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STF vai investigar recuo da PM que facilitou invasão de golpistas

Caso deve ser analisado na investigação que apura suposta omissão de autoridades.

g1 — O Supremo Tribunal Federal (STF) vai incluir no inquérito que apura a responsabilidade de autoridades nos atos de vandalismo no dia 8 de janeiro imagens feitas pela própria Corte que mostram o recuo de policiais militares do Distrito Federal diante de bolsonaristas radicais, o que facilitou o acesso dos vândalos ao prédio do tribunal.

Nesse inquérito, o Supremo apura se houve omissão de autoridades, como do governador afastado Ibaneis Rocha (MDB), do ex-secretário de Segurança Pública do DF e ex-ministro da Justiça Anderson Torres e do ex-comandante-geral da Polícia Militar do DF coronel Fábio Vieira. O relator do caso é o ministro Alexandre de Moraes.

As imagens foram feitas por drones, câmeras instaladas no prédio e do circuito interno, além das acopladas nos uniformes dos policiais judiciais. As gravações são do dia 8 de janeiro, quando as três sedes dos Poderes em Brasília foram vandalizadas, e foram divulgadas pelo STF à imprensa nesta quarta-feira (25).

Senado identifica mais 23 pessoas envolvidas em atos golpistas

Expectativa é que representação seja entregue ainda nesta semana. No dia 8 de janeiro, vândalos bolsonaristas radicais invadiram e depredaram o Congresso, o Planalto e o STF.

g1 — A Polícia Legislativa do Senado informou nesta quarta-feira (25) que identificou mais 23 pessoas envolvidas nos atos terroristas de 8 de janeiro que depredaram o Congresso Nacional.

O g1 apurou que, diante dessa informação, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), deve enviar ainda nesta semana à Procuradoria Geral da República (PGR) um pedido para que esses suspeitos sejam investigados.

No último dia 8, vândalos bolsonaristas radicais invadiram e depredaram em Brasília os prédios do Congresso, do Palácio do Planalto e do Supremo Tribunal Federal.

Os terroristas também danificaram obras de arte e destruíram móveis e equipamentos de trabalho dos funcionários.

Desde então, houve vários desdobramentos, como:

  • a prisão de vários desses terroristas;
  • a intervenção federal na segurança pública do Distrito Federal;
  • a prisão do ex-secretário de Segurança Pública do DF, Anderson Torres;
  • o afastamento do governador do DF, Ibaneis Rocha (MDB); e
  • a identificação de militares envolvidos nos atos.

Se confirmada, esta será a segunda representação enviada pelo Senado à PGR.

No último dia 13, Rodrigo Pacheco entregou ao procurador-geral, Augusto Aras, uma representação com dados sobre os vândalos.

Lula confirma que BNDES vai financiar gasoduto na Argentina

thenewscc — Depois de pousar em terras argentinas, Lula teve uma segunda-feira de reuniões em Buenos Aires. Em uma dessas, falando com empresários argentinos e brasileiros, afirmou que o Brasil vai voltar a financiar projetos no exterior.

  • E o primeiro projeto é um gasoduto da Argentina. O 1° trecho dele já foi concluído, e, agora, o país busca recursos para dar sequência nas obras. Em uma outra fase futura, o gasoduto poderá chegar ao Brasil

No meio de dezembro, a secretária de Energia argentina anunciou que já contava com US$ 689 milhões de financiamento do Banco Nacional Desenvolvimento Econômico e Social para a obra do gasoduto.

  • Na época, ainda no governo Bolsonaro, o BNDES negou a fala da secretária do país, alegando que não tinha liberado nada.

Na reunião, ao lado de Alberto Fernández, Lula comentou sobre o assunto, afirmando que tem certeza que empresários brasileiros têm interesse no gasoduto, colocando esse fator como motivo para criar condições para o financiamento.

Ele citou o orgulho de poder financiar obras em países da América do Sul, citando que o papel dos países maiores é ajudar os que têm menos condições. Além disso, lembrou que faz quatro anos que o BNDES não empresta dinheiro para o desenvolvimento.

Preço da gasolina nos postos cai pela segunda semana consecutiva e volta a ficar abaixo de R$ 5, mostra ANP

Valores médios do etanol e do diesel também recuaram na última semana.

g1 — O preço médio do litro da gasolina vendido nos postos do país recuou pela segunda semana consecutiva, segundo dados divulgados nesta segunda-feira (23) pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

O preço médio do combustível caiu de R$ 5,04 para R$ 4,98 na semana de 15 a 21 de janeiro – um recuo de 1,19%. O valor mais caro encontrado pela ANP foi de R$ 6,99 o litro.

O litro do etanol hidratado também caiu: foi de R$ 3,94 para R$ 3,85 – uma queda de 2,28%. O valor mais alto encontrado pela agência na última semana foi de R$ 6,57.

Já o preço médio do diesel passou de R$ 6,36 para R$ 6,32 o litro – recuo de 0,62%. O valor mais alto encontrado na semana foi de R$ 7,99.

 

Lewandowski manda suspender uso do Censo de 2022 para a distribuição do FPM

O poder público deve agir com lealdade, transparência e boa-fé. Sendo assim, não pode modificar condutas de forma inesperada, anômala ou contraditória, de maneira a surpreender os administrados ou frustrar suas legítimas expectativas.

Com essa fundamentação, o ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal, suspendeu nesta segunda-feira (23/1), em liminar, uma decisão normativa do Tribunal de Contas da União que utilizava os dados do incompleto Censo Demográfico de 2022 para a distribuição do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) de 2023. Com a decisão, serão mantidos neste ano os coeficientes usados em 2018.

Contexto
O FPM é um repasse da União aos municípios pela participação na arrecadação de tributos federais (IR e IPI). A distribuição dos recursos é feita de acordo com o número de habitantes de cada cidade.

No ano passado, o TCU determinou a distribuição do FPM de 2023 com base nos dados populacionais do Censo de 2022, ainda não concluído. A Assembleia Legislativa da Bahia (Alba) e o Partido Comunista do Brasil (PCdoB) contestaram a normativa no STF.

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), somente algumas dezenas de municípios passaram por todas as etapas de verificação do Censo e podem ser consideradas finalizadas. Além disso, a coleta de dados ocorreu em apenas 4.410 dos 5.570 municípios do país.

ADPFs
A Assembleia baiana e o PCdoB alegaram que a decisão do TCU causaria prejuízo aos municípios, pois o critério estipulado para a distribuição dos valores não contemplaria toda a população. Também apontaram uma possível perda de R$ 3 bilhões para 702 municípios, conforme cálculo da Confederação Nacional de Municípios (CNM).

Para proteger a situação de municípios que apresentassem redução dos coeficientes a partir de uma mera estimativa anual do IBGE, a Lei Complementar 165/2019 determinou a adoção do coeficiente de 2018 até a conclusão de um novo Censo.

Os autores argumentaram que o ato do TCU gera uma “inconsistência
orçamentária” a uma “parcela razoável” dos municípios que confiaram na estabilidade do coeficiente com base na lei complementar.

Direitos violados
Para Lewandowski, o TCU desconsiderou a norma e violou diversos princípios constitucionais, como os da segurança
jurídica e da proteção da confiança legítima.

De acordo com o relator, mudanças abruptas dos coeficientes de distribuição do FPM interferem no planejamento e nas contas municipais. Isso causa “uma indesejável descontinuidade das políticas públicas mais básicas, sobretudo de saúde e educação dos referidos entes federados, prejudicando diretamente as populações locais menos favorecidas”.