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Últimas publicações do quadro “Crônicas de Ademar Rafael”

Crônica de Ademar Rafael

O TRIO DA CURA E OS AMIGOS

Muitas vezes ouvi que uma boa conduta médica, a fé em Deus e o carinho das pessoas do entrono do paciente formam um trio que gera a energia positiva suficiente para recuperação da esmagadora maioria dos casos. Acredito realmente que havendo profissionalismo e humanização por parte das equipes dos postos de saúde e das unidades hospitalares; que os pacientes mantendo em alta o nível de sua fé e que os familiares se envolvendo com gestos de carinho a cura é breve.

Nos dias em que fiquei internado, em casa, com a COVID pude detectar a força do trio acima descrito. Fiz os exames e recebi a medicação em tempo hábil; mantive minha fé na cura em todos os momentos e recebi de membros da família, alguns também infectados, a mais atenciosa atenção.

Foi adicionado, no entanto, um novo ingrediente. O apoio irrestrito de amigos e amigas por meio de redes socais, telefonemas e outros meios de comunicação. Em todos os casos percebi que as manifestações de apoio se somavam ao trio e formavam um todo único e indivisível. Não tenho qualquer dúvida que tais fatores foram decisivos na recuperação das energias perdidas e na cura.

Quem convive perto de mim sabe como vivo repetindo que amigos e amigas são anjos da guarda que Deus espalha pelo mundo à nossa disposição. A corrente de orações e a espiral que conspirou em meu favor somente ocorre entre amigos e amigas.

Serei eternamente grato aos profissionais da saúde envolvidos nos exames, nas indicações de medicamentos e no acompanhamento; serei diuturnamente grato a ação de Deus e terei gratidão para cada amigo e amiga que se somaram aos familiares no apoio e nas orações.

Tenho mais do que nunca a certeza de que quando o universo conspira a favor as principais forças dessa conspiração são: Amigos e amigas.

Crônica de Ademar Rafael

SEM ARREMEDOS

Os gestores públicos municipais estão com uma árdua missão para dar conta. Trata-se do tratamento de resíduos sólidos, assunto que que vem sendo postergado por motivos diversos. A hora chegou e os órgãos de controle estão ultimando providências legais para dar vida aos projetos. Caberá aos envolvidos unir os esforços e sair da zona de conforto.

Estudei muito este assunto por encomenda de um gestor público da região norte e tive acesso a vários artigos, projetos, planos e outros documentos que tratam do assunto. Assim sendo afirmo categoricamente que as soluções passam por três posicionamentos.

O primeiro tema precisa ser enfrentado como de interesse social, acompanhado por um modelo onde as questões relacionadas à saúde pública, sustentabilidade e geração de renda. A lei 12.305, de 02.08.2010, precisa ser ampliada, no tocante a harmonia entre as variáveis acima.

O segundo passa pela união de forças dos municípios, estados e união para com utilização de massa crítica disponível nos grandes centros de estudos nacionais; utilização à exaustão de convênios e cooperativas, Como no primeiro caso o rumo a seguir e formado por capacidade extrema de agregar valor, não devem ser excluídas rotas. No máximo estas precisam ser adaptadas e colocadas em pratica.

O terceiro posicionamento sugere que os processos devem caminhar ao lado do Marco Regulatório do Saneamento. Não vejo como descolar um coisa da outra. As regras estão postas, a Lei 14.026, de 15.07.2020 cria modelos, atribui responsabilidades e pede ação dos gestores.

Uma coisa é certa, não há espaço para improvisos e remendos. Ao poder público cabe unir forças com o setor privado e agir com base em projetos sustentáveis e que, de fato, promovam as soluções esperadas. Abdicar desse compromisso é renunciar ao poder recebido.

Crônica de Ademar Rafael

A MINHA 5G

Este assunto vai estar na pauta do Brasil e de outros países durante este ano. Pesquisando no site da “uol”, encontrei esta definição: “5G é a evolução natural das gerações anteriores — 3G e 4G — e traz como diferencial não apenas mais velocidade de conexão à internet no celular, mas outras aplicações que poderão revolucionar a sociedade, como objetos conectados e cidades inteligentes.”

Sem o intuito de reduzir sua importância para os beneficiários da tecnologia, resolvi fazer este texto sobre minha 5G. Vamos brincar?

O primeiro “G”, Gabiru. O filho de seu Elias do Calçamento. O Severino do Ginásio Industrial. Na quadra era o primeiro que chegava e o ultimo que saia. Completava times, ligava e desligava os refletores, cuidava das redes, buscava bolas, era porteiro e zelador. Um craque em todas essas posições.

O segundo “G”, Guarani. O único time que sob gestão de Aderval Viana, Zé Vieira e outros abnegados conseguia enfrentar o Nacional de Tabira. Aqui destaco o quinteto Batista, Dinda, Mimi, Mano e Toinho Tabaqueiro. A estes somavam-se os afogadenses Clóvis, Antônio Martins e Bartó Garcia.

O terceiro “G”, Geni. Ponta direita de outro time do mesmo Guarani, versão anterior. Compôs o elenco com craques do nível de Biu de Zeca, Célio, Fernando Jaburu e Clóvis que fez parte do dois momentos.

O quarto “G”, Grilinho. O menino de ouro do futebol afogadense. Como poucos superou a pequena massa corpórea com muita habilidade, dribles desmoralizantes e gols espetaculares. Qualquer relação dos cinco maiores de afogados seu nome fará parte da lista. Craque.

O Quinto “G”, Guaxinim. Torcedor fanático da Guarani, incapaz de gesto desrespeitoso com alguém. Grande músico. Um cidadão que faz falta ao mundo de hoje.

Crônica de Ademar Rafael

UMA MARCA

Várias pessoas já disseram antes de mim: “A coisa mais fácil de fazer é sugerir e a mais difícil é realizar.” Mesmo sabendo disto arrisco-me a fazer as sugestões adiante indicadas, ao prefeito de Afogados da Ingazeira-PE.

Caso Sandro Palmeira queira criar uma marca terá que pensar alto, buscar inspiração em Pereira Passos e JK, prefeitos nas primeiras décadas do século passado. Regaçar as mangas e fazer as seguintes obras: a) Concluir o projeto da feira no entorno da antiga Estação do Trem; b) Transformar o Rio Pajeú no trecho entre a Ponte Velha e o local onde era o Curral do Gado, no fim de Henrique Dias em áreas de produção de verduras e hortaliças e área de lazer; e c) Construir onde hoje está o Mercado Público um Centro Administrativo capaz de abrigar a Prefeitura e todas as Secretarias e Autarquias do município.

Ao ler este texto nosso prefeito e seus assessores podem pensar: “Esse Ademar é um gaiato, como encontrar recursos para tais obras numa época de crise?” A resposta que cabe é a seguinte: “Nos momentos em que os pessimistas estão reclamando de tudo e que os grandes empreendedores agem e fazem a diferença.” Vamos às fontes financiadoras dos projetos?

Para feira o caminho é buscar emendas parlamentares e os recursos disponíveis nos Ministérios com interesses na área, que os municípios não acessar por falta de projetos. Se procurar encontra.

No tocante ao Rio Pajeú o primeiro passo é envolver a CODEVASP, EMBRAPA e Universidades para elaboração de projetos e identificação de investidores fora do Brasil, assim como Fundações de empresas mundiais que operam no Brasil. Existem muitos com interesses na área.

O Centro Administrativo seria construído por meio de Parceria Público Privada. Junto das sugestões estamos indicando caminhos, transitar por eles cabe aos grandes gestores. Que tal sair da mesmice? Ação, ação…

Crônica de Ademar Rafael

CENTENÁRIO DO POETA

De todas crônicas que escrevi neste espaço esta é a que doeu mais. Uma dor infinita porque falar sobre meu pai, o poeta Quincas Rafael, nunca foi fácil. Com ele falecido a missão é muito pesada.

Em hipótese nenhuma eu fugiria dessa responsabilidade. Amanhã 02.03.2021 ele faria cem anos. A comemoração desse centenário foi cuidadosamente preparada e a família, juntamente com os amigos do velho poeta, fariam um grande evento em Jabitacá. A prudência, em função da pandemia, recomendou que a festa fosse transferida para
agosto deste ano, no período da festa de Nossa Senhora dos Remédios.

Na oportunidade, além de festejarmos o centenário vamos lançar a pedra fundamental do Instituto Cultural Quincas Rafael – ICQR e publicar Edital para realização de um concurso de redação com os alunos das escolas públicas. Referido concurso será conduzido pela Secretaria Municipal de Educação da Iguaraci, cuja secretária Rita de Cássia Mendes de Melo Siqueira foi um dos anjos da guarda que Deus deu a Quincas Rafael.

Do ICQR transcrevo: a) “MISSÃO – Divulgar a arte e a cultura regional, resgatando marcos e fatos históricos, preservando tradições e unindo o passado ao futuro.” b) “VISÃO – Ser referência para alunos, professores e
pesquisadores como entidade que promove o fortalecimento das artes e de culturas regionais, respeitando valores históricos.” c) “PRINCÍPIOS – VALORIZAÇÃO permanente da arte e da cultura regional –RESGATE de eventos históricos da região do Pajeú – PRESERVAÇÃO das tradições regionais – TRANSPARÊNCIA nas informações úteis e confiáveis sobre arte e cultura na área de atuação e CONSTRUÇÃO de alianças estratégicas.”

Precisamos materializar este sonho de Quincas Rafael, a Casa de Pedra por figurar como um dos símbolos de Jabitacá vai sediar o Instituto que dará vida a história das pessoas da nossa região. Nossa história precisa ser preservada e para isto teremos que colocar nossas energias a favor.