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Juiz citado em relatório do golpe deve depor à PF

Citado no relatório da Polícia Federal (PF) sobre a tentativa de golpe de Estado no país, o juiz Sandro Nunes Vieira, do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), deve prestar depoimento à corporação nos próximos dias.

Apesar de não ter sido indiciado neste primeiro momento, a avaliação de fontes que acompanham a investigação é de que ele ainda pode vir a ser, a depender dos esclarecimentos que forem prestados.

A suspeita da PF é de que Vieira tenha ajudado o PL, partido do ex-presidente Jair Bolsonaro, no relatório produzido pelo Instituto Voto Legal (IVL) para questionar o sistema eleitoral brasileiro, após a derrota nas urnas em 2022.

Na época, o juiz federal atuava na Assessoria de Gestão da Identificação do gabinete da Secretaria-Geral da presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Durante a eleição, chegou a trabalhar na área de combate à desinformação da Corte.

No relatório, Vieira é citado em um diálogo entre o coronel Marcelo Câmara, ex-assessor de Bolsonaro, e o tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do ex-presidente. A conversa tratava sobre o IVL e ocorreu em 16 de novembro de 2022.

Mesmo inelegível, pesquisa mostra Bolsonaro em disputa acirrada contra Lula

Mesmo com Jair Bolsonaro (PL) inelegível até 2030, a eventual disputa entre o ex-presidente e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na eleição presidencial de 2026 é acirrada.

Em pesquisa divulgada nesta quarta-feira (27) pelo instituto Paraná Pesquisas, um dos cenários indica empate técnico entre ambos, com vantagem numérica para Bolsonaro (37,6% ante 33,6% de Lula).

A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.

Neste mesmo cenário constam ainda os nomes de Ciro Gomes (7,9%), Simone Tebet (7,7%) e Ronaldo Caiado (3,7%). Votos em branco, nulos e em nenhum somam 5,8%. Outros 3,8% não souberam ou não responderam.

O levantamento completo conta com dez eventuais cenários para o próximo pleito presidencial (veja abaixo). Foram ouvidos 2.014 eleitores nos 26 estados e no Distrito Federal, entre os dias 21 e 25 de novembro.

Ou seja, antes do inquérito sobre o plano de golpe que envolvia uma trama para matar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o vice Geraldo Alckmin (PSB) e o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Bolsonaro e outros 36 nomes foram indiciados pela Polícia Federal (PF).

Moraes tira sigilo do inquérito do golpe e envia para PGR

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), enviou nesta terça-feira (26) para a Procuradoria-Geral da República (PGR) a investigação sobre a suposta tentativa de golpe de Estado no Brasil para evitar a posse de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A medida é de praxe. No Supremo, cabe à PGR avaliar as investigações criminais. Na decisão, o ministro também determina a retirada do sigilo da investigação.

A Polícia Federal (PF) indiciou no caso o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e outras 36 pessoas.

Ao final da análise, caberá ao procurador-geral Paulo Gonet decidir se denuncia o ex-presidente e os demais investigados pelos crimes apontados pela PF. Ele também pode pedir o arquivamento das investigações ou solicitar mais diligências aos investigadores.

Conforme mostrou a CNN, interlocutores de Gonet, dão como certo que Bolsonaro será formalmente acusado dos crimes relacionados à trama golpista. A denúncia, entretanto, deve ser apresentada apenas em 2025.

Segundo a investigação, Bolsonaro, integrantes do seu governo, auxiliares e militares planejaram um golpe para manter o ex-presidente no poder.

O suposto golpe passaria, inclusive, pelos assassinatos de Lula, do seu vice, Geraldo Alckmin, e do ministro Alexandre de Moraes, em dezembro de 2022.

O relatório conclusivo da PF tem 884 páginas.

Bolsonaro retorna a Brasília após indiciamento por tentativa de golpe e se reúne com defesa

Após ser indiciado por tentativa de golpe de estado, Jair Bolsonaro (PL) desembarca em Brasília na noite desta segunda-feira (25). Nos próximos dias, ele deve se reunir com advogados para discutir sua estratégia de defesa.

O retorno do ex-presidente à capital federal ocorre sob a expectativa do levantamento de sigilo do relatório final da Polícia Federal que o apontou como líder da organização criminosa que conspirou para evitar a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O documento deve revelar a dinâmica da trama golpista.

Bolsonaro estava com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro em São Miguel dos Milagres (AL) na casa do ex-ministro do Turismo, Gilson Machado (PL), há uma semana.

Foi de lá que o ex-presidente acompanhou a Operação Contragolpe da PF que, na última terça-feira (19), mirou o general da reserva Mario Fernandes, outros três militares e um policial federal por fazer um plano para executar o presidente Lula, o vice Geraldo Alckmin e o ministro Alexandre de Moraes.

Na quinta-feira (21), o relatório do inquérito da tentativa de golpe com indiciamento de 37 pessoas, incluindo Bolsonaro, alguns de seus principais auxiliares no governo e militares.

No mesmo dia, o seu ex-ajudante de ordens, tenente-coronel Mauro Cid, prestou depoimento ao ministro Alexandre de Moraes e conseguiu manter os benefícios do acordo de colaboração premiada ao dar detalhes sobre a participação do general Walter Braga Netto, ex-ministro da Defesa e da Casa Civil, na trama golpista.

A interlocutores, Bolsonaro tem afirmado que o indiciamento era esperado e tem repetido que os próprios áudios do general Mario Fernandes indicam que ele não aderiu a um golpe.

Então número 2 da Secretaria-Geral da Presidência, Mário Fernandes era, dentro do governo, um dos que mais pressionaram por uma ação para impedir a posse de Lula. O general imprimiu duas vezes em seu gabinete no Palácio do Planalto o planejamento para a execução de um golpe.

“‘Ah, não, porra, aí vão alegar que eu tô mudando isso pra dar um golpe’ [teria dito Bolsonaro]. Porra, negão. Qualquer solução, Caveira [apelido de Marcelo Câmara], tu sabe que ela não vai acontecer sem quebrar ovos, né, sem quebrar cristais. Então, meu amigo, parti pra cima, apoio popular é o que não falta.”

A justificativa mais recorrente para negar participação na trama golpsita, segundo um importante aliado de Bolsonaro, era que “todo dia chegava um tabajara com ideias mirabolantes”, mas que o ex-presidente lembrava que qualquer medida precisaria de um Conselho da República para adotar qualquer medida.

A Constituição prevê que o presidente faça a convocação do Conselho da República apenas em casos de intervenção federal, Estado de Defesa e de Sítio, ou crise institucional.

Moraes vai enviar inquérito do golpe para PGR na segunda; denúncia deve ficar para 2025

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes vai remeter na segunda-feira (25) à Procuradoria Geral da República o relatório final do inquérito que apura a tentativa de golpe de Estado para manter Jair Bolsonaro (PL) no poder mesmo com a derrota na eleição de 2022.

De acordo com fontes próximas a Moraes, o ministro NÃO deve levantar o sigilo do relatório final – diferentemente do que aconteceu com as investigações da fraude dos cartões de vacina e dos desvios de joias e outros itens do acervo presidencial – Bolsonaro também foi indiciado nos dois.

O entendimento do magistrado, segundo esses auxiliares, é que a manutenção do sigilo sobre o material, neste caso, favorece o que chamam de “trabalho tranquilo” da equipe do procurador-geral da República, Paulo Gonet.

Procurador-geral quer ver como vacinas, joias e golpe se conversam

A determinação de Gonet é, assim que receber o relatório final do golpe, “analisar tudo em conjunto, ver como tudo se encaixa”.

O procurador-geral da República já tem um farto material dos inquéritos das vacinas e das joias do acervo presidencial. O inquérito do golpe, agora concluído, abarca essas investigações e ainda apurações sobre fake news, milícias digitais e tramas golpistas ocorridas antes e depois das eleições de 2022.