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Últimas publicações do quadro “Afogados da Ingazeira”

Afogados da Ingazeira perde a professora Dorotéis de Lima Guimarães (Teinha)

Faleceu no início da noite de ontem (18), no Hospital regional Emília Câmara, a professora Dorotéia de Lima Guimarães (Teinha), aos 93 anos de falência múltipla dos órgãos. O velório acontece na sua resid~encia na Avenida Rio Brando 123 no centro de Afogados da Ingazeira, o sepultamento será às 17 horas desta quinta-feira no Cemitério São Judas Tadeu.

Teinha é mãe da ex-vereadora de Afogados da Ingazeira, Antonieta da Caixa, Jorge Teobaldo e João Adriano. Meus sentimentos a todos os familiares.

Rubinho do São João deixa cargo de Secretário do Governo em Afogados da Ingazeira

Em conversa com este blogueiro agora a pouco o ex-presidente da Câmara de Vereadores de Afogados da Ingazeira, Rubinho do São João, confirmou que confirmou que pediu a exoneração e já está exonerado pelo prefeito Sandrinho Palmeira do cargo de Secretário do Governo.

“Finfa,  tinha feito um concurso municipal da Prefeitura de Princesa Isabel-PB, anos atrás, e quando assumir em janeiro de 2025 o cargo na Prefeitura de Afogados da Ingazeira, comuniquei ao prefeito Sandrinho que a qualquer momento seria convocado para esta nova missão e chegou agora o meu chamado para assumir na cidade de Princesa Isabel, deixo o cargo sem problema algum com a gestão Sandrinho Palmeira”, disse Rubinho

Evento de distribuição de sementes pelo IPA em Afogados da Ingazeira foi um fiasco

Nesta quinta-feira (12), o Instituto Agronômico de Pernambuco (IPA), presidido por Miguel Duque, realizou eventos de entrega de sementes nos municípios de São José do Egito e Afogados da Ingazeira.

Em São José do Egito, a agenda contou com a participação do prefeito Fredson Brito. Já em Afogados da Ingazeira, o evento ocorreu sem a presença das principais lideranças que apoiam a governadora Raquel Lyra no município, simplesmente porque não houve convite à oposição local. Ficaram de fora a maior liderança política do grupo, o ex-candidato a prefeito Danilo Simões, além dos vereadores Zé Negão e Edson do Cosmético.

O episódio evidencia a falta de articulação e sensibilidade política por parte da direção do IPA. Em vez de construir pontes e fortalecer a base do Governo do Estado na cidade, Miguel Duque e seu aliado local, Mário Viana, conduziram uma agenda desorganizada, excludente e sem diálogo com quem, de fato, defende o projeto da governadora no município.

Em pleno ano eleitoral, a condução atrapalhada expõe despreparo político e transforma uma ação institucional importante em um gesto de isolamento uma oportunidade perdida de somar forças em favor do desenvolvimento da região.

Doutor José Virgínio Nogueira: quando a dignidade vence o destino

Por Rinaldo Remígio*

Há homens cuja biografia não começa nos gabinetes nem termina nos títulos. Começa no chão duro da vida e se alonga na dignidade com que enfrentam cada etapa do caminho. Assim foi a história de José Virgínio Nogueira, magistrado que honrou a toga porque, antes dela, aprendeu o valor do trabalho, da família e da perseverança.

Filho do senhor Manoel José Virgínio e da senhora Quitéria Nogueira de Souza, José Virgínio nasceu em 15 de setembro de 1929, em Afogados da Ingazeira (PE). Desde cedo conheceu o esforço cotidiano. Trabalhou por muitos anos na colheita do algodão, experiência que moldou não apenas suas mãos, mas, sobretudo, seu caráter. Ali, entre o sol forte e o trabalho árduo, aprendeu que nenhuma conquista verdadeira prescinde de sacrifício. Foi desse chão simples que brotou o sonho do estudo, alimentado pela disciplina e pelo desejo de ir além, sem jamais negar suas origens.

Ao formar-se em Direito, seguiu para a Paraíba, onde construiu uma carreira reconhecida como brilhante no Tribunal de Justiça daquele Estado. A toga que passou a vestir não o afastou da humanidade; ao contrário, foi instrumento para exercê-la com equilíbrio, justiça e sensibilidade social. Magistrado respeitado, fez do Direito não um exercício frio da lei, mas um compromisso com a justiça possível, humana e responsável.

Sua vida familiar foi o alicerce silencioso dessa trajetória. No ambiente do lar, firmaram-se os valores que ele levaria para a vida pública: responsabilidade, retidão, respeito às pessoas e profundo senso de dever. Foi na família que encontrou forças para perseverar e referências para decidir, sempre guiado pela consciência de que o êxito profissional só tem sentido quando sustentado por princípios sólidos.

Guardo, ainda, uma lembrança pessoal que ajuda a compreender a grandeza simples desse homem. Eu, ainda adolescente, conheci José Nogueira quando ele vinha visitar sua terra natal. À época, residíamos em um imóvel de sua propriedade, situado na Avenida Rio Branco, nº 92, no centro da cidade. Ali tive também a oportunidade de conhecer sua esposa, dona Terezinha, e três de seus filhos: Alberto e Cláudio, que mais tarde se tornariam desembargadores do Tribunal de Justiça de Pernambuco, e Márcia Lúcia. A esta última tive, inclusive, o privilégio de apresentar meu primo Flávio Patriota, que também trilhou o caminho do Direito, exercendo a magistratura, quando de uma visita à nossa querida Afogados da Ingazeira. Eram encontros breves, mas suficientes para revelar um homem afável, respeitoso e profundamente ligado à família — traços que explicam, em grande medida, a solidez de sua trajetória humana e profissional.

Além das informações colhidas nos escritos do historiador Fernando Pires e de sua nora Lúcia Nogueira, escritora e poetisa, registro também o testemunho do meu irmão, Reginaldo Remígio, que foi seu colega quando ambos lecionaram no Ginásio Monsenhor Pinto de Campos. Dele ouvi reiteradas referências à idoneidade moral, à amizade sincera e, sobretudo, ao compromisso firme desse educador e magistrado com o ensino e com a formação do povo de sua terra — um traço menos conhecido do grande público, mas essencial para compreender a inteireza do homem para além da toga.

À luz dos registros reunidos e sistematizados por Fernando Pires e Lúcia Nogueira, sua trajetória também foi marcada por intensa atuação no serviço público, no magistério e na vida institucional. Ainda jovem, exerceu funções técnicas e administrativas, lecionou em instituições tradicionais de Afogados da Ingazeira e teve passagem pela vida política local, sendo eleito vereador como o mais votado. Por coerência ética e respeito às instituições, renunciou ao mandato ao assumir a magistratura. Na Paraíba, exerceu com zelo o cargo de juiz de Direito em diversas comarcas, atuando como titular e substituto, sendo reconhecido e homenageado pelos relevantes serviços prestados à sociedade.

José Virgínio Nogueira partiu em 2006, mas permanece vivo na memória da cidade que o viu nascer, na história do Judiciário nordestino e, sobretudo, na lição que deixou: a de que é possível sair da lavoura para a magistratura sem perder a simplicidade, subir sem esquecer de onde se veio, julgar sem jamais deixar de ser humano.

Sua vida é prova de que a verdadeira grandeza não está no cargo que se ocupa, mas na forma como se chega até ele — e no legado de valores que se deixa para as próximas gerações.

Fica registrada esta homenagem que fazemos ao ilustre filho de Afogados da Ingazeira, Doutor José Virgínio Nogueira.

*Professor universitário aposentado e amigo da família.
**Foto e informações: Fernando Pires e Lúcia Nogueira.

Articulação e diálogo fortalecem pautas do Pajeú em agenda na Casa Civil

A terça-feira (10) foi de agenda intensa na Casa Civil do Governo de Pernambuco. O gerente regional de articulação, Edson Henrique, conduziu encontros com lideranças do Pajeú, reforçando o diálogo institucional e a defesa de ações estratégicas para os municípios da região.

Participaram das agendas o ex-prefeito de Flores e pré-candidato a deputado estadual Marconi Santana, a primeira-dama de São José do Egito, Lúcia, e a vereadora de Solidão, Adriana. A comitiva também passou pelas secretarias de Desenvolvimento Agrário e Recursos Hídricos, tratando de pautas como produção rural, segurança hídrica e novos investimentos.

Nos bastidores, a avaliação é de que a articulação política e o trânsito entre as pastas seguem acelerando soluções e garantindo mais resultados para o Pajeú.