O prefeito de Belo Jardim, Gilvandro Estrela, reagiu com forte indignação a declarações feitas durante o programa do radialista Nill Júnior, na Rádio Pajeú. Na ocasião, o prefeito de Afogados da Ingazeira, Sandrinho Palmeira, debateu o cumprimento do acordo de austeridade da Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe) para a contratação de shows.
A conexão com Belo Jardim ficou evidente pelo pano de fundo do debate. Recentemente, durante o encontro da Amupe que aprovou o teto de R$ 350 mil para contratações com recursos próprios, Gilvandro Estrela viralizou nacionalmente ao criticar publicamente os cachês milionários pagos a grandes artistas por prefeituras, afirmando categoricamente que em sua cidade atrações como Wesley Safadão não tocariam por R$ 1 milhão enquanto houvesse carência na saúde e na educação.
Ao abordar esse assunto na Rádio Pajeú, Sandrinho Palmeira apontou que haveria um teto a ser cumprido por todos e sugeriu que existiam municípios adotando “dois pesos e duas medidas” ao trazer atrações de peso.
“Teve um prefeito — não vou citar o nome, você [Nill Júnior] já sabe quem foi — que fez o maior bafafá… Mas quando eu fui ver, as atrações na cidade dele eram atrações maiores de 600 mil, 700 mil reais. Aí a grade tem mais [gastos]. Então veja só: são questionamentos que eu acho importantes de fato de serem feitos, e a população tem que estar atenta a isso” — Sandrinho Palmeira, prefeito de Afogados da Ingazeira
Embora Sandrinho não tenha citado nominalmente o gestor de Belo Jardim, a referência ao episódio do teto da Amupe serviu como uma carapuça sob medida.
Veja abaixo:
A resposta de Gilvandro veio sem rodeios:
“Não sou homem de duas palavras. Sou homem de uma palavra só. O que foi acertado na Amupe, eu estou honrando. (…) Se vocês não têm competência para conseguir bandas mais caras bancadas pelo Estado ou pela União, é só procurar Mendonça, que ele tem prestígio nacional.” — Gilvandro Estrela, prefeito de Belo Jardim
“Vão procurar Mendonça Filho”
Para desarmar a narrativa de que estaria descumprindo o teto acordado, Gilvandro abriu os números da tradicional Festa das Marocas. Segundo ele, nenhuma atração paga com recursos diretos do município ultrapassou o limite estabelecido — a contratação municipal mais cara foi a da banda Neiff, por R$ 250 mil, enquanto as demais ficaram abaixo de R$ 100 mil.
Para viabilizar astros nacionais como Nattanzinho e Zezo, explicou o gestor, não envolveu dinheiro público municipal. As apresentações de alto custo foram garantidas por meio de emendas e convênios com o Governo Federal e o Estado, articulados diretamente pelo deputado federal Mendonça Filho (União Brasil).
Provocando a oposição, Gilvandro disparou: “Se vocês não têm competência de conseguir bandas mais caras bancadas pelo Estado ou pela União, é só procurar Mendonça que ele tem prestígio nacional”.
Veja:
Cobrança por retificação
Mesmo sem ter o nome diretamente proferido por Sandrinho Palmeira nos microfones da Rádio Pajeú, Gilvandro Estrela considerou que o debate colocou em xeque a sua palavra e a coerência do seu discurso. Ele cobrou um posicionamento público de reparação.
“Eu pediria a esse senhor prefeito e a esse radialista que retifiquem o que disseram a meu respeito. É feio dizer asneiras sem ter conhecimento”, disparou Estrela, finalizando com seu jargão: “Quem me conhece sabe que sou um cara que, quando bato o prego, a estopa fica virada”.
O espaço do Blog do Finfa segue aberto para as manifestações do prefeito Sandrinho Palmeira.
Vídeo de Sandrinho via @babadobejota
Vídeo de Gilvandro via @tvbjurgente









Seja o primeiro a comentar