O PT de Pernambuco chegou despedaçado em 2013, mas a necessidade de recuperar a unidade está se impondo. A candidatura da presidente Dilma Rousseff à reeleição já foi colocada e, mesmo com feridas ainda abertas, a ordem é ajustar ponteiros para respaldar a pré-campanha. Aliás, o projeto de garantir a ela um novo mandato pode ser o fator que falta para agregar lideranças distanciadas e militantes desestimulados. “Acho que o foco na reeleição de Dilma deve ser o caminho que devemos seguir”, observa a deputada estadual Teresa Leitão. “O diálogo com a sociedade é positivo. É só observar o que mostram as pesquisas”, completa, referindo-se aos números que apontam aprovação do governo e larga vantagem da petista em relação aos concorrentes.
O fato é que de depois de ter perdido a Prefeitura do Recife, num processo que expôs divergências e divisões, o partido está em descompasso com a realidade da disputa presidencial. E o mais complicado é que é justamente de Pernambuco, por meio do governador e presidenciável Eduardo Campos (PSB), de onde partem críticas à presidente. Mas, segundo o senador Humberto Costa, chegou a hora de respaldar a candidatura da presidente.
“É necessário estruturar um palanque. Já tive uma conversa com Rui Falcão (presidente nacional do PT) e ficou decidido que, no próximo encontro da executiva, traçaremos planos para montar o palanque em Pernambuco. Temos que conversar com outros partidos, prefeitos e parlamentares que precisam encontrar no estado a ressonância da aceitação de Dilma em nível nacional”, diz. Ele observa que esse trabalho deve ser desvinculado das rixas locais. Até porque, lembra, a discussão sobre candidatura para governo não há porque ser feita agora, uma vez que dependerá de fatores que só serão definidos em 2014. “É preciso saber se Eduardo será mesmo candidato a presidente, se Armando Monteiro concorrerá ao governo”.



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