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Últimas publicações do quadro “Afogados da Ingazeira”

A crônica domingueira

Por: Magno Martins

Viro neste domingo abençoado de 23 de agosto mais uma página do calendário da vida feliz, bem-humorado, manifestando no quotidiano um sentimento muito mais arraigado do amor. Amor que não acaba nunca, que emana da família. Meus filhos, irmãos e minha amada Nayla Valença, que mudou o transcurso do meu rio de vida.

Tesouros que caíram do céu, como caí uma chuva para molhar a terra sedenta no mundo de vidas secas do Pajeú, de onde parti, e fazê-la renascer num passe de mágica. Levo a vida sonhando. Quem não sonha, não vive. Tenha até pesadelos, se necessário for. Mas sonhe!

Sonhe como Cora Coralina sonhou: “Recria tua vida, sempre, sempre. Remove pedras, e planta roseiras, e faz doces. Recomece!” Cora viveu a vida na sua plenitude. Fez poemas dos sonhos materializados, que nos enebriam, acendem a luz da nossa caminhada. Uma deusa na poesia e na forma romântica de encarar a vida.

Quando o pessimismo insiste em bater à minha porta, corro na minha estante, abro João Cabral de Melo Neto para um transplante de energia: “E não há melhor resposta que o espetáculo da vida: vê-la desfiar seu fio, que também se chama vida, ver a fábrica que ela mesma, teimosamente, se fabrica, vê-la brotar como há pouco em nova vida explodida”.

João Cabral de Melo Neto enxergou no Rio Capibaribe um Cão sem plumas, uma das obras-primas da literatura brasileira. O homem que fez do Capibaribe um belo poema, embora sofrido e com suas chagas sociais, também me inspira para levar a vida como eu gosto e me sinto feliz: escrevendo. “Escrever é estar no extremo de si mesmo”, veja que lição do mestre de outro grande clássico – Morte e vida Severina.

Já quando falo em bom-humor, me reporto ao mestre Rui Barbosa: “A forma mais simples de superar os problemas”, li no seu livro Oração aos moços, que traz conselhos aos jovens formandos em Direito. Aos que acham serem vencidos pelo pessimismo, que se abracem com Carlos Drumond de Andrade: “O sentido da vida é buscar qualquer sentido”.

Na vida, aprendi com o grande e saudoso Mário Quintana que o segredo é não cuidar das borboletas e, sim, do jardim para que elas venham até você. Li numa crônica do jornalista, poeta e cronista Caio Fernando Abreu, que a vida, apesar de bruta, é meio mágica. Dá sempre pra tirar um coelho da cartola”, segundo ele.

O poetinha Vinicius de Moraes dizia que a vida é a arte do encontro, embora haja tanto desencontro pela vida. Em mais um aniversário, faço esta crônica de cara alegre e feliz, seguindo Machado de Assis: “Quem faz anos tem a cara alegre”.

Feliz aquele que faz aniversário e ainda tem alguém que se importa em lembrar. Eu lembro de tanta gente que não gosta de aniversário. Meu pai era um deles. Morreu aos 100 anos. Fiz a festa dos seus 90 anos contrariando ele. Foi uma contrariedade que repetiria em qualquer celebração da vida dele.

Como papai e aos que não gostam de celebrar o passar dos tempos, recomendo Ariano Suassuna, outra feliz e acertada referência literária que tenho orgulho de exibir: “A tarefa de viver é dura, mas fascinante”.

É preciso saber viver, diz o refrão da música dos Titãs. No meu aniversário, eu só quero hoje o que Tim Maia cantou em “Não quero dinheiro, só quero amar: “De jeito maneira/Não quero dinheiro/Quero amor sincero/Isto é que eu espero/Grito ao mundo inteiro/Não quero dinheiro/Eu só quero amar”.

O voto consciente exige coerência

Por: Izilda Sampaio

O pragmatismo político, quando colocado acima dos princípios e dos interesses da população, pode acabar desfigurando a própria essência da representação democrática. Não é coerente defender, para a Presidência da República, um projeto comprometido com a redução das desigualdades e com a melhoria das condições de vida dos menos favorecidos e, ao mesmo tempo, apoiar para o Governo do Estado, Congresso Nacional e Assembleias Legislativas candidaturas que representam ideias incompatíveis com esse projeto e que podem dificultar sua execução.

É preciso compreender que uma eleição não se resume à escolha de um Presidente. Governadores, Deputados e Senadores também exercem papel fundamental na definição dos rumos do país, na elaboração das leis, na fiscalização dos governos e na aprovação das políticas públicas. Portanto, a composição do Legislativo pode ser determinante para que um projeto de governo consiga avançar ou encontre obstáculos permanentes.

Por isso, caros eleitores, antes de atender aos apelos de lideranças políticas, é fundamental ouvir, observar e pesquisar. Conheçam a trajetória dos candidatos, suas posições, seus votos, seus compromissos e, sobretudo, a quem eles historicamente têm representado. O voto não deve ser instrumento para satisfazer interesses particulares de chefes políticos, grupos ou estruturas de poder.

A democracia exige coerência, consciência e responsabilidade. Cada eleitor tem o direito de escolher livremente seus representantes, mas essa escolha ganha ainda mais força quando é feita com conhecimento e reflexão, olhando para além dos discursos e das conveniências eleitorais.

Que cada cidadão possa exercer seu voto pensando no bem coletivo, nas necessidades da maioria e no futuro que deseja construir. Porque, no fim das contas, o mandato pertence ao povo e é ao povo que os representantes devem prestar contas.

Nelsinho da Pizzaria consolida candidatura a deputado federal pelo Novo

O empresário e policial militar afogadense Nelsinho da Pizzaria consolida seu nome na disputa por uma vaga de deputado federal nas eleições de 2026 pelo Partido Novo.

A candidatura de Nelsinho vem sendo construída há meses e já havia sido anunciada publicamente pela direção estadual do Novo, que o apresentou como um dos nomes da legenda para a disputa em Pernambuco. Em junho, durante encontro do partido em Afogados da Ingazeira, Nelsinho voltou a aparecer como o principal nome da legenda na região.

A entrada de Nelsinho na disputa amplia o espaço do Partido Novo no Sertão do Pajeú e coloca Afogados da Ingazeira no centro da estratégia eleitoral da legenda no interior pernambucano.

A movimentação também chama atenção pelo perfil do candidato, que chega à disputa vindo da iniciativa privada e sem uma trajetória tradicional na política profissional.

Com a aproximação do período eleitoral, o nome de Nelsinho passa a integrar de forma mais concreta o cenário da disputa por uma das cadeiras de Pernambuco na Câmara dos Deputados.

Afogados perde Alexandre Menezes, filho do saudoso Waldecyr Menezes

Acabei de ser informado que o filho do saudoso radialista, professor, poeta, ex-vereador Waldecyr Xavier de Menezes, Alexandre Menezes, faleceu aos 57 anos, vítima de infarto fulminante no Hospital Regional Emília Câmara, após se sentir mal na sua residência. Velório e sepultamento ainda não informado.

O espaço de Gal Mariano no tabuleiro político de Afogados

Alguns movimentos da vereadora Gal Mariano começam a chamar atenção no cenário político de Afogados da Ingazeira.

Em seu segundo mandato, Gal ganhou desenvoltura na Câmara, presença na tribuna e segurança para defender posições próprias. Algumas de suas falas, inclusive, já ultrapassaram o plenário e repercutiram pela cidade e Pajeú.

Quando ainda se especulava sobre os apoios para 2026, ela antecipou seu critério: queria um deputado com quem tivesse interlocução direta, soubesse em qual porta bater e não precisasse de intermediários. Foi quando resumiu: “Tenho CPF, não vou a reboque.”

Depois veio a escolha por João Paulo Costa. A interlocução foi direta da vereadora com o deputado, fruto que já resultou em uma emenda destinada à construção de um Centro Multiuso no Residencial Laura Ramos.

Isso aponta para 2028? Gal nunca anunciou qualquer projeto nesse sentido, nem mesmo conversndo com este blogueiro. Mas quem acompanha política sabe que lideranças são construídas antes das candidaturas.

Agora pergunto: qual será o tamanho do espaço da vereadora Gal Mariano no tabuleiro político de Afogados nos próximos anos?

Ainda é cedo para responder. Mas já vale observar seu trabalho e sua disposição política.

É aguardar as cenas dos próximos capítulos!

Com divisão para deputados estaduais, a Frente Popular de Afogados da Ingazeira vai com a força total para eleições? Como dizem suas lideranças

Por Pedro Araújo/PE Notícias

O prefeito Alesandro Palmeira, de Afogados da Ingazeira, reuniu nesta segunda-feira (10), a sua base política na Câmara de Vereadores, para, segundo seus dirigentes, unir forças para as eleições de outubro próximo.

Mesmo sabendo que 05 vereadores escolheram votar em um candidato que não faz parte da preferência do prefeito Alesandro Palmeira, e a simples explicação de alguns vereadores é que o candidato em quem irão votar é irmão do candidato a vice na chapa do ex-prefeito João Campos, até aí as defesas dos vereadores não convence nenhum eleitor. Mas deve ter convencido o gestor municipal.

Por outro lado, uma vereadora vota em um deputado do PT, candidato à reeleição, mas esse deputado vota abertamente, como a maioria do PT estadual, na reeleição da governadora Raquel Lyra. Seu federal também é outro, do PT. Será que convenceu a Frente Popular?

Do lado do prefeito Alesandro Palmeira, vem mais 05 vereadores que vota na candidata do prefeito, ela, que era do PSB e migrou para o PT, não se sabe lá porquê, mas é irmã de uma candidata ao Senado, essa era do PT e por uma conveniência própria ingressou no PDT. A candidata do prefeito ainda está como deputada federal, mas que surgiu candidata a estadual, com o falecimento de Waldemar Borges, esse era o candidato oficial da Frente Popular em Afogados da Ingazeira.

Chegando na esfera dos federais, a explicação é que o federal, de quase toda Frente Popular no município será o deputado Pedro Campos (que vai para reeleição), a explicação é que o deputado já trouxe em emendas parlamentares mais de R$ 30 milhões para o município, muito dinheiro para saber onde foram gastos ou empregados, e também, porque o deputado federal é irmão de João Campos, candidato a governador, e votar nesse federal seria uma obrigação.

Com essas divisões a Frente Popular está unida? Forte como querem insinuar seus dirigentes?

Ouvindo o amigo e vereador Cesar Tenório, no Programa Rádio Vivo, com Juliana Lima, da Rádio Pajeú, na manhã desta terça-feira, o mesmo disse que no final das votações iriam verificar (somar) quantos votos deram no geral, a Frente Popular de Afogados da Ingazeira aos seus candidatos (federal e estadual), isso justifica? Se tivessem, todos, apoiando um só candidato, não seria mais interessante para uma futura cobrança ao eleito? Quer seja nas emendas parlamentares, mais atenção para saúde, educação, e outros benefícios para o município?

Uma pergunta que nunca vai calar: Se o saudoso José Patriota estivesse vivo e em nosso meio, comandando a Frente Popular, como por anos ficou na suas diretrizes, haveriam vereadores escolhendo candidatos a deputados ao seu Bel Prazer? Como quem escolhe uma roupa pra vestir? Pelo simples fato do escolhido ser parente ou aderente de outros candidatos a cargos majoritários? Claro que um NÃO seria com um N maiúsculo…a possibilidade seria zero, como em eleições passadas. Patriota tinha um hábito que só pertencia a ele, depois da palavra dita, ninguém desfazia o que mesmo tinha assumido, ou estava com ele, ou contra ele, e isso Patriota dizia abertamente, não pedia segredos, e foi assim que fez política até o dia em que Deus o fez chama-lo para eternidade. Alguns parlamentares podem se fazer de desentendidos, vão dizer que não…que isso nunca aconteceu, mas são só aqueles de memória curta.

A reunião que aconteceu nesta segunda-feira parece não ter sido discutido os senadores, em quem a Frente Popular irá votar? Ou será que vão realizar outra reunião para uma discussão? Pelo menos dos pretendentes a uma vaga no Senado, nenhum dos candidatos tem parentes na chapa majoritária, a escolha deve ser bem mais rápida.

Sandrinho reune vereadores da base e mostra a força da unidade

O Prefeito de Afogados da Ingazeira, Sandrinho Palmeira, reuniu na tarde desta segunda (10) todos os vereadores da base do Governo de Afogados da Ingazeira.

Na pauta, a unidade da frente popular e as estratégias para as eleições deste ano. Embora haja algumas diferenciações nas escolhas para as candidaturas proporcionais (estadual e federal), há unidade quanto aos candidatos majoritários.

O time está fechado pela reeleição do Presidente Lula e pela eleição do futuro governador João Campos.

“Foi uma conversa muito boa, diálogo franco e transparente, de lideranças que querem que Afogados continue avançando, com obras do governo federal, e com um Governo do Estado que traga obras importantes para a nossa cidade, assim como foi no passado, com a UPAE, a área integrada de segurança, a duplicação da entrada de Afogados no sentido Carnaíba e tantas outras de grande importância. Afogados precisa de um Governador parceiro de verdade. E esse parceiro será João Campos,” destacou Sandrinho.

Participaram da reunião o vice-prefeito Daniel Valadares, o Presidente da Câmara, Vicente Zuza, os vereadores Mário Martins, Douglas Rodrigues, César Tenório, Cícero Miguel, Reinaldo Lima, Agnaldo Rodrigues, Raimundo Lima, e das vereadoras Gal Mariano, Simone da feira e Lucineide Cordeiro.

Bispo é atacado por ato pela democracia em PE: ‘Jesus não falava só do céu’

Por Carlos Madeiro – UOL

O bispo da Diocese de Afogados da Ingazeira (PE), Dom Limacêdo Antônio da Silva, 65, se tornou alvo de ataques de uma ala católica mais ligada à direita por realizar, no fim de semana passado, uma caravana pela democracia no sertão do estado.

O ato inter-religioso, além da Igreja Católica, reuniu diversas entidades civis e movimentos populares e contou com centenas de participantes. Nas redes sociais da diocese, muitas pessoas reclamaram do que classificaram como desvirtuamento do propósito eclesial e chamaram o bispo de um “militante de esquerda”.

Nomeado para o cargo pelo Papa Francisco em outubro de 2023, Dom Limacêdo minimiza as críticas e diz que elas fazem parte da “mesma democracia que defendo”. Ao mesmo tempo, afirma que a igreja precisa atuar como “formadora de consciência”. “A ignorância só interessa aos ditadores”, ataca.

O bispo se posiciona em questões como a necessidade de regulação das redes sociais. “Tem que ter regra, tem que ter lei, porque muitos absurdos são cometidos”.

“Jesus não falava só do céu. Jesus falava das questões terrenas, da fome, da justiça, da maldade. Muitas vezes querem colocar uma religião somente do céu. Religião é aqui, é o religar, aproximar as pessoas”, defende.

Não é a primeira vez que o bispo foi atacado. Em dezembro último, Dom Limacêdo foi atacado após a homilia na missa de Natal de 2025. Na ocasião, ele usou a mensagem bíblica para criticar os atos de vandalismo de 8 de Janeiro, os acampamentos em frente aos quartéis e os questionamentos sobre as urnas eletrônicas.

À época, as falas dele circularam nas redes sociais de perfis bolsonaristas, que fizeram críticas. Ele então recebeu apoio de outros bispos e entidades.

Apesar das dezenas de comentários críticos sobre sua postura, Dom Limacêdo minimiza as hostilidades que sofre e garante que elas são restritas ao ambiente virtual. “Pessoalmente ninguém veio até mim fazer esses ataques, foi só pelas redes sociais. Em celebração, nunca [houve reação]”, garantiu.

O bispo diz que, após os episódios de dezembro, sentiu a necessidade de ampliar o debate para reflexão sobre o compromisso com a democracia e a dignidade humana.

“O evangelho não é um calmante, nunca foi, nunca pode ser. O evangelho é provocante, é provocador. Ele acalma os que sofrem, mas também provoca uma reflexão naqueles que causam sofrimento”.

Para o religioso, a defesa do sistema democrático está diretamente ligada à palavra de Deus. “A democracia supõe a participação. Deus quer dialogar com seu filho”, explicou, citando ainda o Papa João Paulo 2º para afirmar que “Deus não é solidão, Deus é família”.

Dentro dessa lógica, ele argumenta que sistemas não democráticos ferem o direito das pessoas e, por tabela, são contrários ao que prega a Bíblia.

“Jesus que curava, mas perguntava, pedagogicamente: ‘O que é que você quer de mim?’ Ele não impunha. A democracia dialoga. A democracia, ela cresce dando lugar às pessoas crescerem”, afirmou.

Um dos desafios que ele acredita que a igreja precisa enfrentar é o das fake news. “Elas pulam e festejam a ignorância.”.

“Muita gente não sabe nem por que tá querendo isso [fim da democracia]: se soubesse, não queria porque é uma loucura o que já teve no Brasil na década 1960. A falta de conhecimento leva muita gente a dizer bobagem”.

Questionado pelo UOL se considera Jesus uma pessoa de esquerda, o bispo refuta rótulos. “Jesus está ao lado da vida e de quem defende e promove a justiça e a paz”.

Ao ser questionado se ele se considera um militante de esquerda, Dom Limacêdo invocou o Papa Leão 14 para responder. “Quando ele foi atacado por Trump respondeu: ‘Eu anuncio o evangelho’. Meu papel é esse. A gente vai esmiuçando e colocando as consequências históricas, pastorais, desse evangelho de Cristo”.

Sobre as eleições deste ano, Dom Limacêdo afirma que sua atuação não será baseada em opiniões pessoais e que vai seguir as diretrizes institucionais da Igreja Católica.

“A tarefa da igreja é formar consciências. A igreja aponta critérios, eu não vou apresentar um critério meu, um pensamento só meu. Vou apresentar o pensamento colegiado dos bispos dessa grande nação, os critérios apresentados pela CNBB”, concluiu.