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Últimas publicações do quadro “Brasil”

Governo Federal reajusta em até 39% o valor destinado à merenda escolar

Os valores dos repasses do Governo Federal a estados e municípios para o Programa de Alimentação Escolar (PNAE), para a compra da merenda escolar, serão reajustados em até 39% a partir deste mês.

O anúncio foi feito pelo governo nesta sexta-feira (10). Há cinco anos o valor estava sem correção e com defasagem estimada em 35% diante da inflação acumulada no período, segundo estimativas do governo.

No ano passado, o Congresso aprovou o aumento dos recursos para o PNAE em 2023, com o objetivo de repor perdas inflacionárias desde 2017. O ex-presidente Jair Bolsonaro, no entanto, vetou o reajuste, mantendo o valor em R$ 4 bilhões, o que representou uma perda de R$ 1,4 bilhão aos estados e municípios.

A estimativa do governo é investir R$ 5,5 bilhões neste ano para beneficiar contingente de 40 milhões de alunos de escolas públicas e, consequentemente, famílias que têm na escola um apoio para a alimentação dos filhos.

O valor destinado por aluno do ensino fundamental e médio terá acréscimo de 39%, acima da inflação do período. Nessa faixa, está concentrada a maior parte dos alunos da rede pública. São 24 milhões de estudantes, o correspondente a 60,5% do total.

Para os cerca de 3,6 milhões de alunos de pré-escola e da educação básica para indígenas e quilombolas, o reajuste será de 35%. No caso de 11,7 milhões de crianças em creches, alunos de escolas em tempo integral, da Educação de Jovens e Adultos (EJA) e do atendimento especializado, que já têm hoje um repasse maior, a correção será de 28%.

Nas próximas semanas, o governo deve anunciar também a retomada da parceria com o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA).

Por meio do PAA, o Governo Federal diz que “poderá apoiar a compra direta de alimentos saudáveis produzidos pela agricultura familiar e redireciona para escolas, creches, restaurantes comunitários e para projetos sociais que trabalham a questão da insegurança alimentar”.

PF apura se Planalto chegou a lançar joias apreendidas pela Receita no acervo pessoal de Bolsonaro

A Polícia Federal investiga se, antes mesmo da tentativa frustrada de liberar as joias apreendidas pela Receita Federal, o Palácio do Planalto se adiantou e lançou, no acervo pessoal do então presidente Jair Bolsonaro, os presentes enviados pela Arábia Saudita à então primeira-dama Michelle Bolsonaro.

O lançamento teria ocorrido no dia 29 de dezembro – mesmo dia em que também foram lançados os cinco itens da caixa que passou escondida pela alfândega de Guarulhos.

Segundo investigadores, naquele dia, o Departamento de Documentação Histórica do gabinete pessoal do presidente da República registrou dois ofícios, um para cada pacote.

Esses documentos lançaram no acervo pessoal de Bolsonaro, e não no acervo da União, as duas caixas de presentes – incluindo as joias apreendidas pela Receita e avaliadas em R$ 16,5 milhões.

Os lançamentos, segundo apurou o blog, teriam surgido da “convicção” da equipe de Bolsonaro de que as joias apreendidas seriam liberadas naquele dia, com a intervenção de enviados do governo ao posto da Receita no Aeroporto de Guarulhos.

Exclusivo: vídeo mostra momento em que enviado de Bolsonaro tenta retirar joias do Aeroporto de Guarulhos

‘Isso aqui faz parte da passagem. Não pode ter nada do antigo para o próximo’, argumentou o sargento da Marinha enviado pela Presidência da República.

Um vídeo obtido com exclusividade pelo blog do g1 mostra o momento em que um enviado do então presidente Jair Bolsonaro (PL) tenta pegar o conjunto de joias avaliado em R$ 16,5 milhões apreendido pela Receita Federal no Aeroporto de Guarulhos (SP).

As joias – um colar, anel, relógio e um par brincos de diamantes da marca de luxo suíça Chopard – foram apreendidas em 26 de outubro de 2021 na mala de um integrante de uma comitiva do governo Bolsonaro que foi à Arábia Saudita.

Na ocasião, o então ministro das Minas e Energia, Bento Albuquerque – que integrava a comitiva – tentou reaver as joias, mas sem sucesso. Os itens, então, permaneceram na alfândega da Receita Federal.

Em 28 de dezembro de 2022 – às vésperas do fim do governo e um dia antes de o então presidente da República embarcar para os Estados Unidos – o sargento da Marinha Jairo Moreira da Silva foi enviado em voo oficial pelo gabinete de Bolsonaro ao Aeroporto de Guarulhos para pegar as joias.

“Isso aqui faz parte da passagem, não pode ter nada do [governo] antigo pro próximo. Tem que tirar tudo, tem que levar, não pode”, argumenta o sargento com os servidores da Receita, que não aceitam a pressão em uma parte do vídeo.

Veja abaixo:

 

Waldemar participa de almoço de vice-lideres do governo Lula na casa do deputado Bacelar(PV-BA)

O prato principal do almoço na verdade foi a conversa sobre os acertos para a estratégia do governo nos trabalhos na Câmara nesta semana. Segundo o deputado pernambucano do Avante, entre os principais assuntos estão sempre as negociações em torno das votações de Medidas Provisória – MP, a presidência das comissões e a análise de conjuntura política que envolve a CPMI do 8 de janeiro e a reforma fiscal.

Na pauta da CPMI, a decisão que está gerando polêmicas, o objetivo é de reforçar o empenho dos deputados e senadores da base para não assinarem a convocação da comissão. O presidente Lula já comunicou para suas lideranças, nas duas casas, que a intensão da oposição com essa CPMI é somente travar a pauta do Congresso e atrapalhar o Governo.

Quanto ao segundo assunto, da reforma fiscal, já foi debatido que esta reforma deve tratar da simplificação da arrecadação fiscal no país. “Falamos em diminuir o custo Brasil, na verdade não foi debatido diminuir ou aumentar impostos e sim amenizar o custo da despesa fiscal do Governo que é a principal orientação do presidente Lula”, afirmou Waldemar.

Brasil bate recorde de feminicídios em 2022, com uma mulher morta a cada 6 horas

Por Clara Velasco, Felipe Grandin, Marina Pinhoni e Victor Farias, g1

O Brasil teve um aumento de 5% nos casos de feminicídio em 2022 em comparação com 2021, aponta levantamento feito pelo g1 com base nos dados oficiais dos 26 estados e do Distrito federal. São 1,4 mil mulheres mortas apenas pelo fato de serem mulheres – uma a cada 6 horas, em média. Este número é o maior registrado no país desde que a lei de feminicídio entrou em vigor, em 2015.

A alta acontece na contramão do número de assassinatos, que foi o menor da série histórica do Monitor da Violência e do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP). Com 40,8 mil casos, o país teve 1% menos mortes em 2022 que em 2021.

Se forem consideradas apenas as mortes de mulheres, o que inclui também os casos que são classificados como feminicídios, o número cresceu 3% de um ano para o outro – para 3.930.

ANÁLISE DO FBSP: Números de uma tragédia anunciada: 10 mulheres assassinadas todos os dias no Brasil

ANÁLISE DO NEV-USP: Aumento dos feminicídios no Brasil mostra que mulheres ainda não conquistaram o direito à vida

METODOLOGIA: Monitor da Violência

Esta reportagem revela que:

  • o Brasil teve 3,9 mil homicídios dolosos de mulheres em 2022 (aumento de 2,6% em relação ao ano anterior)
  • foram 1,4 mil feminicídios, o maior número já registrado desde que a lei entrou em vigor, em 2015
  • 12 estados registraram alta no número de homicídios de mulheres 14 estados tiveram mais vítimas de feminicídio de um ano para o outro
  • Mato Grosso do Sul e Rondônia são os estados com o maior índice de homicídios de mulheres
  • MS e RO também têm as maiores taxas de feminicídios do país