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Bolsonaro definiu decisão de Moraes por prisão domiciliar como um “absurdo”

Jair Bolsonaro (PL) definiu como um “absurdo” a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), de decretar sua a prisão domiciliar por descumprimento de medida cautelar imposta no âmbito da investigação que apura a atuação do ex-presidente contra a soberania nacional.

Bolsonaro foi surpreendido pela chegada da Polícia Federal, na segunda-feira (4), na casa onde mora, em um bairro nobre de Brasília. Ele ainda estava fora de sua residência quando foi abordado pelos agentes da corporação.

Sem oferecer resistência, o ex-presidente entregou à PF seu aparelho celular. Não houve busca e apreensão no endereço de Bolsonaro.

A defesa do ex-chefe do Executivo chegou ao local depois do cumprimento da medida. Segundo relatos, Bolsonaro estava contrariado com a decisão.

Desde o dia 18 de julho, o ex-mandatário estava submetido ao monitoramento contínuo por uso de tornozeleira eletrônica e proibido de sair de casa no período da noite.

A partir de agora, Bolsonaro não poderá receber visitas sem autorização prévia da Justiça.

Moraes decreta prisão domiciliar de Jair Bolsonaro; PF faz buscas na casa do ex-presidente

Por Márcio Falcão, TV Globo — Brasília

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta segunda-feira (4) a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Moraes justificou que descumpriu as medidas cautelares impostas a ele, por ter veiculado conteúdo nas redes sociais dos filhos.

Na decisão, Moraes afirma que Bolsonaro utilizou redes sociais de aliados – incluindo seus três filhos parlamentares – para divulgar mensagens com “claro conteúdo de incentivo e instigação a ataques ao Supremo Tribunal Federal e apoio ostensivo à intervenção estrangeira no Poder Judiciário brasileiro”.

“Não há dúvidas de que houve o descumprimento da medida cautelar imposta a Jair Messias Bolsonaro”, escreveu Moraes. Para o ministro, a atuação do ex-presidente, mesmo sem o uso direto de seus perfis, burlou de forma deliberada a restrição imposta anteriormente.

Com isso, Moraes determinou que Bolsonaro cumpra prisão domiciliar em seu endereço residencial. A decisão inclui:

uso de tornozeleira eletrônica;
proibição de visitas, salvo por familiares próximos e advogados;
recolhimento de todos os celulares disponíveis no local.

O despacho ressalta que as condutas de Bolsonaro demonstram “a necessidade e adequação de medidas mais gravosas de modo a evitar a contínua reiteração delitiva do réu”.

Segundo Moraes, as medidas cautelares em vigor foram desrespeitadas “mesmo com a imposição anterior de restrições menos severas”, como a proibição de uso das redes sociais e de contato com outros investigados.

Além disso, o ministro destaca que o ex-presidente produziu material destinado à publicação por terceiros, driblando a censura direta aos seus canais e mantendo “influência ativa” no debate político digital.

A decisão foi proferida no âmbito da investigação que apura a articulação de uma tentativa de golpe após o resultado das eleições de 2022. Bolsonaro já é réu nesse inquérito e também em outras ações penais que tramitam no STF.

Senador Marcos do Val coloca tornozeleira eletrônica por determinação de Moraes

Senador passa a cumprir medidas cautelares por ordem do ministro Alexandre de Moraes, do STF

CNN – A PF (Polícia Federal) realiza uma operação, na manhã desta segunda-feira (4), contra o senador Marcos do Val (Podemos-ES), por determinação do ministro Alexandre de Moraes, STF (Supremo Tribunal Federal).

O senador é alvo de medidas cautelares e passará a ser monitorado por tornozeleira eletrônica. Além disso, o parlamentar terá que entregar todos os seus passaportes.

Do Val foi alvo da ação policial no Aeroporto Internacional de Brasília, no momento em que desembarcou de voo dos Estados Unidos. Ele viajou para fora do Brasil e ficou dez dias em solo norte-americano, mesmo com ordem do STF de entrega do passaporte.

Além da PF, a Seap (Secretaria de Estado de Administração Penitenciária) do DF também acompanha a operação.

Moraes diz que vai ignorar sanções de Trump

g1 – O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou nesta sexta-feira (1º) que a Corte não irá se “envergar a ameaças covardes e infrutíferas” e que pretende ignorar as sanções aplicadas contra ele pelo governo dos Estados Unidos.

“As ações prosseguirão. O rito processual do STF não se adiantará, não se atrasará. O rito processual do STF irá ignorar as sanções praticadas. Esse relator vai ignorar as sanções que lhe foram aplicadas e continuar trabalhando, como vem fazendo, no plenário, na Primeira Turma, sempre de forma colegiada”, disse Moraes.

Ele prosseguiu: “Esta Corte vem e continuará realizando sua missão constitucional. Em especial, neste segundo semestre, realizará os julgamentos e as conclusões dos quatro núcleos das importantes ações penais relacionadas à tentativa de golpe de Estado de 8 de janeiro”.

Moraes fez o pronunciamento durante a cerimônia de abertura do semestre do Judiciário, após o recesso.

Esta é a primeira fala pública do ministro após ser incluído na lista de sancionados pela Lei Magnitsky, norma do governo dos EUA para punir estrangeiros (entenda mais abaixo).

“Acham que estão lidando com pessoas da laia deles. Acham que estão falando também com milicianos. Mas não estão, estão falando com ministros da Suprema Corte brasileira”, disse Moraes.

Governo Federal deposita primeira parcela do novo Precatório do Fundef na conta do STF

A presidenta do Sintepe (Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Pernambuco), Ivete Caetano, informou nas redes sociais do Sindicato que o Governo Federal efetuou hoje (31) o depósito da primeira parcela do novo precatório do Fundef na conta da Caixa Econômica do Supremo Tribunal Federal (STF). O valor desta parcela depositada – que corresponde a 40% de um total de mais de 1,2 bilhões – é de R$ 559.688.000,00 (quinhentos e cinquenta e nove milhões, seiscentos e oitenta e oito mil reais).

O total deste precatório ainda será pago em mais duas parcelas: em 2026 (30%) e 2027 (30%), totalizando 100% do valor, que ainda será acrescido de correção monetária. A Assessoria Jurídica do Sintepe acompanha e agiliza o processo quase que diariamente, defendendo os interesses e o direito da parte mais interessada na demanda que são os profissionais do magistério beneficiários dos valores.

O depósito cumpre a primeira etapa do pagamento deste precatório ao Estado de Pernambuco, sendo que do total dos mais de R$ 559,68 milhões (60% do valor) será destinado a professores e professoras que lecionaram na rede estadual de ensino entre os anos de 1997 e 2006.

O Sindicato esteve no STF ainda no mês de junho, de onde obteve a informação sobre a transferência na Secretaria de Orçamento e Finanças da Suprema Corte. “Agora, a expectativa é pela rápida transferência dos valores da conta do STF para a conta do Fundef em Pernambuco. O Governo Federal fez a parte dele, depositando o precatório na conta do STF. O STF, por sua vez, se comprometeu com o Sintepe a transferir o mais rápido possível o valor para a conta específica do Fundef em Pernambuco. Agora, o Governo do Estado de Pernambuco deve fazer a parte dele agilizando o pagamento aos beneficiários”, detalhou Ivete Caetano, presidenta do Sintepe.

O assessor jurídico do Sintepe, Breno Perez, esclarece que este novo precatório decorre de uma luta pelo reconhecimento do direito, também, ao saldo que era ainda controverso na ação que tramita no STF, uma vez que a AGU não reconhecia o direito aos mais de R$ 1,2 bilhões que ainda estavam em disputa. “A conquista do acordo judicial realizado em 2024 e que levou a este novo precatório, popularmente chamado de 4ª parcela, também é fruto da luta política e jurídica histórica que garantiu a subvinculação dos 60% aos profissionais do magistério, garantiu o correto pagamento dos mais de R$ 4 bilhões de reais que foram pagos nas parcelas liberadas em 2022, 2023 e 2024 e, agora, resta assegurado o direito ao novo precatório com parcelas a serem pagas em 2025, 2025 e 2027”, explicou o jurista.

O Sintepe também informou que na próxima segunda-feira, 4 de agosto, haverá uma reunião entre Sindicato e Governo do Estado para tratar sobre o trâmite do precatório e celeridade no processo de pagamento aos beneficiários.

Sobre o Sintepe
O Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Pernambuco (Sintepe) é a entidade representativa dos professores, analistas educacionais e administrativos da Rede Estadual de Ensino em Pernambuco.