será que agora ficou claro? (Bernardo Mello Franco – Folha de S.Paulo)

PLANALTO ANUNCIA PEDRO PARENTE COMO NOVO PRESIDENTE DA PETROBRAS

pedro-parente1A assessoria de imprensa da Presidência da República anunciou nesta quinta-feira (19) que o ex-ministro Pedro Parente será o novo presidente da Petrobras. O anúncio ocorreu após ida de Parente ao Palácio do Planalto para conversa com o presidente em exercício Michel Temer.

Chefe da Casa Civil no governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), Parente assumirá o posto no lugar de Aldemir Bendine, que estava no cargo desde o ano passado, quando foi nomeado no governo da presidente afastada Dilma Rousseff. Pedro Parente ocupa atualmente a presidência do Conselho de Administração da BM&F Bovespa, mandato para o qual foi eleito em março do ano passado.

Segundo o site da BM&F Bovespa, o novo presidente da Petrobras iniciou a carreira no serviço público no Banco do Brasil, em 1971, e, em 1973, se transferiu para o Banco Central.

Formado em engenharia pela Universidade de Brasília (UnB), ele exerceu, além de outras funções, o cargo de consultor do Fundo Monetário Internacional e coordenou, em 2002, a equipe de transição do governo FHC quando o ex-presidente Lula foi eleito.

A confirmação do novo presidente da Petrobras ocorre em meio aos anúncios do governo sobre postos estratégicos no segundo escalão, como os recentes nomes que foram divulgados para a presidência do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e para a presidência do Banco Central.

Há, ainda, a expectativa de que sejam anunciados nos próximos dias os nomes dos novos presidentes de bancos públicos como o Banco do Brasil, a Caixa Econômica Federal e o Banco do Nordeste.

Perfil
Parente se formou em engenharia elétrica pela Universidade de Brasília (UnB) em 1976. Ele foi ministro entre 1999 e 2003, passando pela Casa Civil, pelo Planejamento e pela pasta de Minas e Energia. Coordenou a equipe de transição do governo de Fernando Henrique Cardoso para o de Luiz Inácio Lula da Silva.

Depois que saiu do governo, Parente foi vice-presidente executivo do grupo RBS. Ele atuou, ainda, nos conselhos da Petrobras e do Banco do Brasil. Entre 2010 e 2014, foi presidente da Bunge Brasil, uma das maiores exportadoras do país.

Após deixar a companhia, Parente passou a se dedicar à Prada Assessoria, sua consultoria financeira para gestão de fortunas, que tem como sócia a mulher dele, Lucia Hauptman.

CHANTAGEANDO TEMER, EDUARDO CUNHA MANDA NO BRASIL, DIZ HUMBERTO

HUMMMMEm mais um dia de surpresas negativas protagonizadas pelo governo “golpista” de Michel Temer (PMDB), em que o presidente interino designou como líder do governo na Câmara um aliado de Eduardo Cunha (PMDB) que é acusado até de envolvimento em tentativa de homicídio, o líder do Governo Dilma no Senado Humberto Costa (PT-PE) falou da forte influência que o ex-presidente da Câmara exerce sobre Temer.

Da tribuna do plenário do Senado, Humberto até admitiu, nesta quarta-feira (18), que houve um erro de avaliação por parte dos parlamentares defensores da democracia e da presidenta, por acreditar que Cunha seria o vice-presidente da República, e não o “verdadeiro” presidente interino do país como se vê hoje.

“Cunha, mesmo afastado do mandato de deputado e da presidência da Câmara pelo Supremo Tribunal Federal (STF), é quem continua dando as cartas, manietando o golpista Temer, que não passa de um títere em suas mãos”, afirmou.

Para o senador, o governo provisório está funcionando “aos tropeços, aos trancos e barrancos, num barata-voa absoluto e, não bastando a completa desorientação, cedendo às mais baixas chantagens de Cunha, que tem mandado e desmandado no Palácio do Planalto”.

Humberto destacou que, além de Cunha já ter indicado o próprio advogado para a subchefia de Assuntos Jurídicos da Casa Civil e um assessor pessoal para a chefia do gabinete da Casa Civil, foi ele quem organizou, ainda que afastado e proibido de pisar nas dependências da Câmara, um centrão que congrega cerca de 350 deputados de 13 partidos “para meter pressão sobre esse governo atrapalhado, fraco e perdido”.

“E ele conseguiu o que queria: nomeou um grande aliado seu, o deputado sergipano André Moura, do PSC, como líder do Governo na Câmara dos Deputados, réu no STF em pelo menos três inquéritos, cujos crimes vão de apropriação indébita de dinheiro público a envolvimento em uma tentativa de homicídio”, comentou.

De acordo com o líder do Governo Dilma, ao contrário do que PSDB, do DEM e do próprio Michel Temer imaginaram – que era utilizar Cunha como um “idiota-funcional” para a consecução dos seus objetivos de derrubar Dilma e depois descartá-lo – agora eles observam o poder descomunal que o ex-presidente da Câmara exerce.

Bandidagem
Humberto acredita que Temer é uma figura fragilizada, devedor de obediência a Eduardo Cunha, que pode destruí-lo rapidamente, operando seu imenso “bloco de asseclas na Câmara para votar contra o governo, da mesma forma como fez com Dilma, que não aceitou se submeter a essa bandidagem”.

O senador considera que “o fraco” presidente interino participa do jogo sujo do “nefasto Cunha”, considerado um delinquente pelo Ministério Público Federal, e que há seis dias consecutivos tem sobressaltado o Brasil com uma série de atos escandalosos, misóginos, racistas e absolutamente orientados contra as políticas sociais exitosas dos últimos anos.

“Por isso, eu volto a dar parabéns aos que foram às ruas com o argumento de que era preciso tirar Dilma para acabar com a corrupção no Brasil, de que era preciso golpear e interromper um governo que deu todas as condições para que as instituições funcionassem plenamente no combate aos malfeitos com a finalidade de substituí-lo por um outro melhor”, disparou.

“Está aí o que vocês colocaram de melhor no comando do país: Eduardo Cunha de ventríloquo e Michel Temer de marionete. Que bela troca, caros golpistas! Está aí o governo que merecem. Limpo como a consciência de vocês”, ironizou.

DÍVIDA RURAL: PLV 8 É APROVADO PELO SENADO E SEGUE PARA SANSÃO PRESIDENCIAL PARA SER CONVERTIDO EM LEI

FERNANDOCom o apoio de diferentes parlamentares, o Plenário do Senado aprovou por unanimidade, no início da noite de hoje (17), o Projeto de Lei de Conversão (PLV) nº 8/2016, que trata da prorrogação de dívidas dos agricultores e dos transportadores de cargas. O PLV é resultado da Medida Provisória (MP) nº 707/2015, discutida amplamente por comissão mista (CMMPV 707) presidida pelo senador Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE). O PLV 8, que seguiu para sanção presidencial, será convertido em lei e beneficiará, principalmente, mais de 1 milhão de agropecuaristas da Região Nordeste.

“A aprovação definitiva deste projeto traduz os anseios e as necessidades dos nossos produtores; principalmente, dos agricultores familiares do semiárido nordestino”, comemorou Fernando Bezerra. “Conseguimos virar esta página e agora não teremos mais uma medida paliativa. Mais do que garantir meios para o pagamento das dívidas, a medida vai ajudar o setor produtivo a ter condições reais e adequadas de obter novos créditos junto a bancos oficiais e, com isso, poder pagar seus débitos, voltar a investir em suas propriedades e gerar emprego e renda ao país”, completou o senador.

Para garantir que o PLV 8 fosse votado hoje pelo Plenário do Senado sem alterações em relação ao texto aprovado pela Câmara dos Deputados – o que poderia significar o retorno da matéria àquela Casa – o senador Eunício Oliveira (PMDB-CE) apresentou requerimento para a retirada de três dispositivos do projeto: artigos 4, 5 e 8, considerados “estranhos” ao mérito da proposta. “Eram os chamados ´jabutis´”, explicou o líder do PMDB no Senado. Tais dispositivos referiam-se a dívidas vencidas relativas a debêntures não relacionados ao setor rural, a instrumento de subvenção para fornecedores de cana de açúcar e a débitos previdenciários e do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS).

De acordo com o senador Fernando Bezerra, o texto aprovado pelo Senado é “muito avançado” e atende às expectativas tanto dos agricultores familiares quanto dos empresariais. “Que sofrem bastante com dívidas que se arrastam desde a década passada; muitas delas, geradas pelos quatros anos consecutivos de seca no Nordeste e também pela conjuntura econômica do país”, observou o socialista Pernambuco.

HUMBERTO CRITICA MINISTÉRIO DE TEMER E O CHAMA DE RETROCESSO ABSURDO

HUMMMO líder do Governo Dilma no Senado, Humberto Costa (PT-PE), criticou duramente nesta segunda-feira (16), em discurso na tribuna do plenário da Casa, as primeiras movimentações do governo “golpista” e interino de Michel Temer (PMDB), classificando-as de retrocesso absurdo.

Segundo ele, é impossível que os favoráveis ao impeachment de Dilma Rousseff, principalmente os que foram às ruas pedir a saída da presidenta, concordem com a extinção de ministérios sociais importantes como o das Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos e o da Cultura, com o loteamento de cargos por toda a Esplanada e com a nomeação de investigados por corrupção e de políticos contrários a avanços sociais e que não têm qualquer relação com as pastas que irão administrar.

Para Humberto, há tempo para essas pessoas reconhecerem o erro, mas é preciso ter sinceridade para admitir que “todos sabiam sabem onde essa porta aberta pelos golpistas iria dar”. “Se houver sobrado panela e um pouco de vergonha na cara, ainda é tempo de reconhecer o erro e tentar corrigi-lo”, cobrou.

Humberto avalia que os favoráveis ao golpe são diretamente responsáveis “por todo o retrocesso” a que ele levará o Brasil por essa porta aberta por eles próprios. “Eu penso que esses últimos dias foram reveladores da ressaca moral que tomou conta de muitas marionetes-funcionais que serviram ao golpe havido neste país na última semana”, comentou.

“Então, eu quero parabenizar a seletividade moral dos que apearam da Presidência da República uma mulher honesta para favorecer essa junta provisória emporcalhada que ocupa agora o Palácio do Planalto”, ironizou.

O parlamentar ressaltou que os principais jornais internacionais estão questionando como é possível tirar Dilma para colocar no seu lugar “esse time que estamos vendo aí, que virou motivo de chacota pelo mundo”.

“Estão nos tratando como se fôssemos uma republiqueta de bananas. As principais lideranças do mundo também se perguntam: como uma mulher que não tem contra si nenhuma denúncia de corrupção sai e entra um time que faz inveja a qualquer seleção da penitenciária? Sinceramente, são coisas da elite brasileira”, lamentou.

O líder do Governo Dilma no Senado reiterou que o golpe continuará sendo denunciado pelos cidadãos que defendem a democracia e partidos da base da presidenta. Ele lembrou que vários senadores irão denunciar a situação do Brasil na Assembleia Parlamentar Euro-Latinoamericana, que começou hoje em Lisboa.

Humberto e outros parlamentares também irão ao Parlasul, na semana que vem, “relatar ao Mercosul – bloco que a política externa dessa junta provisória quer destruir, em desapreço à integração latino-americana – os meandros da deposição da presidenta eleita”

JUCÁ ANUNCIA EQUIPE NO PLANEJAMENTO E EXTINGUE SECRETARIA LIGADA AO PAC

JUCAO ministro do Planejamento, Romero Jucá, anunciou nesta segunda-feira (16) os nomes que vão ocupar cargos de segundo escalão e de instituições vinculadas à pasta. Jucá assumiu o Planejamento indicado pelo presidente em exercício Michel Temer, que vem recebendo críticas porque o senador licenciado é investigado pela operação Lava Jato.

Entre os confirmados está Dyogo Henrique Oliveira, que será secretário-executivo, número dois, do ministério. Oliveira estava na secretaria-executiva do Ministério da Fazenda, quando sob o comando de Nelson Barbosa.

“A chefia de gabinete do ministro será ocupada pelo consultor legislativo do Senado Federal, Fernando Veiga Barros”, informa nota divulgada pelo ministério nesta segunda.

O ministro anunciou ainda a extinção da Secretaria do Programa de Aceleração do Crescimento (Sepac), que agora se chamará Secretaria de Desenvolvimento e Infraestrutura. Ela será comandada por Hailton Madureira de Almeida.

O Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) é uma das principais vitrines dos governos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da presidente afastada Dilma Rousseff. Dentro dele, foram tocadas obras de infraestrutura bilionárias, em vários setores como rodovias, ferrovias, energia e habitação.

O G1 procurou o Ministério do Planejamento para saber se a decisão de mudar o nome da secretaria indica que o governo não predente dar continuidade ao PAC. A assessoria do ministério informou, porém, que não era possível responder à questão neste momento.

Na semana passada, em um de seus primeiros atos após assumir o cargo, o presidente em exercício, Michel Temer, criou o Programa de Parcerias de Investimentos (PPI).

O programa foi instituído por meio de uma Medida Provisória vai servir para a “ampliação e fortalecimento da interação entre o Estado e a iniciativa privada por meio da celebração de contratos de parceria para a execução de empreendimentos públicos de infraestrutura e de outras medidas de desestatização.”

Nomes anunciados para cargos no Ministério do Planejamento:

Secretaria-Executiva: Dyogo Henrique Oliveira
Chefia de gabinete: Fernando Veiga Barros
Secretaria de Orçamento Federal (SOF): George Aguiar Soares
Secretaria de Planejamento e Investimento (SPI): Francisco Franco
Secretaria de Gestão (Seges): Gleisson Cardoso Rubin
Secretaria de Desenvolvimento e Infraestrutura: Hailton Madureira de Almeida
Secretaria de Patrimônio da União (SPU): Guilherme Estrada
Consultor jurídico – Walter Baere
Assessoria Econômica – Marcos Ferrari
Departamento de Empresas Estatais – Fernando Ribeiro Soares
Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea): Manoel Pires
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE): Wasmália Bivar
Escola Nacional de Administração Pública: Paulo Marques
Agência Brasileira Gestora de Fundos Garantidores e Garantias (ABGF): Marcelo Franco