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Líder de Lula diz que ‘tese de incorporar’ PP e Republicanos ao governo está ‘consolidada’

Por Guilherme Mazui, g1 — Brasília

O líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE), afirmou que “está consolidada” a “tese de incorporar” o PP e o Republicanos ao governo Lula.

As duas siglas fazem parte do Centrão, grupo de partidos que historicamente trocam apoio aos governos por cargos e verbas do orçamento federal.

Segundo o líder, que conversou com jornalistas no Palácio do Planalto, os dois partidos entrarão no governo “a qualquer momento”, porém o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ainda não decidiu quais pastas serão oferecidas.

“A tese de incorporar esses partidos no governo já está consolidada. Igualmente esses nomes que surgiram na imprensa por indicações dos partidos. Essas forças políticas irão para o governo”, disse Guimarães.

O líder se referiu aos deputados André Fufuca (PP-MA) e Silvio Costa Filho (Republicanos-PE), que nesta terça tiveram reuniões separadas no Planalto com o ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, responsável pela articulação política do governo junto ao Congresso.

Guimarães afirmou que Lula dará a “linha” de possíveis mudanças na Esplanada após retornar de viagem à Bélgica, onde participa da cúpula de países da União Europeia e América Latina e Caribe. Lula tem previsão de voltar na noite desta quarta-feira (19) a Brasília.

“O presidente não bateu o martelo, não deliberou nada, qual tamanho, para onde, nada”, disse.

Guimarães também elogiou Costa Filho que, segundo ele, esteve ao lado de Lula desde as eleições do ano passado, apesar de o Republicanos ter apoiado o então presidente Jair Bolsonaro.

“Silvio sempre foi um parlamentar que apoiou Lula, desde primeiro e segundo turno. É um parceiro permanente do governo. Portanto, ele vindo para o ministério, qualquer que seja o ministério, eu acho que é uma boa para o governo”, disse Guimarães.

Atualmente, o PP tem 49 deputados, enquanto o Republicanos reúne 41. O PP é o partido do presidente da Câmara, Arthur Lira.

Com a possível nomeação de políticos destes partidos, Lula tenta ampliar sua base de apoio nas votações no Congresso.

A mudança segue a linha da troca no ministério do Turismo, na qual Lula demitiu Daniela Carneiro e nomeou Celso Sabino a fim de seguir indicação do União Brasil.

Banco do Nordeste adere ao programa Desenrola Brasil para renegociar dívidas

O Banco do Nordeste (BNB) aderiu ao programa do Governo Federal Desenrola Brasil para oferecer vantagens na renegociação de dívidas e estimular a regularização de consumidores no sistema bancário. As medidas incluem renegociações com descontos e retirada do nome de devedores de cadastros externos.

O programa Desenrola Brasil foi iniciado nesta segunda-feira, 17, para regularizar débitos de clientes de duas faixas de endividamento: até R$ 5 mil e acima de R$ 5 mil.

Os clientes que possuem débitos de até R$ 100 terão seus nomes removidos dos cadastros externos de devedores. “É importante destacar que a dívida não desaparece. No entanto, os clientes têm a possibilidade de aproveitar as condições do programa para negociar suas operações com redução de valor”, informa o presidente do BNB, Paulo Câmara.

“A adesão ao Desenrola Brasil reforça nosso compromisso em promover a inclusão financeira e apoiar o desenvolvimento econômico da Região. Estamos empenhados em oferecer condições vantajosas para a renegociação de dívidas, possibilitando que nosso cliente regularize sua situação e retome sua atividade produtiva com maior tranquilidade e mais planejamento“, afirma o executivo.

Paulo Câmara reforça que a Instituição está dedicada a oferecer soluções visando reduzir o impacto financeiro causado pela inadimplência e proporcionar condições favoráveis para a recuperação econômica.

Podem aproveitar as oportunidades os clientes que contrataram crédito e foram incluídos nos cadastros de inadimplentes até 31 de dezembro de 2022

Quem são os suspeitos de agredir a família de Moraes em Roma

As agressões aconteceram no Aeroporto Internacional de Roma, na Itália, na sexta-feira (14).

Andreia, Alex Zanatta (ao centro) e Roberto Montovani Filho no Aeroporto de Guarulhos — Foto: Reprodução

g1 — A Polícia Federal (PF) apura uma denúncia de agressão à família do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que ocorreu no Aeroporto Internacional de Roma, na Itália, na sexta-feira (14). Pelo menos quatro pessoas foram intimadas a depor, sendo que três como suspeitos e um como testemunha.

Entre os envolvidos estão um empresário e um ex-candidato a prefeito de Santa Bárbara d’Oeste. Os suspeitos negam as agressões. Veja o que se sabe sobre o caso até agora:

O que aconteceu?

As agressões aconteceram por volta das 18h45 (13h45 no horário de Brasília) no aeroporto de Roma. Moraes estava no país para uma palestra na Universidade de Siena, acompanhado do filho.

A confusão começou após Andréa Mantovani, chamar Moraes e “bandido, comunista e comprado”. Em seguida, Roberto Mantovani Filho gritou e agrediu fisicamente o filho do ministro, acertando um golpe no rosto do rapaz. Com o impacto, os óculos do filho de Moraes chegaram a cair no chão.

Após a agressão, Roberto, Andréa e Alex Zanatta prosseguiram com os xingamentos.

Quem são os envolvidos

Roberto Mantovani Filho, apontado como a pessoa que agrediu o filho de Moraes, é de Santa Bárbara d’Oeste (SP) e foi candidato a prefeito pelo PL em 2004, mas perdeu as eleições. Desde 2016, ele é filiado ao PSD.

Em nota, o partido informou que “repudia o episódio” envolvendo Moraes e deve acionar a Comissão de Ética da legenda “para que sejam tomadas as medidas punitivas cabíveis, que devem culminar em sua expulsão”.

Além do empresário, a Polícia Federal também identificou outros dois agressores: uma mulher, identificada como Andreia Mantovani, esposa de Roberto, e Alex Zanatta Bignotto, dono de uma imobiliária em Santa Bárbara d’Oeste.

 

Alexandre de Moraes é hostilizado e filho é agredido em Roma; PF investiga o caso

Estadão Conteúdo

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes foi hostilizado nesta sexta-feira, 14, por um grupo de brasileiros no aeroporto internacional de Roma, na Itália. O ministro foi atacado por três brasileiros por volta das 18h45 no horário local. Uma mulher identificada como Andréia xingou o ministro de “bandido, comunista e comprado”.

Na sequência, um homem identificado pela Polícia Federal (PF) como Roberto Mantovani Filho reforçou os xingamentos e chegou a agredir fisicamente o filho do ministro. Um outro homem identificado como Alex Zanatta se juntou aos dois agressores disparando palavras de baixo calão.

Por determinação de Alexandre de Moraes, o ex-deputado Roberto Jefferson terá estado de saúde avaliado
Moraes estava acompanhado de seus familiares no aeroporto. O ministro retornava da Universidade de Siena, onde realizou uma palestra no Fórum Internacional de Direito. As informações foram confirmadas por interlocutores da PF e do Ministério da Justiça.

Os três brasileiros se tornaram alvos de um inquérito da Polícia Federal, mas não chegaram a ser presos. O ministro da Justiça, Flávio Dino (PSB), ligou para Moraes e se solidarizou após a violência sofrida pelo magistrado.

O STF informou que não se manifestaria sobre o caso.

Lula vai à Bélgica neste sábado para participar de cúpula entre Celac e União Europeia

Por Pedro Henrique Gomes, g1 — Brasília

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) embarca na noite deste sábado (15) para Bruxelas, capital da Bélgica, para participar da cúpula que reúne países da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac) e da União Europeia.

O encontro entre os líderes dos blocos, que reúnem 60 países, acontecerá entre segunda (17) e terça-feira (18), na capital belga. A última reunião havia ocorrido em 2015, também na Bélgica.

Segundo o Itamaraty, o governo brasileiro avalia que a cúpula pode dar “impulso” às relações bilaterais entre os países.

O Brasil havia deixado a Celac durante o governo de Jair Bolsonaro (PL). O retorno ao grupo ocorreu neste ano, após a posse de Lula.

A expectativa é que a reunião da próxima semana discuta temas como:

mudança do clima e transição justa e sustentável;
transição digital inclusiva e justa;
segurança cidadã e combate ao crime transnacional;
comércio e desenvolvimento sustentável;
e recuperação global pós-pandemia da Covid-19.

Acordo Mercosul-UE
No comando do Mercosul, Lula foi convidado a participar da cúpula pelo primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, que preside o bloco europeu. Os dois têm discutido os detalhes finais de um acordo comercial entre os blocos.

Ao assumir o bloco sul-americano, no início do mês, o presidente chegou a sugerir que o Mercosul poderia “roubar a cena” da cúpula para negociar termos do acordo.

Parte já foi concluída em 2019. No entanto, neste ano, os europeus enviaram uma carta adicional ao Mercosul, que prevê sanções em questões ambientais — mobilização liderada pela França.

O teor do documento foi classificado por Lula como “ameaça”, e o governo brasileiro anunciou que trabalhava em uma resposta.

Segundo o blog da jornalista Julia Duailibi no g1, o Itamaraty finalizou nesta sexta (14) a contraproposta, que será encaminhada aos países do Mercosul.

Em razão da ausência de tempo hábil para as lideranças avaliarem o texto, o Ministério das Relações Exteriores prevê que o tema não será abordado na cúpula, como havia previsto Lula.

Lideranças progressistas
Lula deve retornar ao Brasil após o término da cúpula, na terça (18). Além da reunião entre os blocos, a agenda na Bélgica contará com um encontro de líderes progressistas.

Segundo a secretária do Itamaraty para o continente europeu, Maria Luisa Escorel de Moraes, o convite partiu de Stefan Lofven, ex-primeiro-ministro da Suécia.

Ainda de acordo com a secretária, além de Lula, deverão participar do encontro chefes de Estado ou de governo dos seguintes países:

Argentina;
Chile;
Colômbia;
Portugal;
República Dominicana;
Alemanha;
Dinamarca;
e Espanha.
O presidente ainda participará de outros compromissos, entre os quais:

plenária sobre “reforma da arquitetura financeira internacional”;
fórum empresarial;
e reuniões bilaterais com representantes da Bélgica, Áustria e Suécia.

Agenda internacional
Desde que tomou posse, em janeiro deste ano, Lula tem dedicado boa parte da agenda à política externa, afirmando que busca colocar o Brasil em posição de protagonismo no cenário internacional.

Nessa estratégia, tem tido diversos encontros com políticos historicamente ligados a ele ou ao campo político de esquerda.

Nos últimos seis meses, entre outros compromissos, ele:

se encontrou, por diversas vezes, com o presidente argentino, Alberto Fernández;
recebeu, em Brasília, o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro;
e promoveu uma cúpula de líderes da América do Sul.