Candidato ao Governo de Pernambuco cobra explicações sobre atuação empresarial da adversária e fiscalização do transporte intermunicipal
O candidato ao Governo de Pernambuco e líder da Frente Popular, João Campos, questionou, nesta quinta-feira (17), durante debate promovido pela Rádio Cultura do Nordeste, em Caruaru, a candidata Raquel Lyra (PSD) sobre direitos trabalhistas e sua relação com a Logo Caruaruense, empresa de transporte da família Lyra da qual ela integrou o quadro societário até 2018. A empresa encerrou as atividades em janeiro deste ano, após reportagens apontarem irregularidades na operação, entre elas a falta de vistorias obrigatórias nos veículos. Segundo documentos da Empresa Pernambucana de Transporte Intermunicipal (EPTI), a frota de cerca de 50 ônibus não passava por inspeção desde 2022.
O tema surgiu após João perguntar à adversária sua posição sobre direitos como férias, 13º salário e aposentadoria. Na sequência, o candidato citou processos trabalhistas e débitos relacionados à empresa e questionou a omissão do período empresarial no currículo apresentado por Raquel.
“A candidata falou no debate que Pernambuco conhecia ela, falou do currículo e omitiu a parte enquanto empresária, enquanto a candidata foi por mais de 10 anos dona de uma empresa de ônibus. Porque enquanto esteve como dona da empresa de ônibus não garantiu os direitos trabalhistas, inclusive com condenações na Justiça do Trabalho pelo não pagamento de férias, 13º e trabalhadores trabalhando sem carteira assinada”, afirmou.
Ao ouvir de Raquel que ela teve participação societária na empresa até 2016, João voltou ao tema e citou débitos previdenciários que, segundo ele, estavam relacionados à empresa durante o período em que Raquel integrava o quadro societário.
“Enquanto a candidata era sócia, tem mais de R$ 3 milhões de débitos de previdência, inclusive quase R$ 1 milhão de débitos recolhidos dos trabalhadores e não transferidos para a Previdência. É importante dizer ao povo de Pernambuco por que omitiu a parte empresária e, como empresária, cometeu essas ações”, questionou.
O candidato também ampliou a cobrança para a fiscalização do transporte intermunicipal durante o período em que Raquel esteve à frente do Governo de Pernambuco. João questionou quantas fiscalizações foram realizadas nos veículos da empresa da família da candidata enquanto ela era governadora.
“Quantas fiscalizações foram feitas nos ônibus da empresa da sua família enquanto você esteve como governadora? Fiscalizações ordinárias que a própria agência, com todas as suas dificuldades, tem que fazer, e nas outras prestadoras de serviço”, afirmou.
Ao encerrar o embate, João reforçou que o histórico dos candidatos deve ser conhecido pelos eleitores. “Eu estou falando desse assunto porque é muito importante você conhecer de verdade as candidaturas, conhecer a história de cada um, o que cada um fez. Vocês percebem que ela disse no debate passado que nunca foi sócia de um negócio. Ela foi sócia dessa empresa. Tem processos muito graves que respondem, que já foram julgados na Justiça e que condenaram a empresa. Agora você tem que saber a verdade, saber a verdade para poder escolher quem pode fazer mais por Pernambuco”, afirmou.



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