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Menções a Gonet no celular de Vorcaro incomodam membros do conselho do MP

CNN – O Conselho Superior do Ministério Público Federal (CSMPF) marcou para o dia 25 de setembro de 2026 a análise do procedimento interno que avalia as menções ao Procurador-Geral da República, Paulo Gonet, em mensagens extraídas do celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do antigo Banco Master. De acordo com o analista de política Teo Cury, a revelação desse material resultou em um incômodo dentro do Conselho.

“Os integrantes do Conselho com os quais eu conversei relataram surpresa, incômodo e desconforto com as mensagens”, afirmou Cury durante o Live CNNdesta segunda-feira (21).

A sessão extraordinária do dia 25/9 está prevista para ter início às 10 horas da manhã. O Conselho Superior é o órgão máximo de deliberação dentro do Ministério Público Federal e é formado por dez subprocuradores, sendo presidido pelo próprio Gonet. A vice-presidência do conselho é ocupada por Nicolau Dino, irmão de Flávio Dino.

“A gestão de Paulo Gonet tem dois votos nesse conselho, do próprio PGR e do vice-procurador da República, Hindenburgo Chateaubriand. São votos garantidos a favor do PGR“, detalhou Cury.

O subprocurador Francisco de Assis Sanseverino é o relator do caso e os demais colegas vão analisar se há elementos que apontem indícios de crimes supostamente praticados por Gonet.

Caso a conclusão seja afirmativa, um subprocurador entre os 73 da PGR será designado para atuar perante o Supremo Tribunal Federal contra Paulo Gonet. Do contrário, o caso será arquivado.

Cury destacou que, assim como na sessão de semana passada no STF, nesta também há dúvidas sobre o rito que será seguido pelo colegiado.

“Os subprocuradores ainda não têm claro se será discutido afastamento, se essa análise pode ser tratada, sobre parcialidade e imparcialidade. Ainda está muito nebuloso, de acordo com as pessoas com as quais conversei por lá”, afirmou o analista.

Círculo próximo demonstra confiança

Cury relatou ter conversado com três pessoas próximas a Gonet, todas elas demonstrando otimismo e confiança em relação ao processo. “Eles minimizam as mensagens e ligação telefônica, dizem que não há nenhum crime cometidopelo Procurador-Geral da República”, afirmou o analista.

O grupo deposita a confiança, segundo o analista, em uma fala do ministro André Mendonça durante a sessão do plenário do STF da última terça-feira (15), em que ele indicou haver algum tipo de excesso nas apurações e revelações relativas a Gonet.

As três pessoas ouvidas por Cury mencionaram essa manifestação como uma sinalização positiva, que deve ser explorada na defesa a ser apresentada na sessão do Conselho Superior do MPF na sexta-feira.

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