ABNEGAÇÃO
A “Agenda Reforma Íntima – Exercitando a Caridade”, editada pela Editora Auta de Sousa no corrente ano sugere para um dos meses o desenvolvimento de “Abnegação, Renúncia e Solidariedade”. Hoje pretendo fazer nossa reflexão sobre a primeira atitude.
Para reforçar o poder e a força da abnegação transcrevo três frases a ela dedicadas, com os respectivos autores: “Há almas assim, que Deus apura no crisol da abnegação, e forma para se derramarem como a luz, o ar, o perfume, de José de Alencar; A abnegação traz a verdadeira transformação e conversão, não apenas uma adesão ou convencimento, de Anderson Cássio de Oliveira e A mulher, quando ama, tem heroísmos e abnegações de que o homem – o ser mais egoísta do reino animal – é incapaz., de Camilo Castelo Branco.”
Enquanto ação a abnegação pode ser entendida como uma renúncia em favor de outra pessoa ou de uma causa, abandono voluntário dos seus próprios interesses e virtude com estreita relação com altruísmo, desprendimento e superação do egoísmo. Um dos exemplos práticos em nossa vida cotidiana encontro a postura das mães em relação aos filhos. Muitas vezes são tão abnegadas com a formação de filhas e filhos que praticamente abdicam dos seus direitos.
Nos deparamos com uma invocação que exige abnegação total na frase de Jesus encontrada em Lucas 9:23: “Se alguém quiser acompanhar-me, negue-se a si mesmo, tome diariamente a sua cruz e siga-me.” Com ela o Redentor diz com clareza as condições únicas para sermos seguidores dele em plenitude, não há meio termo.
Como exemplos práticos de ações em que a abnegação se faz presente podemos citar, entre outros, o trabalho voluntário; a escuta empática e o desapego material. Este último exemplo encontra eco em teses do budismo que nos remete à renúncia práticas egoístas em busca de iluminação.


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