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Na Fecomércio, Marília Arraes defende pacto entre setor produtivo e trabalhadores para desenvolver Pernambuco

Em sabatina candidata ao Senado apresentou propostas para pequenos negócios, reforma tributária, infraestrutura, tecnologia, emprego e desenvolvimento regional

A candidata ao Senado Marília Arraes (PDT) defendeu, nesta quinta-feira (17), durante sabatina promovida pela Fecomércio Pernambuco, uma agenda de desenvolvimento que combine competitividade, fortalecimento do setor produtivo, geração de emprego e renda e redução das desigualdades regionais. Diante de representantes do comércio, serviços e turismo, Marília colocou o diálogo permanente com empresários e trabalhadores como uma das bases de sua atuação no Senado.

“São setores que movimentam a nossa economia, empreendem, geram emprego e renda e precisam dessa interlocução institucional. Quero manter esse diálogo durante todo o mandato, porque o Brasil cresce quando quem produz tem condições de investir e o trabalhador tem renda para consumir”, afirmou.

Entre as prioridades, Marília defendeu a atualização do Simples Nacional, com mecanismo permanente de correção construído em diálogo com o setor produtivo, além da ampliação do acesso ao crédito para micro e pequenas empresas. Também propôs linhas específicas para digitalização dos negócios e qualificação profissional de jovens para atender às novas demandas do mercado de trabalho.

Na reforma tributária, a candidata colocou a defesa de Pernambuco e do Nordeste como prioridade. Defendeu a revisão do pacto federativo e mecanismos capazes de compensar a perda gradual dos incentivos regionais, garantindo condições para que a região continue atraindo investimentos e gerando empregos. “Precisamos enfrentar as desigualdades regionais. Pernambuco e o Nordeste têm que ter condições de competir, atrair empresas e fortalecer sua economia. Essa será uma discussão central da nossa atuação no Senado”, afirmou.

Questionada sobre a redução da jornada de trabalho, Marília manteve a defesa do fim da escala 6×1, mas destacou a necessidade de uma transição que considere as especificidades dos pequenos negócios, inclusive com medidas tributárias e redução de encargos durante o período de adaptação.
Tecnologia e infraestrutura também tiveram destaque. Marília defendeu a expansão da conectividade no interior, investimentos em ciência, instalação de data centers em Pernambuco e uma regulamentação da inteligência artificial que proteja direitos sem criar obstáculos à inovação. Para os trabalhadores de aplicativos, propôs uma regulamentação que preserve a flexibilidade, mas assegure proteção previdenciária e direitos mínimos.

Na logística, apontou a Transnordestina como prioridade e defendeu articulação permanente entre União, Estado, municípios, bancada federal e setor privado para tirar projetos estruturantes do papel. Também propôs fortalecer aeroportos e aeródromos regionais, ampliando a logística e a interiorização do turismo.

No encerramento, apresentou compromissos na área social e de segurança pública, como a destinação de recursos parlamentares para contribuir com o funcionamento 24 horas das Delegacias da Mulher em Pernambuco e mudanças na legislação para ampliar os recursos destinados aos estados no combate ao crime organizado.

Foto: Crysli Viana

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