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‘Falhas no projeto original do Pátio da Feira’ faz todas as promessas da gestão Alesandro Palmeira cair por terra

Por: Pedro Araújo – Blog PE Notícias

O saudoso prefeito José Coimbra Patriota Filho (in-memoriam), anunciou próximo ao final do seu mandato, o projeto do Pátio da Feira, na área da Estação Ferroviária, no dia 1º de dezembro de 2016. A obra orçada originalmente em R$ 1.414.334,22, teve início em junho de 2018 e a previsão para entrega seria no dia 21 de setembro de 2022. Depois disso, já empregaram tantos aditivos nessa obra que ninguém deve saber mais o quanto está custando ou o quanto já custou até os dias de hoje.

O programa Manhã Total, da Rádio Pajeú FM, dentro do Debate das Dez, da última quinta-feira (02), e que tem à frente o comunicador Nill Júnior, recebeu o prefeito Alesandro Palmeira, que falou sobre a paralisação da obra do referido e tão propalado Pátio da Feira.

O tema voltou ao debate após críticas feitas pelo comunicador, sobre à situação do espaço, com o mato tomando de conta e a demora na entrega à população. Em resposta, o prefeito reconheceu “falhas no projeto original”, apontando problemas como a ausência de drenagem adequada, além da falta de banheiros e de iluminação externa.

“Mas se a equipe gestora reconheceu essas falhas no projeto original, porque gastaram tanto dinheiro público se a obra não iria sair do papel nem tão cedo? Quem deveria ressarcir o município com o que já foi gasto? Afinal o dinheiro público que foi para o “ralo” até agora, não volta mais. Sem falar que até hoje nada foi concluído, só o meio-termo. O gestor disse que a obra vai ser entregue, mas antes terá que fazer uma nova licitação para contratar uma empresa que queira concluir o Pátio, mas isso leva tempo até a homologação”.

Será que jogaram dinheiro público pelo ralo assim? Sem que nenhum órgão fiscalizador tenha chamado a atenção dos responsáveis para orientá-los dos erros existentes desde do seu início? Muitas coisas ainda faltam explicações senhor prefeito, não é só chegar numa emissora de rádio, dizer o dito pelo não dito e daí ficar tudo certo…não, pra não causar desconfiança, leve onde for as planilhas de custos, receitas e despesas de medição mediante pagamentos as empresas que antes estiveram à frente dos serviços, estas receberam alguns recursos do município? Ou não?

O gestor ainda explicou ao programa, que as inconsistências exigiram alterações no projeto para garantir a viabilidade da obra. Ele também destacou que já houve distrato com a terceira empresa responsável (terceira), e que um novo processo licitatório está sendo aberto para dar continuidade aos serviços. Alesandro Palmeira só não explicou o porquê de uma empresa “enrolada”, como uma tal de Realiza, que deixou alguns comerciantes e trabalhadores vendo navios com as suas enganações por quase toda cidade. Muitos dizem que houve conivência das autoridades constituídas, que assinaram diversos aditivos, diversos contratos de prestações de serviços, e só depois de muito tempo, quando estão se enforcando pelo pescoço é que falam em distratos?

Ainda segundo o gestor, com as correções realizadas, especialmente na drenagem, considerado um dos principais desafios, que não será tão fácil sanar, a obra está mais próxima de ser concluída e entregue à população. Mas ainda vão, simplesmente, fazer uma nova licitação, contratar uma nova empresa, onde os preços exigidos não serão mais os mesmos anteriores, e vão tentar, não sabem quando, terminar a obra.

Palmeira, depois de tantas promessas, de tanto procurar datas para inaugurar esse Pátio da Feira, deve até ter tido “vergonha” na Rádio Pajeú, de prometer uma nova data, por receio dos eleitores, e do povo afogadense, que estão com os olhos bem abertos para as falácias do dia a dia.

Segundo as más línguas, que não são poucas pelos quatro cantos da cidade, o gestor vai sair do mandato com o título de prefeito que mais prometeu e pouco cumpriu numa cidade tida por muitos prefeitos, que pela Prefeitura passaram, o privilégio de ter sido homens com a honra no bigode. Naquele tempo um prefeito que prometesse, tinha obrigação de cumprir, nem que fosse do próprio bolso, era para pagar o que prometera, era sua moral como político.

“Como o tempo muda as pessoas, principalmente os políticos. Nós que não notamos…ou nos fazemos que não?”.

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