A Polícia e o Ministério Público estadual prometem para hoje elucidar o assassinato do promotor Thiago Farias Godoy, 36 anos, ontem, em Itaíba. Seja qual for esse desfecho, o debate que se abre agora é quanto às condições de trabalho do MP no Estado.
É inadmissível, por exemplo, que um promotor atuando numa região conflituosa como a de Itaíba e Águas Belas, cidades-irmãs e extremamente violentas, não tenha seguranças nem tampouco um carro blindado.
Isso seria o mínimo de segurança que o poder público poderia oferecer. Doutor Godoy, um carioca boa pinta, que chegou ao Estado e aqui se revelou como excelente professor de Direito Cível, foi alvejado com dois tiros de espingarda 12 quando se dirigia para o fórum do município de Itaíba.
A Polícia trabalha em duas linhas de investigação, segundo revelou ao blog o procurador-geral de Justiça, Aguinaldo Fenelon. Que não quis, entretanto, adiantar nenhuma delas.
O crime, uma das manchetes do Jornal Nacional, da TV-Globo, teve grande repercussão no País, não só pela sua brutalidade, mas também pela sua forma e pela falta de informação da Polícia.
Uma força-tarefa envolvendo a policia civil, a polícia de inteligência e o MP trabalha no caso prometendo seu desfecho para hoje. O episódio acendeu uma luz amarela no MP.
No Interior, especialmente nos grotões do Sertão, têm muitos promotores e juízes temerosos, alguns inclusive já andando com segurança particular, tudo porque não recebem dos poderes públicos a segurança necessária para o exercício tranquilo da profissão.
Por: Magno Martins


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