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Aliança macabra: combustíveis fósseis e a agropecuária predatória

Heitor Scalambrini Costa*

A população mundial vive um momento singular diante dos eventos provocados pelo aquecimento do planeta. Ondas de calor, chuvas torrenciais devastadoras, secas severas prolongadas, ventos fortes, entre outros eventos climáticos extremos têm ocorrido em todos continentes. A preocupação aumenta com a sequência de recordes da temperatura média do ar, ano a ano.

A ciência tem mostrado que o principal responsável pelo aquecimento global são os chamados gases de efeito estufa (GEE’s) que se concentram na atmosfera, e cuja principal fonte emissora são os combustíveis fósseis. Concorre também significativamente para as emissões de GEE´s, o uso inadequado da terra, com a destruição das florestas e matas para atividades comerciais, como a agropecuária extensiva e predatória.

A concentração dos GEE’s na atmosfera terrestre, em particular do dióxido de carbono (CO2), tem aumentado consideravelmente, desde a Revolução Industrial. O uso em larga escala dos combustíveis fósseis (carvão mineral, petróleo/derivados, gás natural) no século XX, contribuíram de maneira decisiva para o aumento da concentração de CO2, que praticamente dobrou desde então. O gás funciona como um cobertor em torno do planeta o que provoca seu aquecimento, conhecido como “efeito estufa”. À medida que a concentração de CO2 aumenta, a temperatura média global aumenta, agudizando desastres climáticos e o agravamento da insegurança hídrica.

Além dos combustíveis fósseis, a agropecuária predatória, o desmatamento das florestas com a supressão da mata vegetal (incêndios e devastação com produtos químicos), contribui significativamente para o aumento da temperatura média global. Ambos representam aproximadamente 3/4 do total de emissões de GEE’s no mundo.

Por conseguinte, enfrentar o aquecimento global, é garantir que a concentração de CO2 pare de aumentar, juntamente com as emissões de outros gases de efeito estufa, como o metano, o óxido nitroso, e outros de menor influência no efeito estufa. Assim é imperioso atacar a raiz do problema, os vilões do aquecimento global, com a eliminação gradual da dependência dos combustíveis fósseis na matriz energética e a execução de políticas e ações claras assertivas para atingir o desmatamento zero.

Posto tais preliminares, verifica-se infelizmente, que a política energética (?) brasileira caminha na contramão da ciência, não levando em conta o que dizem os cientistas.

Do governo Lula 3, se esperava, em razão do seu discurso e declarações sobre a necessidade de enfrentar as mudanças climáticas, que a Petrobras, de mera exploradora de petróleo, fosse transformada em uma empresa de Energias Renováveis. Todavia o que acabou acontecendo foi a frustrante criação, dentro da empresa, de uma irrelevante diretoria de Transição Energética e Energias Renováveis (https://ihu.unisinos.br/630433-a-petrobras-e-as-mudancas-climaticas-%20artigo-de-heitor-scalambrini-costa).

O que prevaleceu foi o discurso do século passado tão repetido ainda neste um quarto do século 21, imerso em uma crise civilizacional, que coloca em risco a própria sobrevivência da vida no planeta. Os argumentos sem sustentação na realidade, insistem que a empresa transforme os recursos da natureza em riquezas para o desenvolvimento (para quem?), que os negócios do petróleo e gás financiarão as fontes energéticas renováveis no país, e que o petróleo seguirá relevante para a humanidade, coexistindo com as fontes de energia, renováveis e não renováveis.

A indústria de combustíveis fósseis, em particular o petróleo, é a principal responsável pela emergência climática, provocando guerras, e concentração de riqueza nas mãos das grandes corporações e de seus acionistas e controladores, e de poucos Estados nacionais. O que resta a fazer é traçar os caminhos que levarão a diminuição e mesmo abolição do seu uso para fins energéticos.

No Brasil, entre o discurso e a prática, verifica-se que nos últimos Planos Decenais de Energia (PDE) produzidos pela Empresa de Planejamento Energético (EPE) do Ministério de Minas e Energia (MME), é previsto o aumento na produção diária de petróleo até 2031, dos atuais 3,4 milhões de barris por dia para 5,2 milhões. Um aumento acentuado indicando uma política energética que tem na exportação de petróleo um expediente para negócios bilionários. Pode-se resumir, em uma curta frase, o que aponta os planos governamentais em relação ao petróleo, “extrair até a última gota”, mantendo os combustíveis fósseis o maior tempo possível como fonte energética.

Estudos recentes publicado na revista Science, por pesquisadores do University College London e do Instituto Internacional para o Desenvolvimento Sustentável (em inglês, a sigla IISD), indicam que o mundo tem projetos de combustíveis fósseis suficientes para atender as previsões de demanda até 2050, concluindo que os governos deveriam parar de emitir novas licenças para extração do petróleo, gás e carvão. Este atual estudo corrobora a conclusão de duas importantes consultorias da área de energia que já tinham afirmado que as reservas de petróleo, gás e carvão, já descobertas, são suficientes para garantir a demanda energética mundial.

Em sentido contrário, o governo atual tem defendido a expansão e intensificação da exploração e produção de petróleo e gás, e assinando acordos internacionais; como por exemplo, com a Argentina, de compra de gás extraído na Patagônia, região detentora da maior jazida mundial de gás de xisto e a quarta de petróleo não convencional.Enquanto que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) continua aprovando apoio financeiro às termelétricas a gás (caso recente o financiamento da usina em Barcarena, Pará).

Por outro lado, conter o desmatamento é essencial para reduzir as emissões de gases de efeito estufa. No Brasil, de forma direta e indireta, a agropecuária, com sua a expansão desenfreada e predatória é responsável por aproximadamente 75% de todas as emissões de GEE´s. A prática corriqueira de “riscar o fósforo”, promovendo as queimadas é motivada por interesses econômicos. A utilização de expedientes muitas vezes criminosos tem o objetivo de ocupar grandes áreas destinadas ao plantio de soja, milho e outras mercadorias. No caso da pecuária, grandes áreas têm sido dizimadas para servir de pasto a está crescente e grandiosa boiada, em torno de 210 milhões de cabeças de gado.

O Brasil registrou uma explosão de desmatamento florestal a partir de 2019, durante o (des)governo da extrema direita, comandado por Jair Bolsonaro (PL). Foi vivenciado no período uma série de incêndios florestais; em sua enorme maioria causados por ações humanas, para abrir novos campos agricultáveis e de pastagens. As causas naturais dos incêndios representam uma quantidade insignificante do recorde de focos de fogo registrados nos últimos anos no país.

Um caso simbólico de setores do agronegócio e de fazendeiros envolvidos em práticas criminosas foi o que aconteceu no chamado Dia do Fogo no Pará, em 2019, quando o país registrou aproximadamente 1.500 focos de incêndio em um único dia. Na ocasião, o fato chegou a ser antecipado em um jornal, e há indícios de articulação de fazendeiros em grupos de WhatsApp.

Nada parece deter a insanidade do capitalismo representado pela ganância das grandes corporações, empresários, financistas, lobistas e de governos (principalmente países produtores de petróleo, Brasil incluído). Acabam atuando em sentido contrário das exigências atuais e imediatas de enfrentamento à emergência climática.

Contra os interesses da humanidade se alinham interesses econômicos das grandes corporações, que se beneficiam da exploração dos combustíveis fósseis (petróleo, carvão mineral, gás natural), e do agronegócio. Não somente defendem a exploração do petróleo “até a última gota”, como mantém a prática do desmatamento dos biomas. Seguem o paradigma que busca o lucro máximo e rápido com o menor custo. Modelo disfarçado de racionalidade, progresso e promessas ilusórias.

O atual nível de conhecimento científico consolidado sobre as causas do aquecimento global aponta para a eliminação gradual da produção e exploração de combustíveis fósseis, reduzindo novos licenciamentos e concessões e financiamentos destinados a esse setor; e na busca de atingir o desmatamento zero. Então porque não seguir o que dizem os cientistas, e evitar um colapso climático que coloca em risco a vida no planeta?

A humanidade está diante do maior desafio provocado por ela mesma, o aquecimento global e suas consequências ao clima terrestre, e ao próprio equilíbrio do planeta. No Brasil, diante desta aliança macabra contra o futuro, entre os defensores dos combustíveis fósseis e o setor agropecuário predatório, nos resta a denúncia, o esclarecimento, explicar sobre os riscos envolvidos, a conscientização e a mobilização de todos para uma ação transformadora, na direção de um outro Brasil (mundo) possível. O que será alcançado com uma sociedade mais consciente, crítica e participativa. Somente assim é que a vida não será colocada a reboque dos negócios, do mercado, do vil metal.

 * Professor associado aposentado da Universidade Federal de Pernambuco, graduado em Física pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP/SP), mestrado em Ciências e Tecnologias Nucleares na Universidade Federal de Pernambuco (DEN/UFPE) e doutorado em Energética, na Universidade de Marselha/Aix, associado ao Centro de Estudos de Cadarache/Comissariado de   Energia Atômica (CEA)-França.

Dias de descanso do blogueiro

Venho informar a todos os nossos leitores, seguidores, colaboradores, que estarei fazendo uma pausa em minhas atividades no blog a partir desta terça-feira, 21 de janeiro. Retornarei no dia 30 de janeiro, renovado e pronto para um 2025 cheio de novidades e conquistas.

Durante minha ausência, o blog estará sob a responsabilidade de Handson Matheus, colaborador do Blog do Finfa há mais de oito anos, que vai postar a Coluna do Finfa normalmente, ao Minuto com Finfa ficará suspensos por estes dias. Matheus, nômade digital, é conhecido por sua expertise e já assumiu a frente do blog em outras ocasiões, garantindo a qualidade e a regularidade das publicações.

Agradeço a todos pela companhia e pela confiança em meu trabalho. Até a próxima semana se Deus quiser!

Meu braço direito

Foi com grande entusiasmo que recebi meu fiel colaborador, Handson Matheus. Há mais de oito anos, trabalhamos juntos, construindo uma parceria sólida e frutífera que tem sido fundamental para o crescimento e sucesso do Blog do Finfa.

Matheus, um nômade digital que atualmente reside em Assunção, no Paraguai, tem sido peça-chave em diversos projetos, desde o desenvolvimento e modernização do blog até a criação e execução de eventos e produtos. Sua expertise técnica e dedicação foram essenciais para a realização de obras como o livro “Blog do Finfa: Uma Década”, que celebra os primeiros dez anos deste veículo de comunicação.

Além disso, Matheus também desempenhou um papel crucial na produção do livro “Blog do Finfa: Memórias”, uma obra que aprofunda a narrativa da nossa trajetória e consolida nosso legado no jornalismo digital. Sua capacidade de pesquisa e organização foram fundamentais para a seleção e organização do conteúdo.

Em momentos de ausência, Matheus sempre esteve à frente do blog, assumindo a responsabilidade de manter a qualidade e a relevância do conteúdo publicado. Sua dedicação e profissionalismo garantiram que o Blog do Finfa continuasse a informar e engajar nossos leitores.

A sinergia entre a minha visão estratégica e a expertise técnica de Matheus é um exemplo de como a colaboração entre profissionais de diferentes áreas pode gerar resultados excepcionais. Juntos, temos construído um projeto sólido e duradouro, que se destaca no cenário do jornalismo digital.

Fornecimento elétrico sofrível nos primeiros dias de 2025

Heitor Scalambrini Costa*

A triste agonia dos consumidores de energia elétrica no Brasil parece não ter fim. O que evidencia é que o poder das distribuidoras privatizadas de energia elétrica não tem limite diante dos poderes públicos municipais, estaduais e federal, que nada conseguem fazer para dar um novo rumo a estas empresas. Enquanto isso o jogo de empurra-empurra continua, com as empresas culpando São Pedro, os municípios e Estados culpando a Agencia Nacional de Energia Elétrica (Aneel), e o governo federal culpando os municípios e Estados (com suas agências reguladoras) que não fazem a sua parte.

Bastou iniciar o período de chuvas em algumas regiões para potencializar o desabastecimento elétrico, com as quedas de energia que trazem tanto infortúnios e desespero a população atingida. Será que é a natureza a principal responsável? Ou que ainda prevalece a omissão diante das mudanças climáticas e seus efeitos catastróficos? São Pedro é o maior responsável?

Nesta balburdia instalada, as informações desencontradas, muitas vezes mentirosas, acabam deixando o terreno livre para que as empresas distribuidoras afinassem seus discursos uníssonos: a chuva é a principal responsável, portanto São Pedro. Infelizmente ele não está entre nós para se defender, ou mesmo admitir sua culpabilidade.

Venhamos e convenhamos, a tecnologia teve um desenvolvimento muito grande nos últimos anos em relação aos equipamentos elétricos, e o conhecimento científico sobre as causas e efeito das mudanças climáticas também. Então porque as quedas de energia, os apagões, como são vulgarmente conhecidos, não arrefeceram diante de tanta inovação tecnológica nesta área de distribuição de energia? Além, da falta de gestão das empresas e dos órgãos públicos em relação à previsibilidade das consequências do aquecimento global.

O que são divulgados em todo início de ano são as quantias astronômicas que as grandes corporações que comandam hoje a distribuição de energia (maioria multinacionais) dizem que irão investir, e assim modernizar esta atividade tão importante para a vida das pessoas. Só que em cada final de ano verifica-se que os problemas perduram. E ninguém fica sabendo se os tais investimentos foram feitos ou não. Tudo indicando que foram falácias, mentiras, propaganda divulgadas, pois nada melhora.

Alguns exemplos de ocorrências mostram que não é somente em um determinado Estado, município que foi atingido, mas em todos recantos do país. Nos 10 primeiros dias de 2025 a imprensa tem divulgado:

1)     Na inoperante empresa ENEL (italiana), os problemas de apagões são contumazes. Em São Paulo no dia 5 de janeiro mais de 190 mil residências ficaram sem luz, atingindo a Grande São Paulo, capital e parte da região de São Bernardo. No dia 7 o problema se repetiu deixando 650 mil imóveis sem energia na capital, principalmente nas zonas Leste, Sul e Sudeste. Segundo a empresa, ela não teve responsabilidade, pois a queda de energia foi causada por problema em uma linha de transmissão e também pela queda de árvores. As constantes interrupções se tornaram recorrentes, sem que uma solução esteja no horizonte próximo.

2)     No litoral do Ceará em muitos municípios turísticos é comum a falta de energia neste início de ano com a chegada dos turistas. A insegurança no fornecimento de energia elétrica é uma realidade. Para tentar evitar prejuízos e manter serviços, a compra de geradores faz parte da rotina dos empresários da região. A Enel Distribuição Ceará, anteriormente conhecida como Companhia Energética do Ceará (COELCE)é a responsável pela distribuição de energia.

3)     Em Manaus A interrupção no serviço de energia elétrica também deixou a cidade sem água na manhã do dia 4 de janeiro. A informação foi confirmada pela Águas de Manaus, empresa privada que administra o serviço. Parte da cidade ficou sem energia elétrica, o que afetou o abastecimento em Manacapuru e Iranduba, ambas na Região Metropolitana da capital. Em nota, a Amazonas Energia afirmou em nota que o desligamento da linha de transmissão, pertencente ao Sistema Interligado Nacional (SIN), foi responsável pela interrupção do fornecimento de energia a diversos bairros da capital e cidades da região metropolitana.

4)     No Pará a chuva registrada na noite do dia 4 de janeiro em Santarém e no município de Belterra, no oeste do Estado, comprometeu o fornecimento de água e energia nos municípios. A Equatorial Energia Pará, antes conhecida como Centrais Elétricas do Pará (Celpa) é a empresa de distribuição e geração de energia que atende aproximadamente 9 milhões de pessoas.

Bem, vou parar por aqui com esses registros, pois o Brasil é continental, e assim seria tedioso (e mesmo revoltante) ao leitor constatar que tais eventos ocorreram em todo Brasil. Somente para lembrar que as distribuidoras foram privatizadas com o objetivo de alavancar investimentos e modernizar a rede elétrica, tornar mais eficiente a gestão das empresas e reduzir as tarifas. Assim afirmavam os vendedores de ilusões, que agora na privatização do saneamento utilizam as velhas estratégias e as mesmas mentiras. Quem viver verá!!!

* Professor associado aposentado da Universidade Federal de Pernambuco, graduado em Física pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP/SP), mestrado em Ciências e Tecnologias Nucleares na Universidade Federal de Pernambuco (DEN/UFPE) e doutorado em Energética, na Universidade de Marselha/Aix, associado ao Centro de Estudos de Cadarache/Comissariado de   Energia Atômica (CEA)-França.

Secretário Municipal de Administração de Afogados escapa de acidente, funcionário é encontrado morto

O Secretário de Administração de Afogados da Ingazeira,  Ney Quidute,  se envolveu em um acidente ao passar por um trecho da Estrada do 49, entre Tuparetama e Ingazeira.

Ao tentar atravessar a passagem molhada da área conhecida como Passagem de Seu Adeildo, o veículo não conseguiu superar a força da água e virou.

“A probabilidade é de que tenha tentado atravessar e foi surpreendido por uma tromba dágua”, disse um morador  ao blog do Nill Júnior.

Ney Quidute conseguiu sair do carro enquanto seu funcionário Henrique foi arrastado pelas águas e encontrado sem vida por volta das 01 horas desta madrugada, a 500 metros de onde estava o veículo.

Ney fazia entrega de gelo. Empresário, é responsável pela marca Zero Grau, que atende a região.

Danilo Simões recebe aliados neste domingo

Neste domingo (12), em sua fazenda, ao lado de sua esposa Sandra, o ex-candidato a prefeito de Afogados da Ingazeira Danilo Simões, recebeu o ex-vereador e candidato a vice na sua chapa o advogado Edson Henrique, os vereadores Zé Negão e Edson do Cosmético, suplentes de vereadores, bem como várias lideranças politicas e dezenas de colaboradores de sua campanha a prefeito.

Danilo em sua fala agradeceu aos presentes, enaltecendo o trabalho realizado pelas pessoas que atuaram na linha de frente da sua campanha. Danilo continuou dizendo que gostaria de poder se confraternizar com os 9.609 eleitores, mas como não era possível, todos que ali estavam, representavam as pessoas que foram para as ruas defender a mudança em Afogados da Ingazeira.

“Vamos reforçar ainda a necessidade da unidade do nosso grupo e que não tenha dúvidas que num futuro breve chegaremos ao poder para devolvermos a prefeitura aqueles que mais precisam”, concluiu Danilo.

Câmara de Afogados da Ingazeira realiza Sessão Extraordinária

Em contato com este blogueiro agora, o Presidente da Câmara de Vereadores de Afogados da Ingazeira Vicentinho, confirmou que nesta segunda-feira 13 de janeiro, às 09 horas, haverá a primeira Sessa Extraorinária do ano de 2025.

Confira a pauta:

 

Foto é história

Foto em Junho/2013, na cidade de Serra Talhada, em um evento do prefeito Luciano Duque, na presença dos familiares de Zé Dantas. Este blogueiro com a cantora Marina Elali. Foto dos arquivos deste blogueiro. Se você tem uma foto antiga, e quer publicar no FOTO É HISTÓRIA, envie para o email: finfa@blogdofinfa.com.br ou para WhatsApp (81) 996530059, que publicaremos.

Exclusivo: Prefeitura de Afogados da Ingazeira despreza mototaxistas

Acabei de receber, na sede do Blog, alguns mototaxistas que vieram denunciar o descaso do Governo Municipal com a Categoria.

Segundo relatos destes, a situação dos mototaxistas de Afogados da Ingazeira é de fazer vergonha.

São vários clandestinos atuando na informalidade, sem habilitação, fazendo moto-uber, ou seja, trabalham na ilegalidade.

Por sua vez, o fiscal, escolhido e pago pela Prefeitura de Afogados, faz vista grossa e contribui diretamente para o descaso que esta classe tão importante vem sofrendo do poder público municipal.

“Quando nos reunimos em frente da Prefeitura da cidade, para protestarmos exatamente pelo relado acima, o Sr. Odílio, ouviu nossas reinvidicações e prometeu que seria resolvido, até a data de hoje, os seguintes pontos: a fiscalização dos clandestinos, emissão da Carteira de Identificação de Mototaxista pela Prefeitura; barracas nos pontos, todavia até agora nada foi resolvido.”, relatou um mototaxista.

O que está havendo com a Prefeitura Municipal de Afogados da Ingazeira que despreza os mototaxistas que trabalham legalmente e pagam seus impostos? Alô prefeito Sandrinho.

Oposição protocola nova AIJE contra Sandrinho Palmeira e Daniel Valadares

Do Causos & Causas

A coligação “União pelo Povo”, da oposição em Afogados da Ingazeira, protocolou uma nova Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) contra o prefeito reeleito Sandrinho Palmeira e seu vice, Daniel Valadares, apontando graves irregularidades na campanha eleitoral. A ação, repleta de provas anexadas, alega abuso de poder econômico, uso indevido da máquina pública e irregularidades na arrecadação e nos gastos de campanha.

Flagrante e apreensão de documentos e valores

O principal elemento da denúncia é a prisão em flagrante de Jandyson Henrique Xavier Oliveira, então Secretário de Finanças do município e coordenador da campanha dos investigados, dois dias antes das eleições. Com ele, foram apreendidos R$ 35.000 em espécie e R$ 240.000 em notas fiscais e tickets de abastecimento de combustível. A documentação indica, segundo a denúncia, um esquema de distribuição ilegal de combustível para beneficiar a chapa majoritária.

Notas fiscais e siglas suspeitas

Entre os documentos apreendidos, constam 415 notas de consumo de combustível, muitas com a sigla “MJSL” – referência a “Majoritária Sandrinho Leite” – e outras em nome da “Prefeitura Afogados”. A oposição afirma que isso demonstra o uso de recursos públicos e privados de forma irregular para abastecer veículos ligados à campanha.

Diferença entre o declarado e o encontrado

Outro ponto destacado é a discrepância entre os valores declarados na prestação de contas da campanha e o material apreendido. Antes da prisão de Jandyson, a campanha havia registrado apenas R$ 600 em despesas com gasolina. Após o flagrante, foram emitidas notas fiscais que totalizam R$ 67.848,15, indicando uma tentativa de regularizar os gastos.

Uso de recursos públicos e veículos pessoais

A AIJE também aponta indícios do uso de recursos da Prefeitura de Afogados da Ingazeira para abastecer veículos em benefício da campanha, o que configura abuso de poder econômico e desvio de finalidade. Além disso, foi constatado um gasto excessivo de gasolina para um único veículo pessoal do vice-prefeito, o que contraria a legislação eleitoral.

Irregularidades em carreatas e abastecimentos

A denúncia destaca que a legislação eleitoral só permite gastos com combustível em carreatas devidamente declaradas, com limite de 10 litros por veículo e comunicação prévia à Justiça Eleitoral. A campanha dos investigados declarou a locação de apenas quatro veículos e não registrou nenhuma carreata, o que torna a distribuição de combustível incompatível com a legislação.

Investigação da Polícia Federal e pedido de cassação

Dada a gravidade dos fatos, o caso está sendo investigado pela Polícia Federal. A coligação “União pelo Povo” pede a cassação dos diplomas de Sandrinho Palmeira e Daniel Valadares, além da inelegibilidade para as próximas eleições, com base no artigo 30-A da Lei 9.504/97, que trata de arrecadação e gastos ilícitos de campanha.

A AIJE apresentada pela oposição sustenta que as irregularidades configuram abuso de poder econômico e comprometem a legitimidade do processo eleitoral. A ação agora segue para análise da Justiça Eleitoral, enquanto as investigações da Polícia Federal avançam. Leia aqui a íntegra da AIJE.