O laudo elaborado por médicos da Polícia Federal que avaliaram Jair Bolsonaro (PL) aponta que o quadro de saúde do ex-presidente demanda cuidados, mas que ele tem condições de permanecer na Papudinha, onde cumpre pena de 27 anos e 3 meses de prisão pela trama golpista.
A realização da perícia médica foi determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e vai embasar decisão do magistrado sobre um pedido da defesa do ex-presidente, que solicita aconcessão de regime domiciliar para Bolsonaro por razões humanitárias.
A avaliação no ex-presidente foi feita no dia 20 de janeiro. Conforme o relatório médico, entre os cuidados que precisam ser observados, estão o controle rigoroso de pressão arterial, hidratação adequada, dieta fracionada, acesso a exames laboratoriais e de imagem periódicos, e uso contínuo de aparelho para o tratamento da apneia do sono e ronco (CPAP).
O documento afirma que essas medidas são compatíveis com o ambiente carcerário em que Bolsonaro se encontra.
E que as comorbidades apresentadas por Bolsonaro “não ensejam, no momento, necessidade de transferência” para um hospital. De acordo com os médicos, Bolsonaro tem:
- hipertensão arterial;
- síndrome de apneia obstrutiva do sono grave;
- obesidade clínica;
- aterosclerose sistêmica;
- doença do refluxo gastroesofágico;
- lesões na pele;
- aderências intra-abdominais.
Em relação à possibilidade de quedas e episódios de confusão mental em razão de medicamentos, os peritos da PF afirmam que há risco de eventos desse tipo caso o ex-presidente fique em local sem observação contínua e sem pronta resposta médica.
Os médicos afirmam, no documento, que, em parceria com a Secretaria de Saúde do DF, foram disponibilizados para Bolsonaro na Papudinha um médico e uma unidade de saúde avançada do SAMU com enfermeiro, “ambos com escala de rodízio de 24 horas”.












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