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Caso Marielle: PF deve ouvir Rivaldo Barbosa semana que vem

Delegado Rivaldo Barbosa, acusado de atrapalhar investigações para proteger contraventores e milicianos. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

CNN – A Polícia Federal (PF) deve ouvir na próxima semana o delegado Rivaldo Barbosa, suspeito de planejar o assassinato da vereadora Marielle Franco. A oitiva se dará por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator do caso.

Os investigadores definiram que o depoimento será presencial, na Penitenciária Federal em Brasília, onde Barbosa está preso. A definição da data, porém, ainda será feita pelos delegados, com expectativa de que seja na segunda-feira (3).

A CNN apurou que uma equipe da força-tarefa do Rio de Janeiro viajará até Brasília para colher as informações do delegado preso.

A determinação para que Ribaldo seja ouvido atende um pedido da defesa e ocorre após a divulgação da delação premiada de Ronnie Lessa, réu confesso dos assassinatos de Marielle e do motorista Anderson Gomes.

Rivaldo Barbosa está preso desde 24 de março. Ontem, a defesa do delegado pediu ao ministro Moraes que reconsidere a decisão que o manteve preso e que ele possa responder em liberdade, com uso de tornozeleira eletrônica.

Rivaldo Barbosa foi preso preventivamente na mesma operação que prendeu o deputado federal Chiquinho Brazão (sem partido-RJ) e o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro Domingos Brazão, apontados como mandantes do crime.

Vereadora assassinada: irmãos Brazão monitoraram outros políticos além de Marielle, diz Lessa em delação

Considerados ‘braços armados’ da milícia de Rio das Pedras, o paramilitar Laerte Silva de Lima e a mulher foram infiltrados no partido para monitorar os passos de Marielle e colegas da sigla. Os dois estão presos.

g1 – Na delação homologada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), Ronnie Lessa, assassino confesso de Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, afirmou que o plano de espionar o PSOL não mirava apenas a vereadora, mas também outros políticos do partido.

Durante o depoimento à PF, Lessa afirmou que os irmãos Brazão infiltraram Laerte Silva de Lima e a mulher, Erileide Barbosa da Rocha, no PSOL. O casal era um “braço armado” da milícia de Rio das Pedras, na Zona Oeste do Rio.

“O Domingos [Brazão], por exemplo, não tem papas na língua. Ele simplesmente fala que… ele colocou, digamos assim, um espião no PSOL, no partido da Marielle. E o nome desse espião seria Laerte, que é uma pessoa do Rio das Pedras, que depois eu soube se tratar de um miliciano. Uma pessoa responsável por várias atividades da milicia lá. E essa pessoa trazia informações para os irmãos com relação ao PSOL em si”, declarou Ronnie.

“Não somente em relação à Marielle. Ele falava sempre do Marcelo Freixo. Falava do Renato Cinco. Tarcísio Motta… Falava dessa pessoa. E demonstrava, assim, um interesse diferenciado por essas pessoas, pelas pessoas do PSOL.”

Ouvido pelo Fantástico, Freixo declarou que Ronnie Lessa “é um psicopata”.

“Ronnie Lessa é um psicopata. É uma pessoa sem qualquer respeito à vida. Quantas pessoas ele matou antes da Marielle? A psicopatia dessa pessoa, bem como sua covardia, se somam a um Rio de Janeiro onde crime, polícia e política não se separam.”

Israel encontra corpo do brasileiro feito refém por terroristas do Hamas em Gaza

O brasileiro Michel Nisembaum, que morreu após ser sequestrado pelo Hamas em 7 de outubro, com suas duas filhas, em imagem de arquivo. — Foto: Reprodução/ Redes Sociais

Michel Nisembaum, o único brasileiro feito refém pelo Hamas, foi encontrado morto nesta sexta-feira (24), segundo anunciaram as Forças Armadas de Israel.

As forças israelenses afirmaram ter encontrado o corpo de Nisembaum durante uma operação militar em Jabalia, cidade do norte da Faixa de Gaza.

De acordo com os militares israelenses, Michel Nisembaum foi morto em 7 de outubro, quando terroristas do Hamas invadiram o sul de Israel, mataram mais de 1.200 pessoas e sequestraram outras cerca de 250.

Até a operação desta sexta, a família acreditava que ele pudesse ter sido sequestrado, e ainda nutria esperanças de encontrá-lo vivo.

Na operação desta sexta, Israel disse que soldados recuperaram também o corpo de outros dois reféns e entraram em confronto com o Hamas durante a operação, sem divulgar mais detalhes.

A informação sobre a localização dos corpos se deu a partir dos trabalhos de inteligência e foi analisada ao longo dos últimos dias. Os dados foram compartilhados entre o Exército e o Serviço de Informações.

Lula diz que reconhecimento do Estado Palestino traz ‘efeito positivo’ para paz

g1 – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quinta-feira (23), que a decisão de Espanha, Noruega e Irlanda em reconhecer o Estado Palestino é “histórica” e terá “efeito positivo” para a paz na região.

Em uma rede social, Lula escreveu que a medida “faz justiça em relação ao pleito de um todo um povo” e que a estabilidade no Oriente Médio só será atingida “quando for garantida a existência de um Estado Palestino independente”.

“A decisão conjunta de Espanha, Noruega e Irlanda de reconhecer a Palestina como um Estado é histórica por duas razões. Faz justiça em relação ao pleito de um todo um povo, reconhecido por mais de 140 países, por seu direito à autodeterminação. Além disso, essa decisão terá efeito positivo em apoio aos esforços por uma paz e estabilidade na região. Isso só ocorrerá quando for garantida a existência de um Estado Palestino independente”, escreveu.

“O Brasil foi um dos primeiros países na América Latina a assumir essa posição, quando em 2010 de reconhecer o Estado da Palestina nas fronteiras de 1967, o que inclui a Faixa de Gaza e a Cisjordânia, tendo Jerusalém Oriental como sua capital”, continuou.

Após ter mandato mantido, Moro diz que julgamento do TSE foi técnico

Na terça (21), Corte eleitoral rejeitou recursos que pediam cassação do mandato do senador. Moro afirmou que acusações são mentirosas e que decisão do tribunal foi independente.

g1 – O senador Sergio Moro (União-PR) comentou nesta quarta-feira (22) a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que rejeitou pedidos de cassação do mandato dele. O parlamentar disse que o julgamento foi técnico, e pediu pelo fim do “espírito de revanchismo”.

“O melhor é nós deixarmos de lado esse espírito de revanchismo, e essa polarização exacerbada, que muitas vezes embota o nosso raciocínio e impede que nós busquemos convergências naqueles pontos comuns”, disse, em entrevista coletiva no Senado.

Moro afirmou que as acusações contra ele eram mentirosas e que a decisão do TSE foi independente. Segundo o senador, houve pressão e “boatos exagerados” sobre a cassação do mandato , mas que saiu com uma “vitória”.

“Ano passado, muita gente afirmava, sem conhecimento, que era impossível a preservação do meu mandato. Que eram favas contadas, até com certo desrespeito ao Judiciário, que meu mandato seria cassado”, disse nesta quarta.

“Aí nós temos que nos orgulhar do nosso Judiciário que mostrou essa independência”, afirmou.

Moraes pede ação da ONU contra ‘terra de ninguém’ das big techs

g1 – O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Alexandre de Moraes, disse nesta terça-feira (21) que a Organização das Nações Unidas (ONU) deve liderar um esforço para elaboração de uma Declaração Universal de Direitos Digitais em defesa da democracia.

Em discurso na abertura de um seminário do TSE sobre inteligência artificial nas eleições, Moraes defendeu o texto nos moldes da já existente Declaração Universal dos Direitos Humanos, que serve de base para direitos fundamentais em países de todo mundo e se tornou um dos pilares da sociedade moderna.

Segundo ele, a declaração de direitos digitais funcionaria como uma cooperação internacional para combater o mau uso de redes sociais e ferramentas digitais, como a inteligência artificial (IA).

“Há pouco mais agora de 75 anos, a ONU proclamou a sua declaração de direitos. Há hoje uma necessidade também de uma discussão, do ponto de vista internacional, para que a ONU lidere uma declaração de direitos digitais em defesa da democracia”, disse o ministro

Para Alexandre Moraes, essa declaração universal seria uma forma de impedir que as chamadas big techs — gigantes de tecnologia mundial — continuem como “terra de ninguém” a nível global.

“Não podemos permitir que essas big techs, que atuam no mundo todo, continuem sendo terra de ninguém. Não podemos permitir que essas big techs sejam consideradas empresas de tecnologia. São empresas de publicidade, de mídia, de informação. E, como tais, devem ser responsabilizadas igual todas as demais”, declarou Moraes.

O ministro também voltou a defender a criação de regras para redes sociais no Brasil. Alexandre de Moraes avaliou que mecanismos legislativos são necessários para reprimir o uso das plataformas e da inteligência artificial na manipulação de resultados eleitorais.

“Além da educação, da prevenção e da preparação para o combate à utilização de inteligência artificial para propagar as fake news, as deepfakes, é importante também mecanismos administrativos, legislativos e judiciais para que nós possamos combater, de forma repressiva também, para que nós não deixemos que isso influencie nas eleições”, declarou.

Para o magistrado, a utilização da IA, “anabolizando as fake news”, pode interferir no resultado de uma eleição.

“Porque até que aquilo seja desmentido, até que chegue a versão verdadeira a todo eleitorado, isso pode mudar milhares de votos. Consequentemente, pode fraudar o resultado da vontade popular. Nós não podemos permitir isso”, acrescentou Moraes.

Lula chega para abertura da XXV Marcha

O presidente Lula, acompanhado do vice-presidente Geraldo Alckmin,  dos presidentes do Senado e Câmara dos Deputados e ministro de estado, acabam de chegar ao Centro de Convenções de Brasília, para abertura da XXV MARCHA a Brasília em Defesa dos Municípios, evento realizado pela CNM. Fotos: Finfa

Barracas, carros e debaixo de pontes: população improvisa moradias em Porto Alegre

Atingidos pela enchente sobrevivem de doações após suas casas serem inundadas. Tragédia matou 157 pessoas, deixando 88 desaparecidas e mais de 657,8 mil fora de casa.

g1 – Se em alguns pontos da Região Central de Porto Alegre a água do Guaíba, que inundou a Capital, vem baixando nos últimos dias, na Região das Ilhas, a situação ainda é crítica. Sem poder voltar para casa, mais de 200 pessoas improvisa moradias em barracas, carros e até debaixo de uma ponte.

“É ruim, é terrível. Só não está pior porque a gente consegue ajuda. Na minha casa, a água tá no telhado. Perdi tudo”, conta José Odair Aires da Conceição, uma das pessoas que reside na Ilha Grande dos Marinheiros e precisou montar uma barraca embaixo da ponte nova do Guaíba.

Os moradores relataram à reportagem da RBS TV que optaram por não irem a abrigos para não ficarem distantes das moradias. A equipe procurou a prefeitura para saber sobre o atendimento aos afetados, mas não obteve retorno até a publicação desta reportagem.

José, que trabalha como reciclador, recebeu doações de lonas e, com pedaços de madeira encontrados próximo ao lago, ergueu a barraca onde está sobrevivendo com a namorada.

A situação dele é parecida com a de cerca de 220 pessoas que estão desabrigadas e buscaram refúgio ao longo da BR-290, onde fica a ponte.

A igreja do padre Rudimar Dal’Asta, conhecido como padre Rudi, foi completamente inundada. Acostumado a acolher fieis da Região das Ilhas, agora é ele que recebe acolhimento.

“[A situação] É dolorida, é sofrida, mas a solidariedade entre as famílias e as pessoas das ilhas é muito grande neste momento”, conta o padre Rudi.

Ele relata que divide uma barra com outras três pessoas. Para sobreviver, diz que a população depende de “muita solidariedade, de muita caridade”.

Ebrahim Raisi, presidente do Irã, morre em queda de helicóptero, diz TV estatal

Por g1

O presidente iraniano, Ebrahim Raisi, morreu aos 63 anos na queda de um helicóptero, informou a TV estatal do Irã nesta segunda-feira (20).

Raisi, que foi eleito em 2021 e tinha mandato até 2025, era a 2ª pessoa mais importante do Irã, atrás apenas do aiatolá Ali Khamanei, líder supremo do Irã e de quem o atual presidente era um protegido e possível sucessor – segundo o blog da Sandra Cohen, a morte de Raisi deve disparar uma disputa feroz pelo cargo.

Segundo a imprensa oficial iraniana, o helicóptero caiu numa reunião montanhosa do Irã em razão das más condições climáticas durante um voo que trazia Raisi e outras autoridades do vizinho Azerbaijão.

A queda ocorreu entre as aldeias de Pir Davood e Uzi, na província iraniana de Azerbaijão Oriental, cerca de 600 quilômetros a noroeste de Teerã, a capital iraniana (veja no infográfico abaixo).

Além de Raisi, a queda matou o chanceler do Irã, Hossein Amirabdollahian.

A aeronave transportava, ainda, Malek Rahmati, governador da província iraniana do Azerbaijão Oriental; e Hojjatoleslam Al Hashem, líder religioso. As mortes dos dois não foram confirmadas, mas, mais cedo, a imprensa oficial informou não haver sinal de sobreviventes no local da queda.

Buscas levaram cerca de 12 horas
A queda do helicóptero ocorreu por volta das 13h (no horário local, 6h no de Brasília), mas a aeronave só foi encontrada cerca de 12 horas depois.

Além das dificuldades de acesso, o tempo ruim dificultava os trabalhos de resgate. O helicóptero só foi avisado cerca de 12 horas depois, na madrugada desta segunda, por integrantes do Crescente Vermelho iraniano, depois que um drone enviado pela Turquia identificar locais de calor.

Inicialmente, o minsitro do Interior iraniano informou que o helicóptero que levava o presidente levava um pouso forçado. Mais tarde, a imprensa oficial informou que a aeronave havia sofrido um acidente em razão das más condições climáticas.

Quem era Ebrahim Raisi
Ebrahim Raisi foi eleito em 1º turno em 2021 para um mandato de 4 anos, numa eleição com abstenção recorde e da qual vários adversários foram impedidos de participar pelo Conselho de Guardiães da Constituição.

Entre os que foram tirados da corrida eleitoral estão o ex-presidente Mahmoud Ahmadinejad, o ex-presidente do Parlamento Ali Larijani, o atual vice-presidente Es-Hagh Jahanguiri e o reformista Mostafa Tajzadeh, foram afastados.

Na década de 1980, Raisi participou das chamadas comissões da morte, que levaram à execução de cerca de 5 mil militantes opositores que se voltaram contra o regime dos aiatolás. Em 2019, os Estados Unidos impuseram sanções a Raisi por conta da participação nas mortes.

Em 2022, já sob Raisi, o governo iraniano reagiu com violência à onda de protestos que pediam justiça por Mahsa Amini, uma jovem que morreu três dias após ser presa por não usar adequadamente o véu em local público (veja no vídeo abaixo). Mais de 500 manifestantes foram mortos nos protestos, segundo a Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos (Hrana).