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Alepe promove audiência pública para alertar contra riscos da importação de tilápia do Vietnã e proteger a produção estadual

A Assembleia Legislativa de Pernambuco promove, amanhã (quinta-feira, 07.05), a partir das 14h, no Auditório Sérgio Guerra, audiência pública para debater riscos sanitários decorrentes da importação da tilápia do Vietnã. A meta é construir estratégias que protejam a produção local contra a contaminação pelo Vírus do Lago da Tilápia (TiLV), situação que pode dizimar animais e reduzir produtividade, renda e empregos no setor em Pernambuco.

A audiência será conduzida pela Comissão de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural da Alepe, presidida pelo deputado Luciano Duque (Podemos), atendendo a apelo de produtores, prefeituras, empresas de alimentos, órgãos governamentais de fiscalização agropecuária e entidades que representam o setor no estado. A ideia é mobilizar a sociedade e colocar a Assembleia à disposição na busca de medidas que salvaguardem a produção estadual.

Pernambuco ocupa a 10ª posição no ranking nacional de tilápia de cultivo, produzindo 35 mil toneladas anuais e gerando milhares de empregos. Entre os municípios com maior produtividade estão Petrolândia, Floresta, Itacuruba, Belém do São Francisco e Jatobá, este conhecido como “capital da tilápia”, sendo o maior produtor do peixe no Nordeste.

A preocupação sobre os impactos negativos da entrada do peixe do país asiático na cadeia produtiva de Pernambuco está respaldada em restrições já adotadas em outros estados contra a importação que, mesmo com riscos, tem o aval do governo federal.

O governo de Santa Catarina, por exemplo, proibiu a entrada, comercialização e distribuição de tilápia do Vietnã no estado desde dezembro de 2025. A medida foi fundamentada em alertas emitidos, entre outras instituições, pela Universidade Federal daquele estado (UFSC), que opinou pela proibição do peixe vietnamita vivo ou congelado.

Produtores ressaltam ainda que o controle sanitário do Vietnã é desconhecido e a qualidade do produto que tem chegado ao Brasil é baixa, gerando possíveis riscos para a saúde do consumidor.

MOBILIZAÇÃO – A expectativa é que a audiência pública reúna produtores, representantes de prefeituras, empresas, entidades que se relacionam com o setor, universidades e órgãos públicos, a exemplo da Agência de Defesa e Fiscalização Agropecuária do Estado (Adagro), que tem acompanhado e dado suporte ao movimento de proteção à produção estadual. Também são esperados profissionais de pesca e de setores relacionados à piscicultura.

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