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Suprema Corte dos Estados Unidos anula grande parte do tarifaço de Trump

A Suprema Corte dos Estados Unidos decidiu, nesta sexta-feira (20), que o presidente Donald Trump excedeu sua autoridade ao impor uma série de tarifas que prejudicaram o comércio global.

A decisão bloqueia uma ferramenta fundamental que o presidente vinha utilizando para implementar sua agenda econômica e diplomática.

A Suprema Corte, de maioria conservadora, decidiu por 6 votos a 3 que a Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA, na sigla em inglês) “não autoriza o presidente a impor tarifas”.

Esta decisão diz respeito às tarifas alfandegárias apresentadas como “recíprocas” por Donald Trump, mas não às aplicadas a setores específicos como automotivo, aço ou alumínio.

Trump já havia começado a usar tarifas durante seu primeiro mandato (2017-2021) como instrumento de pressão e negociação, mas ao voltar ao poder em janeiro de 2025 anunciou imediatamente que passaria a usar a IEEPA para impor novos impostos a praticamente todos os parceiros comerciais dos Estados Unidos.

Além das tarifas por motivos comerciais, Trump promulgou tarifas alfandegárias especiais para parceiros importantes como México, Canadá e China devido aos fluxos de drogas ilícitas e à imigração.

Trump também utilizou a IEEPA para pressionar países em guerra e se vangloriou depois de ter conseguido resolver oito longos conflitos internacionais em 2025, por exemplo entre a Tailândia e o Camboja, graças à ameaça de tarifas.

“Se o Congresso tivesse a intenção de conferir o poder distinto e extraordinário de impor tarifas” por meio da IEEPA, “teria feito isso de forma explícita, como tem feito sistematicamente em outros estatutos tarifários”, explica a alta corte.

A decisão da Suprema Corte confirma sentenças anteriores de tribunais inferiores, segundo as quais as tarifas que Trump impôs com base na IEEPA eram ilegais.

O que se transformou o Carnaval em Afogados?

Por: Décio Petrônio 

O Carnaval, historicamente conhecido como a “festa de Momo” e a legítima expressão da alegria popular, parece ter perdido seu DNA em Afogados da Ingazeira. O que antes era uma celebração da cultura e da espontaneidade da gente sertaneja, hoje atravessa um processo de descaracterização que preocupa quem preza pelas tradições da cidade.

O ponto mais crítico dessa metamorfose é a transformação da avenida em um ostensivo ato político. O Carnaval de Afogados rendeu-se à exclusividade dos blocos “Bora pra frente” e “Tô na folia”, que mais parecem extensões de campanhas eleitorais do que agremiações carnavalescas.

Essa partidarização da festa atinge seu ápice no uso dos Bonecos de Olinda. Em uma inversão de valores culturais, as figuras gigantes que desfilam representam o atual prefeito Alessandro Palmeira e o ex-prefeito Totonho Valadares. É um equívoco histórico: em vez de personificar o poder político, esses bonecos deveriam homenagear as verdadeiras lendas que construíram a identidade local, como os saudosos foliões como Professor Dinamerico Lopes, Mestre Bil, Luzinete Tavares, dentre outros. O palanque, definitivamente, engoliu o frevo.

Outro fato negativo é o atual formato da festa, elaborado pela prefeitura, respira cansaço. Sem criatividade e visivelmente desorganizada, a gestão municipal entrega uma estrutura que não valoriza a magnitude da maior festa popular do país. A Avenida Rio Branco, que deveria ser o coração pulsante da folia, tornou-se um corredor vazio de atrativos.

A dinâmica atual restringe-se à descida de um trio elétrico tarde da noite. Não há um polo principal organizado, com atrações que ofereçam um fluxo contínuo de entretenimento. A longa espera pelo trio “esfria” o ânimo do folião, restando apenas o desfile dos blocos de cunho político em uma avenida que carece de vida e de planejamento artístico.

Em meio a esse cenário de declínio, a “mágica” do Carnaval popular ainda sobrevive a duras penas em iniciativas que mantêm a essência da festa. Os blocos “Das Virgens” e o “Mela Mela” são hoje os únicos refúgios onde o povo se reconhece e brinca sem amarras ideológicas, preservando o que ainda resta de autenticidade na cidade.

Infelizmente, a falta de renovação em Afogados já reflete no cenário regional. Enquanto a cidade vizinha de Tabira retomou com vigor o protagonismo do Carnaval no Pajeú, apresentando festas vibrantes e organizadas, Afogados da Ingazeira caminha em sentido oposto, mergulhada em um puro declínio técnico e cultural.

O Carnaval de Afogados da Ingazeira precisa, urgentemente, ser devolvido ao seu verdadeiro dono: o povo. A festa não pode ser refém de cores partidárias ou de vaidades políticas. É necessário resgatar a criatividade, honrar os ícones históricos e reorganizar a estrutura para que a Avenida Rio Branco volte a ser palco de alegria, e não apenas de propaganda.

Coluna do Finfa

Prefeitura de Sertânia faz balanço positivo do Carnaval 2026

A Prefeitura Municipal de Sertânia fez um balanço do Carnaval 2026, destacando os resultados positivos do evento para a economia local. A festa reafirmou o potencial e o fortalecimento do Carnaval do município, consolidando-se como uma das maiores manifestações culturais da região.

A prefeita Pollyanna Abreu percorreu, durante os cinco dias de festa, mais de 50 blocos de rua. A equipe de mídia realizou a cobertura dos diversos blocos carnavalescos, evidenciando a cultura e a tradição presentes na cidade.

A Prefeitura Municipal ofereceu apoio aos blocos. Os maiores contaram com trio elétrico à disposição, enquanto os blocos menores receberam ajuda de custo. Os foliões puderam aproveitar a programação tanto durante o dia, com os blocos de rua, quanto à noite, com shows gratuitos na Praça de Eventos Olavo Siqueira.

A prefeita ressaltou a importância de manter vivas as tradições culturais do Carnaval em Sertânia e destacou que o Governo Municipal segue trabalhando para oferecer entretenimento de qualidade à população sertaniense.

A festa transcorreu de forma tranquila, desde os blocos de rua até as apresentações na praça. O evento foi encerrado em clima de paz, com destaque para o trabalho das forças de segurança. Além da ROMU (Ronda Ostensiva Municipal) e da Secretaria de Mobilidade e Segurança Pública, o Carnaval contou com o reforço da Polícia Militar, responsável pelo patrulhamento durante todos os dias de festa. Da Assessoria

PF abre inquérito para apurar investigação da Polícia Civil sobre secretário do Recife

Por: Blog Ricardo Barreto

A coluna Radar, da Veja, traz a informação assinada pelo jornalista Daniel Gullino de que a investigação de agentes da Polícia Civil sobre servidores da Prefeitura do Recife será apurada pela Polícia Federal. No final de janeiro, o ministro do STF, Gilmar Mendes, solicitou que a PF analisasse a “existência de elementos mínimos que indiquem a possível prática de infrações penais”. O inquérito será aberto formalmente, conforme a publicação desta quinta-feira (19).

O caso envolve a suspeita de que o secretário municipal de Articulação e Política Social, Gustavo Monteiro, estaria recebendo propina de fornecedores da Prefeitura do Recife. A partir de uma denúncia anônima, o secretário de Defesa Social, Alessandro Carvalho, admitiu ter autorizado a formação de uma equipe com três delegados e sete agentes da Polícia Civil para averiguar a veracidade.

Entre os meses de agosto e outubro de 2025, o veículo funcional de Gustavo Monteiro foi seguido pelos agentes. Sem nada ter sido comprovado, a operação da Polícia Civil foi encerrada.

O fato veio à tona em janeiro deste ano, que a informação sobre essa investigação vazou para a Rede Record. Após a reportagem, o prefeito do Recife, João Campos (PSB), o próprio Gustavo Monteiro e integrantes da oposição acusaram o Governo do Estado de se valer de “arapongagem” para perseguir adversários políticos.

Durante entrevista coletiva, o secretário Alessandro Carvalho garantiu que a operação foi legal, inclusive a instalação do aparelho de rastreamento no veículo de Gustavo Monteiro. Carvalho também informou que seria aberta uma investigação para descobrir quem vazou as conversas trocadas entre os agentes através de grupos de WhatZap.