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Datafolha, 1º turno: Lula, 39%; Flávio Bolsonaro, 36%; Cury, 6%; Caiado, 4%; Renan, 3%; Zema, 2%

Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL)estão tecnicamente empatados na disputa pela presidência no 1º turno, segundo pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (17), a duas semanas da votação.

Lula tem 39% das intenções de voto, mesmo índice registrado na semana passada, e Flávio aparece com36%, após oscilar um ponto para cima. A diferença de três pontos está dentro do intervalo da margem de erro, que é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

Há empate técnico também no cenário de 2º turno: 46% para Lula e 44% para Flávio. O levantamento foi encomendado pela Globo e pelo jornal Folha de S.Paulo.

Definição do voto

O Datafolha mostra também que 76% dos eleitores estão totalmente decididos sobre a escolha do candidato a presidente, e que 24% ainda podem mudar o voto. Entre os eleitores de Lula, 84% já estão decididos. Esse índice é de 82% no grupo que declara voto em Flávio Bolsonaro.

Na espontânea, Lula  (PT)  35% (eram 33%); Flávio Bolsonaro (PL): 26% (eram 25%); Escritor Augusto Cury (Avante): 3% (eram 3%); Jair Bolsonaro (PL): 3% (eram 2%); Ronaldo Caiado (PSD): 2% (era 1%), Renan Santos (Missão): 1% (eram 2%); Zema (Novo): 1% (era zero). Outras respostas: 2% (eram 5%). Em branco/nulo/nenhum: 6% (eram 6%)

Fachin decide remarcar análise do caso envolvendo Mendonça

O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Edson Fachin, adiou a análise do processo que avaliaria a conduta do ministro André Mendonça na relatoria dos casos Master e INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).

O julgamento estava previsto para a próxima quarta-feira (23), mas será remarcado “oportunamente”, segundo despacho de Fachin.

A decisão se deu por causa do pedido de vista apresentado pelo ministro Flávio Dino no julgamento de terça-feira (15), destinado a avaliar possível abertura de investigação contra o ministro Alexandre de Moraes em razão das mensagens trocadas com Daniel Vorcaro, do Banco Master.

No julgamento, porém, os ministros concentraram a discussão em uma “questão de ordem” apresentada pelo decano da Corte, Gilmar Mendes, que defendeu que o caso envolvendo Moraes fosse julgado em conjunto com o processo sobre Mendonça por se tratar do mesmo “cenário fático”.

A discussão sobre a unificação dos julgamentos caminhava para um empate quando a sessão foi interrompida pelo pedido de vista de Dino, sem que houvesse uma definição. Com isso, a análise da questão de ordem ficará suspensa por até 90 dias.

Como a principal discussão era definir se os casos de Moraes e Mendonça deveriam tramitar e ser julgados conjuntamente, o pedido de vista inviabiliza a realização do julgamento de Mendonça antes que a questão seja resolvida.

“Considerando a direta relação dos pontos contidos na Questão de Ordem referida acima com a apreciação destes autos, abarcando questionamento sobre a regularidade da própria relatoria, a inclusão em pauta será oportunamente redesignada”, afirma Fachin no despacho que determinou o adiamento da análise nesta quinta-feira (17).

“Vivemos o momento mais corrupto do Judiciário”, disse Dino, sem dar nomes aos bois

Do ministro Flávio Dino sem citar nomes: “Devo dizer que é o momento mais corrupto da história do poder Judiciário da história do Brasil, infelizmente, o que prova que há erros. Fala-se tanto de corrupção no Brasil, e a corrupção só aumenta”, destacou. “Eu sou daqueles que acham que a corrupção não justifica um combate corrupto à corrupção”.

As informações são do Blog do Magno

Mendonça derruba sigilo de parte dos pagamentos de Vorcaro

CNN – O ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), retirou nesta segunda-feira (14) o sigilo do processo que reúne detalhes sobre a rede de pagamentos do empresário Daniel Vorcaro e do Banco Master. Ele atendeu a um pedido feito pelo presidente da Corte, ministro Edson Fachin.

O processo consiste em três peças principais. A primeira delas é uma petição protocolada pela Polícia Federal. Nela, a força policial afirma que, com o objetivo de dar andamento às investigações do caso Master e rastrear a possível movimentação de dinheiro ilícito por parte de Vorcaro, solicitou ao Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) a disponibilização de RIFs (Relatórios de Inteligência Financeira) das pessoas investigadas.

De acordo com a PF, o Coaf atendeu somente a parte do pedido pois, ao analisar os relatórios, identificou pagamento a pessoas que teriam foro privilegiado. Por isso, o conselho só poderia enviar os pagamentos realizados a essas pessoas com autorização expressa do STF.

A PF pede então ao ministro André Mendonça que dê essa autorização. Não há registro no processo de que o ministro tenha dado qualquer decisão nesse sentido.

A peça seguinte que aparece no processo é o relatório entregue pelo Coaf à PF. Nele é possível encontrar alguns pagamentos realizados por Vorcaro. Dentre os destaques, está mais de R$ 57 milhões destinados à Igreja Batista da Lagoinhae relacionados entre dezembro de 2024 e de 2025. A instituição foi alvo de apuração na CPMI do INSS e de suspeitas de desvio de emendas parlamentares. O cunhado de Daniel Vorcaro, Fabiano Zettel, atuava como pastor na instituição.

No mesmo período, há R$ 22 mil repassados a Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão. Conhecido como Sicário, ele era um dos “capangas” de Vorcaro, responsável por ações de monitoramento, coação, retirada de conteúdo, ataques hackers e articulação com criminosos a mando do ex-banqueiro.

A publicização desse processo foi pedida pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, no domingo (13). De acordo com ele, o levantamento de sigilo de todas as petições envolvendo o caso Master são importantes para embasar o voto dos magistrados no julgamento de terça-feira (15), que será analisada eventual abertura de investigação contra Moraes por causa das mensagens trocadas com Vorcaro.

A PGR (Procuradoria-Geral da República) se manifestou nesta segunda-feira (14) e foi favorável ao levantamento do sigilo.

Flávio repete o pai e chega às urnas sob o peso de investigações da PF

Ricardo Noblat

“Gente, acorda. Flávio Bolsonaro é o único candidato à Presidência da República, nas eleições daqui a 22 dias, investigado por corrupção pelo Supremo Tribunal Federal (STF) — o único. E, convenhamos, não é pouca coisa.

De 1989 para cá, isso só aconteceu com outro candidato. Adivinhem qual… Sim, Jair Bolsonaro, em 2022, quando tentou se reeleger presidente. Por sinal, foi o único no exercício do cargo que acabou sendo derrotado. Não bastasse isso, é o único ex-presidente do Brasil formalmente julgado, condenado e preso pelo crime de tentativa de golpe de Estado. Família do barulho, essa.

Juntamente com seu irmão, Eduardo, que mora nos Estados Unidos sob a proteção de Donald Trump, Flávio é investigado desde julho último pela Polícia Federal. O inquérito foi autorizado pelo ministro ‘terrivelmente evangélico’ André Mendonça e apura suspeitas de crimes no financiamento do filme Dark Horse, em homenagem ao pai deles.

Mendonça levantou o sigilo sobre o caso a pedido de seu colega Edson Fachin, presidente do STF. Por ele mesmo, não o faria tão cedo; deixaria passar o primeiro e o segundo turno das eleições para não influir nos resultados nem prejudicar Flávio.

Para o escolhido pelo pai para herdar seus votos, a discussão sobre o filme ‘é página virada’ e ele não deve mais explicações. Esqueceu de combinar com Fachin. Esqueceu também de combinar com o cineasta, produtor e diretor do filme, o norte-americano Cyrus Nowrasteh, que utilizou sua conta na rede social X para afirmar que os valores amplamente divulgados pela imprensa sobre o custo do longa são ‘ridiculamente inflados’.

A manifestação do diretor ocorreu após jornais brasileiros comentarem o orçamento atribuído a Dark Horse — de cerca de US$ 24 milhões (aproximadamente R$ 134 milhões).

Eleitor que se diz contra a corrupção vota em candidato investigado por corrupção? Claro que sim. O antipetismo recusa qualquer coerência ou lógica.

Segundo Alice Maciel, repórter do ICL, empresas de Flávio dividem a mesma sala em Brasília com 16 firmas do empresário e lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como ‘Careca do INSS’. Antunes ganhou notoriedade nacional como o pivô de um esquema bilionário de fraudes e desvios envolvendo descontos associativos indevidos nas aposentadorias e pensões de milhões de beneficiários da autarquia. Ele está preso.

A sensação no entorno de Lula é que a semana termina melhor do que começou. Para Flávio, é o oposto.

Fachin dá 24h para Mendonça retirar sigilo total do caso Master

O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Edson Fachin, acolheu nesta sexta-feira (11) o pedido feito pela PGR (Procuradoria-Geral da República) de retirada do sigilo das investigações relatadas pelo ministro André Mendonçasobre o Banco Master.

Lula cobra quebra total de sigilo no caso Master e diz que ‘vazamentos seletivos’ afetam eleição

Na ocasião, Lula também cobrou mais transparência sobre as apurações diante de um possível impacto à disputa eleitoral, na qual ele concorre ao quarto mandato.

A mensagem foi publicada em meio à crise no Supremo Tribunal Federal (STF) em torno das investigações do caso Master.

O embate ganhou força após o ministro André Mendonça, relator de processos ligados ao caso, retirar o sigilo de relatórios da Polícia Federal que expuseram trocas de mensagens entre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes.

Em reação, Moraes pediu ao presidente do STF, Edson Fachin, a abertura de apuração sobre a atuação de Mendonça.

Os desdobramentos mais recentes da crise envolvem a decisão de Mendonça que determinou o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e do diretor de Inteligência da corporação, Leandro Almada.

Nesta quarta-feira (9), o ministro Flávio Dino derrubou a medida e determinou a recondução dos dois delegados aos cargos.

Crise institucional

Na mensagem publicada na rede social X, o presidente afirmou que o Brasil precisa de explicações diante do que classificou como “o maior crime financeiro da história do Brasil”.

Na publicação, Lula também disse haver uma “crise institucional” que atingiu o Poder Judiciário e criticou o que chamou de “vazamentos seletivos” de informações.

Segundo ele, esses vazamentos têm impacto sobre a disputa eleitoral. O petista concorre ao quarto mandato.

“O povo brasileiro precisa de explicações e medidas imediatas para enfrentar a crise institucional que tomou conta do Poder Judiciário”, escreveu o presidente.

O caso Master apura um suposto esquema que teria inflado artificialmente o valor do extinto Banco Master por meio de ativos e carteiras de crédito sem lastro real. Segundo a Polícia Federal, a estrutura permitia ao banco aparentar solidez financeira, captar bilhões de reais de investidores e realizar operações sem garantias compatíveis.

Nesse contexto, Lula afirmou ainda que é necessária “mais transparência e não vazamentos seletivos” e citou a divulgação de informações da Operação Spoofing, conduzida pelo então ministro Ricardo Lewandowski, como exemplo a ser seguido.

A Operação Spoofing foi uma investigação da Polícia Federal sobre a invasão de celulares de autoridades públicas. O caso ganhou relevância política porque mensagens obtidas pelos invasores vieram a público e alimentaram questionamentos sobre a condução da Operação Lava Jato.

Ao final da mensagem, o presidente defendeu a abertura total das informações das investigações.

“É urgente a quebra completa do sigilo das investigações de todos os envolvidos no caso Master, seja quem for, doa a quem doer. O Brasil precisa saber a verdade”, afirmou.

Flávio Dino manda reintegrar Andrei e Leandro Almada à direção da PF

Do Congresso em Foco

O ministro Flávio Dino, do STF, determinou nesta quarta-feira (9) a reintegração imediata de Andrei Rodrigues ao cargo de diretor-geral da Polícia Federal e de Leandro Almada à Diretoria de Inteligência. Os dois haviam sido afastados por decisão de André Mendonça.
Dino concluiu que o Partido Novo não tinha legitimidade para pedir uma medida cautelar de natureza penal contra os dirigentes e que a controvérsia deve ser decidida pelo Plenário do STF, não pela Segunda Turma.

O ministro afirmou ainda que Andrei, em uma análise inicial, limitou-se a cumprir determinações judiciais de Alexandre de Moraes e estendeu o mesmo entendimento a Leandro Almada. Além das reintegrações, Dino restabeleceu o funcionamento da Diretoria de Inteligência da PF e proibiu novas medidas cautelares contra Andrei e Almada baseadas exclusivamente em atos praticados no exercício regular das funções e em cumprimento de decisões judiciais.

A decisão só pode ser revista pelo Plenário do Supremo.

Lula é orientado a convocar Conselho da República e defender mandato no STF

Diante da mais recente escalada na crise institucional e dos últimos resultados nas pesquisas de opinião, auxiliares do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT)passaram a defender uma resposta mais incisiva do governo, o que incluiria a convocação do Conselho da República e a proposta de mandato para futuros ministros do STF (Supremo Tribunal Federal).

Mendonça determina afastamento de diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues

Por Camila Bomfim, Márcio Falcão, g1, GloboNews e TV Globo — Brasília

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta terça-feira (8) o afastamento preventivo do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e do diretor de Inteligência Policial da corporação, Leandro Almada da Costa.

A decisão impõe ainda a abertura imediata de procedimentos investigatórios criminais e administrativo-disciplinares na Corregedoria da PF para apurar as circunstâncias de produção de relatórios de inteligência que monitoravam autoridades.

Mendonça determinou também a suspensão de qualquer produção ou compartilhamento de relatórios de inteligência voltados a analisar a atuação funcional de magistrados, da advocacia pública ou da atividade de polícia judiciária.

O ministro solicitou a convocação de uma sessão virtual extraordinária da Segunda Turma do STF para referendar a decisão ainda nesta terça.

‘Monitoramento sistemático e coleta dirigida’
De acordo com a decisão de André Mendonça, o diretor-geral da PF encaminhou ao ministro Alexandre de Moraes, no âmbito do Inquérito das Fake News, ao menos seis “relatórios de inteligência” produzidos de forma sigilosa entre 3 e 31 de agosto de 2026.

A peça processual revela que o próprio ministro relator vinha sendo submetido a um monitoramento ilícito e sistemático por parte da inteligência policial há mais de 30 dias.

Além de Mendonça, o advogado-geral da União (AGU), Jorge Messias, também foi alvo de monitoramento e de “coleta dirigida” de informações.

Os relatórios elucubravam que a atuação de Messias em não recorrer de decisões judiciais nas operações “Sem Desconto” e “Compliance Zero” visava preservar “relação política com o relator”.

O documento da PF classificava a confiança daquela análise de cenário como “baixa”, mas justificava que o caso “autoriza monitoramento e coleta dirigida”.