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Em Salgueiro (PE), presidente Lula participa do Caminho das Águas, iniciativa do MIDR pelo Projeto de Integração do Rio São Francisco

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, participa nesta quarta-feira, 28 de maio, da cerimônia de assinatura da ordem de serviço para a duplicação da estação de bombeamento EBI-3, no Ramal do Salgado. A solenidade será às 11h, no município de Salgueiro, em Pernambuco. Antes do evento, o presidente fará uma visita à estação EBI-3.

Com a intervenção, a capacidade de bombeamento da estação passará de 24,75 m³/s para 49 m³/s, beneficiando 237 municípios e cerca de 8,1 milhões de pessoas. A agenda faz parte do Caminho das Águas, iniciativa do Ministério da Integração e Desenvolvimento Regional (MIDR) que, desde o dia 25, percorre a trilha da Transposição do Rio São Francisco pelo sertão nordestino, passando pelos estados de Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte e Ceará.

CREDENCIAMENTO – Os profissionais de veículos de imprensa interessados em acompanhar o evento deverão solicitar o credenciamento no sistema da Presidência da República. Em caso de aprovação, deverão retirar as credenciais no local do evento, das 8h30 às 9h30.

Atenção: haverá deslocamento dos profissionais de imagem, por isso, recomenda-se às equipes que cheguem ao local no máximo às 9h30.

Ex-diretor da PRF confirma que recebeu ordem de ministro para parar ônibus na eleição de 2022

g1 – O ex-diretor de operações da Polícia Rodoviária Federal (PRF) Djairlon Henrique Moura confirmou nesta terça-feira (27), em depoimento à Justiça, que recebeu ordens do Ministério da Justiça para fazer blitz em ônibus com destino à região Nordeste durante as eleições de 2022.

Segundo ele, no entanto, a ideia de fiscalizar os veículos saídos de São Paulo e do Centro-Oeste era inspecionar se havia transporte irregular de eleitores e de dinheiro – e não dificultar o acesso de eleitores às urnas, como aponta a acusação.

A 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) começou a ouvir nesta terça-feira (27) as testemunhas de defesa do ex-ministro da Justiça Anderson Torres. Os depoimentos são tomados na ação penal que apura uma tentativa de golpe articulada pela cúpula da gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro.

De acordo com um servidor da PRF, partiu de Djairlon a ordem para que a inteligência do órgão atuasse para reforçar abordagens de ônibus e vans durante as eleições de 2022.

A orientação da chefia era que a PRF deveria “tomar um lado”, por determinação do diretor-geral.

O ex-diretor afirmou que a Secretaria de Operações Integradas solicitou a operação em reunião no Ministério da Justiça.

“Foi solicitada a realização de uma operação antes da eleição dos ônibus que saíssem de SP e da região Centro-Oeste com destino ao Nordeste com votantes e recursos financeiros que já estavam em investigação pela PF”, afirmou. “Em mais de 60% dos veículos, não demorou mais de 15 minutos”.

Segundo Djairlon, não houve direcionamento a fiscalização de ônibus com objetivos políticos.

Ele afirmou que o então ministro Anderson Torres pediu para PF e PRF se “empenharem o máximo possível” para realizar o policiamento durante as eleições e evitar crimes eleitorais, como o transporte de valores e o trnsporte irregular de eleitores.

PGR pede que Moraes abra ação contra Eduardo Bolsonaro por atuação nos EUA

A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) a abertura de um inquérito contra o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), por atuar nos Estados Unidos contra o Judiciário brasileiro.

O relator do pedido será o ministro Alexandre de Moraes, por ter relação com outras investigações que tramitam na Corte, como o inquérito das fake news e a ação penal que apura uma tentativa de golpe de Estado no país.

Segundo o procurador-geral, Paulo Gonet, o parlamentar tem utilizado um “tom intimidatório” para tentar atrapalhar o julgamento técnico da ação penal contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pela tentativa de golpe de Estado.

“A busca por sanções internacionais a membros do Poder Judiciário visa interferir sobre o andamento regular dos procedimentos de ordem criminal, inclusive ação penal em curso contra o sr. Jair Bolsonaro”, afirma Gonet na petição.

Para ele, as manifestações de Eduardo mostram que ele “se dedica com denotada diligência ao intuito de impedir, com a ameaça, o funcionamento pleno dos poderes constitucionais” não só do Supremo, mas também da Polícia Federal e da própria PGR.

Segundo Gonet, a gravidade das ameaças se tornou ainda mais relevante depois que o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, admitiu a possibilidade de aplicar sanções ao ministro Alexandre de Moraes, do STF.

“As retaliações buscadas, concatenadas e anunciadas intrepidamente contra as autoridades responsáveis pela condução dos casos mencionados nesta peça se assomam como graves atos de interferência sobre o livre exercício dos poderes constitucionais”, frisa o PGR.

MCTI lança programa Bolsa Futuro Digital para formar profissionais para área de tecnologia

Com investimento de R$ 54 milhões, iniciativa quer formar 10 mil novos programadores nos próximos 24 meses, em 12 estados e no DF

A ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, participou hoje do lançamento do Programa Bolsa Futuro Digital. Na ocasião foram abertas as inscrições para o programa de capacitação gratuito e presencial, que vai formar 10 mil programadores iniciantes, nos próximos 24 meses. A iniciativa é voltada a jovens e adultos sem experiência prévia na área de tecnologia da informação, com interesse em ingressar nas carreiras de desenvolvimento Front-end ou Back-end.

Nesta primeira etapa, serão ofertadas 5 mil vagas, em 12 estados e no Distrito Federal, com prioridade para estudantes da rede pública. Daqui a seis meses, mais 5 mil vagas serão disponibilizadas, ampliando o alcance da ação. Além da formação, os participantes contarão com apoio financeiro mensal durante o curso.

“O Bolsa Futuro Digital não é apenas mais um programa de capacitação, é um passo estratégico para preparar nossos jovens para os empregos que farão a diferença nos próximos anos no setor que não para de crescer, e que vai definir os rumos do nosso desenvolvimento”, afirma a ministra Luciana Santos.

O programa é uma ação do Conecta e Capacita, política pública do MCTI voltada à formação tecnológica e será financiado com recursos do PPI da Lei de Informática, num total de R$ 54,5 milhões. O objetivo é formar profissionais prontos para ingressar no mercado de trabalho, com trilhas em Desenvolvimento Front-end e Desenvolvimento Back-end, certificação e até mesmo uma experiência de trabalho real, por meio de uma residência tecnológica em empresas parceiras.

O que são os PPIs da Lei de Informática

Os Programas e Projetos Prioritários de Interesse Nacional (PPIs) são instrumentos criados no âmbito da Lei de Informática (Lei nº 8.248/1991) para promover a pesquisa, o desenvolvimento e a inovação (PD&I) no setor de tecnologias da informação e comunicação (TICs). Empresas beneficiadas por incentivos fiscais da Lei podem aplicar recursos em PPIs como forma de cumprir suas contrapartidas legais de investimento em PD&I.

Desde 2018, com a atualização da legislação, os PPIs passaram a permitir que as empresas cumpram integralmente essas obrigações, incluindo investimentos exigidos no FNDCT e em convênios com universidades e institutos de pesquisa. A gestão desses recursos é feita de acordo com regulamentos específicos do MCTI, e os projetos devem ser aprovados pelo Comitê da Área de Tecnologia da Informação (CATI). Hoje, os PPIs são uma das principais fontes de financiamento público para capacitação e inovação tecnológica no país.

Segundo a Associação das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação e de Tecnologias Digitais (Brasscom), o Brasil forma 46 mil profissionais de tecnologia por ano, mas a demanda é de cerca de 70 mil. A remuneração no setor pode ser até três vezes maior que a média nacional. Esse cenário contrasta com os 21,2% de jovens entre 15 e 29 anos que não estudam nem trabalham — mais de 45% deles são mulheres pretas ou pardas.

“Precisamos oferecer esperança e perspectiva a essa juventude. Como primeira ministra mulher na história do MCTI, tenho o dever de promover políticas públicas de inclusão feminina”, disse Luciana. Ela reforçou ainda que 50% das vagas do programa serão destinadas a mulheres, como parte do compromisso do MCTI com a inclusão e a igualdade de gênero.

Durante o evento, Marcelino Granja, assessor especial do MCTI, destacou o protagonismo das instituições de ensino e das entidades executoras na construção coletiva do programa. Ele agradeceu o empenho dos parceiros e enfatizou a importância da articulação nacional para alcançar os 10 mil jovens previstos na primeira etapa.

“Essa engrenagem só funciona porque temos uma rede comprometida em todo o país. Instituições federais, universidades estaduais, entidades como a Associação para Promoção da Excelência do Software Brasileiro (Softex) e o Instituto Hardware BR (HBR), dentre outros, se dedicaram para tirar esse projeto do papel. É um esforço de muitos, espalhados por diferentes estados, mas com um objetivo comum: dar oportunidade e dignidade à juventude trabalhadora brasileira”, afirmou.

A reitora do Instituto Federal de Brasília (IFB), Veruska Massukado, destacou a importância do programa como resultado de um esforço coletivo entre instituições públicas e privadas. “Esse projeto une dois elementos essenciais para a dignidade do povo brasileiro: formação profissional de qualidade e empregabilidade”, afirmou. Ela ressaltou o papel estratégico dos Institutos Federais na construção de políticas públicas inclusivas e reiterou o compromisso do IFB em seguir como parceiro em ações que promovam oportunidades reais de desenvolvimento para a população.

O objetivo do programa para os jovens brasileiros, especialmente para aqueles que buscam uma inserção rápida e qualificada no mercado de tecnologia, foi destacado pelo presidente da Softex, Ruben Delgado. Para ele, o projeto é uma oportunidade concreta de ampliar a inclusão digital e social em diversas regiões do país.

“Mais do que formar programadores, essa iniciativa significa abrir portas para jovens de diferentes realidades, oferecendo uma capacitação acelerada e alinhada com as necessidades do mercado. É um passo fundamental para democratizar o acesso às tecnologias e garantir que o Brasil avance com inovação e justiça social. Estamos falando de transformar vidas e fortalecer nossa economia digital, e isso é motivo de muita esperança e orgulho para todos nós”, destacou Ruben Delgado.

Quem pode participar

Para se candidatar ao Bolsa Futuro Digital, é necessário:

* Ter concluído o ensino médio (ou estar em vias de concluir, desde que complete 18 anos até o fim do curso);
* Ter estudado em escola pública ou, em caso de escola privada, com bolsa integral;
* Ter no mínimo 18 anos completos até a data de encerramento da formação;
* Ter acesso à internet para a realização das atividades complementares.
* Não é necessário conhecimento prévio em programação, o que torna o programa uma porta de entrada inclusiva para novos talentos da tecnologia.

Como será o curso:

O treinamento tem duração total de 9 meses, divididos em duas fases:

Fase de formação técnica (6 meses):

* Aulas presenciais duas vezes por semana, com 3 horas por sessão (totalizando 144 horas presenciais);
* Conteúdo complementar online: 56 horas, com apoio das entidades executoras;
* Bolsa de R$ 100/mês nos 3 primeiros meses e R$ 200/mês nos 3 meses finais.
* Fase de residência tecnológica (3 meses):

Os participantes com melhor desempenho poderão participar de uma residência em empresas parceiras, com acompanhamento técnico e bolsa de R$ 600/mês.

O curso adota metodologias modernas como Aprendizagem Baseada em Projetos (PBL) e Sala de Aula Invertida (Flipped Classroom), estimulando a prática e a resolução de problemas reais.
Trilha Front-end ou Back-end – escolha seu caminho:

Os candidatos podem escolher uma das duas trilhas de formação:

* Desenvolvedor Front-end: foco em interfaces, design, interatividade e experiência do usuário, com conteúdos como HTML, CSS/SASS, JavaScript, React e noções de UX.
* Desenvolvedor Back-end: voltado à lógica, servidores e bancos de dados, com aulas sobre JavaScript, Python ou Ruby, orientação a objetos, WebServices e modelagem de dados.

Onde o programa será oferecido:

O Bolsa Futuro Digital será implementado de forma presencial em 12 estados e no Distrito Federal. São eles:

* Região Norte: Pará;
* Região Nordeste: Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Sergipe, Bahia;
* Região Centro-Oeste: Goiás e Distrito Federal;
* Região Sudeste: Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo;
* Região Sul: Santa Catarina, Rio Grande do Sul.

Cada local contará com polos físicos de aula, que podem ser consultados nos portais das entidades executoras. A escolha do polo é feita no momento da inscrição.

Quem executa o programa:

A execução do programa será feita por três entidades, ICTs Executoras de projetos do PPI, o CEPEDI, a SoftexPE e o H.BR, sob coordenação da SOFTEX. A iniciativa também envolve uma ampla rede de instituições federais e estaduais de ensino, como:

UEPA, IFMA, UEPB, UFPE, IFSE, IFBA, IFBaiano, IFMG, IFG, IFB, UFF, IFSP, UNESC e IFRS.

Avaliação e seleção

Haverá processo seletivo com duas etapas: Teste de raciocínio lógico e envio de vídeo demonstrando interesse e motivação para cursar a formação e/ou teste automático de Fit Cultural. A matrícula será feita mediante apresentação de documento com foto, conforme orientação da entidade executora local.

Mais informações e inscrições no site https://bfd.softexpe.org.br/

“Plano sem pé nem cabeça”: o que Mourão já disse da suposta trama golpista

Vice-presidente da República no governo de Jair Bolsonaro (PL), o atual senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS) prestará depoimento ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta sexta-feira (23) na condição de testemunha do ex-ministro general Augusto Heleno.

O parlamentar não foi citado no relatório da Procuradoria-Geral da República (PGR) que denunciou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e outros 33 pelo suposto planejamento de um golpe de Estado no contexto da derrota do ex-presidente na eleição de 2022.

Além de Heleno, Mourão também foi indicado pelas defesas de Jair Bolsonaro, Paulo Sérgio Nogueira e Walter Braga Netto.

Ao longo da investigação, o senador já comentou algumas vezes o caso, chegando a classificá-lo, inclusive, de plano sem pé nem cabeça.

Quando os detalhes começaram a ser divulgados pelo Supremo Tribunal Federal (STF), ele afirmou que não enxergava crime em “escrever bobagem”.

“Nós temos um grupo de militares pequeno… A maioria militares da reserva que, em tese, montaram um plano sem pé nem cabeça. Não consigo nem imaginar como uma tentativa de golpe”, disse em entrevista ao podcast “Bom dia Mourão”, em novembro do ano passado.