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Cauteloso com as palavras, o líder do governo Eduardo Campos (PSB) na Assembleia Legislativa, o deputado estadual Waldemar Borges-foto (PSB), preferiu não opinar sobre a escolha de Sérgio Leite (PT) como novo líder da oposição. O socialista afirmou não acreditar em uma mudança radical dos ex-colegas de bancada, já que, segundo ele, os projetos da gestão contaram com a colaboração dos petistas e petebistas – os dois partidos apoiaram o PSB nas duas eleições, só que em 2006 o apoio só veio no segundo turno.
“As políticas públicas que estão sendo implementadas em Pernambuco e amplamente bem sucedidas, como o Pacto pela Vida (programa de segurança pública), o que tem sido feito na área de Educação, na área de captação de empreendimentos, interiorização do desenvolvimento, tudo isso foi implementado e até defendido por esses deputados”, afirmou o líder governista.
A declaração de Waldemar Borges é uma resposta direta às críticas feitas pelos novos deputados de oposição, que no dia em que anunciaram Sérgio Leite como líder criticaram essas áreas do governo.
O governista disse que esse novo cenário na Assembleia Legislativa é resultado de um episódio eleitoral. Para o socialista, após o pleito estadual, as forças, independente do resultado das urnas, poderão se unir novamente. Waldemar destacou que espera cordialidade dos ex-aliados na disputa de outubro. “Pode ser que o período eleitoral gere acirramento, mas a gente espera que se mantenha dentro do marco civilizado”, comentou.
Vale lembrar que na eleição de 2012, o PSB passou a atacar o PSDB com o caso das notas frias da Câmara de Vereadores do Recife, que envolveu o então candidato tucano Daniel Coelho. Sérgio Leite, por sua vez, disse que a oposição vai ser feita de forma “qualitativa, sem agressão”.
O PT alega que assumiu uma nova postura em relação à gestão porque o governador Eduardo Campos mudou de lado no plano nacional. A candidatura do socialista à Presidência da República é algo concreto e suas constantes críticas à presidente Dilma Rousseff (PT), candidata à reeleição, incomoda os petistas pernambucanos, que anunciaram o desembarque do governo após o PTB – apesar de alguns petistas ainda ocuparem cargos na administração.
Sobre o discurso dos oposicionistas, de que foi o PSB que virou oposição, Waldemar Borges preferiu negar. Segundo ele, a postura crítica do seu partido se deu pela falta de diálogo com a presidente Dilma Rousseff, algo que, na visão dele, não acontece na gestão de Eduardo Campos.
No caso do PTB, o principal motivo para a mudança de lado é a candidatura do senador Armando Monteiro Neto (PTB) ao governo do Estado. Depois que percebeu que não teria chances de ser apoiado pelo governador Eduardo Campos, o petebista passou a desempenhar uma postura crítica em relação ao socialista.
Seus principais correligionários seguiram a orientação e também já deram sinais de mudança de postura na Assembleia Legislativa, como é o caso do deputado estadual Sílvio Costa Filho (PTB).
Pré-candidato ao governo do Estado, o senador Armando Monteiro Neto (PTB) liderou o topo dos senadores pernambucanos que mais utilizaram a verba indenizatória em 2013. Na véspera de um ano eleitoral, o petebista gastou mais de R$ 376 mil com passagens áreas, hospedagem, gastos com combustível, divulgação de atividade parlamentar e consultorias, além de aluguel de imóvel e material para escritório.
O valor foi superior aos gastos em 2012 e 2011, primeiro ano do mandato do petebista. O montante serve como ajuda de custo aos parlamentares e varia de acordo com o Estado de cada parlamentar.
Juntando os valores utilizados pelos senadores de Pernambuco, é possível identificar que somente no ano passado foram gastos R$ 1,05 milhão com verba destinada à atividade parlamentar. Cada senador pernambucano pode usar, por ano, R$ 435.199,20, valor que não foi totalmente utilizado por nenhum deles.
Além do montante reservado para custear cinco passagens de ida e volta todos os meses – no caso de Pernambuco os valores podem somar até R$ 21.266,60, por mês –, os senadores ainda têm direito a receber, mensalmente, até R$ 15 mil que podem ser utilizados em aluguéis, hospedagens, material para escritório e consultoria.
Caso a cota de R$ 36.266,60 não seja utilizada durante o mês, o valor restante pode ser compensado com outros gastos nos meses subsequentes.
No caso de Armando Monteiro, o principal gasto foi com passagens áreas. Somente nesse item, o petebista utilizou aproximadamente R$ 195 mil. Outro grande gasto foi com aluguel de imóveis para gabinetes. Nessa área, foram utilizados quase R$ 62 mil.
O menor gasto foi com a compra de materiais para escritórios. Nesse item, o petebista usou aproximadamente R$ 13 mil.
Em 2013, Armando procurou investir nos serviços de contratação de consultorias, assessorias, pesquisas e divulgação do mandato parlamentar. Nessa área, o senador gastou R$ 52 mil ao longo do ano. De acordo com a declaração de gastos que consta no relatório disponibilizado no site do Senado Federal, o parlamentar petebista procurou reforçar sua imagem na web.
Além de serviços de clipagens de notícias relacionadas a ele, o petebista contratou, no segundo semestre do ano passado, serviços de criação e gestão do seu site e de redes sociais, área que tem sido reforçada pelos políticos em geral, já que o uso da internet deve ser intensificado na campanha eleitoral.
No ranking dos gastos dos senadores pernambucanos, após o petebista o parlamentar que mais utilizou a verba indenizatória em 2013 foi Humberto Costa (PT). Ao longo do ano, o petista gastou R$ 358 mil, valor que é menor aos recurso usados em 2012 – ano em que Costa foi candidato a prefeito do Recife. Seu maior gasto foi com passagens áreas.
Durante o ano, Humberto Costa utilizou R$ 130 mil com passagens. Os recursos para locomoção, combustíveis e hospedagem também foram altos: R$ 114 mil. O menor custo foi com a promoção da imagem. Nesta área, o petista, ainda assim, pagou R$ 6,786.
Mais contido no uso da verba parlamentar – inclusive comparando os valores com os últimos três anos de mandato de Humberto e Armando –, o senador Jarbas Vasconcelos (PMDB) utilizou aproximadamente R$ 315 mil em 2013.
O peemedebista investiu em hospedagens, locomoção e combustíveis. Foram gastos nesta área pouco mais de R$ 85 mil. O menor gasto foi com aquisição de material para escritório, que ficou em torno de R$ 17 mil.
(Jumariana Oliveira-JC)
A Corte Especial do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) vai julgar, na próxima segunda-feira (3), o processo contra o deputado estadual Sílvio Serafim Costa Filho, acusado de, durante o seu mandato de vereador do Recife, incorrer nas penas do artigos 304 e 312 do Código Penal. Trata-se de fazer uso de qualquer dos papéis falsificados ou alterados, apropriando-se de dinheiro, valor ou qualquer outro bem móvel, público ou particular, de que tem a posse em razão do cargo, ou desviá-lo, em proveito próprio ou alheio.
O órgão é competente para julgar e processar ações contra deputados estaduais, entre outras autoridades.(NE10)
Podem parecer estranhos, mas não são, dois gestos simbólicos do ex-presidente Lula, ambos praticados no mesmo dia em relação a Eduardo Campos. O primeiro foi o telefonema dado por ele ao governador a fim de parabenizá-lo pelo nascimento de Miguel, seu quinto filho. E o segundo a postagem de um vídeo, na página do Instituto Lula na internet, censurando a atitude de petistas que criticaram o governador. Ainda está bem vivo na memória do ex-presidente o texto postado por um petista na página do partido, na rede mundial de computadores, chamando o governador de Pernambuco de “tolo” e “playboy mimado”. Como Lula sabe fazer política e não se cansa de reverenciar a memória de Miguel Arraes, que o apoiou quatro vezes para presidente da República, não pretende fechar a porta para uma eventual reaproximação com o PSB, ainda que esta hipótese seja improvável mesmo num 2º turno da eleição presidencial.
O governador Eduardo Campos (PSB) foi destaque na revista digital norte-americana Ozy. A matéria, com o título, “O homem de negócios socialista”, numa tradução livre, fala sobre os planos do governador de candidatar à Presidência da República e de suas ações à frente do estado. A publicação sugere a leitura porque “ele revitalizou um dos estados mais pobres do Brasil e tem planos para comandar o país”.
O texto descreve Eduardo como um socialista pragmático, que tem como mérito atrair investimentos privados para o estado ao mesmo tempo em que mantém uma política agressiva contra a pobreza. Destaca o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) pernambucano, que atingiu marcas superiores à do Brasil. Cita, por exemplo, que o governador criou um modelo na área da saúde, com os hospitais públicos administrados pelo setor privado, e que melhorou a escola média com o aumento do salário dos professores e a criação de bônus para aqueles que atingirem metas.
“Em teoria, o currículo de Campos e o sucesso na economia podem torná-lo um candidato à Presidência irresistível, mas as pesquisas parecem discordar. Os últimos números mostram a predilação da população por Dilma, que obteve 58% das intenções de voto, seguida por Aécio Neves, com 10%, e Campos com apenas 6%”, diz a reportagem. Depois, o texto traz a análise de alguns articulistas políticos sobre o desempenho do governador. A revista também destaca que o programa presidencial de Eduardo trata sobre a melhoria dos serviços públicos, como saúde e educação, e da infraestrutura e a defesa pela atração de mais investimentos estrangeiros.
Desde que se colocou como pré-candidato à Presidência, Eduardo já foi tema de reportagens das revistas The Economist e Times no ano passado. A Ozy foi fundada por Carlos Watson, um famoso ex-âncora da CNN, em setembro do ano passado. A publicação se propõe a ser um novo modelo de noticiário diário online e uma revista de cultura.
O Disque-Denúncia Pernambuco está oferecendo recompensa de até R$ 2 mil para quem der informações que levem a localização dos vereadores Neto (PMN), Val de Cachoeira Seca (DEM) e Jadiel do Nascimento (PROS). Os três tiveram mandado de prisão preventiva expedidos pela Justiça e são considerados foragidos pela polícia. Eles estão sendo investigados na Operação Ponto Final 2, desencadeada na última quarta-feira (29).
De acordo com a Polícia Civil, Val de Cachoeira Seca e Evandro Silva deram dinheiro para que os colegados vereadores Val das Rendeiras e Jadiel Nascimento assinassem um requerimento para a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI). Jadiel Nascimento teria recebido R$ 30 mil, sendo R$ 15 mil pagos por Val e R$ 15 mil pagos por Neto.
A CPI seria criada para investigar denúncias de irregularidades contra a gestão do prefeito José Queiroz (PDT), feitas em um relatório divulgado o ano passado pela Controladoria-Geral da União (CGU).
As investigações indicam que o objetivo deles era criar a CPI e depois barganhar com o governo municipal para que as investigações na dessem em nada. Evandro Silva e Val das Rendeiras já estão na Penitenciária Juiz Plácido de Souza.
“O oferecimento de recompensa objetiva ajudar a Polícia a cumprir os mandados de prisão expedidos pelo Poder Judiciário”, disse o coordenador do Disque-Denúncia no Agreste, Alexandre César.
Quem tiver informações sobre o caso pode telefonar para 3421-9595, na Região Metropolitana do Recife e Zona da Mata Norte, ou (81) 3719-4545, no interior do Estado. Também é possível repassar informações através do site da central www.disquedenunciape.com.br










