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MEC nega que faculdade de Patos tenha autorização para abrir curso de Medicina em Afogados da Ingazeira
Por Isabel Cesse
O Ministério da Educação, procurado nesta segunda-feira (06), pelo Blog do Magno, divulgou formalmente de que não houve qualquer autorização para que sejam instalados novos cursos de medicina no país. A equipe de reportagem do Blog em Brasília buscou informações que confirmassem se o Centro Universitário de Patos (UNIFIP) implantará, de fato, curso nesta modalidade no município de Afogados da Ingazeira, num campus a ser construído — conforme tem sido divulgado por meio de outdoors no sertão de Pernambuco.
No Ministério da Educação, a assessoria de Comunicação Social informou que o último edital referente a chamamento público para cursos de medicina a serem oferecidos por instituições de educação superior foi o de Nº 1/2023 e que, depois disso, o MEC não divulgou nenhum resultado preliminar, o que só acontecerá em 30 de maio.
A UNIFIP divulgou que fez o pedido por meio de um edital em 2023 e que tem atendido aos critérios pedidos para instalação da universidade, a ser feita a partir do resultado da seleção. Até aí as informações são verdadeiras. O Blog confirmou que a UNIFIP fez, mesmo, esse pedido. Mas, segundo o MEC, não existe qualquer dado que confirme que essa instituição teve ou terá o pedido avaliado e aprovado. Até porque os trâmites ainda estão correndo e qualquer resultado antecipado é impossível de ser obtido.
Assessoria de comunicação tem papel institucional; não é puxadinho do prefeito
Por: Nill Júnior
Algumas assessorias de comunicação no Sertão tem começado com o pé esquerdo. Simplesmente, não cumprem o papel da comunicação institucional. São puxadinhos do gestor, buscando levantar a bola da figura pessoal. Não é esse o papel.
Falei sobre isso no penúltimo Congresso da AMUPE, em agosto de 2023 (foto acima), convidado para tratar do tema. No meu retorno das férias, vou me propor a falar sobre isso nas cidades do Estado, a depender da agenda. O tema é muito mais sério do que se imagina.
A Constituição tem alguns princípios e regras. Um deles, o da publicidade dos atos, previsto no art. 37, caput, da Constituição Federal. Há duas versões sobre sua etimologia: poder ter vindo do francês publicité: ‘caráter do que é público, conhecido’, ‘conjunto de meios utilizados para tornar conhecida uma informação, ou do grego “publicus”, com significado similar.
Ocorre que a publicidade institucional nada tem a ver com a publicidade de marcas. A sua finalidade é publicizar as ações institucionais. É fazer com um toda a população tenha acesso à informação para que a ação municipal chegue a todos. Por isso, fundamental uma pesquisa dos hábitos de consumo de mídia da população.
Hoje, a moda é querer dizer que se chega à população pelas redes sociais. Ledo engano em uma região que consome tanto o rádio e a TV, por exemplo. Há casos específicos onde aquele tecido social por exemplo, ainda vai indicar ações tidas como ultrapassadas, como panfleto ou carro de som. A pergunta é: os assessores de comunicação conhecem o tecido social de suas cidades? Duvido muito, salvo exceções.
E veja como é sério: se a informação sobre um serviço como o dia da coleta do lixo ou da vacinação das crianças não chega adequadamente, isso impacta na qualidade de vida daquela comunidade. Pode representar a vida ou a morte, como foi na pandemia.
Outro fato importante é que o princípio da publicidade, é das ações, por um caráter coletivo, nunca do prefeito. Porque aí ele esbarra em outro princípio: o da impessoalidade, previsto no mesmo artigo 37. A ações são da gestão, não do gestor. Por isso, quem publica em página institucional ações de personagens da gestão, como prefeito ou secretários, incorre em crime de improbidade administrativa.
O princípio da impessoalidade traz a noção de que a administração pública deve tratar todos os cidadãos e cidadãs sem discriminações, ou atos de favoritismo.
Veja o exemplo do prefeito João Campos: ele trata na primeira pessoa em sua página pessoal:
Mas nao aparece na página da Prefeitura do Recife, onde a abordagem é rigorosamente institucional:
Em tese, ele deve ter uma equipe que atua para sua comunicação pessoal, sem relação com cofres municipais, e outra, de equipe da prefeitura, para comunicação institucional.
Voltando ao Sertão, esses primeiros dias tem revelado absurdos que ferem de morte o papel da assessoria de comunicação e o princípio da impessoalidade. Me deparei com textos que são na verdade propaganda rasgada e escancarada da pessoa do gestor, alguns com baba escorrendo, sem nenhuma preocupação ou pudor.
Comunicação institucional é coisa séria, tem um papel definido e sua importância no bojo das ações municipais. Quer fazer propaganda pessoal? Pague por fora, cumpra a lei!
Clodoaldo Magalhães anuncia destinação de emenda parlamentar para Afogados da Ingazeira
Durante uma visita a Afogados da Ingazeira neste sábado (04), o deputado federal Clodoaldo Magalhães (PV) anunciou que irá destinar uma emenda parlamentar ao município.
Convidado pela vereadora Simone da Feira (PV), o parlamentar revelou que está avaliando a melhor forma de aplicar o recurso. As opções incluem iniciativas voltadas para a causa animal, a construção de cisternas ou a perfuração de poços artesianos.
A presença de Clodoaldo em Afogados da Ingazeira foi considerada de grande importância pela vereadora Simone da Feira. Para ela, o apoio do deputado reforça a parceria entre o município e os representantes da esfera estadual e federal, o que pode trazer benefícios concretos para a população.
“Acredito que, a partir de agora, Afogados da Ingazeira ganha mais um parceiro na busca por melhorias para nossa cidade”, declarou Simone.
Dom Limacêdo encerra festa do Senhor Bom Jesus dos Remédios, em Afogados
Na noite da última quarta-feira (1), Afogados da Ingazeira celebrou com fé e emoção o encerramento da tradicional Festa do Senhor Bom Jesus dos Remédios, padroeiro da cidade.
A procissão reuniu uma multidão pelas ruas do centro, conduzindo a imagem do Bom Jesus dos Remédios com devoção. Ao retornar à Catedral, a celebração foi marcada por uma missa presidida por dom Limacêdo Antonio da Silva, que destacou a importância de iniciar o ano com um coração renovado e cheio de amor:
“Não tem sentido iniciar o ano novo com o coração velho… Que Deus troque o nosso coração de pedra por um coração de carne.”
O momento também foi de emoção com as palavras do pároco Pe. Gilvam Bezerra, que relembrou sua chegada à paróquia e expressou gratidão à comunidade.
A noite se encerrou com o juramento e a profissão de fé dos estagiários Cícero André, Lucas Emmanuel e Washington Luiz, que se preparam para a ordenação diaconal no próximo dia 27 de fevereiro.
Diocese de Afogados da Ingazeira abre Ano Jubilar com celebrações na Catedral e Concatedral
A Diocese de Afogados da Ingazeira deu início ao Ano Jubilar da Esperança com uma celebração marcada por momentos de profunda fé e unidade entre as paróquias e comunidades. O evento ocorreu na Catedral do Senhor Bom Jesus dos Remédios, em Afogados da Ingazeira, e contou com a presidência de Dom Limacêdo Antônio, bispo diocesano.
Durante a homilia, Dom Limacêdo destacou a conexão diocesana com a Concatedral de Serra Talhada, onde também foi aberto o Ano Jubilar pelo bispo emérito, Dom Egídio Bisol. O bispo reforçou a mensagem de que, para cumprir a missão que Deus confia a cada fiel, é essencial “amar, cuidar, acolher e zelar”.
A celebração reuniu padres das paróquias e áreas pastorais das cidades que compõem os Zonais Centro, Alto e Médio Pajeú, além de reitores dos seminários, diáconos e seminaristas. Fieis de várias cidades da região, como Afogados da Ingazeira, Iguaracy, Solidão, Tabira, São José do Egito, Carnaíba, e muitas outras, participaram em grande número, criando um ambiente vibrante e acolhedor.
O evento também marcou as festividades do padroeiro Senhor Bom Jesus dos Remédios, cuja programação segue atraindo fiéis e devotos. Neste dia especial, a juventude assumiu o protagonismo como noiteiros, representando a vitalidade e o entusiasmo da Igreja local.
O Ano Jubilar da Esperança, em comunhão com o Jubileu instituído pelo Papa Francisco, oferece aos fiéis um convite ao perdão, à reconciliação com Deus e à renovação espiritual. A celebração nas catedrais e concatedrais permite que todos os católicos vivam o Jubileu, mesmo à distância de Roma, fortalecendo o espírito de unidade e missão.
Professores prestadores de serviço reclamam total desvalorização da gestão Sandrinho
Professores do município de Afogados da Ingazeira, que se encontram na condição de prestadores de serviço fizeram uma carta aberta questionando a gestão Sandrinho Palmeira e a Secretária de Educação Wiviane Fonseca.
A denúncia é de desvalorização e negativa de direitos como na pele a 13º salário, um terço de férias e o salário de janeiro. Pra completar, não terão direito ao rateio anunciado na pela Secretaria de Educação.
Em contato com o blog, profissionais reforçaram as denúncias e cobraram um posicionamento da gestão. São profissionais que recebem apenas R$ 1.345,00 há mais de quatro anos.
Leia a carta aberta na íntegra:
Os professores do município de Afogados da Ingazeira – PE, que se encontram na condição de PRESTADORES DE SERVIÇOS sentem na pele a falta de valorização e reconhecimento por parte da gestão do município.
Como se não bastasse receber um salário de R$ 1.345,00 reais há mais de 4 anos, SEM DIREITO ao 13º salário, terço de férias e ao SALÁRIO DO MÊS DE JANEIRO, também não terão direito ao rateio, que foi anunciado na última sexta-feira pela Secretária de Educação, com previsão de pagamento até o último dia do ano.
De acordo com o que foi apurado, o rateio deve ser repartido com todos os profissionais da educação que estão ativos.
No comunicado de esclarecimento que foi enviado para as escolas, a secretária de educação alega que os prestadores de serviço não podem receber porque fazem parte da folha de pagamento Fundeb dos 30% e não dos 70%.
O mais curioso ainda é que de acordo com a lei, não pode ser pago funcionário com a folha dos 30%, tendo em vista que a mesma é para manutenção e não pagamento de funcionários.
No tocante aos resultados divulgados recentemente, premiações e homenagens recebidas pelos índices alcançados pelo município, nas AVALIAÇÕES EXTERNAS: IDEB, SAEPE E IDEPE, há valiosa contribuição dos PROFESSORES PRESTADORES NA REDE, que hoje são maioria e infelizmente não têm seu trabalho respeitado e valorizado.
A pergunta que fica é: “Senhora Secretária de Educação”, foi justa essa forma de dividir o rateio? É justo não se preocupar e nem buscar uma forma de melhorar o salário dos professores prestadores que fazem o mesmo trabalho dos efetivos e contratados?” É justo senhor prefeito, continuar com esse sistema de PRESTADOR DE SERVIÇO? É justo passarmos 60 dias sem salários?
Nós contribuímos efetivamente pelos prêmios que o município vem recebendo ao longo dos anos. Nós zelamos pela QUALIDADE DA EDUCAÇÃO do nosso município.
Olhem por nós!
Esse sistema adotado pelo município é imoral! É injusto! É desumano!
Afogados precisa urgentemente respeitar e valorizar TODOS os profissionais da educação!
Artigo de opinião – Deus e usinas nucleares
Por: Heitor Scalambrini
O título pode até parecer bizarro, todavia súplicas religiosas, pedidos às divindades, entraram na discussão sobre o programa nuclear brasileiro, mais precisamente sobre a usina Angra 3.
Em recente pronunciamento, na véspera da reunião do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) em 10/12/2024, onde se decidiria pela conclusão, ou não, de Angra 3, o deputado federal Julio Lopes (RJ) evocou a população a rezar para que fosse aprovada a retomada da usina. O deputado é o mesmo que sofre uma ação que está em julgamento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), envolvendo a apuração de crimes comuns de corrupção ativa e passiva, lavagem de ativos e falsificação, ou alteração de documentos públicos para fins eleitorais.
Nada mais nos surpreende quanto aos argumentos usados pelos nucleopatas, cuja intenção é a nuclearização do país. Mas apelar à religiosidade do povo brasileiro, através de rezas, para intervir nas decisões dos membros do CNPE sobre o uso de uma tecnologia mais conhecida pela destruição, morte e desastres causados pela radiação, é, no mínimo, estapafúrdio. Está fora do contexto econômico, científico, ambiental, ético e social, que a discussão exige.
Filiado ao Partido Progressista (PP) e atual presidente da Frente Parlamentar Mista da Tecnologia e Atividades Nucleares, o nobre deputado não parou por aí. Chegou a audácia de afirmar que “o país perderia bilhões e um conhecimento estratégico, caso não fosse aprovada a continuidade do empreendimento”. Frases ao léu, sem bases comprobatórias. O que o país perderia, conforme o deputado, seria um ganho para o país que ficaria livre do perigo iminente que representa tal tecnologia. O conhecimento é conquistado em estudos científicos, pesquisas nas universidades, em reatores de pesquisa, e não em uma usina industrial.
O tom alarmista que os defensores da tecnologia nuclear utilizam não condiz com a verdade dos fatos. Declaram que a falta de novas usinas nucleoelétricas coloca em risco a segurança energética do país, gerando instabilidade no sistema elétrico, além da descabida afirmação que a nuclear é uma fonte limpa, que contribui para enfrentar o aquecimento global.
É bom lembrar que esta usina nuclear foi iniciada na década de 80 do século passado, resultado do acordo nuclear promovido pela ditadura militar com a Alemanha, que previa a construção de 8 usinas no país. Felizmente para o povo brasileiro somente uma foi concluída, Angra 2. A própria Alemanha recentemente abandonou a construção de novas usinas, fechando as já existentes em seu território.
O que não é dito é que a maior parte dos componentes eletromecânicos desta usina foram adquiridos no século passado, e pelo tempo que estão armazenados são antigos e obsoletos em relação à evolução tecnológica ocorrida após os desastres catastróficos em Chernobyl (1986) e Fukushima (2011). Angra 3 é um projeto ultrapassado, que não cumpre vários requisitos atuais de segurança. Seus equipamentos estão passando por um polêmico, nada confiável, “upgrade”. A continuidade da obra é uma verdadeira irresponsabilidade, aumentando muito a probabilidade de desastres acontecerem, caso esses equipamentos venham a ser utilizados.
Outro aspecto é o uso e abuso de uma terminologia equivocada, e sem respaldo na ciência. A mentira que a eletricidade nuclear é uma fonte limpa, salta aos olhos, mesmo dos mais desavisados. Como limpa? Qualquer fonte de energia quando transformada produz algum tipo de impacto ao ser humano e à natureza. A obtenção da eletricidade nuclear consiste de vários processos industriais, desde a mineração do urânio até seu uso final nos reatores, como combustível. Em todas estas atividades a produção de emissões de gases de efeito estufa ocorre. Outra questão a ser considerada é a produção de resíduos, conhecidos como “lixo atômico”. Sem dúvida, um dos maiores problemas, pois deixa para as gerações futuras rejeitos com alta radioatividade, cujos elementos químicos emitirá radiação nos próximos milhares de anos, para os quais a ciência ainda não sabe como armazenar com segurança.
No afã de defender uma fonte de energia cujo interesse é somente “fazer negócios”, o interesse público é deixado de lado, pois a eletricidade nuclear é cara, bem mais cara que as fontes renováveis de energia, como a solar, eólica e hidráulica, que hoje contribuem com mais de 85% na matriz elétrica brasileira. Segundo estudo do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), ainda serão necessários mais 23 bilhões de reais para finalizar a construção de Angra 3. Caso isto aconteça, haverá aumento nas contas de luz para todos os consumidores.
Apesar do deputado ser um dos coassinantes de uma PEC, intitulada “Soberania e do Equilíbrio Fiscal”, propondo cortes de gastos severos nos benefícios sociais, é um defensor de primeira linha dos supersalários dos gestores do setor nuclear. Uma contradição, que deixa claro que defende interesses privados em detrimento dos interesses públicos.
Sugiro que as rezas sejam dirigidas para que os espíritos malignos, concentrados no Congresso Nacional, não sejam mais eleitos, pois não agem a serviço da imensa população que convive com tarifas de energia elétrica exorbitantes e com o serviço de má qualidade das distribuidoras. Assim, o interesse público é deixado de lado. O que importa para as almas sebosas existentes nos poderes da República, são apenas meros interesses econômicos e de poder. O que também deixa claro que nunca, na história deste país, tivemos um Congresso tão ruim para o povo brasileiro como este que aí está.
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* Professor associado aposentado da Universidade Federal de Pernambuco, graduado em Física pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP/SP), mestrado em Ciências e Tecnologias Nucleares na Universidade Federal de Pernambuco (DEN/UFPE) e doutorado em Energética, na Universidade de Marselha/Aix, associado ao Centro de Estudos de Cadarache/Comissariado de Energia Atômica (CEA)-França. Integrante da Articulação Antinuclear Brasileira.
Recursos do FUNDEB de Afogados da Ingazeira utilizados para cobrir Déficit Atuarial do Regime Próprio de Previdência Social
Em conversa com este blogueiro na manhã deste domingo (22), a Presidente do Conselho de Acompanhamento e Controle Social do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação – CACS FUNDEB – do município de Afogados da Ingazeira, Izilda Sampaio, que teve a oportunidade de conhecer alguns dados importantes sobre a principal fonte de receitas para custeio da educação básica pública do município, que é o FUNDEB, como também dos últimos noticiários veiculados sobre o assunto.
” Finfa, eu trabalhei 36 anos no setor financeiro até chegar o merecido descanso. Após a aposentadoria e ainda com muita capacidade de trabalho, decidi intensificar meus trabalhos filantrópicos e sociais. Hoje integro o Rotary, a Pastoral da Pessoa Idosa e os Conselhos da Criança e Adolescentes, da Pessoa Idosa e do Fundeb, todos voluntariamente, sem nenhuma remuneração, mas com grande alcance social. A participação mais recente foi no Fundeb, onde ingressei em janeiro de 2023. Neste mesmo mês, para surpresa minha, fui escolhida por unanimidade para presidir o Conselho. De início fiquei um pouco receosa, por não ser da educação e quase nada saber sobre Fundeb, mas resolvi enfrentar o desafio, pois seria uma grande oportunidade de dar minha contribuição aos que precisam de escola pública para vislumbrar melhores dias. E tomei como exemplo a trajetória minha e de meus irmãos, crianças pobres que na vida adulta galgaram dias melhores através dos conhecimentos adquiridos em educandários/faculdades públicas. Como tudo que faço hipoteco muita responsabilidade e compromisso, procurei buscar conhecimento sobre o assunto, seja através de Leis, Portarias, Decretos, Manuais e cursos, tanto no Tribunal de Contas do Estado, como FNDE. De posse de alguns conhecimentos, identifiquei que alguns despesas que estavam sendo custeadas com os recursos do Fundeb eram inapropriadas. Levei ao conhecimento dos demais conselheiros, como também da Secretaria Municipal de Educação. E aqui quero exemplificar os recursos transferidos para cobrir o déficit atuarial do Regime de Previdência Própria. O que todos os conselheiros entendem que não existe amparo legal para tal prática.
Só no ano de 2023 foram tranferidos quase R$ 2 milhões e até agosto de 2024 um pouco mais de R$ 5 milhões e oitocentos mil. Como no mínimo 70% das receitas do fundeb é para remuneração dos profissionais da educação básica, iniciamos vários questionamentos à respeito dessas transferências, que estavam onerando a folha em valores bastante significativos. Com a polêmica levantada, fui até o Programa Manhã Total da Radio Pajeú prestar algumas esclarecimentos, pois as informações no meio dos funcionários da educação estavam desencontradas e gerando muitas expectativas.
Como disse anteriormente, se na contabilização dos 70% estavam incluídos valores que não se enquadravam como despesas educacionais, uma vez estornados esses valores, haveria uma possibilidade concreta de rateio entre os profissionais da educação, pois os recursos devem ser utilizados no ano em são creditados, podendo ficar só 10% para utilizar até o primeiro quadrimestre do ano seguinte, desde que atinja os 70% com a remuneração dos profissionais da educação, conforme determina a Lei N° 14.113, de 25 de dezembro de 2020. Os outros 30% podem ser utilizados em despesas de manutenção da educação básica.
De acordo com Lei Ordinária N° 961/2022 e Decreto N° 018/2024, existe um passivo atuarial do Plano Unico do IPSMAI, órgão gestor do Regime Próprio Previdência Social, que precisa ser solucionado para não comprometer o pagamento dos atuais e futuros aposentados, mas não é justo comprometer a qualidade da remuneração dos funcionários da ativa para resolver o problema.
E é bom que fique claro que o problema da Previdência Própria já vem se arrastando há muitos anos, passando por várias gestões. Tudo que afirmei na Radio Pajeú e que estou transmitindo para você é baseado em documentos, que posso apresentar caso seja necessário.
Diante de tudo isso, esperamos que existindo sobras, o que for de direito dos professores a eles seja destinado”, disse Izilda Sampaio.
Em primeira mão: Não haverá bate chapa na eleição do Cimpajeú
Este blogueiro foi informado por uma fonte segura, que a eleição do Cimpajeú – Consórcio de Integração dos Municípios do Pajeú, que vai acontecer nesta segunda-feira (23), não mais haverá bate chapa.
Segundo a fonte, o atual presidente e candidato a reeleição Luciano Torres, prefeito da Ingazeira, agora terá com vice-presidente o prefeito eleito de Tuparetama, Diogenes Patriota.
“A prefeita reeleita de Serra Talhada, Márcia Conrado, abdicou de ser candidata a vice-presidente na chapa de Luciano, em prol da união do Consorcio, nesse caso a chapa única fica assim definida: Luciano Torres (Presidente), Diógenes Patriota (Vice-presidente)”, afirmou a fonte.