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FOTO É HISTÓRIA

O Santa Cruz de Ninô de Afogados da Ingazeira no ano de 1972, da esquerda para direita: Ninô, Marinho, Neneca, Oliveira, Miranda, Quinca, Lequinho (in memorian), Davi de Vidinho, Deinha (in memorian) e Branco de Otavio (in memorian); Agachados: Zumbinha, Dida Moura, Goguinho, Edson Pilão, Marcos Porroia (in memorian), Nena Cana (in memorian) e Boiba. Se você possui uma foto antigo, envie para finfa@blogdofinfa.com.br

MAIS DOIS RÉUS DO MENSALÃO ENTREGAM PASSAPORTES AO STF

Condenados no julgamento do mensalão, Simone Vasconcelos e Jacinto Lamas entregaram seus passaportes nesta segunda-feira ao STF (Supremo Tribunal Federal).

Até agora, sete réus deixaram os documentos atendendo a determinação do relator do caso, Joaquim Barbosa, para evitar a fuga dos 25 réus que foram considerados culpados. O pedido de apreensão dos documentos foi solicitado pelo procurador-geral da República, Roberto Gurgel.

O prazo para a entrega do passaporte termina amanhã para todos os réus. Os condenados também foram incluídos, a pedido de Barbosa, na lista de “procurados e impedidos” da Polícia Federal nos postos de fronteira, já que só podem sair do país com autorização do Supremo.

Além de Simone e Lamas, também deixaram por meio de advogados os passaportes o ex–ministro José Dirceu; ex-deputado Pedro Corrêa (PP-PE); o advogado Rogério Tolentino, ligado ao empresário Marcos Valério; e João Claudio Genu, ex-assessor do PP. Marcos Valério, operador do mensalão, já não está com seu documento desde 2005, quando o enviou ao Supremo.

Ao longo dos últimos três meses, os 25 dos 37 réus do mensalão foram condenados pelo STF pela participação no mensalão.

MULHER MORRE À ESPERA DE ATENDIMENTO HO HUOC, NO RECIFE

 Uma paciente do Centro de Oncologia do Hospital Universitário Oswaldo Cruz (Huoc), no Recife, morreu à espera de atendimento, dentro de um táxi, na manhã desta segunda-feira (12). De acordo com parentes da empregada doméstica Tânia Maria Gomes, de 58 anos, ela faleceu após ficar sem acesso à unidade de saúde durante 20 minutos – não havia médicos nem maqueiros para lavar a paciente para dentro do hospital.
O diagnóstico do câncer de fígado de Tânia foi dado há três meses, quando começou o tratamento no Huoc, que é administrado pela Universidade de Pernambuco (UPE). De acordo com o genro da paciente, Sérgio Paulino, há cerca de 20 dias Tânia tinha voltado para casa no bairro de Areias, Zona Oeste do Recife. “Quando ela saiu, falaram que assim que ela passasse mal, pelo quadro em que se encontrava, tinha que vir para o hospital direto. E foi o que a gente fez”, contou.

O táxi que trazia Tânia chegou ao Huoc às 6h, de acordo com a família. Depois de 20 minutos de espera, foi verificado pelos parentes que ela havia perdido os sinais vitais. A partir daí, foram quase duas horas até chegar um médico para confirmar a morte e retirar do corpo do táxi. “A gente fica correndo o hospital, fui ao setor de plantão, mas não conseguia médicos. Quando uma médica chegou, ela disse que quem tinha que ver a situação era o médico dela. Só uma médica que estava estacionando o carro veio e confirmou o óbito, às 8h15”, comentou o genro da vítima.

Paciente não foi atendida e morreu, no estacionamento.

A polícia foi acionada e chegou ao local por volta das 8h20, ajudando nos procedimentos de retirada do corpo, que seguiu para o necrotério do Oswaldo Cruz. “O tempo em que ela estava dentro do hospital, em tratamento, foi bom. Quanto foi no setor de emergência, foi uma tragédia. Foi uma falta de respeito quando ela faleceu. Vamos entrar na Justiça, pela memória dela”, concluiu Sérgio Paulino.

Em nota oficial, o Hospital Universitário Oswaldo Cruz informou que a direção tomou conhecimento do fato através da imprensa, mas adiantou que vai apurar os fatos com todo rigor para identificar e punir os culpados.

GOVERNO ANUNCIA MEDIDAS PARA MELHORAR ATENDIMENTO NO OSWALDO CRUZ

O secretário de Ciência e Tecnologia do Estado, Marcelino Granja, informou, na manhã desta segunda-feira (12), que vai conversar com o Tribunal de Contas do Estado (TCE) para viabilizar, em caráter de urgência e como exceção, a volta dos plantões extras no Hospital Universitário Oswaldo Cruz, em Santo Amaro, área central do Recife. Na manhã desta segunda, médicos e enfermeiros do Hospital saíram em passeata pelas ruas da cidade para pedir melhorias no HUOC.

A volta dos plantões extras seria uma solução temporária enquanto não é feita uma seleção para ocupar os cargps pendentes. A seleção simplificada iria contratar 265 profissionais de sáude, entre níveis superior e médio. Além dessa seleção, haverá um concurso para a contratação de 95 médicos.

Granja informou que uma será montada uma consultoria no Oswaldo Cruz para elaborar um plano de reforma para os prédios do hospital. A estimativa é que a reforma dos 15 prédios custe aproximadamente R$ 21,5 milhões.

Mergulhados em problemas distintos, mas de causas semelhantes – histórica falta de recursos, gerenciamento pouco moderno e estreita política de pessoal –, os quatro hospitais universitários públicos de Pernambuco estão diante de momento crucial: mudar o modelo de gestão e se impor como referência em assistência e formação para brigar por orçamentos maiores que restituam a função de cuidar dos doentes mais graves.

‘PREFEITOS PRECISAM FAZER MAIS COM MENOS”

 Ao abrir o seminário Novos Desafios – um olhar moderno na gestão das cidades, o presidente do PTB de Pernambuco, senador Armando Monteiro, alertou que os prefeitos eleitos ou reeleitos têm a missão de “fazer mais com menos”, a partir de 1º de janeiro de 2013. Para isto, enfatiza, precisarão se apoiar em ferramentas modernas de gestão, “que podem ajudar extraordinariamente os municípios, sobretudo neste contexto de dificuldades”.

Na presença de mais de 150 gestores do PTB e de partidos aliados, entre prefeitos, vices e secretários municipais, Armando Monteiro também apoiou os movimentos de mobilização realizados para reclamar da União algum tipo de compensação pelas perdas da arrecadação de receita, ocasionados pelas medidas econômicas do Governo Federal. Ele também defendeu a redefinição do Pacto Federativo – tema que vem merecendo a preocupação do governador Eduardo Campos – e elogiou o modelo de gestão adotado pelo Governo de Pernambuco, que tem promovido transformações estruturais, o que permitirá ao Estado “um salto maior nas próximas décadas”.

Leia abaixo trechos do discurso de Armando Monteiro na abertura do seminário:

“Pernambuco vive um momento extraordinário”

Armando Monteiro – “A visão do PTB não deve e não poderia ser isolada. O PTB se situa dentro de um conjunto de forças políticas, portanto, nós estaremos bem na medida em que possamos oferecer uma contribuição ao fortalecimento desse conjunto. E o balanço das eleições evidencia de forma clara que o povo de Pernambuco se alinha com esse projeto político-administrativo que está em curso em Pernambuco e que tem proporcionado tantos resultados, com resultados muito expressivos do ponto de vista socioeconômico. Pernambuco vive um momento extraordinário, um momento de dinamismo, um momento em que é palco de um processo de transformações, inclusive transformações estruturais porque o Estado está, sem nenhuma dúvida, se preparando para dar um salto ainda maior nas próximas décadas. Pernambuco relança de forma muito expressiva a sua economia industrial e veja que isso ocorre num momento em que o Brasil, de certo modo, perde posição relativa na indústria, alguns falam inclusive num processo de desindustrialização e, na contramão dessa tendência do Brasil, Pernambuco, pelo contrário, relaça a sua indústria, e por isso mesmo nós vamos, nos próximo anos, experimentar um processo de crescente participação da indústria no conjunto da economia de Pernambuco, que vai representar uma força muito importante no sentido de podermos promover mudanças estruturais”.

 “Prefeituras enfrentam dificuldades”

Armando Monteiro – “É neste contexto que nós então vamos hoje conversar sobre gestão. Eu sei que neste momento os municípios se debatem com grandes dificuldades. No Brasil, infelizmente, a maioria dos municípios não têm receitas próprias expressivas. Em grande medida, sobretudo no Nordeste, vivem ainda de repasses de transferências federais, o que significa dizer que agora, quando nós temos uma queda desses repasses, as prefeituras enfrentam dificuldades extraordinárias. Mas é evidente que tudo o que vem acontecendo em Pernambuco nos aponta a perspectiva de que o Estado possa promover uma interiorização do desenvolvimento. Nós estamos criando novos polos de desenvolvimento no interior de Pernambuco, e o efeito disto vai ser efetivamente a ampliação da base econômica de Pernambuco, o que seguramente trará impactos muito positivos para a vida de nossos municípios”.

“Precisamos redefinir o pacto federativo”

Armando Monteiro – “Então, eu diria que este quadro de dificuldades também aponta a necessidade de que os prefeitos, como vem acontecendo, se mobilizem, para reclamar da União algum tipo de compensação, sobretudo a curto prazo, por esta perda de arrecadação, que tem sido realmente muito severa neste último ano. Mas é preciso também que consideremos que nós temos um desafio muito grande, que é aquele que se coloca para os próprios gestores. Há algo que a política, e no plano mais amplo da reivindicação e da mobilização pode produzir, que é esta redefinição do Pacto Federativo. O governador Eduardo Campos tem manifestado uma preocupação muito grande com este tema. O Brasil tem uma federação extremamente desequilibrada. Há uma hipertrofia, uma concentração de recursos que a União detém, sobretudo a partir do momento em que criaram uma série de formas tributação de recursos que não são partilhados com os outros entes de Federação. Só para citar um exemplo, o PIS e a Cofins, que são contribuições que não estão na cesta dos tais impostos partilhados, representam já um número muito expressivo no conjunto da arrecadação. E o PIS e a Cofins ficam apenas na esfera da União. Portanto nós precisamos redefinir o Pacto Federativo, na perspectiva de construirmos uma federação mais equilibrada”.

“Fazer mais com menos”

Armando Monteiro
– “Mas é evidente que esse movimento de desconcentração vai exigir cada vez mais um melhor padrão de gestão dos municípios e nós estamos aqui hoje para falar disso, a necessidade de buscarmos mais eficiência na gestão, o que significa fazer mais com menos, multiplicar os recursos, através de uma ação que não é apenas zelosa e austera, como seria obrigação de todos os gestores, mas sobretudo uma gestão apoiada em ferramentas modernas, que estão aí disponíveis hoje e cada vez mais nós temos uma tecnologia gerencial que está sendo colocada à disposição dos gestores e que podem ajudar extraordinariamente os municípios, sobretudo nesse contexto de dificuldades. É isso o que nós pretendemos com este seminário. Queremos oferecer uma contribuição no sentido de sensibilizá-los, e eu conheço os nossos companheiros que foram eleitos, sei que todos têm uma preocupação muito grande com esse tema, vários já estão tomando iniciativas no sentido de buscar esse suporte externo, inclusive, para apoiar a sua gestão, mas o PTB procura com este seminário oferecer informações de forma mais ampla que possam, de alguma maneira, representar uma contribuição a essa gestão que vai se inaugurar no início do próximo ano. Então eu quero desejar a todos que possam aproveitar esse seminário, estaremos juntos aqui durante toda a manhã”. (foto: Alexandre Albuquerque)