ONDE NÃO DEVEMOS VOLTAR
Recebi em um Grupo de Amigos texto que apontava os locais que não devemos voltar por terem as seguintes características: “Não fomos aceitos, ampliam nossas fraquezas e neles fomos infelizes”. Cabe esclarecer previamente que o gesto de evitar tais ambientes não nos coloca no rol dos reféns de medos ou dos que praticam a omissão deliberadamente, mas que nos protege via autovalorização.
Muitas vezes, talvez com a intenção de apresentarmo-nos como pessoas fortes, insistimos em sermos aceitos e subestimamos nossas fraquezas e infelicidades. Isto, de acordo com a lógica inicialmente citada, é um erro a ser evitado. Seguir no sentido contrário é bater em portas fechadas e deixarmos de caminhar em busca das portas abertas que insistimos em não ver por teimosia.
Com sua sabedoria infinita Jesus sugere aos seus discípulos, em Matheus 10:14, o seguinte: “E, se ninguém vos receber, nem escutar as vossas palavras, saindo daquela casa ou cidade, sacudi o pó dos vossos pés.” Percebe-se com clareza no texto que o Redentor recomenda o afastamento do ambiente hostil e o caminhar em direção aos locais onde sua mensagem é aceita, respeitada e não causa desconforto ao mensageiro.
Cabe ressaltar que caso aconteça uma mudança no ambiente quanto ao nosso acolhimento e nossa importância a harmonia local nunca devemos deixar de darmos nossa contribuição. Nestas hipóteses as portas antes fechadas encontram-se abertas e por elas devemos passar. Para isto precisamos usar a flexibilidade para trilharmos caminhos antes infestados de obstáculos, sendo felizes.
Defendo, contudo, a preservação da nossa dignidade. Insistir na permanência onde não somos aceitos é deixar nossa autoestima mas mãos de terceiros e não legitimarmos nossas forças onde são requeridas. O termo “Só entro onde me cabe”, tem perfeita adequação, assim penso.


Mandou bem!
José Monteiro da Silva, meu avô materno, piauiense que não negava as origens, dizia sempre: “Sou de cera, só quero quem me queira.”