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Homenagem do poeta Diomedes Mariano

Sebastião Dias Filho, Sebastião Dias ou simplesmente Sebastião. Meu compadre, meu padrinho e ao mesmo tempo meu parceiro de tantos festivais e de tantas cantorias.

A última delas justamente essa primeira foto, no último dia 18/11 no sítio Serrote Verde.

Eita compadre nem imaginávamos que seria nosso último encontro.

Tantos velhos amigos estiveram conosco e fizeram questão de tirar fotos com você, fazer mais um registro da sua presença numa região onde você sempre reinou com seu talento, sua capacidade e sua alegria. Sempre solicito com todos e os atendendo com carinho.

Saiu da cantoria ainda quando eu estava desmontando o som, porque precisava viajar cedinho para Ouro Branco sua terra natal. Se tivéssemos o poder de prever as coisas, talvez tivéssemos demorado mais tempo juntos. Imagino como deve está o jovem Caio Vinícius que teve a oportunidade de cantar um baião com você pela primeira e única vez, o que certamente enriquecerá suas lembranças e seu currículo.

Por aqui ficamos com a tristeza e a saudade que se juntarão a certeza de que a poesia perde um dos seus mais completos e talentosos vates. Continuarei meu compadre e padrinho recitando suas estrofes e seus trabalhos com o mesmo brilhantismo com que sempre fiz, ciente de que a obra eterniza o autor.

Segue na luz e abrilhanta esse grupo de vates que já está no plano celestial.

Gratidão 

Um dos mais iluminados,
Que fez da arte uma escola,
Fez ponteando a viola,
Versos diferenciados,
Encantava os convidados,
Em todo evento que ia,
Colocava onde queria,
Rimas com cheiro de rosa,
A voz mais melodiosa,
Das vozes da cantoria.

Diomedes Mariano, 03/12/2023


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