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Eleições 2026: Tebet anuncia saída do governo e diz que conversou com Lula sobre disputa ao Senado

Por Isabella Calzolari, g1 — Brasília

A ministra do Planejamento, Simone Tebet (MDB-MS), afirmou nesta sexta-feira (30) que vai deixar o cargo até 30 de março para disputar as eleições. Tebet disse que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sinalizou que quer que ela concorra a uma vaga ao Senado Federal.

Em 2022, Tebet concorreu à Presidência pelo MDB. Após ser derrotada, ela anunciou apoio a Lula no segundo turno, o que foi considerado um dos fatores para a vitória do presidente. A emedebista ficou em terceiro lugar na votação do primeiro turno, com 4,9 milhões de votos (4,16%).

Governo e oposição tratam a eleição para o Senado deste ano como prioridade e se movimentam para formar chapas competitivas (veja mais abaixo).

“Deixo o Ministério do Planejamento até o dia 30 de março ou quando o presidente definir. O presidente avalia que eu sou importante no processo eleitoral e entende que é importante a minha candidatura. Discutimos com o presidente, começamos a discutir apenas a minha candidatura ao Senado Federal”, disse Tebet a jornalistas após um evento em São Paulo.

“Fizemos alguns raciocínios de onde eu posso cumprir melhor a minha missão. Não fechamos nada, não era o intuito. Ele queria me ouvir. O presidente tem a virtude de nunca impor nada.”

Pela legislação eleitoral brasileira, ministros que desejam disputar eleições precisam se desincompatibilizar — ou seja, deixar seus cargos oficiais — até seis meses antes da votação, 4 de abril.

A ministra afirmou que deve ter uma nova conversa com o presidente na semana que vem e que Lula deve chegar a uma definição até o Carnaval.

Tebet não descartou alterar seu domicílio eleitoral para São Paulo. Ao ser questionada sobre a possibilidade, a ministra lembrou que nomes de peso do governo de Lula estão sendo estudados para disputar cargos no estado.

“Particularmente entendo que São Paulo tem dois nomes de peso relevantes, importantes, que têm condições de performar muito bem, inclusive levar para um segundo turno, que são o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e o vice-presidente, Geraldo Alckmin. Não entramos em detalhes. Estou apenas externando uma mera opinião”, disse.

Ela pontuou que não discutiu cargos ainda.

“Não discutimos mudança partidária, não discutimos cargo, não discutimos nem governo de São Paulo.”

Morre cantor Nilton Cesar, voz de ‘Férias na Índia’ e ídolo do romantismo, aos 86 anos

O cenário da música romântica brasileira perdeu um de seus maiores expoentes nesta quarta-feira (28). O cantor e compositor Nilton Cesar faleceu em São Paulo, aos 86 anos. A notícia foi confirmada pelo locutor Eli Corrêa, da Rádio Capital, amigo pessoal do artista.

​Nilton Cesar estava internado na capital paulista, mas a causa oficial da morte ainda não foi divulgada pela família.

​O fenômeno das “Férias na Índia”
​Embora tenha iniciado sua trajetória no rastro da Jovem Guarda, foi no final da década de 1960 que Nilton Cesar atingiu o status de superestrela. Em 1969, ele gravou o que seria o maior hino de sua carreira: “Férias na Índia”.

​A canção, que estourou nas rádios em 1970, tornou-se um fenômeno de vendas em uma era pré-digital:

​Com um estilo elegante e voz aveludada, Nilton era figura carimbada nos principais palcos do país. Sua presença era disputada pelos grandes auditórios da televisão brasileira, sendo convidado frequente do Programa Silvio Santos e das edições festivas da Jovem Guarda.

​Sua discografia, no entanto, foi além de um único sucesso. Ele embalou milhares de romances com hits como:

​A Namorada que Sonhei
​Amor… Amor… Amor…
​Felicidade
​Espere um Pouquinho Mais
​Amigo Não
​Legado

​Nilton Cesar personificou uma era em que a música popular brasileira dialogava diretamente com o sentimento das massas. Ele deixa um legado de dezenas de álbuns e uma legião de fãs que, por décadas, mantiveram suas canções vivas nos karaokês e serestas por todo o Brasil.

​Informações sobre o velório e o sepultamento devem ser confirmadas nas próximas horas.

Tarcísio diz que será candidato à reeleição em São Paulo

Por Redação g1 SP

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou ser pré-candidato à reeleição ao governo do estado e negou especulações sobre outros planos eleitorais.

Em uma publicação nas redes sociais, ele escreveu:

“Sou candidato à reeleição do governo do estado de São Paulo e irei trabalhar sempre por uma direita unida e forte para tirar a esquerda do poder. Qualquer informação diferente desta não passa de especulação. Irei visitar o presidente Bolsonaro, a quem sou e serei grato e leal, na próxima quinta-feira para prestar o meu total apoio e solidariedade.”

A declaração ocorre em meio a rumores sobre uma eventual candidatura de Tarcísio à Presidência da República em 2026, hipótese ventilada por aliados do bolsonarismo nos bastidores.

Moraes autoriza Tarcísio a visitar Bolsonaro na Papudinha

O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), autorizou que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), visite o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na Papudinha.

Haddad descarta ser candidato em 2026: “Quero discutir projeto de país”

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), afirmou nesta segunda-feira (19) que não pretende se candidatar em 2026 e manifestou o desejo de “discutir um projeto de país no cenário internacional”.

“Disse a Lula, em todas as ocasiões, que não iria me candidatar em 2026, a todos os cargos. Tenho relação pessoal com Lula, o presidente convive com a minha família. Eu tenho ouvido o presidente. Começamos a conversar sobre a minha saída do governo na semana passada e levei as minhas considerações a ele”, disse Haddad em entrevista ao portal UOL.

A analista da CNN Brasil Clarissa Oliveira aponta que Lula precisa de um palanque forte no maior colégio eleitoral do país. No entanto, de acordo com pessoas próximas à Lula e Haddad, pesa a forte possibilidade de uma derrota, visto que Tarcísio é favorito nas pesquisas de intenção de voto.

“Não estou pensando em cargos políticos. Quero um tempo para discutir um projeto de país no cenário internacional”, reiterou Haddad.

Ainda segundo o chefe da Fazenda, “estamos vivendo uma fase de extrema-direita”.

“Todo extremo gera instabilidade. Isso gera esperança em candidatos menos prováveis. Se Bolsonaro chegou na presidência, qualquer candidato será habilitado para ser ‘imperador do Brasil’. As esperanças de pessoas que não eram ouvidas passam a ser consideradas em uma alternativa”, avaliou Haddad.

Morre aos 73 anos Raul Jungmann, ex-deputado e ex-ministro da Segurança Pública

Ao longo da carreira política, ocupou quatro ministérios, teve três mandatos na Câmara e atualmente era diretor-presidente do Instituto Brasileiro de Mineração. Jungmann lutava contra um câncer no pâncreas.

Por Redação g1

O ex-ministro Raul Jungmann morreu neste domingo (18), em Brasília, aos 73 anos. A informação foi confirmada pelo Instituto Brasileiro de Mineração, instituição da qual era diretor-presidente desde 2022.

Jungmann lutava contra um câncer no pâncreas. Foi internado em novembro de 2025 e chegou a deixar o hospital em dezembro. No fim do mês, próximo ao Natal, voltou a ser internado e saiu após o Ano Novo. Ele foi internado novamente neste sábado (17).

1º ministro da Segurança Pública
Ao longo da carreira política, ocupou quatro vezes o cargo de ministro e teve três mandatos na Câmara dos Deputados. Durante o governo Fernando Henrique Cardoso, esteve à frente do Ministério do Desenvolvimento Agrário e de Políticas Fundiárias.

Já na gestão de Michel Temer, comandou o Ministério da Defesa. Em 2018, tornou-se o primeiro ministro da Segurança Pública do Brasil.

Ainda no governo Temer, Jungmann também foi responsável por coordenar operações baseadas em decretos de Garantia da Lei e da Ordem (GLO), que autorizaram o emprego das Forças Armadas em estados afetados por crises na segurança pública.

Na juventude, militou no antigo Partido Comunista Brasileiro (PCB). Ao longo da trajetória partidária, foi filiado ao MDB entre 1972 e 1994, integrou o PPS até 2001, migrou para o PMDB e retornou ao PPS em 2003, no qual permaneceu até 2018.

Três mandatos na Câmara
A projeção nacional como ministro contribuiu para sua eleição como deputado federal por Pernambuco em 2002. Foi reeleito em 2006 e, quatro anos depois, concorreu ao Senado, mas não obteve êxito. Em 2012, conquistou novo mandato eletivo, desta vez como vereador do Recife. Nas eleições de 2014, ficou na suplência para a Câmara dos Deputados.

Como deputado, foi vice-presidente da CPI dos Sanguessugas, que apurou um esquema de corrupção envolvendo a compra de ambulâncias. Também atuou como um dos líderes da Frente Brasil Sem Armas durante o referendo de 2005 sobre a comercialização de armas.

Na legislatura iniciada em 2015, exerceu mandato de deputado federal até 2016. Na oposição ao governo Dilma Rousseff, defendeu o impeachment da presidente, processo que resultou na chegada de Michel Temer à Presidência da República.

Também foi presidente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA).

Jungmann chegou a ser investigado por suspeitas de fraude em licitação, peculato e corrupção em contratos de publicidade firmados durante sua gestão no Ministério do Desenvolvimento Agrário, que somavam R$ 33 milhões. O inquérito foi posteriormente arquivado pela Justiça Federal.

O ex-ministro deixa dois filhos e uma neta. Velório e cremação serão realizados em cerimônia restrita a parentes e amigos em Brasília.

Nota do IBRAM
“Com imenso pesar, o Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM) comunica o falecimento de Raul Belens Jungmann Pinto, diretor-presidente da instituição, ocorrido em 18 de janeiro de 2026, em Brasília. Em atenção a um desejo de Raul Jungmann, o velório ocorrerá em cerimônia reservada a familiares e amigos próximos.

Pernambucano, Raul Jungmann dedicou mais de cinco décadas à vida pública brasileira, atuando com integridade, espírito republicano e um compromisso inabalável com a democracia, o desenvolvimento sustentável e o diálogo.

Ao longo de sua trajetória, ocupou funções de grande relevância nacional, entre elas a presidência do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), três mandatos como deputado federal e quatro ministérios – Política Fundiária, Desenvolvimento Agrário, Defesa e Segurança Pública. Em 2022, assumiu a presidência do IBRAM, liderando uma importante agenda de transformação do setor mineral, pautada pelos princípios ESG (Ambiental, Social e Governança) e pela defesa de uma mineração mais responsável e alinhada aos desafios do século XXI.

Sob sua liderança, o IBRAM fortaleceu seu protagonismo institucional e seu compromisso com a legalidade, a sustentabilidade, a inovação e o papel estratégico dos minerais na transição energética global.

Jungmann será lembrado por sua competência, visão estratégica, capacidade de articulação e pelo legado de diálogo e ética que deixa não apenas na mineração, mas em toda a vida pública brasileira.

Para Ana Sanches, presidente do Conselho Diretor do IBRAM, Raul Jungmann foi um homem público de estatura singular, defensor firme da democracia e profundamente comprometido com o Brasil e com o interesse público. Segundo ela, à frente da Diretoria Executiva do Instituto, Jungmann conduziu a entidade por um período decisivo, fortalecendo o IBRAM e beneficiando todo o setor mineral, período este marcado pelo diálogo, pela visão estratégica e pela integridade.

Seu legado constitui um marco na história do Brasil, do IBRAM e da indústria da mineração.

Neste momento de profunda tristeza, o IBRAM manifesta solidariedade à família, amigos e colegas de jornada, agradecendo por tudo que Raul Jungmann representou para o Brasil, ao setor mineral e ao Instituto.”

Michelle procura Gilmar Mendes para pedir prisão domiciliar a Bolsonaro

g1 – A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro pediu nesta semana uma audiência com o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para apelar pela saúde do marido, o ex-presidente Jair Bolsonaro, e defender que ele vá para a prisão domiciliar.

O g1 obteve relatos de bolsonaristas e aliados do ex presidente, que defendem que Bolsonaro não tem condições de permanecer na cadeia devido a problemas de saúde.

Bolsonaro está preso na superintendência da Polícia Federal, em Brasília, onde cumpre a pena de 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado. O relator do caso, Alexandre de Moraes, negou recentemente mais um pedido da defesa para que o ex-presidente vá para a domiciliar.

Ao ministro decano do STF, a ex-primeira-dama relatou estar vivendo um drama particular e pediu pelo marido.

Nos bastidores, bolsonaristas relataram ao blog que ministros do STF demonstram discordar da posição de Moraes e que, por isso, Michelle tenta sensibilizar outros integrantes da corte para falarem com o relator.

Procurado, Gilmar Mendes apenas confirmou o encontro, mas não quis comentar os detalhes obtidos pelo g1.

Lula e Putin conversam por telefone e discutem situação na Venezuela

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) telefonou na manhã desta quarta-feira (14) para o presidente Russo, Vladimir Putin. A informação foi confirmada pelo Palácio do Planalto.

De acordo com a agência estatal russa, essa foi a primeira conversa internacional oficial de Putin em 2026, e um dos assuntos abordados foi a tensão na Venezuela após a intervenção americana no país.

Os mandatários defenderam que a soberania e os interesses do povo venezuelano sejam garantidos, após a ação que terminou com a captura do presidente Nicolás Maduro e sua esposa.

“Por iniciativa do lado brasileiro, ocorreu uma conversa telefônica entre o presidente russo Vladimir Putin e o presidente da República Federativa do Brasil Luiz Inácio Lula da Silva”, diz o comunicado.

“Os líderes trocaram opiniões sobre questões internacionais da atualidade, com foco na situação em torno da Venezuela”, prosseguiu.

Os presidentes também concordaram em coordenar esforços para diminuir a tensão no território. Eles mencionaram, inclusive, atuar no âmbito da Organização das Nações Unidas (ONU) e do Brics — bloco de países emergentes do Sul Global.

“Foi acordado continuar a coordenar esforços, inclusive no âmbito da ONU e por meio do Brics, com o objetivo de reduzir a tensão na América Latina e em outras regiões do mundo”, menciona outro ponto do texto.

Outro assunto abordado no telefonema, no contexto da próxima reunião da Comissão de Alto Nível Russo-Brasileira, em fevereiro de 2026, foi o desenvolvimento da cooperação entre a Rússia e o Brasil em áreas diversas.

PF analisa pedido encaminhado por Lewandowski para investigar Flávio Bolsonaro

A PF (Polícia Federal) analisa um pedido para eventual investigação contra o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Após análise, a PF pode ou não abrir um inquérito.

Presidente Lula é desaprovado por 50% e aprovado por 47%, mostra pesquisa

Por Estadão Conteúdo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é desaprovado por 50% dos eleitores e aprovado por 47%, aponta pesquisa Meio/Ideia divulgada nesta terça-feira, 13. A diferença está dentro da margem de erro, de 2,2 pontos porcentuais para mais ou para menos. Não souberam responder somam 3%.

A pesquisa ouviu 2.000 pessoas por meio de entrevistas por telefone entre os dias 8 e 12 de janeiro. O nível de confiança é de 95%. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR-06731/2026.

O levantamento também mediu a avaliação do governo e mostrou que o conceito negativo predomina. Ao serem questionados, 15% dos entrevistados responderam que o governo é ótimo; 20% disseram que é bom; 20,5% consideram a gestão regular; 18,6%, ruim; e 22,8%, péssimo. Não souberam responder somaram 3,2%.

Ao destrinchar a avaliação por áreas, a segurança pública é a que tem o pior resultado, com 25,6% de ótimo/bom, 22,4% de regular e 48,7% de ruim/péssimo. Não souberam responder somaram 3,4%.

Já a gestão econômica do governo é considerada ótima ou boa por 32,2%, regular por 21,5% e ruim ou péssima por 43,4%. Não souberam somaram 3,1%.

Na saúde, o governo é visto como ótimo/bom por 32,1%, regular por 23,2% e ruim/péssimo por 41,5%. Não souberam 3,4%.

A educação é avaliada como ótima ou boa por 37,9%; regular por 20,2%; e ruim ou péssima por 39,1%. Não souberam 3%.