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Serra Talhada: Motorista de lixo denuncia precariedade e atraso de benefícios. “Estamos trabalhando como escravos” 

Por: Júnior Campos

Um motorista de compactador de lixo que presta serviço à Prefeitura de Serra Talhada denunciou, via mensagens de WhatsApp, a situação de abandono enfrentada por trabalhadores da coleta de resíduos na cidade. Segundo o profissional, que pediu para não ter o nome divulgado, os funcionários atuam em condições precárias, com veículos superlotados, pneus desgastados e sem previsão de pagamento de benefícios.

“Todos andam acima do peso normal, colocando a nossa vida em risco. Se um pneu desse estoura na estrada, só Deus na causa”, alerta o motorista, referindo-se à sobrecarga dos caminhões compactadores. Ele afirma que os veículos circulam com excesso de peso, o que acelera o desgaste dos pneus, comprometendo ainda mais a segurança dos condutores e garis.

Ainda segundo o relato, os garis estão há mais de um mês sem receber a cesta básica benefício no valor de R$ 150, pago pela empresa prestadora de serviços, contratada pela gestão municipal. “Até agora os garis não receberam a cesta básica do mês passado. É uma esmola de R$ 150, e até agora nada”, denuncia.

A situação se estende também aos motoristas. “A gente nunca sabe quando vai receber. Não tem data certa, nem carteira assinada, nem décimo terceiro. É sempre assim, a gente trabalha como escravo”, desabafa.

O trabalhador também critica o lema institucional do serviço de limpeza urbana. “O lema é tirar o lixo da rua, e nós motoristas ficamos como? Se acontecer um acidente, Deus nos livre de uma hora dessas…”, escreveu, demonstrando preocupação com a integridade física da equipe diante do descaso.

Além dos riscos e do atraso em benefícios, o motorista aponta a falta de transparência nos registros de operação.

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