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Blog do Finfa - A verdade em forma de notícia

EDUARDO HOMENAGEIA ESTUDANTES SERTANEJOS CAMPEÕES DA OLIMPÍADA BRASILEIRA DE MATEMÁTICA

O governador Eduardo Campos entregou hoje (17) a Medalha do Mérito da Secretaria da Casa Militar a dois estudantes pernambucanos que ganharam ouro na Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP). Os grandes vencedores são Guilherme Bezerra de Barros Melo, da Escola Professor Urbano Gomes de Sá, que fica em Salgueiro, e Gerson Vinicius Rodrigues de Macedo, do Colégio da Polícia Militar de Petrolina.

Durante a solenidade, realizada no Teatro Beberibe do Centro de Convenções, Eduardo lembrou que foi na sua gestão, como ministro da Ciência e Tecnologia do Governo Lula, que a olimpíada foi criada no Brasil. “A OBMEP é um observatório para se medir a educação nos mais diversos municípios brasileiros, bem como um excelente instrumento de avaliação dos professores”, sublinhou. E foi ao som do tema da vitória que Guilherme e Gerson receberam das mãos de Eduardo a distinção.

Veterano da disputa, Guilherme Bezerra, 17 anos, dividiu o mérito da conquista com o apoio encontrado na escola. “Sou orientado desde 2008 por professores de Matemática, seja na Escola Urbano Gomes de Sá ou na Escola de Referência em Ensino Médio de Salgueiro”, reconheceu o garoto do 2° ano, que este ano também conquistou a medalha de prata na Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA) e, no ano passado, conseguiu a medalha de bronze, ficando entre os mil alunos selecionados na Olimpíada.

No currículo de Guilherme também estão outros prêmios na Olimpíada de Matemática: medalha de prata (2008), menção honrosa (2009 e 2010) e medalha de bronze (2011). Já o pequeno Gerson, de apenas 11 anos, arrebatou o 5° lugar geral da OBMEP.  “Sempre gostei de matemática”, simplificou o menino do 6° ano, quando indagado sobre a sua rotina de estudos. Como premiação, os estudantes ganharam a oportunidade de participar de um curso no Programa de Iniciação Científica e uma bolsa no valor de R$ 100 durante um ano.

Além dos dois estudantes, outras 79 pessoas também foram agraciadas com a Medalha da Casa Militar por contribuem para o desenvolvimento do Estado. Falando para esse público formado, majoritariamente, por militares e servidores públicos, o governador destacou ainda alguns dos resultados exitosos obtidos na educação do estado. “Cito como exemplo o Prêmio Nacional de Gestão Pública conferido à escola Estadual Tomé Francisco da Silva, em Quixaba, no Sertão do Pajeú, além do resultado do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), quando em 2011, Pernambuco alcançou a meta estipulada para 2020”, concluiu Eduardo.(Fotos: Aluísio Moreira/SEI)

STF DETERMINA PERDA DE MANDATOS DE DEPUTADOS CONDENADOS POR MENSALÃO

Com o voto do ministro Celso de Mello, o Supremo Tribunal Federal (STF) determinou nesta segunda (17) que os 25 condenados no julgamento do mensalão perderam os direitos políticos e, por consequência, perderão o mandato parlamentar os três deputados federais condenados no processo: João Paulo Cunha (PT-SP), Pedro Henry (PP-MT) e Valdemar da Costa Neto (PR-SP).

A decisão em relação à perda dos direitos políticos foi unânime. No caso da perda de mandato, o resultado foi 5 a 4 – quatro ministros entenderam que, apesar da perda dos direitos políticos, caberia à Câmara deliberar sobre a cassação do mandato. Os demais – que venceram a votação – entenderam que a decisão do Supremo é definitiva e não precisará passar por deliberação da Câmara.

“Ficam suspensos os direitos políticos de todos os réus condenados, e por votação majoritária ficam os réus condenados impedidos do exercício do mandato parlamentar”, declarou o presidente do Supremo, Joaquim Barbosa, ao proclamar o resultado.

Com isso, segundo a determinação do STF, os deputados devem perder os mandatos (que terminariam no começo de 2015) após o trânsito em julgado do processo, ou seja, quando não houver mais possibilidade de recursos. Segundo a decisão do Supremo, a Câmara será notificada para cumprir a decisão.

“A perda do mandato é consequência direta e imediata da suspensão de direitos políticos por condenação criminal transitada em julgado. Nesses casos, a casa legislativa, no caso concreto a Câmara dos Deputados, procederá meramente declarando o fato conhecido já reconhecido e integrado ao tipo penal condenatório”, disse Celso de Mello ao votar.

FOTO É HISTÓRIA

Carnaval na década dos anos 80, no saudoso Aero Clube de Afogados da Ingazeira (ACAI), da esquerda para direita: Milton Godê, Seu Lino da Celpe, sua esposa Angelita, Brasman e Goretti (que trabalhava no BANDEPE), por trás Josemilton da Celpe. Foto enviada por Lino da Celpe, se você possui uma foto antiga, envie para o email: finfa@blogdofinfa.com.br

 

JUCÁ ENTREGA RELATÓRIO DO ORÇAMENTO COM MÍNIMO DE R$ 674,96 EM 2013

O senador Romero Jucá (PMDB-RR) entregou nesta segunda-feira (17) a versão final do relatório do Orçamento de 2013, com salário mínimo de R$ 674,96 para o ano que vem. A proposta original do governo era de aumento do mínimo de R$ 622 para R$ 670,95, mas o cálculo da inflação foi reajustado e o mínimo deve acompanhar. A votação do Orçamento de 2013 no plenário do Congresso está marcada para esta quarta-feira (19).

Nos últimos anos, houve dificuldade para aprovar o Orçamento, mas o texto sempre acabou sendo aprovado antes do recesso parlamentar. Se o Orçamento não for votado, o Congresso não pode entrar em recesso, no dia 22 de dezembro.

De acordo com Jucá, cálculo da inflação em 2012 foi reajustado e, por isso, houve o pequeno aumento no valor do mínimo. O reajuste representará um gasto adicional de R$ 1,360 bilhão, segundo o relator.

“Cumprimos a lei, com o reajuste da previsão da inflação. Por isso esse aumento do mínimo”, afirmou Jucá.

Romero Jucá afirmou ainda nesta segunda que “não foi possível” conceder reajuste maior para o Poder Judiciário do que os 5% propostos pelo Executivo. “Mantivemos o reajuste dos servidores públicos tanto do Judiciário, como do Legislativo e do Executivo em 5%. Tratando todos com equidade”, disse.

DETRAN ABRE VISITAÇÃO A VEÍCULOS APREENDIDOS QUE VÃO A LEILÃO

O Departamento de Trânsito de Pernambuco (Detran-PE) realiza leilão de sete automóveis e 204 motocicletas apreendidos e não retirados pelos proprietários no prazo legal no dia 26 de dezembro, às 9h, no Clube das Águias, em Boa Viagem, Zona Sul do Recife. Os interessados em visitar os veículos que vão ser leiloados tem até a sexta-feira (21) no pátio do leiloeiro, em Jaboatão dos Guararapes, Região Metropolitana do Recife.

O pátio fica na Avenida Duas Unas, s/nº, no bairro de Santo Aleixo, em Jaboatão dos Guararapes, e funciona de 9h às 12h e de 14h às 16h. Entre os veículos estão sucatas e também automóveis que podem voltar a rodar. Esse é o terceiro leilão realizado neste ano. Podem participar pessoas físicas e jurídicas, que devem apresentar CPF ou CNPJ na hora do arremate.

O edital do leilão pode ser obtido no site do Detran. Outras informações podem ser checadas através do telefone (81) 3325.1420.

O FOLCLÓRICO QUEBRA CÔCO


 Estive participando de uma partida de futebol de mini campo ontem na cidade de Tabira, onde o ASA (Associação de Seniors de Afogados da Ingazeira) jogou contra a equipe de Masters do Tabira Campestre Clube, com o placar final de 0 x 0.
A partida teve uma particularidade, o árbitro foi o Sr. Antonio Agostinho de Souza, com esse nome ninguém da região pajeuzeira conhece, agora se falar “Quebra Côco”, nenhum desportista da região desconhece.
A partida transcorria normalmente, como de costume em uma partida de veteranos, sem pancadaria, sem reclamações, até porque o mediador com 24 anos no ramo futebolístico,  mostrava toda a sua capacidade e a experiência de quem defendeu o América Futebol Clube do povoado de Riacho do Gado; em certo momento houve um lance e este blogueiro perguntou: ” seu juiz foi o que, ele rapidamente respondeu tiroi esquinado”, coisas do velho Quebra Côco! (Foto: Júnior Finfa)

ESPAÇO DO INTERNAUTA

A FLOR DO PAJEÚ

Estive há pouco numa cidade que eu ainda não conhecia. Fazia tempo que queria ir até lá, sempre ouvi falar de seus encantos, o clima gostoso, bem frio, em contraste com a região em que está incrustrada – o sertão do Pajeú -, a paisagem, com cachoeiras incríveis, e uma lagoa bem no meio da cidade. Não fica tão longe assim de Recife, onde moro. São 402 km de distância. De carro, 6 horas. Já fui mais longe que isso dirigindo. Mas, embora sempre desejasse ir, faltava oportunidade. Ou faltava decisão.

A cidade faz parte do Circuito do Frio. Eu já tinha ido aos festivais de todas as outras cidades do circuito: Garanhuns, Gravatá, Psqueira, Taquaritinga, para ver a efervecência cultural, as pessoas de diferentes tribos passeando, as propostas diversas, e os shows também. Chegava antes pra ver a cidade ainda calma, mas já entrando num bulício interessante, num movimento ritualístico. A essas cidades também já tinha ido em outros contextos para descansar e descobrir seus recantos preciosos. Faltava Triunfo.

Fui a Triunfo em época de calmaria e pude ver a cidade como ela realmente é. Estava num grupo pequeno – 7 pessoas, das quais 3 ainda não conhecia: um casal e uma amiga deles. Eu me apaixonei completamente pela cidade. Sabe aquele encantamento e a sensação de algo maior crescendo dentro da gente? Foi isso que eu senti. Íamos subindo a serra e meus olhos íam se deliciando, à medida que minha expectativa aumentava. Quando entramos na cidade, parecia que estava entrando em outra dimensão. É uma cidade simples, tranquila, mas há nela uma atmosfera diferente, alguma coisa que ainda não havia sentido em outros lugares aonde fui.

Ficamos numa pousada de freiras, muito conhecida na região, a Pousada Santa Elizabeth. Não é sofisticada, mas extremamente agradável. Um café da manhã que me lembrou os que eu tomava na chácara de minha avó, em Igarassu, onde ela morava, e onde brincava com meus primos, tirando fruta do pé: manga, caju, sapoti, maracujá açú, pitanga, carambola… E araçá. Havia sempre geleia de araçá na casa de minha avó. Quando acordo na primeira manhã em Triunfo e vou com os amigos tomar o café da manhã, encontro aromas e sabores diversos, e entre eles geleia de araçá. Aquele café da manhã tinha o sabor da minha infância.

Fizemos os passeios tradicionais. Fomos às cachoeiras, uma delas, a Cachoeira das Pingas, tem um conjunto de duas quedas: a primeira forma uma piscina e nela tomamos um banho delicioso, a segunda tem uma queda de 50m – do alto, uma cena deslumbrante: avistamos, extasiados, parte do vale do Pajeú; visitamos uma caverna chamada Furna dos Holandeses, conhecemos a gruta de João Neco – uma figura folclórica, que nos recebe carinhosamente de foice na mão; a gruta tem um poço de 20m, com uma água límpida, construído em 1932; fomos também a um engenho onde conhecemos o processo de fabricação desde a chegada da cana-de-açúcar até o processo final com as fornalhas de rapadura e os barris de envelhecimento da bebida, e onde também encontramos uma bodega, para comprar cachaça branca e envelhecida, licor de cana e rapadura de diversos sabores; fomos ao Pico do Papagaio, a 1.260m de altura – o teto de Pernambuco, com um mirante natural de beleza indescritível; compramos café torradinho na hora (o sabor do café moído e torrado na hora e adoçado com rapadura não tem igual); fizemos todas as trilhas a bordo da rural de seu Antônio e, por último, passeamos de teleférico. Enfim, vivemos nosso momento de turistas.
Mas, depois disso, fui andar pela cidade, subindo e descendo as ruas, sentando nas praças, conversando com as pessoas, sempre muito hospitaleiras e amáveis. Numa noite, assisti a um festival de repente, promovido por um bar local e que aconteceu no meio de uma praça superaconchegante. Fiquei um tempo sentada em frente à lagoa, agasalhada do frio de 14º. Aquela paisagem me pareceu mágica. Fiquei pensando que parte dessa magia se devia àquela água, geradora de vida, como toda água, em sua fecundidade emergente.

Sonhei com um lugar assim para morar. Talvez futuramente…

Mas outra coisa também me passou pela cabeça, em meio aos devaneios: por que passei tanto tempo para ir a um lugar a que há muito desejava ir e que, realmente, me proporcionou tantos bons momentos, a ponto de desejar revivê-los e fazer planos com eles? Por que adiamos certas coisas em nossas vidas? Não estamos prontos? Não é o momento? Temos outras coisas mais importantes para fazer?

O interessante é que tomei a decisão de ir num impulso. Não tinha planejado tudo. Apenas deixei acontecer. Numa noite, conversando com amigos, soube que iriam a Triunfo. Comentei: “tenho tanta vontade de conhecer!”. Eles me perguntaram: “Por que não vai com a gente?”. E eu disse: “Por que não?”. E fui.

Algumas vezes precisamos desses impulsos. Não quero dizer que devemos ser irresponsáveis. Mas não podemos planejar 100% a nossa vida. Nem é saudável isso. Às vezes é preciso deixar fluir, apenas permitir que as coisas aconteçam. É preciso correr o risco de ser feliz. Nietzsche nos segreda algo importante: “é preciso perder-se quando queremos aprender algo das coisas que nós próprios não somos”. Será o medo da descoberta, do novo, e do novo em nós, o que nos impede de nos lançar mais na vida?

Podemos ter duas posturas antagônicas diante de nossos sonhos, desejos, aspirações: ir atrás deles, com energia e paixão, ou deixar que eles escorram por entre os dedos, como água a descer pelo ralo. Talvez, entre tantas sensações terríveis que é possível ter, a que sentimos ao perceber que perdemos a oportunidade de fazer algo que verdadeiramente amamos é a mais doída.

Woddy Allen, no filme Crimes e Pecados, diz uma fala que me fez pensar: “somos a somas de nossas decisões”. Sejamos, então, como propõe Pessoa, grandes por sermos inteiros, por colocarmos tudo de nós em cada coisa que fazemos, por nos permitir arriscar e crescer, por desejar e buscar sermos felizes, por saber manter nossa essência, na medida em que buscamos novas cores para nossa existência, já que, como nos diz Clarice Lispector: “sou sempre a mesma, mas com certeza não serei a mesma para sempre”.

Por: Ana Paula Sobreira
Recife-PE

BRASIL TEM TAXA DE DIVÓRCIOS RECORDES EM 2011, DIZ IBGE

 Em 2011, o Brasil registrou a maior taxa de divórcios desde 1984, quando foi iniciada a série histórica das Estatísticas do Registro Civil, divulgada nesta segunda-feira (17) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O número de divórcios chegou a 351.153, um crescimento de 45,6% em relação a 2010, quando foram registrados 243.224.

Segundo o IBGE, foram 2,6 divórcios para cada mil habitantes de 15 anos ou mais de idade, contra 1,8 separações em 2010.

Conforme a pesquisa, um dos fatores foi a mudança na Constituição Federal em 2010, que derrubou o prazo para se divorciar, tornando esta a forma efetiva de dissolução dos casamentos, sem a etapa prévia da separação.

Com isso, houve uma queda de três anos no tempo médio transcorrido entre a data do casamento e a da sentença de divórcio desde 2006 – de 18 anos para 15 anos.

Em 2011, a maior proporção de dissoluções ocorreu em casamentos que tinham entre 5 e 9 anos de duração (20,8%), seguida de uniões de 1 e 4 anos.

Além disso a proporção do divórcio por via administrativa, possível aos casais sem filhos, passou de 26,8%, em 2001, para 37,2%, em 2011.

A idade média ao divorciar diminuiu para homens e mulheres entre 2006 e 2011. De 43 anos para 42 anos no sexo masculino, e de 40 para 39 anos no feminino.

CRÔNICA DO ADEMAR

ESCALAÇÃO DIFÍCIL

A cada ano tem sido maior a dificuldade para que prefeitos eleitos escalem seus times, os motivos são diversos.

Como assumir um cargo de confiança no setor público é sinônimo de ser taxado de corrupto, por munícipes que embaladas nas publicações sobre desvios de recursos públicos generalizam sem qualquer pudor, muitos rejeitam os convites recebidos. Preferem ficar do lado que atira pedras, ser vidraça é uma árdua missão.

As forças políticas que ajudam na hora da eleição muitas vezes indicam afilhados sem habilidades suficientes para desenvolver um trabalho confiável o que impossibilita os eleitos em comprar a indicação.

As responsabilidades trazidas a relevo pela legislação e as ações do Ministério Público também afastam muitos candidatos aos cargos disponíveis uma vez que exageros existem e suportar a exposição não é nada fácil.

A remuneração e a comprovada falta de comprometimento de alguns funcionários formam barreiras que inibem a entrada de outro contingente que teme ser responsabilizado por falhas sobre as quais não teve ingerência, mas, que pela amplitude do cargo caberia total controle sobre as ações desenvolvidas.

Os vícios presentes na gestão pública, associados com as falhas da legislação e a ação de fraudadores profissionais é outro fator que espanta profissionais habilitados.  O temor de serem envolvidos em situações desagradáveis é maior que a disposição de servir ao município.

Setores da imprensa, muitas vezes bancados por grupos opositores, que se acham acima do bem e do mal aparecem como força inibidora da participação de funcionários de carreira. Tais servidores assistiram a exposição gratuita de pessoas honestas. Em muitos casos, após apuração dos fatos, nada ficou comprovado porque nada de irregular havia. A indústria do denuncismo irresponsável tem contribuído pouco para sanar os problemas da gestão pública.

Diluir estas dificuldades e transformar os cargos em algo atrativo é a primeira grande missão dos eleitos. Os resíduos acima e outros não lembrados estão emperando a máquina dos municípios, removê-los é preciso.

Por: Ademar Rafael Ferreira