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UE prepara plano de 800 bi de euros para defesa própria e Ucrânia após EUA pausarem ajuda

g1 – A Europa começou a se preparar para uma eventual retirada do apoio dos Estados Unidos à Ucrânia e, mais ainda, para um cenário de aliança entre Washington e Moscou.

A chefe de governo da União Europeia, Ursula von der Leyen, disse nesta terça-feira (4) que o bloco europeu prepara um plano de 800 bilhões de euros (R$ 4,9 trlhões) para reforçar as defesas das nações da UE e diminuir o impacto da potencial retirada dos EUA da aliança de países que ajudam a Ucrânia.

Com o valor, a UE pretende também que a Ucrânia tenha força militar para negociar com a Rússia após o congelamento da ajuda dos EUA à nação.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, disse que o enorme pacote “REARM Europe” será apresentado aos 27 líderes da UE que se reunirão em Bruxelas na quinta-feira em uma reunião de emergência após uma semana de crescente incerteza política de Washington, onde o presidente Donald Trump questionou tanto sua aliança com o continente quanto a defesa da Ucrânia.

“Não preciso descrever a natureza grave das ameaças que enfrentamos”, disse von der Leyen.

A chave para o dilema das nações da UE tem sido a relutância em gastar muito em defesa nas últimas décadas, enquanto se escondiam sob o guarda-chuva nuclear dos EUA e uma economia lenta, o que cria desafios para um rápido aumento desses gastos.

ONU diz que governo Maduro cometeu crimes contra a humanidade na Venezuela

Relatório de missão da ONU na Venezuela acusa governo de cometer crimes por meio de perseguições políticas e em manifestações, quando 25 pessoas morreram por disparos de policiais.

g1 – Um relatório da missão internacional da Organização das Nações Unidas (ONU) na Venezuela divulgado nesta terça-feira (15) afirma que o regime de Nicolás Maduro cometeu crimes de lesa humanidade contra sua própria população.

Os crimes ocorreram principalmente por meio de perseguições políticas e na repressão a manifestações antes, durante e depois das eleições presidencias da Venezuela, em julho deste ano, ainda de acordo com a ONU.

Segundo a missão da ONU, 25 pessoas foram assassinadas por arma de fogo durante protestos no período analisado, ao longo deste ano, o que constitui o crime contra a humanidade. Outras centenas ficaram feridas, e milhares foram detidas “simplesmente por exercer seu direito fundamental à liberdade de expressão”.

“As violações, cometidas com intenção discriminatória, constituem o crime de lesão humanitária de perseguição por motivos políticos em razão da identidade das vítimas”, diz o relatório da ONU.

O relatório documenta “diversas e crescentes violações cometidas pelo governo venezuelano, pelas forças de segurança e por grupos civis armados pró-governamentais antes, durante e depois das controvertidas eleições presidenciais de julho”.

Um relatório prévio da missão, publicado em setembro, já havia apontado que o regime de Maduro intensificou a repressão a opositores e manifestantes após as eleições.

A líder opositora María Corina Machado disse que a publicação do novo relatório, com a acusação de crimes de lesa humanidade, é “um elemento crucial para o isolamento cada vez maior do regime (de Nicolás Maduro), e a prova para que seja feita justiça internacional”.

“Hoje, damos mais um passo que nos aproxima da liberdade”, disse Corina.

O governo venezuelano ainda não havia se manifestado sobre as acusações até a última atualização desta reportagem.

A eleição na Venezuela ocorreu em 28 de julho, e o Conselho Nacional Eleitoral (CNE) — a Justiça eleitoral do país — declarou Nicolás Maduro reeleito para um terceiro mandato. No entanto, o CNE nunca divulgou as atas eleitorais — espécies de boletins de urna, que registram o resultado em cada local de votação.

Congresso espanhol reconhece González como presidente eleito da Venezuela

O governo do primeiro-ministro espanhol, Pedro Sanchez, no entanto, diz não levará em consideração a votação parlamentar. Em rede social, a líder da oposição venezuelana, María Corina Machado, comemorou: ‘Grande vitória’.

Parlamentares espanhóis aplaudem resultado após confirmação da aprovação da proposta que reconhece Edmundo González como presidente eleito na Venezuela — Foto: TV DO PARLAMENTO ESPANHOL / REUTERS

g1 – Em votação nesta quarta-feira (11), o Congresso da Espanha reconheceu Edmundo González como presidente eleito da Venezuela.

A proposta, que começou a ser discutida nesta terça, quando ocorreu uma manifestação na porta do local e a filha de González leu um recado do pai, pede ao governo de Pedro Sánchez que “lidere o reconhecimento de Edmundo González nas instituições europeias e instâncias internacionais, com o objetivo de garantir que, em 10 de janeiro de 2025, ele tome posse como o novo presidente da Venezuela”.

Segundo a agência de notícia Reuters, no entanto, o primeiro-ministro espanhol não levará em consideração a votação parlamentar.

Em conformidade com a posição europeia, o governo espanhol tem exigido que sejam divulgadas as atas eleitorais das eleições nas quais a oposição denuncia fraude, mas sem reconhecer González como presidente.

“O Congresso da Espanha reconhece Edmundo González como presidente eleito da Venezuela! Hoje obtivemos outra grande vitória. Seguimos em frente! Nós, venezuelanos, agradecemos a cada um dos deputados, dos diferentes partidos, que votaram a favor da soberania popular, da democracia, da verdade e da liberdade.

A iniciativa, liderada pela oposição, foi aprovada com 177 votos a favor, 164 contra e 1 abstenção.

 

Em meio a tensão, Maduro muda data do Natal para 1º de outubro

g1 – O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, decretou o adiantamento do Natal no país para o próximo dia 1º de outubro.

O anúncio foi feito na noite desta segunda-feira (2), em um programa de auditório que ele mesmo apresenta semanalmente.

“Está chegando em setembro e se diz: ‘Setembro já cheira a Natal'”, disse à plateia o líder chavista. “E por isso, este ano, em homenagem a vocês, em agradecimento a vocês, vou decretar o adiantamento do Natal para 1º de outubro. Começa o Natal em 1º de outubro para todos e todas. Chegou o Natal com paz, felicidade e segurança.”

O adiantamento coincide com um momento de tensão no país, após as eleições presidenciais de 28 de julho. Oposição e boa parte da comunidade internacional colocam em dúvida a legitimidade da reeleição de Maduro para mais um mandato.

Em meio a protestos e à pressão internacional, a Procuradoria venezuelana, aliada do chavismo, pediu a prisão do candidato oposicionista, Edmundo Gozález, que reivindica a vitória nas eleições e pede a divulgação das atas das urnas. O pedido foi acatado pela Justiça, também considerada um braço do regime de Maduro.

Natais adiantados

Não é a primeira vez que Maduro recorre à antecipação das celebrações natalinas no país. Em 2020, ele adiantou o Natal para 15 de outubro, em meio à pandemia. Na ocasião, a data foi marcada pela liberação de recursos para a compra de brinquedos.

Em 2013, Maduro já havia decretado que as comemorações acontecessem a partir de 1º de novembro, afirmando na época que desejava “felicidade e paz para todo o mundo” e “derrotar a amargura”. Hugo Chavez havia morrido em março daquele ano, e Maduro venceu uma eleição presidencial cuja lisura foi contestada.

Pedido de prisão contra González

Também na segunda-feira (2), a Justiça da Venezuela acatou um pedido do Ministério Público para emitir um mandado de prisão contra o opositor Edmundo González, que concorreu à eleição presidencial de julho.

Edmundo González é investigado por crimes como usurpação de funções da autoridade eleitoral, falsificação de documentos oficiais, incitação de atividades ilegais, sabotagem de sistemas e associação criminosa. O mandado de prisão formaliza a acusação contra González por esses delitos.

Venezuela: Lula cita “novas eleições” ou “governo de coalização” como eventuais saídas para crise

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quinta-feira (15) que “não quer se comportar de forma apaixonada” e que quer “o resultado” das eleições venezuelanas.

Para Lula, existem alternativas para essa situação de crise, como a criação de um “governo de coalizão” ou mesmo a realização de novas eleições. A declaração ocorreu em entrevista à Rádio T, em Curitiba.

“Você tem várias saídas. Pode fazer um governo de coalizão, convocar a oposição. Muita gente que está no meu governo não votou em mim e eu trouxe todo mundo para participar do governo”, disse.