Press "Enter" to skip to content

Blog do Finfa - A verdade em forma de notícia

Mela-mela, tô na folia e desfile de fantasias infantis na segunda-feira de Carnaval em Afogados

Uma grande multidão saiu às ruas do bairro São Francisco para participar do bloco do mela-mela, puxado pelo Trio elétrico tutti-frutti e animação do cantor Felipe Santos. A estimativa é de que cerca de duas mil pessoas acompanharam o percurso do bloco pela Rua Sete de Setembro, finalizado na ponte que liga o centro ao bairro São Francisco.

Outro bloco que reuniu um grande público foi o tradicional Tô na folia, com mais de 20 anos de existência. O bloco percorreu a avenida Rio Branco, puxado pelo trio elétrico e animado pelo cantor Cesinha Atrevido. Presença no bloco do ex-prefeito Totonho Valadares, do Deputado Estadual José Patriota, do Prefeito de Afogados, Sandrinho Palmeira, e do seu vice, Daniel Valadares.

No Pólo do Frevo, montado na Praça de Alimentação, aconteceu o já tradicional Concurso de Fantasias Infantis, que teve os seguintes premiados:

1° lugar – Maria Helena com a fantasia Caboclo de Lança
2° lugar – Benicio com a fantasia Palhaço terra quente
3° lugar – Fábio com a fantasia Lampião

Na categoria de 07 a 12 anos , os ganhadores foram:
1° lugar – Os Indígenas
2° lugar – Eriane Maysa com a fantasia Carnaval de Paz
3° lugar – Maria Isadora com a fantasia Cleópatra

Público lota praça central de Flores na noite do tradicional bloco do Zé Pereira e Juvenal

O final de semana foi repleto de muita folia, alegria e expressões populares em Flores, no sertão do Pajeú. Os festejos carnavalescos na cidade tiveram início logo na noite de sexta (17), com a primeira edição do bloco ‘Flores Folia’ do empresário ‘André da Banca’, reunindo foliões no centro da cidade, para saudar o tradicional bloco ‘Caretas Feminos’, que prestou uma justa homenagem aos saudosos carnavalescos, ‘Neves do O’ e ‘Nego de Raunlino’.

Já no sábado (18), antes mesmo do início da noite, os florenses se reuniram na para festejar a IV edição da agremiação carnavalesca ‘Nunca Nem Ví’, que tem a assinatura do advogado Caike Ferreira e da empreendedora, Joelma Souza.

A festa carnavalesca teve continuidade com o tradicional desfile do bloco do Zé Pereira e Juvenal e o irreverente bloco das virgens.

Para receber os personagens, símbolos do Carnaval Florense, o rei e a rainha do festejo carnavalesco e o público que tomou à Praça Dr. Santana Filho, a Secretaria Municipal de Turismo e Eventos montou uma mega estrutura para os dois momentos mais esperados da noite de sábado de Carnaval – o público foi estimulado a descobrir quem estava por trás das máscaras de Juvenal e Zé Pereira e participar do desfile, com concurso, da virgem mais irreverente do Carnaval das Tradições.

Três jurados avaliaram a beleza, simpatia, performance, criatividade do figurino e criatividade na escolha do condinome; a prefeitura garantiu premiação em dinheiro – R$ 2800 reais – para as 6 melhores virgens escolhidas pelos avaliadores. Para quem descobriu o Zé Pereira e Juvenal, R$ 600 reais.

A noite de Sábado do Carnaval das Tradições em Flores foi encerrada com o show musical da Orquestra Harmonia do Frevo e Gil Cantor.

Após dois anos, Escolas de Samba do Recife retornam encantando os foliões

“Sou grato, primeiramente, a Deus por esta oportunidade. Estar com minha escola outra vez na avenida, homenageando a memória dos que se foram nesses últimos anos, para todos nós é uma grande alegria.” As palavras do instrumentista da Escola de Samba Limonil, Laércio José, representaram um sentimento coletivo. A espera foi longa e angustiante, mas, para a felicidade geral da nação sambista recifense, após dois longos anos de pandemia, enfim, na noite desta segunda-feira (20), o grupo especial voltou a desfilar para o público.

Quatro agremiações fizeram parte do desfile que, pela primeira vez, aconteceu na passarela montada pela Prefeitura do Recife na Rua João Lyra, em Santo Amaro, ao lado do Parque 13 de Maio. Foram elas as escolas de samba do grupo 01: Estudantes de São José e Limonil  e do grupo especial: Galeria do Ritmo e Gigante do Samba.

Abrindo com o pé direito os desfiles, a Estudantes de São José apresentou na passarela o enredo “Paranã Pukã, o sol brilha no infinito”. Nas cores vermelho e branco, os integrantes da escola vestiram cocares para homenagear os povos indígenas, ” primeiros habitantes das terras pernambucanas”. Na sequência, já na madrugada da terça-feira (21), a Limonil, do bairro de Afogados, vestiu de verde e branco a passarela, trazendo um samba enredo em homenagem ao cantor e compositor carioca de alma pernambucana, Wellington do Pandeiro.

Abrindo as apresentações do grupo especial, a multicampeã do Carnaval do Recife, Gigante do Samba, de Água Fria, veio para a avenida com um enredo exaltando sua própria história e levantou o público trazendo o tema “É sublime recordar, 80 anos vamos festejar”. A aposentada Janete Bezerra destacou que “As escolas estão de parabéns! Todas vieram lindas. Porém estou torcendo pela Gigante, porque minha filha desfila nela”. Encerrando os desfiles com muito colorido e alegria, a atual campeã do Carnaval do Recife, a Escola Galeria do Ritmo, do Morro da Conceição, em seu enredo homenageou o artista pernambucano, Ulisses Dornelas, o Palhaço Chocolate.

CONCURSO – Além da competição entre escolas de samba, ao longo do período de momo, a passarela da Rua João Lyra também é o palco oficial da disputa que irá eleger as melhores agremiações do carnaval 2023.  Promovido pela Prefeitura do Recife, o concurso é aberto ao público e, além de valorizar e fortalecer as agremiações carnavalescas, dá oportunidade para recifenses e turistas conhecerem e admirarem a beleza e a pluralidade das manifestações culturais que existem no Carnaval pernambucano.

Neste ano, por lá desfilarão mais de duzentas agremiações. Elas foram divididas em grupos e categorias compostas por troças; clubes de frevo; caboclinhos; la ursas; bois; maracatus de baque solto e de baque virado; blocos líricos de pau e corda e tribos de índio. Os desfiles seguirão animando o público até a terça-feira gorda (21). As agremiações campeãs serão conhecidas já na próxima quinta-feira (23), quando ocorrerá a divulgação das notas e a apuração dos resultados, no Pátio de São Pedro, das 10h às 15h. Neste Carnaval, a Prefeitura do Recife distribuirá mais de R$ 1,3 milhão entre as agremiações.

CARNAVAL DO RECIFE – O Carnaval do Recife é um grande evento multicultural e com presença marcante de manifestações populares. São 44 polos, entre centralizados, descentralizados e comunitários, em uma programação que se estende por toda a cidade, reunindo atrações locais e nacionais, que celebram a volta do ciclo carnavalesco. Para a sua realização, a Prefeitura do Recife mobilizou parcerias com a iniciativa privada e mais de R$ 8 milhões foram captados de empresas, viabilizados por meio de quatro editais para captação de cotas de patrocínios. Os parceiros são AMBEV, Sports Entretenimento e Produção de Eventos, TIM e CVC.

Fotos: Wesley D´Almeida/PCR

Energia de Emicida contagiou Marco Zero em noite que ainda contou com a poesia de Nando Reis e Melim

Atrações marcaram o penúltimo dia de programação no principal polo do maior carnaval do Brasil

O folião presente no Marco Zero nesta segunda-feira de Carnaval foi presenteado com uma noite cativante. Começando com o lirismo das apresentações do Recife Matriz da Cultura Popular, o público ainda presenciou a mistura rítmica do grupo Melim e o romantismo poético de Nando Reis. Numa reverência ao rap nacional, os que permaneceram até o fim puderam sentir a força das composições de um dos mais completos artistas da atualidade, Emicida.

“Com certeza, hoje foi dia de ver Melim”, confessa Fernanda Santos, 26 anos. “A vibe deles me deixa muito feliz e isso para mim é o que importa, quando uma banda eleva a sua vibração e faz a gente se sentir bem. Eu não vinha muito feliz com esse período sem Carnaval, insegura, mas quando eu vi que Melim vinha, fiquei sem palavras.”

Mas não foi só o trio de irmãos cariocas que arrastou milhares de foliões para o Marco Zero. Com clássicos do repertório, Nando Reis foi o responsável, inclusive, pela presença de casais agarrados e entrosados no canto. Ronildo Ferreira, 31 anos, e Marcos Antônio, 44, fãs do artista, também louvaram as diversas possibilidades ao redor do principal polo do Carnaval do Recife – e o reencontro de pessoas que se amam após dois difíceis anos. “Os artistas de hoje estavam muito bons, mas o plus foi Nando Reis, de quem gostamos bastante. E o legal é que ainda tem a oportunidade de ver outros shows pertinho, no Arsenal, com boas atrações também. É muito feliz esse momento de retomada desta festa, estar com pessoas que a gente ama, depois de tantos momentos difíceis”.

Nome parrudo do rap nacional, Emicida levou para o palco letras e pautas que tocam em importantes assuntos atuais. Quem acompanhou, notou, na apresentação e na festa em si, um sentimento terapêutico. “Achei que esse Carnaval foi uma cura”, relatou Manuela Ramos, 16 anos. “Só tive uma real noção depois que vi o que perdemos. Esses dois anos foram difíceis, e agora é bom saber que tudo tem dado certo nesses dias de festa”.

Todo o cronograma do Carnaval do Recife 2023 pode ser conferido em carnavaldorecife.com. A transmissão completa do Carnaval do Recife 2023 vem sendo feita pela TV Conecta Recife. Caso queira acessar o banco de fotografias, o link é: flickr.com/photos/prefeituradorecife. Para o acervo de vídeos das últimas edições, o caminho é também a TV Conecta Recife, em bit.ly/tvconectarecife.

CARNAVAL DO RECIFE – O Carnaval do Recife é um grande evento multicultural e com presença marcante de manifestações populares. São 44 polos, entre centralizados, descentralizados, comunitários e desfiles de agremiações, em uma programação que se estende por toda a cidade, reunindo atrações locais e nacionais, que celebram a volta do ciclo carnavalesco. Para a sua realização, a Prefeitura do Recife mobilizou parcerias com a iniciativa privada e mais de R$ 8 milhões foram captados de empresas, viabilizados por meio de quatro editais para captação de cotas de patrocínios. Os parceiros são AMBEV, Sports Entretenimento e Produção de Eventos, TIM e CVC. Toda a programação pode ser conferida no site www.carnavaldorecife.com.

Fotos: Peu Ricardo/PCR

Grandes nomes da música pernambucana esquentam a folia no Poço da Panela

Programação no polo carnavalesco da Zona Norte reuniu nomes como Lula Queiroga, Spok e Lenine

O palco do Poço da Panela, na Zona Norte da cidade, reuniu grandes nomes da música pernambucana na noite desta segunda (20).  A programação teve Lula Queiroga, Spok, Lenine e Isadora Melo. Com uma plateia lotada, Lula Queiroga entoou seus grandes sucessos. O cantor, compositor, poeta, dono de canções interpretadas por Ney Matogrosso, Zizi Possi, Elba Ramalho e muitos outros nomes da música popular brasileira, fez a plateia pular.

Depois foi a vez da cantora Isadora Melo encantar o público. A artista, uma das vozes femininas de maior destaque no cenário pernambucano, trouxe canções do seu mais recente trabalho, “Anagrana”, e também interpretou canções de cantoras e compositoras brasileiras. Coube a Lenine a última apresentação da noite. O recifense, que dividiu o palco com Maestro Spok, não deu descanso a plateia e com músicas como “Leão do Norte” e “Jack Soul Brasileiro”, colocou todo mundo para pular.

CORDEIRO – Foi com muito frevo que o polo do Cordeiro deu as boas vindas para o Carnaval nesta segunda-feira (20). Com apresentações também de grupos de maracatu e caboclinho, os foliões invadiram a rua fazendo um grande salão, onde dançaram crianças, homens e mulheres. Dona Joana levou os dois netos para curtir a folia.  “Adoro esse polo, porque é pertinho de casa e tem programação cedo. Trouxe meus netos para ver as apresentações de maracatu. Aqui eles podem pular, dançar a vontade”, contou.

No palco, a cantora Liv Moraes abriu a noite de shows, com uma apresentação repleta de sucessos.  Na sequência Nonô Germano fez todo mundo dançar e cantar ao som de frevos consagrados. Passaram ainda pelo palco Gerlane Lopes, Elba Ramalho e Cesar Santos.

CARNAVAL DO RECIFE – O Carnaval do Recife é um grande evento multicultural e com presença marcante de manifestações populares. São 44 polos, entre centralizados, descentralizados, comunitários e desfiles de agremiações, em uma programação que se estende por toda a cidade, reunindo atrações locais e nacionais, que celebram a volta do ciclo carnavalesco. Para a sua realização, a Prefeitura do Recife mobilizou parcerias com a iniciativa privada e mais de R$ 8 milhões foram captados de empresas, viabilizados por meio de quatro editais para captação de cotas de patrocínios. Os parceiros são AMBEV, Sports Entretenimento e Produção de Eventos, TIM e CVC. Toda a programação pode ser conferida no site www.carnavaldorecife.com.

Fotos: Gabriel Melo/PCR

Noite dos Tambores Silenciosos celebra luta do povo negro pela própria existência

Cerimônia no Pátio do Terço reverenciou a ancestralidade da população negra, num dos mais emocionantes momentos do Carnaval do Recife

No Carnaval da retomada, após um hiato de dois anos provocado pela pandemia de covid-19, uma das mais potentes manifestações da folia recifense – a Noite dos Tambores Silenciosos – teve um significado especial. Quando as luzes do Pátio do Terço, no Bairro de São José, se apagaram pontualmente à meia-noite da terça-feira (21), a 59° edição da celebração à ancestralidade também significou a luta do povo negro pela própria existência.

Neste ano foram 27 nações de maracatu de baque virado, algumas delas quase centenárias, como a Almirante do Forte, do bairro do Bongi, fundada em 1931. De Água Fria, na Zona Norte, veio a Nação Raízes de Pai Adão. Do Coque, na área central, a Nação de Oxalá. “Estar aqui depois desses dois anos tem esse significado de que a cultura negra existe, resiste e pede passagem”, diz Leu Simões, uma das coordenadoras do evento.

Uma tradição que começou com a devoção a Nossa Senhora do Rosário, santa católica branca que é padroeira da população negra, e derivou das irmandades religiosas criadas pelos negros no período colonial. No Recife, a Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos fica no Pátio do Terço, local onde havia intenso comércio de escravos. Não à toa é o lugar onde o povo negro celebra a luta dos ancestrais.

“A gente se encontra com nossos antepassados quando está aqui. Por isso sempre faço questão de vir”, disse a professora de dança Heloneide Fagundes. Segurando o estandarte do maracatu Sol Nascente, Chico Blau reforçou a luta pela memória das gerações anteriores. “É preciso, no presente, preservar as tradições dos antepassados”.

O desfile das nações começou ao cair da tarde da segunda-feira (20) e, pontualmente à meia-noite, veio o ápice da cerimônia, que é o apagar de todas as luzes, seguido pelo total silêncio, tanto dos tambores como do público. Depois, um rufar de meia hora para marcar o final da celebração.

CARNAVAL DO RECIFE – O Carnaval do Recife é um grande evento multicultural e com presença marcante de manifestações populares. São 44 polos, entre centralizados, descentralizados, comunitários e desfiles de agremiações, em uma programação que se estende por toda a cidade, reunindo atrações locais e nacionais, que celebram a volta do ciclo carnavalesco. Para a sua realização, a Prefeitura do Recife mobilizou parcerias com a iniciativa privada e mais de R$ 8 milhões foram captados de empresas, viabilizados por meio de quatro editais para captação de cotas de patrocínios. Os parceiros são AMBEV, Sports Entretenimento e Produção de Eventos, TIM e CVC. Toda a programação pode ser conferida no site www.carnavaldorecife.com.

Fotos: Brenda Alcântara/PCR

Nação Zumbi e Café Preto animam multidão no polo descentralizado da Várzea

Frevo, samba, forró, pop e manguebeat. Provando que o Carnaval do Recife é o mais democrático e multicultural, esta foi a mistura que deu o tom ao penúltimo dia de folia da capital. No polo descentralizado da Várzea, na Zona Oeste, as bandas pernambucanas Nação Zumbi e Café Preto, além da cantora mineira Marina Sena, atraíram uma multidão.

Em uma Praça Pinto Dâmaso (mais conhecida como Praça da Várzea) lotada, o manguebeat foi aclamado pelos foliões com a Nação Zumbi. No repertório, clássicos do movimento concebido no Recife na década de 1990, como “A Praieira” e “Maracatu Atômico”, até sucessos mais recentes, como “Um sonho” e “Foi de Amor”.

Em seguida, foi a vez da também pernambucana Café Preto. Projeto paralelo do cantor Cannibal, a banda animou os foliões ao som de dub e ragga, ritmos derivados do reggae jamaicano. Dona do hit “Por Supuesto”, Marina Sena foi a responsável por encerrar a noite.

JARDIM SÃO PAULO – No Polo Jardim São Paulo, instalado na avenida de mesmo nome, a festa começou cedo. As apresentações iniciaram à tarde com os grupos que integram o Recife Matriz da Cultura Popular, plano que inaugurou diversas estratégias de valorização das agremiações e tradições culturais ancestrais.

A Bateria da Charanga do Biê abriu os festejos, seguida pelo Bloco Carnavalesco Amantes das Flores. Em seguida, foi a vez dos cantores Pablitto, Josildo Sá e Nádia Maia subirem ao palco para animar os foliões.

Moradora do bairro de Jardim São Paulo, Lindacleide Gonçalves, 57 anos, estava ansiosa pelo retorno dos festejos carnavalescos. “Tomei todas as vacinas contra covid-19 porque estava na expectativa de ter Carnaval, então fiz a minha parte. Não via a hora de voltar a curtir as festas, a minha família toda ama essa folia”, conta a dona de casa que estava acompanhada da sobrinho Gael, de 1 ano. “Ter esse polo pertinho de casa é ótimo porque não preciso me deslocar pra brincar, facilita muito”, completa.

Fotos: Edson Holanda/PCR

Primeira edição do ‘De Pátio a Pátio” leva diversidade e alegria aos bairros de São José e Santo Antônio

Nesta segunda (20), agremiações representativas do Carnaval do Recife mostraram toda a sua diversidade e exuberância pelas ruas do Centro. A primeira edição do “De Pátio a Pátio” reuniu blocos líricos, maracatus de baque solto e virado, escolas de samba, afoxés, ursos, bois, troças carnavalescas, clubes de boneco, tribos de índio e caboclinhos. O desfile começou no Pátio do Livramento, passando pelas praças Dezessete e da Independência, até chegar ao Pátio de São Pedro.

O cortejo encantou os foliões que brincavam no meio da rua. Alguns deles foram surpreendidos quando estavam a caminho do Bairro do Recife, como foi o caso de Edna Lúcia Cavalcanti, 64 anos. “Estava indo para o Recife Antigo e quando cheguei aqui vi essa beleza, tive que parar para assistir. Isso é um encanto, um prazer imenso. Depois de dois anos de pandemia, não poderia ser diferente. Alegria imensa de ver o Carnaval tão tranquilo como está acontecendo aqui em Recife. Me orgulho cada vez mais de ser nordestina, de ser pernambucana”, festejou Edna.

As agremiações se concentraram no Pátio do Livramento e seguiram para a Praça Dezessete desfilando fantasias coloridas, ritmos e coreografias que diferenciam cada expressão da cultura pernambucana. Do lirismo do Bloco da Saúde, passando pelo agbê, atabaque e agogô do Afoxé Oxum Pandá até o ritmo marcado pelo estalido dos arcos e flechas de madeira do Caboclinho 7 Flexas, a pluralidade dos encontros marca o principal diferencial do Carnaval de rua da capital do Estado em relação a qualquer outra folia nacional.

Na chegada do cortejo na Praça da Independência, onde está situado o tradicional polo Quartel General do Frevo, as atrações e público pararam para ver e registrar a diversidade de agremiações. Marlone Bandeira, 50 anos, se orgulha ao falar da festa momesca recifense. “Todos os anos tem essa cultura que não pode passar em branco. O nosso Carnaval é o único multicultural. A Bahia tem axé, São Paulo tem os batuques, Rio de Janeiro as escolas de samba, mas aqui em Recife a gente tem tudo. A gente tem escola de samba, a gente tem caboclinho, a gente tem maracatu, a gente tem frevo, a gente tem rock e aceita artistas de outros Estados, como Caetano. E é isso! O Carnaval do Recife é diferenciado por conta disso”.

Algumas das agremiações são consideradas sagrados Patrimônios Vivos do Recife, como o Maracatu Almirante do Forte, Zenaide Bezerra e o seu grupo de Passistas e o Maracatu Estrela Brilhante, que contou com a presença de Dona Marivalda no desfile, duas das homenageadas do Carnaval. “Os grupos de cultura popular resistiram durante dois anos e voltar com esse cortejo foi bonito, foi emocionante. É a primeira vez que dentro do Carnaval a gente faz as ruas do Recife caminhando. Nós temos um show incrível no palco, mas também o chão é a nossa casa. É lindo ver as pessoas dando tchau, cantando junto, dançando e vivenciando esse momento conosco”, conta Jorge Feo, vocalista do Oxum Pandá.

Ao todo, são 45 agremiações divididas em dois dias de folia. Nesta terça-feira (21), o cortejo segue das 16h às 19h, entre o Pátio do Livramento, Rua 1º de Março, Praça da Independência, Avenida Dantas Barreto e Pátio de São Pedro.

ARSENAL – Abrindo o palco da Praça do Arsenal, no Bairro do Recife, os foliões puderam matar a saudade das marchinhas, canções e melodias dos blocos líricos, que integram a programação do Recife Matriz da Cultura Popular. Em seguida subiu ao palco a Orquestra 100% Mulher, formada exclusivamente por 17 musicistas, que embalaram o público com um repertório que foi do frevo ao manguebeat. Patrimônio Vivo do Estado de Pernambuco, Lia de Itamaracá foi responsável por unir os foliões em uma imensa ciranda que tomou conta da frente principal do palco e colocou todo mundo para dançar.

Marina Gouveia, 23 anos, adiou a passagem para Rondônia para aproveitar o Carnaval do Recife. Ela conheceu Elisa Mellado, 25, de São Paulo, em um hostel de Porto de Galinhas. E juntas vieram curtir a programação do Arsenal e do Marco Zero. “É meu primeiro Carnaval aqui no Recife e estou amando. Tudo muito organizado e as atrações estão incríveis. Sai de Olinda direto para cá”, conta Marina, entusiasmada.

A noite seguiu ao som da artista Juliana Linhares, que trouxe clássicos da música popular brasileira e agradou o público com “Tomara”, de Alceu Valença. Já o cantor Chico Chico, filho da artista Cássia Eller, convidou o músico Bola 8, ex-integrante da Nação Zumbi, para dividir o palco. A noite foi encerrada ao som dos grandes sucessos da banda Gilsons, garantindo a alegria total do público.

CARNAVAL DO RECIFE – O Carnaval do Recife é um grande evento multicultural e com presença marcante de manifestações populares. São 44 polos, entre centralizados, descentralizados, comunitários e desfiles de agremiações, em uma programação que se estende por toda a cidade, reunindo atrações locais e nacionais, que celebram a volta do ciclo carnavalesco. Para a sua realização, a Prefeitura do Recife mobilizou parcerias com a iniciativa privada e mais de R$ 8 milhões foram captados de empresas, viabilizados por meio de quatro editais para captação de cotas de patrocínios. Os parceiros são AMBEV, Sports Entretenimento e Produção de Eventos, TIM e CVC. Toda a programação pode ser conferida no site www.carnavaldorecife.com.

Fotos: Bruno Campos/PCR

Frevo, maracatu e brega animaram a noite de Carnaval na Linha do Tiro e no Cordeiro

A diversidade de ritmos marcou a segunda-feira de Carnaval (20) nos polos descentralizados do Recife. Logo após acompanhar a Noite dos Tambores Silenciosos Mirim, no Pátio do Terço, o prefeito João Campos prestigiou as festas carnavalescas promovidas pela Prefeitura em dois bairros. Na Linha do Tiro, Zona Norte do Recife, o gestor municipal assistiu à apresentação do Maracatu Águia Misteriosa de Nazaré da Mata e conversou com os artistas e com os foliões. Logo em seguida, no Cordeiro, Zona Oeste da cidade, curtiu o frevo de Liv Moraes.

“O Carnaval do Recife está vibrando em toda a cidade com muita cultura. E quero aqui dar os parabéns aos mais de 6,5 mil trabalhadores da Prefeitura que trabalham todos os dias para que esta festa possa acontecer e também a todos os foliões que estão fazendo uma belíssima celebração”, disse João Campos no Cordeiro. “É um Carnaval que tem toda a representatividade da cultura. São 44 polos da Prefeitura do Recife, em todas as regiões da cidade. Metade das apresentações são da cultura popular pernambucana, mas a gente acolhe o Brasil inteiro. Então a gente tem muito frevo, forró, tem muito samba, muito pagode, brega, tem tudo, porque o nosso Carnaval é um Carnaval do Brasil. É o maior Carnaval do mundo, então a gente acolhe todo mundo”, comentou.

Márcia Andrade, 32 anos, é gerente de uma lanchonete e mora em Paulista, na Região Metropolitana. Na noite desta segunda, ela resolveu curtir o Carnaval próximo a casa da sua mãe na Linha do Tiro. “Sempre estou aqui e a festa deste ano está maravilhosa. São ótimas atrações e a segurança também está muito boa. Isso é muito bom para a comunidade. Se não fosse isso, muita gente não poderia ir assistir a um artista de fora. A minha família inteira está aqui hoje”, contou ela, animada.

Já Micaele Rodrigues, de 26 anos, é vendedora ambulante e aproveita o Carnaval na Linha do Tiro para ganhar dinheiro com a venda de espetinhos. “Sou moradora do bairro e esse polo serve para adicionar uma renda extra para a minha família e para a comunidade, pois atrai muitas pessoas. É uma festa muito bonita. Esse é o meu quarto ano trabalhando aqui”, disse.

Moradora do Cordeiro, a assistente administrativa Selma Santos, de 62 anos, levou o neto para dançar frevo no polo do bairro. “Todos os dias eu estou vindo para cá, estamos tendo ótimas atrações. Estou ansiosa para ver Elba Ramalho mais tarde”, opinou. O Polo Linha do Tiro contou ainda com nomes como Gustavo Travassos, Luciano Magno, Banda Sedutora e Saiddy Bamba ao longo da noite desta segunda. Já o Cordeiro também foi palco para Gerlane Lops, Elba Ramalho e César Santos.

CARNAVAL DO RECIFE – O Carnaval do Recife é um grande evento multicultural e com presença marcante de manifestações populares. São 44 polos, entre centralizados, descentralizados e comunitários, em uma programação que se estende por toda a cidade, reunindo atrações locais e nacionais, que celebram a volta do ciclo carnavalesco. Para a sua realização, a Prefeitura do Recife mobilizou parcerias com a iniciativa privada e mais de R$ 8 milhões foram captados de empresas, viabilizados por meio de quatro editais para captação de cotas de patrocínios. Os parceiros são AMBEV, Sports Entretenimento e Produção de Eventos, TIM e CVC.

Além de uma extensa programação cultural se apresentando por toda a cidade, cuja programação pode ser conferida no site carnavaldorecife.com, o ciclo momesco preparado pela Prefeitura do Recife reúne, ainda, um esquema especial de serviços públicos oferecidos por diversas ecretarias e órgãos municipais. Para tanto, mais de 6,6 mil colaboradores municipais estarão mobilizados direta e indiretamente nas ações para proporcionar o maior e melhor Carnaval da capital pernambucana de todos os tempos. Até este domingo (19), foram mais de 60 atrações que já subiram ao palco somente no Marco Zero.

Em todos os dias de folia, a Prefeitura do Recife está envolvendo esforços em um forte esquema de limpeza urbana, reforço na Guarda Municipal, ativação da Central do Carnaval com as Arenas Gastronômica, com 13 restaurantes, de Serviços e de Artesanato, dentre outras iniciativas. Na Saúde, mais de 2 mil profissionais de diversas áreas estão escalados para garantir assistência aos foliões, bem como 36 ambulâncias e 40 motolâncias do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) – um incremento de 40% em relação ao último festejo de Momo – e 24 unidades de saúde.

Fotos: Rodolfo Loepert/PCR