O tenente Coronel Aristóteles, comandante do 23º BPM com sede em Afogados da Ingazeira, em entrevista a este blogueiro, falou sobre as comemorações dos 22 anos de atuação do referido Batalhão na região do Pajeú.
Assista na íntegra
O tenente Coronel Aristóteles, comandante do 23º BPM com sede em Afogados da Ingazeira, em entrevista a este blogueiro, falou sobre as comemorações dos 22 anos de atuação do referido Batalhão na região do Pajeú.
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Por Rinaldo Remígio*
Recentemente, em uma conversa fraterna com meu irmão Reginaldo Remígio, fui provocado a revisitar memórias que o tempo não apaga. A essa reflexão somaram-se as valiosas sugestões do amigo Ademar Rafael, poeta de reconhecida sensibilidade, e do amigo Júnior Finfa, editor deste blog, que prontamente incentivaram a justa homenagem ao senhor João Alves Filho — o inesquecível Joãozinho Alves — figura que marcou profundamente a história político-administrativa de Afogados da Ingazeira.
Conheci o Sr. Joãozinho Alves não apenas como um nome inscrito nos registros históricos, mas como uma presença viva na memória coletiva. Desde cedo, aprendi a ouvir seu nome sendo mencionado com respeito — quase sempre acompanhado de histórias que revelavam sua integridade, sua simplicidade e seu compromisso com o povo.
Nascido em 1917 e falecido em 2006, Joãozinho viveu quase nove décadas de uma vida pautada por valores sólidos. Homem do sertão, carregava consigo a essência de quem compreendia que a política, antes de qualquer coisa, é serviço. Casado com a Sra. Stela Veras Alves, formou um lar alicerçado no amor e na dignidade, adotando Maria de Lourdes Veras Alves, a quem dedicou cuidado e afeto.
Sua trajetória pública é digna de registro e reconhecimento. Antes de alcançar o cargo de prefeito, serviu ao município por impressionantes 44 anos como fiscal da Prefeitura — um testemunho de dedicação contínua à coisa pública.
Ele governou Afogados da Ingazeira em dois períodos distintos, verdadeiramente dois tempos de uma mesma história.
No primeiro mandato (1969 a 1972), tendo como vice o senhor Gastão Cerquinha da Fonseca, pai do jornalista Magno Martins, liderou um grupo de vereadores comprometidos com o desenvolvimento da cidade. Foi um período de estruturação administrativa, em que as bases do crescimento municipal começaram a ser consolidadas.
Já no segundo mandato (1983 a 1988), com o vice Expedito Araújo da Silva, Joãozinho retorna à gestão em um momento emblemático da história nacional — o Brasil redescobrindo a democracia. E, mais uma vez, conduziu o município com firmeza, serenidade e espírito público.
O registro histórico nos mostra que sua vitória em 1982 foi apertada — apenas 35 votos de diferença —, mas suficiente para demonstrar a confiança popular em sua liderança.
Entre as obras que marcaram sua administração, destaca-se a construção do Fórum, edifício que hoje abriga a Secretaria de Ação Social do município, além de diversas intervenções urbanas que contribuíram para o desenvolvimento local. Soma-se a isso um legado simbólico e permanente: a ponte que liga o centro da cidade ao bairro São Francisco leva o seu nome — Ponte João Alves Filho —, reconhecimento justo a quem tanto contribuiu para a mobilidade e integração da cidade.
Mas Joãozinho Alves não era lembrado apenas pelas obras. Era também conhecido por sua postura ética e por frases que se tornaram parte do imaginário popular. Costumava dizer: “Não tem quem acabe com o dinheiro da Prefeitura”, uma expressão que, mais do que um jargão, refletia sua confiança na boa gestão e no uso responsável dos recursos públicos.
Era um homem de honestidade invejável. Na vida pessoal, adotava uma postura rigorosa: só comprava à vista. No trato com os recursos públicos, mantinha a mesma seriedade, mas com equilíbrio administrativo. Ao contratar serviços para a Prefeitura, negociava com firmeza — pechinchava, como bom sertanejo —, podendo, em alguns casos, adiantar 50% do valor e quitar o restante apenas após a entrega do serviço, garantindo responsabilidade e compromisso na execução.
Relatos como esses revelam não apenas o gestor, mas o homem — aquele que compreendia o valor do dinheiro público e o tratava com o mesmo zelo que dispensava à sua vida particular.
Joãozinho Alves foi, portanto, mais que um administrador. Foi um homem de dois tempos: o da experiência construída ao longo dos anos e o da esperança renovada em cada novo ciclo. Soube atravessar diferentes momentos da história mantendo coerência, equilíbrio e compromisso com o bem comum.
Seu legado não está apenas nas obras físicas, mas na forma de fazer política — com respeito, com responsabilidade e com senso de dever. Em tempos em que tanto se discute a qualidade da gestão pública, revisitar exemplos como o de Joãozinho Alves é mais que um exercício de memória; é uma necessidade.
Entretanto, ao recordar a postura firme e zelosa do saudoso João Alves Filho — o nosso querido “Joãozinho” —, não posso deixar de destacar um aspecto que lhe era particularmente sensível: o cuidado com a limpeza pública. Joãozinho não se limitava a administrar a cidade apenas em sua área central; tinha um olhar atento também para o interior do município, compreendendo que o desenvolvimento precisava alcançar a todos. Ainda assim, era notório que a limpeza urbana ocupava um lugar de destaque em suas preocupações administrativas.
Conversando recentemente com alguns moradores, ouvi relatos que merecem reflexão. Segundo eles, a cidade, no que diz respeito à limpeza pública, tem deixado a desejar. Espaços emblemáticos, como a Praça Monsenhor Arruda Câmara — um dos cartões-postais e pontos de convivência mais importantes —, carecem de maior zelo e manutenção. Da mesma forma, a Avenida Rio Branco, uma das principais vias da cidade, precisa de um tratamento mais cuidadoso, à altura de sua relevância histórica e funcional.
Faço esse registro não como crítica vazia, mas como contribuição cidadã. Aproveito este espaço para solicitar uma atenção mais efetiva por parte do secretário de Serviços Urbanos e, por conseguinte, do próprio prefeito. Ainda que não tenha a honra de conhecê-lo pessoalmente, entendo que é fundamental que tais observações cheguem ao seu conhecimento, pois a boa gestão pública se constrói também a partir da escuta da população.
Afinal, como nos ensinava Joãozinho, cuidar da cidade é, antes de tudo, respeitar o seu povo.
Porque há histórias que não se apagam.
E há homens que permanecem vivos naquilo que fizeram pelo seu povo.
E Joãozinho Alves — sem dúvida — é um deles.
*Professor universitário aposentado e memorialista
**Fontes de informações e imagem: Blog do Finfa e Fernando Pires
O trânsito de Afogados da Ingazeira é uma novela sem fim. Estou agora na Lanchonete de Edna, atrás da Prefeitura local, e registrei como álguns motoristas estacionam seus veículos, o da frente usou a faixa totalmente errada e o de trás avançou a faixa amarelo.
O 23º BPM comemorará, no dia 30 de março do corrente ano, seus 22 anos de existência. Em celebração à data, o Comandante da Unidade, Coronel Aristóteles, organizou uma semana de atividades voltadas à tropa, realizada no período de 23 a 27 de março de 2026.
A programação foi desenvolvida da seguinte forma:
Dia 23/03/2026: Realização de jogos de futsal e voleibol no Centro Desportivo de Afogados da Ingazeira. A atividade contou com equipes formadas por militares do 23º BPM, sendo os primeiros colocados premiados com troféus. O evento foi encerrado com um coffee break oferecido à tropa.
Dia 24/03/2026: Competições em pista de tiro localizada no município de Tabira. Na ocasião, duplas compostas por um policial masculino e uma policial feminina competiram entre si, sendo premiadas com troféus e medalhas as equipes melhor classificadas.
Dia 25/03/2026: Realização de uma corrida com a tropa pelas principais ruas de Afogados da Ingazeira. Ao final, os militares desfrutaram de uma mesa de frutas servida na sede da Unidade.
Nesta quinta-feira 26/03/2026: Momento religioso em ação de graças pelos 22 anos de existência da Unidade. Será realizado um culto ecumênico na sede do 23º BPM, com a participação de representantes das religiões católica, evangélica e espírita.
Sexta-feira 27/03/2026: Encerramento da programação com uma solenidade militar no Cine São José, que contará com a presença de autoridades civis e militares. Na ocasião, serão entregues medalhas, certificados e feitas homenagens ao efetivo policial do 23º BPM.
O 23º BPM reafirma, ao longo de seus 22 anos de história, o compromisso com a prestação de um serviço de qualidade à população do Pajeú, destacando também a importância de cada policial militar que integra a Unidade, os quais são responsáveis pela construção dessa trajetória.
Por Rinaldo Remígio*
Lendo a matéria publicada neste conceituado blog, senti-me no dever de parabenizar a presidente do FUNDEB da querida Afogados da Ingazeira, Sra. Izilda Sampaio, pela postura firme, técnica e transparente no trato com os recursos públicos.
Em um cenário onde, por vezes, prevalecem interpretações convenientes, sua atuação se destaca pela coerência com a legalidade e pelo respeito aos princípios que regem a administração pública. Ao reafirmar que a utilização de recursos do FUNDEB para cobertura de déficit atuarial da previdência própria é ilegal — conforme estabelece a Lei nº 14.113/2020 — demonstra não apenas conhecimento técnico, mas, sobretudo, compromisso com a correta aplicação dos recursos destinados à educação.
Sua manifestação vai além de um posicionamento administrativo: representa um verdadeiro exemplo de responsabilidade pública e integridade. A clareza na exposição dos fatos, especialmente ao evidenciar a distorção no conceito de alíquota suplementar, reforça sua seriedade e zelo com a coisa pública.
Atitudes como essa fortalecem a confiança da sociedade nas instituições e mostram que ainda há gestores comprometidos com a ética, a legalidade e o interesse coletivo.
Ressalte-se, ainda, que, caso haja responsáveis por eventual descumprimento da legislação, é imprescindível que sejam devidamente identificados e responsabilizados na forma da lei, garantindo o pleno respeito ao ordenamento jurídico e à boa gestão dos recursos públicos.
Parabenizo pela coragem, lucidez e, sobretudo, pela sinceridade na condução de sua atuação.
Professor universitário aposentado, administrador, contador e mestre em economia

Na 7ª Sessão Ordinária Presencial do Pleno, realizada em 18 de março de 2026, foi discutido o processo TCE-PE nº 25101182-3ED001, relatado pelo Conselheiro Dirceu Rodolfo de Melo Júnior. O caso envolveu embargos de declaração interpostos pelo prefeito de Afogados da Ingazeira, Alesandro Palmeira de Vasconcelos Leite, questionando um acórdão anterior que proibia a inclusão da contribuição patronal suplementar no cômputo do mínimo constitucional em educação e na aplicação de recursos do FUNDEB.
O relator concluiu que a referida contribuição tem natureza de encargo social e pode ser considerada para fins de cumprimento do mínimo constitucional, além de permitir a utilização de recursos do FUNDEB para seu pagamento. Os embargos foram aceitos e a decisão anterior foi modificada. A sessão contou com a presença de vários conselheiros e da procuradora do Ministério Público de Contas.





Acabei de ser informado pelo seu neto Alexandre Moura, que sua avó Tereza Xavier de Moura(Dona Terezinha Moura), faleceu nesta manhã na Casa de Saúde José Evoíde de Moura, aos 104 anos, Casada com Sargento Moura, Dona Terezinha deixa cinco filhos, Lucia, Fátima, Cristina, Geraldo e Dida, netos e bisnetos.
O velório será na Casa de Velório BM, próximo ao Hospital Regional, no Bairro Padre Pedro Pereira e o sepultamento ainda terá a confirmação de horário e dia.
Por Rinaldo Remigio*
Tenho visitado com certa frequência Afogados da Ingazeira, terra que guarda parte importante da minha infância e adolescência. Sempre que retorno, levo comigo o sentimento natural de quem ama suas origens e deseja ver sua terra prosperar, crescer e cuidar bem daquilo que pertence ao seu povo.
Nos últimos tempos, porém, tenho observado — e também acompanhado pelas matérias publicadas no Blog do Finfa e em outros espaços da imprensa regional — uma preocupação crescente de parte da população, de jornalistas e de cidadãos atentos em relação ao elevado número de aluguéis de imóveis pagos pela Prefeitura, mesmo havendo patrimônios públicos disponíveis.
Chama a atenção o silêncio da gestão municipal diante das indagações levantadas pela sociedade. O debate público é saudável e necessário, especialmente quando envolve recursos que pertencem ao contribuinte.
A inquietação aumenta quando se observa que o Açougue Público permanece em estado de abandono, enquanto uma casa própria adquirida com recursos públicos em 19 de dezembro de 2024 segue fechada, intacta e sem utilização. Ao mesmo tempo, novos contratos de aluguel surgem no cenário administrativo.
Segundo informações divulgadas, dois novos imóveis privados passaram a integrar essa lista:
• um localizado na Avenida Rio Branco, nº 36, destinado à Secretaria de Administração;
• e outro na Avenida Artur Padilha, nº 672, que deverá abrigar setores da Saúde.
Naturalmente, toda gestão pública possui autonomia administrativa para organizar suas estruturas. Contudo, a boa governança recomenda algo essencial: transparência, planejamento e prioridade ao uso do patrimônio público já existente.
Quem ama Afogados da Ingazeira — mesmo morando fora, como é o meu caso — deseja apenas que a cidade seja conduzida com zelo, responsabilidade e respeito ao dinheiro do povo. Afinal, cada imóvel público abandonado e cada gasto desnecessário com aluguel levanta uma pergunta simples que ecoa na consciência da população:
Se há patrimônio público disponível, por que não utilizá-lo antes de recorrer ao bolso do contribuinte?
Afogados é uma cidade de história, de gente trabalhadora e de consciência política ativa. E justamente por isso, o debate público não deve ser visto como crítica destrutiva, mas como expressão legítima de cidadania de quem deseja ver sua terra cada vez melhor administrada.
*Professor universitário aposentado, administrador, contador e memorialista!
O sábado em Afogados da Ingazeira foi marcado por uma forte movimentação política em torno de Marconi Santana. O ex-prefeito e pré-candidato à ALEPE testou sua popularidade na feira livre, onde recebeu manifestações espontâneas de apoio de afogadenses que reforçaram o sentimento de representatividade de seu projeto.
Acompanhado por um grupo sólido de lideranças, como o Tenente Gleidson, Jorginho, Madalena, João Goes e Cafu, além de vereadores e ex-vereadores e outras lideranças, Marconi demonstrou força e unidade. A agenda, que também contou com um encontro estratégico com o Senador Fernando Dueire, evidenciou que sua caminhada rumo à Assembleia Legislativa está consolidada tanto nas articulações de peso quanto no contato direto com o povo.
Para os analistas locais, o saldo da visita à Capital do Pajeú é de crescimento. Marconi sai do sábado fortalecido, com o incentivo das ruas servindo como principal combustível para a consolidação de sua pré-candidatura em todo o Sertão.