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O PCdoB da cidade de Princesa Isabel na Paraíba, representou ao Ministério Público contra a Prefeitura e a Câmara de Vereadores e o seu presidente informou que vai recorrer à Justiça para ter acesso as despesas da edilidade e do Legislativo. Nove ofícios foram enviados tanto ao prefeito quanto ao presidente da Câmara solicitando informações e nenhum foi respondido, segundo o Blog do Tião Lucena.
Segundo o PCdoB, a protelação está atrapalhando o andamento da AIJE que tramita na Justiça Eleitoral, na qual a Prefeitura é acusada de omissão contábil, já que não contabilizou o atraso no pagamento dos transportes dos estudantes em quatro meses, colocando no balancete que tudo está sendo pago dentro do mês. Também consta atraso no repasse patronal do Instituto de Previdência Municipial, bem como no empenho do duodécimo da Cämara, alem do Decreto que exonerou todos os Comissionados, que estao trabalhando sem receber, o que é vedado pela Lei, em especial no periodo eleitoral.
Até 31 de dezembro de 2012 o Prefeito de Afogados da Ingazeira Totonho Valadares pretende inaugurar novas obras antes de transferir o Governo para o prefeito eleito Jose Patriota, como o Abatedouro Municipal, o Centro de Produção de Móveis, a Quadra Coberta do Bairro Padre Pedro Pereira e os calçamentos dos Povoados de Queimada Grande e Varzinha. Ao mesmo tempo trabalha fortemente para concluir ainda as 210 casas do Conjunto La ura Ramos e a Nova Escola São Sebastião que está sendo construída no Bairro Costa. (Anchieta Santos)
O diretor de Redação do Jornal do Commercio, Ivanildo Sampaio de Souza, e seus 45 anos de jornalismo serão homenageados nesta segunda-feira (12) em sessão solene da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe). A iniciativa partiu do deputado estadual Júlio Cavalcanti (PTB).
Ivanildo nasceu em 1943, em São José do Egito, Sertão pernambucano. Ele é o mais velho dos dez filhos de Antônio Jorge de Souza e Alice Sampaio de Souza.
Conseguiu o primeiro emprego no Banco Magalhães Franco. Em 1963, ingressou no curso de jornalismo da Universidade Católica de Pernambuco (Unicap) e, após se formar, deixou o trabalho bancário para se dedicar exclusivamente ao jornalismo. Antes de assumir o cargo no JC, ele atuou nas Empresas Bloch, Manchete, Rádio MEC, Diario de Pernambuco e TV Globo Nordeste.
A psicologia trata de investigar as origens dos seres humanos para encontrar explicações para o que são ou o que foram. A ciência, essa maravilhosa ferramenta de saber e poder inventada pelos homens nos ensina, por sua vez, que para compreender qualquer coisa, é preciso que se vá até as suas causas, as suas origens.
As vozes de todas as criaturas podem ser ouvidas na voz de um rio. Ouvi pela primeira vez a voz do ex-deputado Josezito Padilha, que partiu ontem para a eternidade, na beira do rio Pajeú, em Afogados da Ingazeira.
E dali, sem ser psicólogo, compreendi perfeitamente que o rio que ensinou ele a escutar, num tronco de uma árvore ao cair da noite, não o ensinou a ser manso.
Voz do Pajeú na Assembleia Legislativa banida pela revolução, Josezito era um político destemido, corajoso, de temperamento explosivo e pavio curto, que não cedia quando estavam em jogo os interesses coletivos e o País.
Daqueles que não engoliam desaforo, valente, que impunha medo e respeito. Não tinha cara carrancuda – e nem precisava. Bastavam seus olhos esbugalhados, que assustavam, principalmente quando contrariado e colérico.
Não o conheci no parlamento, atuando em defesa de nossa gente sertaneja. Quando cassado, eu era garoto. Minha relação com ele e sua família vem do meu pai Gastão, em Afogados da Ingazeira, de quem era aliado, correligionário, parceiro, companheiro de todas as horas do bom combate político.
Josezito e papai eram fraternais amigos, irmãos. Militaram juntos por muito tempo e juntos combateram a ditadura. O destino os separou a partir do episódio que levou o deputado a se exilar no Uruguai por 14 anos.
Foi um tempo curtido pela saudade e recordações. Recordações para o meu pai, de quem ouvi estórias das bravuras de Josezito sem fazer a menor ideia da sua afoiteza, muito maior do que imaginava. Eduardo Monteiro, velho amigo dele, bem definiu, ontem, no velório. “Nunca conheci homem tão destemido”.
Na volta, depois de tanto tempo num País em que recebeu a mão estendida do seu ídolo, o guerreiro Leonel Brizola, beneficiado pela lei da anistia, o primeiro político que Josesito procurou em Afogados da Ingazeira foi meu pai.
E dele recebeu, sem pestanejar, apoio para tentar resgatar o seu mandato na Assembleia numa campanha que, infelizmente, não fora bem sucedida. Mas que serviu para reinseri-lo no contexto dos novos tempos da política estadual.
Embora com tamanha afinidade, Josezito e papai eram extremamente diferentes, no trato, na relação e na forma de enxergar o mundo. O primeiro, brigão por natureza; o segundo, conciliador.
Talvez por isso tenham se irmanado tanto. Na verdade, não eram apenas amigos e irmãos. Eram compadres. O sonho de Josezito era ter visto meu pai, que teve quatro mandatos de vereador e um de vice-prefeito, prefeito de Afogados da Ingazeira.
Mas o tempo não se encarregou disso. Josezito, como o meu pai, tinha outra face: fora da política, era um pai amoroso, devotado à família, carinhoso e apaixonado pelas coisas boas da vida.
Apreciador da boa mesa, adorava receber amigos para um papo molhado a um bom escocês. Intelectual refinado, louco e alucinado por política, colocou o seu mandato a serviço do País, discutindo às questões nacionais, não se prendendo apenas ao regionalismo.
Aliado incondicional de Brizola, combateu como um soldado que vai à guerra a ditadura militar, conspirando dia e noite, às vezes disfarçado, para banir o regime que ceifou vidas, reprimiu direitos e pôs um fim à liberdade.
Soube, ontem, no seu enterro, pela filha Margareth, que deu o último suspiro ouvindo Olavo Bilac. Tenho certeza que o gosto de Josesito pela poesia se deu pelo rio que ensinou ele a escutar: o Pajeú, dele, do meu pai e meu.
Como todo poeta, como também o era – tinha o dom de declamar uma legião de imortais da literatura – Josezito ouvia a água do Pajeú em silêncio, água que para ele não era só agua, mas a voz da vida, a voz do ser, da transformação eterna.
Por Magno Martins
O Partido dos Trabalhadores (PT) de Afogados da Ingazeira, nem bem terminou sua participação na eleição municipal, onde pela primeira vez teve um candidato a prefeito, já se prepara para as próximas eleições e a levar em conta o Encontro de Formação Política realizado no último sábado 10 de Novembro, sai fortalecido com o grande número de novos filiados que recebeu. No Recanto Olga Cajueiro o PT apresentou a História do partido nestes 32 anos de existência e também discutiu os Direitos e Deveres dos Filiados, a plenária foi bem participativa onde os novos filiados que lotaram o ambiente puderam fazer perguntas e tirar suas dúvidas em relação ao novo partido que optaram por se filiar. No final foi servido um lanche e registrado com fotos o momento pioneiro na História do PT de Afogados da Ingazeira, o Presidente Municipal da legenda Jair Almeida ficou muito animado com o evento pela participação ativa, principalmente dos jovens que já pensam em criar a Juventude PTista (JPT). (Informações Jair Almeida)
A Nissin Ajinomoto inaugura, nesta segunda (12), no município de Glória do Goitá, sua primeira fábrica no Nordeste. O governador em exercício do Estado de Pernambuco, João Lyra Neto, fará o corte da fita, ao lado do CEO da Nissin Foods Holdings, Koki Ando, e do diretor geral da Ajinomoto América Latina, Etsuhiro Takato.
A joint venture, formada pelas duas empresas japonesas de macarrão instantâneo, investiu R$ 46 milhões na unidade. A previsão é gerar 200 empregos, com contratação de mão de obra local. Atualmente, o Brasil ocupa a décima posição no ranking de consumo de macarrão instantâneo, com aproximadamente 2 bilhões de porções por ano e, segundo estudos desenvolvidos pela empresa, o Nordeste tem potencial para ser um dos maiores mercados para o segmento.
Após mostrar força nas eleições municipais, o governador de Pernambuco e presidente nacional do PSB, Eduardo Campos, começa a montar sua vitrine política para a disputa de 2014.
O objetivo é expor ao país programas e ações que, em seis anos, lhe conferiram popularidade no Estado equivalente à de seu conterrâneo mais famoso, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O calendário favorece Campos. Até o final de seu segundo mandato, em 2014, Pernambuco será uma das sedes dos dois torneios de maior visibilidade no país, a Copa das Confederações (2013) e a Copa do Mundo (2014).
Campos vai usar os eventos para promover os programas que levaram o Estado a manter, há cinco anos consecutivos, taxas de crescimento e de geração de empregos maiores que as do Brasil.
Só no setor industrial, a previsão de investimentos, a maior parte no complexo de Suape, chega a US$ 28 milhões (R$ 57,4 milhões), o equivalente a cerca de 40% do PIB (Produto Interno Bruto) estadual.
Na área social, os indicadores do governo mostram redução de 33% no número de homicídios desde 2007 e aumento nos gastos com educação e saúde, em percentuais sempre acima do mínimo exigido pela legislação.
O presidente estadual do PTB, senador Armando Monteiro, fala sobre o seminário Novos Desafios – um olhar moderno na gestão das cidades, que o partido realizará nesta segunda-feira (12), no Hotel Atlante Plaza, no Recife, a partir das 8h.
O evento reunirá prefeitos e vice-prefeitos eleitos para discutir modelos eficientes de gestão, com palestras de especialistas como o secretário executivo da Câmara de Políticas de Gestão, Desempenho e Competitividade da Presidência da República, Claudio Leite Gastal, o advogado e especialista em gerenciamento de cidades, Bernardes Lima Barbosa, e o presidente do Instituto de Co-Responsabilidade pela Educação (ICE) e ex-presidente da Philips, Marcos Magalhães.
Objetivo do seminário
É exatamente entender que hoje a gestão pública se confronta com novos desafios, ou seja, a necessidade de você promover uma gestão eficiente, que possa otimizar os recursos, gerir programas, monitorar resultados, sobretudo neste quadro de dificuldades que marca a vida das cidades, dos municípios. Temos acompanhado toda esta discussão sobre a queda da arrecadação dos municípios, a questão do FPM (Fundo de Participação dos Municípios).
Isto tudo nos coloca não apenas a perspectiva de ficar reclamando no plano geral, mas sobretudo a necessidade de buscar maior eficiência na gestão, multiplicar os recursos, fazer mais com menos recursos.
E é nesta perspectiva que o PTB quer se alinhar, na busca de novos modelos de gestão. Este seminário é uma oportunidade para tentar sensibilizar os nossos companheiros de partido, antes da posse dos prefeitos, para podermos já oferecer não apenas esta visão, mas sobretudo proporcionar o acesso também a experiências e modelos que estão aí disponíveis e que podem ser aproveitados e utilizados pelos nossos companheiros.
O exemplo de Pernambuco
Existem muitos (modelos exemplares de gestão). Veja Pernambuco. O governador Eduardo Campos implantou já em 2006 um novo modelo de gestão, que é este marcado por um processo de permanente estabelecimento de metas e monitoramento de resultados. Este modelo se inspira no Movimento Brasil Competitivo (MBC), em modelos que vem sendo desenvolvidos no Brasil, apoiados por exemplo no modelo da Fundação Dom Cabral, do Instituto de Desenvolvimento Gerencial (INDG). Portanto estas práticas estão sendo disseminadas no Brasil inteiro, e nós queremos também fazer com que os prefeitos daqui de Pernambuco, especialmente de nosso partido, mas não apenas do nosso partido, possam também utilizar estas práticas.
Palestras no seminário
Nós estamos trazendo palestrantes como Claudio Leite Gastal, um dos maiores especialistas nesta área de gestão no Brasil. Ele foi secretário executivo do Movimento Brasil Competitivo, e hoje é o braço executivo da Câmara de Políticas de Gestão, Desempenho e Competitividade do Conselho de Governo da Presidência da República.
Claudio sempre atuou ao lado de Dr. Jorge Gerdau, que hoje é o coordenador desta Câmara de Política de Gestão da Presidência da República. Portanto é uma voz muito abalizada, muito conceituada, para dar estas indicações de como é possível adotar novos modelos de gestão, buscando como eu disse a eficiência e resultados.
Teremos ainda uma palestra de Dr. Marcos Magalhães sobre esta questão da educação básica. Porque nós não entendemos apenas a gestão como um fim em si mesmo. A gestão é um meio para poder realizar mais. Mas é preciso olhar aquelas áreas de políticas públicas que são mais importantes hoje. Por exemplo, a educação é uma área essencial. Melhorar o desempenho da educação fundamental, poder efetivamente promover um maior esforço nesta área da educação, também utilizando novas metodologias, novos programas, novos conceitos.
Portanto, é esta a nossa idéia. É poder sensibilizar os companheiros e poder estimulá-los a buscar novos conceitos e novas formas de gestão.
O papel do prefeito
Se o prefeito, que é o líder, ele próprio não assimilar, não internalizar estes conceitos, não adianta, porque se adotar isto apenas como um modismo, ao final não produzirá efeito. O importante é que o prefeito como líder possa efetivamente assumir isto e fazer com que toda a equipe possa valorizar estes conceitos. Do contrário, não se obterá os resultados esperados.
A quantidade de pessoas que participaram do velório do ex-deputado estadual Josezito Padilha demonstra quanto ele era querido e admirado por aqueles que o cercava. Familiares, amigos e autoridades públicas fizeram questão de comparecer, na tarde de ontem, à capela central do Cemitério Morada da Paz, em Paulista, para prestar uma última homenagem ao político, que faleceu na noite da sexta-feira passada, aos 88 anos, no Hospital Esperança, em decorrência de falência múltipla dos órgãos. Uma missa foi realizada por volta das 17h e o sepultamento aconteceu logo em seguida. Dentre os presentes estavam o presidente do Grupo EQM, Eduardo Monteiro, e a sua esposa, Cláudia Portela, o empresário Armando Monteiro Filho, amigo próximos de Josezito, e os diretores da Folha de Pernambuco, Paulo Pugliesi e José Américo Lopes.
Josezito Padilha iniciou a carreira política em Afogados da Ingazeira, no Sertão do Pajeú. Tornou-se deputado estadual pelo Partido Democrático Trabalhista (PDT) em 1964, mas antes que pudesse assumir o cargo teve os direitos políticos cassados pelo militares, sendo exilado no Uruguai, onde viveu durante 14 anos – retornando ao Brasil apenas após a assinatura da Lei da Anistia, em 1979.
Com uma amizade de mais de 50 anos com Josezito, o empresário e ex-ministro da Agricultura, Armando Monteiro Filho, disse que o ex-deputado sempre foi um homem do mais alto gabarito. “Pernambuco e o Brasil devem a ele importantes lições de civismo e bravura. Posso dizer que tenho cinco amigos verdadeiros e ele era um desses amigos”, disse. O presidente do Grupo EQM, Eduardo Monteiro, destacou a coragem como uma das suas principais marcas. “Era uma grande figura, no sentido maior do termo, na sua relação com a família e com a política. Vai deixar muita saudade naqueles que acompanharam sua trajetória”, disse.
Mesmo sendo de partidos diferentes, o presidente estadual do PMDB, Dorany Sampaio, foi companheiro de luta de Josezito nos anos difíceis da ditadura militar. “Nós sempre fomos muito próximos. Quando ele estava exilado, eu era o seu principal contato aqui. Fui eu quem agilizou o seu retorno, quando a Lei da Anistia foi assinada. Lembro-me da vez que o encontrei em Montevidéu, onde conseguiu erguer uma farmácia. Ficamos bastante emocionados”, lembrou. O ex-deputado Zito de Andrade Lima, também amigo de Josezito, falou sobre a bravura com que ele defendia os seus ideais. “Ele teve coragem de enfrentar um governo, de fazer oposição quando não se podia fazer”, contou. (MIRTHYANI BEZERRA – Folha PE)








