Por Nill Júnior
Desde a chegada de Adelmo Santos há um ano na Secretaria de Meio Ambiente de Afogados da Ingazeira, a esperança têm dado lugar ao ceticismo.
A essa altura já teríamos projeto para a questão dos cães de rua, pauta extremamente complexa, e de uma política de plantio de mudas e manutenção das árvores existentes na área urbana.
A impressão é de que nem uma coisa nem outra. Os cães e gatos seguem sem uma política adequada. É muito pior que enxugar gelo.
No tocante à política urbana de ampliação da nossa área verde, a coisa só piora. A cada dia, aumentam notícias de árvores podadas radicalmente ou arrancadas. Na contramão, não há uma notícia de punição ou determinação de replantio. Se abre um precedente perigosíssimo.
Essa semana, podaram árvores sob alegação de que bêbados ou jogadores de baralho ocupam suas sombras. Em outro registro, a árvore acolhia alunos da rede pública e sofreu uma poda radical. Imagine se a moda pega…
Afogados tem perfil para coleta seletiva de lixo, reduzindo os resíduos sólidos e gerando renda, numa arrumação entre governo, sociedade e associações de catadores. Mas, nada…
Não há fatos que me mostrem pra quê a Secretaria foi criada e o porquê da sua posse, salvo algumas poucas ações incipientes.
Caso o problema seja falta de estrutura e condições pelo gestor Sandrinho Palmeira, um conselho: peça pra sair. Não vale a pena queimar um quadro tão importante, histórico e das lutas por muito do que acreditamos.
E olha que nem falei na desorientação espacial no caso da Barragem de Zé Mariano…




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