Por Rinaldo Remígio*
Semana passada, deparei-me com uma postagem do meu amigo jornalista Júnior Finfa — editor do Blog do Finfa atento e sensível às causas do nosso Sertão — que merece não apenas leitura, mas reflexão. Ao relatar uma cirurgia bem-sucedida realizada no Hospital Regional Emília Câmara, ele foi além da notícia: fez um registro de gratidão.
E, em tempos em que se cobra muito — e, por vezes, se reconhece pouco —, esse gesto ganha um valor ainda maior.
Ao descrever sua experiência, destacou com propriedade aquilo que, muitas vezes, passa despercebido aos olhos mais apressados. Falou da direção, dos médicos, dos enfermeiros, dos auxiliares de enfermagem, da equipe de limpeza… enfim, de todos que, de forma integrada, constroem diariamente o funcionamento daquele centro de saúde regional. Em suas palavras, um “atendimento exemplar, marcado pelo zelo, pelo profissionalismo e, sobretudo, pela humanização”.
Confesso: vejo esse depoimento com grandeza.
Saber reconhecer, valorizar e ser grato é, sem dúvida, uma das mais nobres virtudes humanas. E quando esse reconhecimento parte de alguém que vivenciou de perto o cuidado — que sentiu na pele a dedicação de uma equipe — ele ganha ainda mais legitimidade.
O amigo Júnior foi feliz não apenas no conteúdo, mas na forma. Ao citar nomes, ao mostrar o ambiente, ao dividir sua experiência com outros pacientes, ele deu rosto e identidade a um trabalho que, muitas vezes, permanece anônimo. E isso faz toda a diferença.
Porque por trás de cada procedimento bem executado, há uma cadeia silenciosa de esforços: há quem prepare, quem cuide, quem limpe, quem organize, quem acolha. Há, sobretudo, pessoas que escolheram servir.
Nossa reflexão, portanto, se impõe.
Nós, enquanto usuários — seja de serviços públicos ou privados —, tendemos a cobrar com rigor, a criticar com rapidez, a apontar falhas com precisão. E isso é legítimo. Mas é igualmente necessário reconhecer quando o serviço funciona, quando o cuidado é digno, quando o profissionalismo se impõe.
O Hospital Regional Emília Câmara, pelo que foi relatado, mostra que é possível fazer bem feito. Que é possível oferecer saúde com qualidade e, ao mesmo tempo, com humanidade.
Parabéns, meu amigo Júnior.
Que o seu depoimento sirva de exemplo — não apenas para enaltecer quem faz o certo, mas também para nos ensinar que reconhecer o bem é, também, uma forma de contribuir para que ele se multiplique.
*Professor universitário aposentado, administrador, contador e mestre em economia!







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