A recente decisão da presidência do Rotary Club de retirar a indicação de Izilda Sampaio do conselho que fiscaliza as contas do FUNDEB representa um retrocesso alarmante para o controle social e a transparência pública em nosso município.
O ato traduz um profundo descaso com a educação e vai de encontro a tudo o que o Rotary, enquanto instituição histórica e respeitada mundialmente, prega em seus estatutos de ética e cidadania.Izilda Sampaio exercia um papel fundamental como representante da sociedade civil.
Sua atuação técnica e rigorosa garantia que os recursos destinados às escolas, professores e estudantes fossem monitorados com a seriedade que a lei exige.
Ao minar essa representação, a atual liderança do Rotary não apenas enfraquece o comitê fiscalizador, mas também silencia uma voz que defendia o interesse coletivo.
O ponto mais crítico dessa manobra é o claro desvio de finalidade da instituição. O Rotary Club existe para servir à comunidade e manter a independência necessária para cobrar a correta aplicação do dinheiro público.
No entanto, ao abrir mão deliberadamente de uma cadeira estratégica de fiscalização, a atual presidência abdica de seus princípios rotarianos e passa a agir, na prática, como uma extensão ou parte integrante do governo municipal.
Quem deveria fiscalizar, não pode se aliar. A sociedade civil espera que entidades como o Rotary atuem como cães de guarda dos recursos públicos, e não como aliadas silenciosas da gestão de turno.
Essa postura complacente deixa a comunidade órfã de fiscalização e joga uma mancha sobre o lema rotariano de “Dar de si antes de pensar em si”.A educação pública do nosso município não pode ser tratada como moeda de troca política ou espaço de omissão.
A retirada de Izilda Sampaio é um desserviço que exige retratação e um posicionamento firme de todos os rotarianos que ainda acreditam na verdadeira missão da ordem: a defesa intransigente da sociedade.
Décio Petrônio – Advogado






Seja o primeiro a comentar