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Lula diz a líderes ser “errado” pensar que ele não será candidato em 2026

Presidente se reuniu com deputados da base em jantar na casa de Hugo Motta

Em jantar com deputados na casa do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reforçou os planos de se candidatar à reeleição em 2026. Segundo líderes ouvidos pela CNN, Lula teria dito que “se alguém pensa que ele não é candidato, está errado”.

Assim como fez no encontro com senadores semanas atrás, Lula reforçou que está bem de saúde e que está se preparando para viver “120 anos”.

O encontro foi relatado como amistoso e proveitoso para melhorar a interlocução entre Executivo e Legislativo. “Um jantar para botar os pingos nos i’s”, relatou um dos participantes.

Os deputados também aproveitaram o encontro com o presidente da República para cobrar do governo compromissos com o Congresso, como o pagamento de emendas.

No ano passado, o avanço do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o assunto provocou um represamento de promessas feitas pelos parlamentares em suas bases eleitorais regionais. A demanda também foi endossada pelo presidente da Câmara.

Uma das maiores expectativas que se tinha para o encontro era sobre a pauta da anistia, que é tida pela oposição como prioridade. Na presença de Lula, o assunto foi debatido apenas de forma tangencial.

O próprio presidente, no entanto, teria falado sobre o momento impróprio para se tocar no assunto. Ainda segundo os relatos, a crítica foi de que o projeto de lei não traz um limite temporal para a anistia. Líderes da base teriam acenado em concordância às falas do presidente Lula.

Ministro Silvio Costa Filho e governador Tarcísio de Freitas apresentam a empresários internacionais carteira de investimentos para o setor portuário de São Paulo

Representando o presidente Lula e o governo federal, o ministro de Portos e Aeroportos, ao lado do chefe do Executivo paulista, tem se reunido com potenciais investidores interessados em alocar recursos na infraestrutura nacional

Em Amsterdã, na Holanda, o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, ao lado do governador do Estado de São Paulo, Tarcísio de Freitas, se encontrou, na manhã desta quarta-feira (23), com representantes das empresas Tec Tunnel e Immontec, ambas do setor portuário, para apresentar um grande plano de investimentos para o setor portuário; a exemplo do projeto do Túnel Santos-Guarujá.

A reunião faz parte de uma missão internacional para apresentar a carteira de investimentos em infraestrutura portuária e hidroviária a investidores internacionais. O ministro Silvio Costa Filho já se encontrou com investidores portugueses e representantes da Ballast Nedam, empresa holandesa com mais de meio século de experiência no mercado internacional. Também participam do roadshow o secretário nacional de Portos, Alex Ávila, e o presidente da Autoridade Portuária de Santos (APS), Anderson Pomini.

A intervenção do túnel Santos-Guarujá, aguardada há quase 100 anos, é um dos maiores projetos do Novo PAC, programa do Governo Federal para aceleração do crescimento. O empreendimento está orçado em R$ 6 bilhões e é estratégico para o desenvolvimento do Porto de Santos e para o Estado de São Paulo. O túnel deve ser leiloado no dia 1º de agosto “Essa obra, pronta, vai ajudar na mobilidade urbana, no escoamento da produção, e nós estamos vivenciando o maior volume de investimentos da história do porto. Serão mais de R$ 20 bilhões nesses próximos cinco anos”, afirmou o ministro durante o encontro.

Durante o encontro, o ministro falou sobre a confiança do Governo Federal no projeto do Túnel Santos-Guarujá e ressaltou a segurança jurídica e institucional para que os investidores atuem no Brasil. “Estamos muito confiantes de que vamos, efetivamente, tirar essa obra do papel, uma obra que há mais de 100 anos é sonhada pelo Estado de São Paulo. Essa é uma parceria do governo estadual com o Governo Federal, uma construção coletiva de recursos e investimentos na ordem de aproximadamente R$ 6 bilhões, cujos recursos estão assegurados. Essa obra também vai ajudar na mobilidade urbana, tão sonhada pela população, e na infraestrutura do Porto de Santos”.

Costa Filho também apresentou a agenda hidroviária brasileira e falou sobre a recente criação da Secretaria Nacional de Hidrovias, um avanço para o setor, e sobre as concessões que serão realizadas na área. “Hoje, estamos com projetos de concessão de seis hidrovias, com investimentos na ordem de quase R$ 10 bilhões. É importante registrar que estamos trabalhando para realizar a primeira concessão hidroviária do Brasil. Gostaríamos de trocar experiências para modelar esses projetos, tendo em vista a importância de fortalecer o modal hidroviário como via de escoamento da produção. “Estamos vivendo um bom momento no país, um momento de crescimento econômico e de fortalecimento da infraestrutura”.

Para o presidente da Autoridade Portuária de Santos, Anderson Pomini, essas trocas de experiências ajudam a conhecer não apenas a capacidade tecnológica e de segurança da operação, mas também chamam atenção para o impacto de um empreendimento dessa importância para a região. “Temos de levar em consideração o impacto social e ambiental de uma obra desse porte. É bom lembrarmos que o Porto de Santos está conectado a cinco cidades e tem impacto direto na vida de 2 milhões de habitantes. Então, há temas sociais, habitacionais e ambientais que são muito relevantes, além dos operacionais, já que o porto representa 30% da corrente comercial brasileira”.

Pomini também ressaltou que, além das obras do túnel, o Porto de Santos conta com outros projetos que somam investimentos de R$ 12,5 bilhões, como o aprofundamento do canal. “Temos uma linha do tempo para aprofundar o canal de 15 para 16 metros e, posteriormente, para 17 metros, dividido em três etapas, com início já no segundo semestre. É exatamente nesse canal que projetamos a construção do túnel. Ficamos impressionados com a capacidade e a tecnologia que nos foram apresentadas aqui. É exatamente dessa segurança na operação portuária que precisamos”, explicou.

Com 1,5 km de extensão, sendo 870 metros imersos, o Túnel Santos-Guarujá contará com três faixas de rolamento em cada sentido, incluindo uma faixa exclusiva para o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), além de acessos dedicados a pedestres e ciclistas. Atualmente, mais de 21 mil veículos cruzam diariamente as duas margens utilizando balsas e catraias, além de 7,7 mil ciclistas e 7,6 mil pedestres.

Assessoria Especial de Comunicação Social
Ministério de Portos e Aeroportos

Diretor-geral da Abin é intimado para prestar depoimento à PF sobre espionagem ilegal

Luiz Fernando Corrêa em sabatina na Comissão de Relações Exteriores do Senado Federal. — Foto: Roque de Sá/Agência Senado

g1 – A Polícia Federal intimou o diretor-geral da Agência Brasileira de Informações (Abin), Luiz Fernando Corrêa, para depor no inquérito que apura um esquema de espionagem ilegal.

Segundo o g1 apurou, a ideia é que Correa seja ouvido na próxima quinta-feira (17).

Investigadores ouvidos pelo g1 afirmam que o objetivo é apurar duas coisas:

  • se houve eventual obstrução por parte da atual gestão à investigação do uso da Abin durante o governo Jair Bolsonaro (PL) para espionar autoridades, jornalistas e ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) que o ex-presidente tinha como desafetos, caso conhecido como Abin paralela (clique para saber mais).
  • e se ela tinha conhecimento e autorizou a suposta espionagem de autoridades paraguaias (clique aqui para saber mais).

A intimação põe em polos opostos duas pessoas da extrema confiança de Lula: Corrêa foi diretor-geral da PF durante o segundo governo do petista; Andrei Rodrigues, o atual chefe da corporação, comandou a segurança do presidente durante a campanha de 2022.

Entenda o caso Abin paralela

Iniciada em 2023, a investigação apura se policiais, servidores e funcionários da Abin formaram uma organização criminosa para monitorar pessoas e autoridades públicas, invadindo celulares e computadores sem autorização judicial.

De acordo com os investigadores, a ferramenta FirstMile foi usada para acompanhar os passos de pessoas que eram consideradas desafetas de Bolsonaro.

A expectativa era de que as apurações fossem finalizadas no fim de 2024, o que ainda não aconteceu.

Operação hacker da Abin contra sistemas do Paraguai

Um funcionário da Abin afirmou em depoimento à Polícia Federal (PF) que a atual gestão do órgão teria mantido operações de invasão hacker a sistemas do governo do Paraguai e de autoridades envolvidas nas negociações da usina de Itaipu.

O caso foi revelado pelo portal UOL. A TV Globo teve acesso a trechos do depoimento.

O servidor disse que o ataque começou ainda no governo Bolsonaro, mas que continuou durante o governo Lula, com autorização expressa do atual diretor da Abin, Luiz Fernando Corrêa, e do diretor interino Saulo de Cunha Moura, que ocupou o cargo em maio de 2023.

Segundo o depoimento, a ação tinha como objetivo obter dados sigilosos sobre valores em negociação de um trecho do tratado de Itaipu que impacta no preço que o Brasil paga ao Paraguai por energia produzida na usina binacional.

Em nota, o governo Lula disse que interrompeu a ação assim que ficou sabendo dela, em maio de 2023.

Parede abdominal de Bolsonaro estava “bastante danificada”, diz médico que operou ex-presidente

O médico-chefe da equipe cirúrgica que operou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), Cláudio Birolini, afirmou, em coletiva nesta segunda-feira (14), que a parede abdominal do ex-chefe do Executivo estava “bastante danificada”.

“Era um abdome hostil, múltiplas cirurgias prévias. Aderências causando um quadro de obstrução intestinal e uma parede abdominal bastante danificada em função da facada, das cirurgias prévias. Isso já antecipava que seria um procedimento bastante complexo e trabalhoso”, disse Birolini.

No domingo (13), o líder da direita no país tratou uma suboclusão intestinal. O quadro foi causada por uma obstrução parcial do intestino, em razão da formação de aderências que surgiram após as cirurgias feitas em decorrência da facada que sofreu em 2018, durante a campanha eleitoral.

O procedimento durou 12 horas. Segundo médico cardiologista Leandro Echenique, essa cirurgia foi a mais complexa das operações já feitas por Bolsonaro desde o atentado. A duração da cirurgia, porém, “era esperada”.

O ex-presidente sentiu fortes dores abdominais na manhã da última sexta-feira (110, enquanto cumpria agenda em Santa Cruz, cidade do interior do Rio Grande do Norte. Ele foi encaminhado para um hospital em Natal (RN) de helicóptero, onde realizou os primeiros exames de imagem que mostraram a suboclusão intestinal.

No sábado (12), Bolsonaro foi transferido para Brasília, onde os médicos viram a necessidade de intervenção cirúrgica.

“Ponto inicial foi a facada”

De acordo com Birolini, Bolsonaro precisou passar por cirurgia em decorrência da facada que ele sofreu em 2018, em Minas Gerais, durante campanha eleitoral.

“O ponto de início é a facada, as cirurgias iniciais e posteriormente as outras cirurgias, todas elas têm um fator que tem um papel no quadro atual. O objetivo dessa cirurgia foi reverter todos esses fatores que poderiam contribuir para uma nova ocorrência para um quadro assim. O ponto inicial. que fique claro para todos. foi a facada”, afirmou o médico.

O ex-presidente passou por uma laparotomia exploratória, cirurgia em que o abdômen é completamente aberto tratar condições que não foram previamente identificadas por meio de exames de imagem.

Nesta manhã, Jair Bolsonaro segue na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), apresentando quadro estável e sem previsão de alta.

“Está acordado, conversando conosco, já fez até uma piadinha. Então está tudo sob controle”, destacou Echenique durante coletiva.

Cirurgia de Bolsonaro termina após 12 horas; ex-presidente está estável, e Michelle agradece: ‘Concluída com sucesso’

Por Karla Lucena, Beatriz Pataro, Delis Ortiz, GloboNews e TV Globo — Brasília

A cirurgia do ex-presidente Jair Bolsonaro chegou ao fim na noite deste domingo (13), após 12 horas de duração no Hospital DF Star, em Brasília. O procedimento, iniciado ainda pela manhã, foi realizado para liberar aderências intestinais e reconstruir a parede abdominal — consequência de múltiplas intervenções cirúrgicas realizadas desde a facada sofrida durante a campanha eleitoral de 2018.

“Cirurgia concluída com sucesso! A Deus, toda honra e toda glória! Estou indo agora para a sala de extubação, onde poderei vê-lo. Em breve, os médicos darão uma coletiva com mais informações. Meu coração transborda de gratidão a cada um de vocês que tem orado, enviado mensagens e intercedido pelo meu amor. Obrigada por estarem conosco nesse momento tão delicado. Seguimos firmes, com fé e esperança!”, escreveu Michelle em suas redes sociais.

Em boletim divulgado após a cirurgia, os médicos disseram que Bolsonaro está estável e sem dores, se recuperando na UTI (veja mais abaixo). Uma entrevista coletiva vai ser concedida na manhã desta segunda-feira (14).

Os médicos já haviam informado, no sábado, que a cirurgia seria longa, porque havia várias aderências intestinais para desfazer.

Mais cedo, Michelle informou que os sinais clínicos do ex-presidente estiveram normais e estáveis ao longo da cirurgia.

Ainda não há previsão de alta hospitalar. Os médicos vão dar uma entrevista coletiva nesta segunda-feira (14) para atualizar o estado do ex-presidente.

Bolsonaro foi internado na sexta-feira (11), após passar mal em um evento partidário no interior do Rio Grande do Norte. Diagnosticado com suboclusão intestinal — obstrução parcial do intestino que dificulta a passagem de gases e fezes —, o ex-presidente recebeu atendimento inicial em Santa Cruz (RN), foi transferido para Natal e, posteriormente, levado a Brasília em uma UTI aérea.

O que é a cirurgia
Segundo boletim médico divulgado às 10h23 deste domingo, a equipe optou por uma laparotomia exploradora diante da persistência do quadro, mesmo após medidas clínicas iniciais como jejum, sonda gástrica e hidratação intravenosa.

O cirurgião Cláudio Birolini, responsável pelo procedimento, afirmou que o caso atual foi mais grave do que episódios anteriores de suboclusão enfrentados por Bolsonaro. De acordo com Birolini, a recorrência do problema está relacionada às cirurgias passadas, e a complexidade da situação exigiu uma operação prolongada.

A operação foi acompanhada de perto por Michelle Bolsonaro e pelo senador Rogério Marinho (PL-RN).

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, também se manifestou nas redes sociais, desejando força e pronta recuperação ao ex-presidente.

Íntegra do boletim
Veja a íntegra do boletim médico:

NOTA À IMPRENSA

Brasília, 13 de abril de 2025

O ex-Presidente da República Jair Bolsonaro foi submetido a uma cirurgia de grande porte para extensa lise de aderências e reconstrução da parede abdominal.

O procedimento durou cerca de 12 horas, transcorreu sem intercorrências e não exigiu transfusão de sangue. A obstrução intestinal foi causada por uma dobra no intestino delgado, que dificultava o trânsito intestinal. Essa condição foi resolvida durante o processo de liberação das aderências.

No momento, o ex-presidente encontra-se internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), clinicamente estável, sem dor, e recebendo suporte clínico, nutricional e medidas de prevenção de infecções.

Equipe médica:

Dr. Cláudio Birolini – Chefe da equipe cirúrgica

Dr. Leandro Echenique – Médico cardiologista

Dr. Ricardo Camarinha – Médico cardiologista

Dr. Guilherme Meyer – Diretor Médico do Hospital DF Star

Dr. Allisson Barcelos Borges – Diretor Geral do Hospital DF Star

Bolsonaro passa mal e governo do RN disponibiliza helicóptero

A governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra (PT), disponibilizou um helicóptero para a transferência do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) — que passou mal em uma agenda no interior do estado nesta sexta-feira (11) — a um hospital na capital, Natal.

Bolsonaro estava na cidade de Santa Cruz (RN) quando precisou ser atendido com urgência depois de sentir dores abdominais.

Em nota, o governo do Estado também informou que orientou os gestores da Secretaria de Saúde que adotem “todas as providências necessárias ao eventual atendimento”.

No X (antigo Twitter), o vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ) informou que seu pai estava sentindo dores desde o início da manhã.

“Mesmo assim, iniciou suas atividades e, no percurso, não aguentando mais as dores, foi levado ao hospital de Santa Cruz (RN), onde foi avaliado com reflexos de aderências (consequências permanentes da facada que sofreu) e, então, foi sedado para exames”, disse o parlamentar.

O PL (Partido Liberal), partido em que Bolsonaro faz parte, também se manifestou desejando boa recuperação ao ex-presidente.

“O Partido Liberal está profundamente consternado com o ocorrido e mantém suas orações pela plena recuperação do presidente Bolsonaro, confiando em Deus para que ele supere mais esse momento difícil”, diz a nota.

Bolsonaro e Hugo Motta se encontram em Brasília para discutir anistia

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), esteve reunido, na tarde desta quarta-feira (9), com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para debater sobre o projeto de lei que dá anistia aos presos pelos atos criminosos ocorridos no dia 8 de janeiro.

A reunião entre os dois ocorreu em Brasília e foi confirmada pela assessoria de Motta. O encontro serviu como uma tentativa do ex-presidente de sensibilizar Hugo a pautar o projeto, caso o Partido Liberal consiga as 257 assinaturas para levar o texto da anistia diretamente para o plenário da Casa. Segundo o PL, o projeto já tem o apoio de 246 deputados.

De acordo com auxiliares de ambos, o presidente da Câmara ainda não está convencido a pautar o projeto no plenário e teria sinalizado ao ex-presidente a possibilidade de levar a discussão para uma comissão especial.

Além disso, Hugo Motta tem sugerido discutir o texto com outros Poderes. Segundo relatos, ele teria pontuado a necessidade de conversar com o Senado e com o Executivo.

Aliados afirmam que o presidente da Câmara busca uma costura sobre o tema, incluindo o Supremo Tribunal Federal (STF), para chegar a um texto que possa avançar, inclusive, com apoio do governo na Casa.

Antes da reunião, na terça-feira (8), a CNN antecipou que o encontro entre os dois ocorreria. Bolsonaro já havia telefonado para Motta a fim de entender, segundo aliados, o que estaria travando o andamento da proposta na Câmara.

Durante uma entrevista a um podcast, na noite de terça, o ex-presidente falou sobre o encontro e se mostrou confiante em levar o projeto da anistia para o plenário.

“Desde a campanha [para a presidência da Câmara], ele [Hugo] fala: ‘A maioria dos líderes querendo priorizar uma pauta, nós vamos atender à maioria’. Ele não participa da votação, tanto é que o voto foi pela abstenção. Não precisa lembrá-lo disso aí, ele sabe bem o que está acontecendo. Se a gente conseguir assinatura, ele vai botar em votação, tenho certeza disso”, disse Bolsonaro.

Economia não será mais “fator determinante” de eleição, diz Haddad

Na avaliação do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, a atual conjuntura mundial indica que “a economia não vai ser mais o fator determinante” nas eleições.

“Estamos em uma situação crítica. A economia não vai ser mais o fator determinante de um resultado eleitoral”, disse Haddad em entrevista à coluna de Mônica Bergamo, da Folha de São Paulo, publicada na noite de terça-feira (8).

A declaração foi dada em resposta a uma pergunta sobre a queda de popularidade do governo Lula, apesar de o Brasil ter registrado crescimento econômico em 2024.

Haddad afirmou que o mundo hoje vive uma ascensão da extrema-direita, e citou como exemplo os resultados das eleições na França e dos Estados Unidos.

“Os governos do [presidente da França, Emmanuel] Macron e do [ex-presidente e candidato derrotado por Trump nos EUA, Joe] Biden apresentavam bons indicadores econômicos, e não foram bem nas urnas”, afirmou.

Para o ministro, a baixa popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT),  “não é uma questão crônica”.

“A queda não é crônica. É recente. Eu penso que o solavanco que ocorreu com o dólar em dezembro, nos debates com o mercado financeiro, causou uma certa apreensão”.

Em dezembro do ano passado, a moeda americana fechou o ano em R$ 6,18, apresentando uma alta de 27,36% ao longo de 2024, maior oscilação desde 2020.

Anistia: entenda o que diz o projeto que perdoa envolvidos nos atos de 8/1

Mais uma manifestação promovida pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ocorreu no domingo (6) na Avenida Paulista, em São Paulo. A pauta bolsonarista se concentra em pressionar a favor do projeto de lei da anistia para os envolvidos nos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023.

Travado na Câmara dos Deputados desde o ano passado, o projeto que beneficia quem participou dos ataques na Praça dos Três Poderes, em Brasília, tem sido alvo de intensas investidas envolvendo a articulação de parlamentares da oposição.

Sem uma resposta definitiva do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), sobre pautar o texto em plenário, a bancada do Partido Liberal (PL) tem ameaçado obstruir a pauta da Casa.

Hugo, porém, disse que não cederá a pressões e que discutirá o texto com os líderes partidários até o final deste mês. Hoje, a tendência é enviar o projeto a uma comissão pessoal, antes de pautá-la no plenário da Casa Legislativa.

Banco do Nordeste financia primeira unidade brasileira da Unipar Carbocloro fora de SP

Com financiamento do Banco do Nordeste (BNB), a Unipar Carbocloro inaugurou, nesta quinta-feira, 3, uma nova unidade fabril, no Polo Industrial de Camaçari, na Bahia. Essa é a primeira planta brasileira da empresa fora do estado de São Paulo e representa um marco para o fortalecimento da indústria química no Nordeste. O empreendimento amplia a produção de insumos essenciais para diversos setores e impulsiona o desenvolvimento econômico regional.

A nova unidade fortalece a presença da Unipar na região, garantindo o fornecimento de matérias-primas para segmentos como saneamento básico, papel e celulose, alimentos e bebidas, tratamento de água e indústria química em geral.

Participaram da cerimônia o diretor Financeiro e de Crédito do BNB, Wanger Alencar, e o superintendente do Banco do Nordeste na Bahia, Pedro Lima Neto. Também estiveram presentes o secretário de Desenvolvimento Econômico da Bahia, Ângelo de Almeida, o prefeito de Camaçari, Luiz Caetano, o secretário de Meio Ambiente da Bahia, Eduardo Sodré Martins, e o presidente da Federação das Indústrias do Estado da Bahia, Carlos Henrique Passos.

Líder na produção de cloro e soda cáustica e segunda maior produtora de PVC da América Latina, a Unipar Carbocloro projeta para a nova unidade uma capacidade produtiva de 20 mil toneladas de cloro, 22 mil toneladas de soda cáustica, 23 mil toneladas de ácido clorídrico e 160 toneladas de hipoclorito de sódio por ano. Além disso, serão instalados equipamentos para a produção de matérias-primas voltadas ao agronegócio.

O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, participou do evento por vídeo e destacou a importância do apoio do Banco do Nordeste para viabilizar o projeto. “Na nossa indústria, graças ao Regime Especial da Indústria Química (REI) lançado pelo presidente Lula, esse grande setor da nossa economia já anunciou mais de R$ 750 milhões em investimentos. E agora temos mais um avanço com a inauguração da primeira planta da Unipar no Nordeste, que contou com o apoio fundamental do Banco do Nordeste, presidido por Paulo Câmara, grande parceiro da política industrial brasileira. A nova unidade em Camaçari atenderá todo o Nordeste, que teve um crescimento de 2,5% da indústria de transformação no ano passado, gerando emprego e renda para a nossa população”, ressaltou o vice-presidente.

O diretor financeiro e de crédito do Banco do Nordeste, Wanger Rocha, destacou a escolha do Polo Industrial de Camaçari para implantação da nova unidade e a importância estratégica para fortalecimento das indústrias baiana e nordestina. “A inauguração dessa planta da Unipar hoje é a união de estratégias e políticas de governo relevantes. Envolve um empresário que acredita na atividade dele e que traz para o Nordeste uma planta desse porte. E envolve o Banco do Nordeste, que é o fomentador da atividade econômica da região. É um privilégio do BNB participar desse projeto, ao atender plenamente os anseios desse grupo empresarial e financiar um volume de recursos significativo nesse empreendimento. Acreditamos que será um grande sucesso para Camaçari, para a Bahia e para o Brasil”, afirma.

Com foco em inovação e sustentabilidade, a nova planta incorpora tecnologias que permitem a recuperação de energia para produção limpa de vapor e a redução na geração de dióxido de carbono. O projeto também gera impacto direto na economia regional, com a criação de empregos qualificados, fortalecimento da cadeia produtiva local e ampliação da competitividade do Polo Industrial.

Segundo Rodrigo Cannaval, CEO da Unipar Carbocloro, o financiamento do Banco do Nordeste foi essencial para consolidar esse avanço da empresa e reforçar sua estratégia de proximidade com os clientes do Norte e Nordeste. “Esse projeto da Unipar é composto por diversos fatores: tem um pilar social, porque a gente vai colaborar com a comunidade; tem o pilar ambiental, porque a gente está utilizando energia renovável; e tem o pilar de sustentabilidade financeira. A Unipar é uma empresa de capital aberto e a gente precisa de parceiros de fomento, como foi o caso do BNB, que impulsiona esse tipo de projeto. Então foi a parceria perfeita. Agradecemos todo o suporte, a comunicação e a disponibilidade dos colaboradores do BNB”, afirmou Rodrigo Cannaval.