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Últimas publicações do quadro “Afogados da Ingazeira”

Quem tem coragem no poder público de fiscalizar os carros de sons de Afogados da Ingazeira pela altura

Por: Pedro Araújo/ PE Notícias

Em Afogados da Ingazeira, em se tratando de fiscalizações por parte do poder público, é um zero à esquerda. Na cidade, como diz o ditado popular “empestou” de som automotivo, quer seja em veículos ou em motocicletas, mas se fosse só isso, a “empestação” até que seria aceitável.

O que incomoda mesmo é a altura do som praticado por esses meios “arcaicos” de comunicação, coisa do tempo da “carochinha”. Não adianta a quem esses veículos estão incomodando, quer seja dentro do seu ambiente familiar ou até mesmo em vias públicas, só se sabe é que não tem tímpanos que suporte passar poucos minutos próximo a um veículo desses. Para se ter uma ideia da altura do volume, tem um motorista de um desses veículos que anda com um fone de ouvidos dentro do próprio carro. Quem dizer, deixar o povo surdo pode, mas quem está praticando essa “esculhambação” não pode sofrer nenhuma consequência pelos seus atos, nem mesmo o volume nas alturas.

Tempos atrás a Prefeitura Municipal tinha comprado um decibelímetro para fazer fiscalizações em ambientes onde houvesse exorbitância de som. Onde foi parar esse instrumento que também poderia fiscalizar esses carros de som, que andam incomodando, e por demais, a população que não sabem a quem reclamar? E as documentações exigidas desses veículos para circularem, a Prefeitura tem certeza que estão em dia? A quem cabe uma fiscalização (rigorosa) numa ocasião dessas? A Prefeitura, a Polícia Militar ou a nenhum dos dois órgãos público? Uma vez que esses veículos circulam diariamente, de manhã até a noite, incomodando sem serem incomodados pelo poder público.

A principal legislação que proíbe som automotivos alto é o Artigo 228 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), que classifica o uso de som audível do lado de fora em volume/frequência não autorizados pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran), como infração grave. A fiscalização não exige decibelímetro e baseia-se na constatação do agente, pela Resolução 624/2016.

Morre bebê sertaneja vítima de suposta agressão ou negligência

Blog Júnior Cavalcanti

Morreu a pouco no Hospital da Restauração, Recife, a pequena Ayla Vitória, de apenas 40 dias. Ela deu entrada com lesões no Hospital Regional Emília Câmara na madrugada do sábado. Dada a gravidade do quadro, foi levada para a Restauração.

Fontes do Hospital Regional Emília Câmara confirmaram mais cedo ao programa Manhã Total, da Rádio Pajeú, que a criança já deu entrada outras vezes no hospital com hematomas, antes da última entrada.

O episódio mais grave foi este último, por conta das fraturas e um quadro de desnutrição. “As pessoas que chegavam com ele informavam que era outra coisa”, disse com exclusividade o Marcony Pereira, que fez a apuração. Ele também teria quadro de insuficiência respiratória.

Segundo a apuração do Afogados Conectado , uma avó da criança teve um mal súbito e foi levada ao Hospital Regional Emília Câmara.

Em contato com o Blog Juliana Lima no domingo, a Polícia Civil de Pernambuco informou que as investigações estão em andamento acerca do caso.

De acordo com a Polícia Civil, ainda não é possível afirmar se as lesões foram provocadas por agressões, se têm origem patológica ou se são decorrentes de algum tipo de acidente. O caso segue sob apuração.

O delegado seccional Olegário Filho informou que foi instaurado inquérito policial para apuração dos fatos. Segundo ele, as perícias serão fundamentais para avaliar se as lesões são de natureza patológica, agressiva ou acidental.

A delegada Joedna Soares, que estava de plantão no fim de semana, explicou que o caso foi apresentado na madrugada do sábado e encaminhado à delegacia competente, onde as investigações terão continuidade.

Ela destacou ainda que todo inquérito cuja vítima é criança, especialmente recém-nascido, tramita em sigilo, conforme determina a legislação vigente.

Foto é história: Afogadense Deinha na Seleção Brasileira

Foto da Seleção Brasileira que disputou o Campeonato Sul-Americano em 1979 na Uruguai, comandada pelo saudoso técnico  Mário Travaglini. Entre os convocados está o afogadense Amadeu Pereira dos Santos “DEINHA” (in memoriam), meia do Santa Cruz (PE), o primeiro ajoelhado a esquerda. O Brasil ficou no 4º lugar. Se você tem uma foto antiga, e quer publicar no FOTO É HISTÓRIA, envie para o email: finfa@blogdofinfa.com.br ou pelo WhatsApp 81-996530059, que teremos o prazer de publicar.

O que se transformou o Carnaval em Afogados?

Por: Décio Petrônio 

O Carnaval, historicamente conhecido como a “festa de Momo” e a legítima expressão da alegria popular, parece ter perdido seu DNA em Afogados da Ingazeira. O que antes era uma celebração da cultura e da espontaneidade da gente sertaneja, hoje atravessa um processo de descaracterização que preocupa quem preza pelas tradições da cidade.

O ponto mais crítico dessa metamorfose é a transformação da avenida em um ostensivo ato político. O Carnaval de Afogados rendeu-se à exclusividade dos blocos “Bora pra frente” e “Tô na folia”, que mais parecem extensões de campanhas eleitorais do que agremiações carnavalescas.

Essa partidarização da festa atinge seu ápice no uso dos Bonecos de Olinda. Em uma inversão de valores culturais, as figuras gigantes que desfilam representam o atual prefeito Alessandro Palmeira e o ex-prefeito Totonho Valadares. É um equívoco histórico: em vez de personificar o poder político, esses bonecos deveriam homenagear as verdadeiras lendas que construíram a identidade local, como os saudosos foliões como Professor Dinamerico Lopes, Mestre Bil, Luzinete Tavares, dentre outros. O palanque, definitivamente, engoliu o frevo.

Outro fato negativo é o atual formato da festa, elaborado pela prefeitura, respira cansaço. Sem criatividade e visivelmente desorganizada, a gestão municipal entrega uma estrutura que não valoriza a magnitude da maior festa popular do país. A Avenida Rio Branco, que deveria ser o coração pulsante da folia, tornou-se um corredor vazio de atrativos.

A dinâmica atual restringe-se à descida de um trio elétrico tarde da noite. Não há um polo principal organizado, com atrações que ofereçam um fluxo contínuo de entretenimento. A longa espera pelo trio “esfria” o ânimo do folião, restando apenas o desfile dos blocos de cunho político em uma avenida que carece de vida e de planejamento artístico.

Em meio a esse cenário de declínio, a “mágica” do Carnaval popular ainda sobrevive a duras penas em iniciativas que mantêm a essência da festa. Os blocos “Das Virgens” e o “Mela Mela” são hoje os únicos refúgios onde o povo se reconhece e brinca sem amarras ideológicas, preservando o que ainda resta de autenticidade na cidade.

Infelizmente, a falta de renovação em Afogados já reflete no cenário regional. Enquanto a cidade vizinha de Tabira retomou com vigor o protagonismo do Carnaval no Pajeú, apresentando festas vibrantes e organizadas, Afogados da Ingazeira caminha em sentido oposto, mergulhada em um puro declínio técnico e cultural.

O Carnaval de Afogados da Ingazeira precisa, urgentemente, ser devolvido ao seu verdadeiro dono: o povo. A festa não pode ser refém de cores partidárias ou de vaidades políticas. É necessário resgatar a criatividade, honrar os ícones históricos e reorganizar a estrutura para que a Avenida Rio Branco volte a ser palco de alegria, e não apenas de propaganda.

Dona Teinha — a lição silenciosa de uma vida bem vivida

Por Rinaldo Remigio*

Há pessoas cuja partida não produz apenas silêncio, mas também reflexão. A professora Doroteia de Lima Guimarães, nossa querida Dona Teinha, foi uma dessas presenças raras: daquelas que passam pela vida sem alarde, mas deixam marcas profundas, duradouras e luminosas.

Conheci Dona Teinha no início da década de 1970, quando fixei residência em Afogados da Ingazeira. Morávamos quase de frente, o que, mais do que proximidade geográfica, criou laços de convivência e respeito. Ali, no cotidiano simples das ruas, aprendi a reconhecer nela uma mulher de fé firme, católica praticante, educadora por vocação e mãe por excelência.

Seus filhos — Maria Antonieta, Jorge Teobaldo e João Adriano — cresceram diante dos nossos olhos, sempre guiados por valores sólidos: honestidade, respeito, trabalho e amor ao próximo. Pessoas do bem, como a própria mãe. Não por acaso. Dona Teinha educava não apenas com palavras, mas com o exemplo diário, silencioso e constante.

Como professora, exerceu o magistério com dignidade e compromisso, ajudando a formar gerações, muitas vezes sem saber o quanto sua paciência, sua firmeza e sua doçura estavam moldando destinos. Como mulher, foi referência de equilíbrio e serenidade. Como mãe, foi abrigo. Como cristã, foi testemunho vivo da fé traduzida em atitudes.

Sua casa era um lugar de acolhimento. Dona Teinha sempre recebeu bem a todos que a procuravam. Um sorriso sincero, uma palavra ponderada, um gesto de atenção — era assim que ela se fazia presente na vida alheia. Nunca fechou portas, nunca economizou humanidade.

Dona Teinha parte no final de uma tarde, como quem se despede sem ruído, mas deixa um legado exemplar para a sociedade de Afogados da Ingazeira. Um legado que não se escreve apenas em registros formais, mas que permanece vivo na memória afetiva de quem teve o privilégio de conhecê-la.

Fica aqui registrada nossa homenagem e nossa gratidão. Algumas vidas não se encerram com a despedida: transformam-se em referência. Dona Teinha é, e sempre será, uma dessas presenças que continuam ensinando — mesmo depois da partida.

*Professor universitário aposentado, memorialista e amigo da familia!