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Projeto percorre oito municípios levando atividades científicas, sociais e educacionais para as comunidades ribeirinhas

Começou nesta terça-feira (21), em Piranhas (AL), a 6ª edição da Expedição Científica do Baixo São Francisco, que tem apoio do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). Ao longo de 240 quilômetros, a expedição leva uma série de atividades científicas, sociais e educacionais, como ações de reflorestamento, visita a escolas públicas, feiras de ciências e coleta de amostras da água do rio em 36 pontos, para análise do material e detecção de contaminação. Pelo menos 90 pesquisadores participam da coleta.

O cuidado com a saúde das comunidades ribeirinhas também faz parte das atividades da expedição, que oferece atendimento médico e odontológico nos oito municípios envolvidos para a população indígena e quilombola.

A expedição vai até 30 de novembro e passa pelos municípios alagoanos de Piranhas, Pão de Açúcar, Traipu, São Brás, Igreja Nova, Penedo e Piaçabuçu, além da cidade sergipana de Propriá.

O projeto, realizado pela Universidade Federal de Alagoas (UFAL), recebeu do MCTI oito kits com computador e data show para oito escolas ribeirinhas. Três escolas receberam ar-condicionado.

“Ao longo dos últimos três anos, o ministério tem participado das atividades e contribuído com recursos para a realização do evento científico, social e educacional”, disse a diretora de Tecnologia Social, Economia Solidária e Tecnologia Assistiva do MCTI, Sônia da Costa, que participa da expedição.

Além do MCTI, o projeto conta com a parceria do Ministério da Pesca, Codevasf, da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Alagoas (Fapeal) e do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco.

Caixa e BB abrem uma hora mais cedo nesta quarta-feira para renegociação de dívidas do Desenrola

Por André Catto, g1

As agências da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil (BB) vão abrir uma hora mais cedo nesta quarta-feira (22) para atendimentos sobre o Desenrola Brasil, programa do governo federal para renegociação de dívidas.

A ação faz parte do “Dia D” do Desenrola, promovido pelo Ministério da Fazenda. Bancos privados como o Itaú, o Bradesco e o Santander informaram que não vão alterar os horários de funcionamento de suas agências (veja mais abaixo).

Na última segunda-feira (20), o Desenrola começou a oferecer parcelamento para dívidas de até R$ 20 mil. O programa contempla dívidas negativadas entre 2019 e 31 de dezembro de 2022.

Poderão ser renegociadas dívidas bancárias e não bancárias — como contas de luz, água, cartão de crédito, varejo, educação, entre outros. Os descontos nas dívidas podem chegar até 99%.

Pelas regras do programa, o parcelamento pode ser feito em até 60 meses, com juros de até 1,99% ao mês.

Caixa Econômica Federal
A Caixa informou que todas as suas agências no país vão abrir uma hora mais cedo nesta quarta.

A antecipação será de acordo com o horário já praticado em cada região. Ou seja, se em determinada cidade as agências começam a operar às 10h, o início será às 9h. Caso o horário habitual seja às 11h, a abertura será às 10h. E assim por diante.

De acordo com a instituição, já foram regularizados por meio do Desenrola 273.550 contratos em atraso de 215.216 clientes. O valor total negociado chegou a R$ 5 bilhões.

O banco anunciou que, além do Desenrola, irá realizar atendimentos nesta quarta-feira para: negociação de dívidas do FIES (Fundo de Financiamento Estudantil); e quitação de contratos do Minha Casa, Minha Vida para quem recebe o Benefício de Prestação Continuada (BPC) ou Bolsa Família.

Banco do Brasil
As agências do BB também irão abrir uma hora mais cedo nesta quarta. O banco informou que serão mais de quatro mil pontos com horário ampliado para atender ao público do Desenrola.

Segundo a instituição, 2,5 milhões de clientes com dívidas entre R$ 5 mil e R$ 20 mil estão habilitados para o parcelamento.

Itaú Unibanco
O Itaú afirmou que irá manter seus canais digitais com atendimento 24 horas. As agências físicas, no entanto, funcionarão em “horário regular de operação”.

O banco disse que irá promover renegociações com clientes da faixa 2 do Desenrola (pessoas com renda de até R$ 20 mil) por meio de seus canais de atendimento.

Para os clientes que se enquadram na faixa 1 (renda bruta mensal de até R$ 2.640 ou com inscrição no CadÚnico), o procedimento será feito pela plataforma oficial do Desenrola.

“Adicionalmente, o banco também conta com uma célula de atendimento e suporte exclusivamente dedicada aos clientes do programa Desenrola”, informou a instituição.

Entenda quais são as faixas 1 e 2 do Desenrola
Santander
O Santander informou que não irá alterar seus horários de funcionamento nesta quarta, uma vez que “já trabalha com o horário estendido nas agências, das 9h às 18h”.

De acordo com o banco, estarão disponíveis ofertas com e sem entrada, além de taxas flexíveis, descontos de até 90% e parcelamento em até 120 vezes para pessoa física, por meio de seus canais de atendimento e do site.

Bradesco
O Bradesco também informou que o atendimento em suas unidades físicas será feito no horário regular.

Segundo a instituição, os clientes poderão renegociar dívidas enquadradas no Desenrola por meio da plataforma gov.br e pelos canais digitais do banco.

Ministra Luciana Santos propõe pacto nacional pelo letramento e capacitação digital da população

Durante seminário na Câmara dos Deputados, ela elencou as iniciativas do MCTI para expandir a conectividade e promover a inclusão digital

É prioridade do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação ampliar a conectividade e promover a capacitação digital da população brasileira, afirmou a ministra Luciana Santos, durante o seminário “Conectividade Universal e Significativa: O Poder do Digital Transformando o Brasil”, na Câmara dos Deputados, nesta terça-feira (21). “A inclusão digital é uma política pública estruturante para o projeto nacional de desenvolvimento. Não se pode pensar em enfrentar a desigualdade na era digital sem garantir conexão para o aprendizado e a capacitação de milhares de brasileiros”, reforçou a ministra.

Entre as principais iniciativas do MCTI, Luciana Santos destacou o programa Conecta e Capacita, que vai investir R$ 466 milhões até 2026 na implantação de infraestrutura óptica para expandir o acesso e a qualidade da internet nas atividades de educação e pesquisa. Ao todo, serão implantadas 18 infovias, somando mais de 40 mil quilômetros de fibra óptica por todo o território nacional. O programa vai beneficiar 1.328 universidades e outras instituições de ensino e pesquisa.

“Também estamos propondo um pacto nacional pelo letramento e a capacitação digital da população brasileira. Quanto mais conhecimento, mais oportunidades, mais emprego e mais renda para as pessoas”, disse a ministra.

Segundo ela, a projeção é de que até 2025 o Brasil terá um déficit de 530 mil profissionais para atuar no setor de Tecnologias e da Informação e da Comunicação (TICs). Para ajudar a superar esse déficit, a ministra citou outros projetos do MCTI: Letramento Digital, que atualmente atende 6 mil estudantes; Hackers do Bem, voltado para a área de segurança cibernética; e o Residência em TIC, com investimentos de R$ 400 milhões para formar jovens na graduação ou já graduados para atender as demandas da indústria.

O seminário foi uma proposta conjunta das comissões de Ciência, Tecnologia e Inovação (CCTI), de Comunicação (CCOM) e de Educação (CE) da Câmara dos Deputados.

Autora da iniciativa, a presidente da CCTI, deputada Luisa Canziani (PSD-PR), ressaltou que o seminário representa uma oportunidade para discutir a inclusão digital e propor políticas públicas que façam cumprir a Constituição e assegurar direitos. “Não é mais possível interagir e participar da realidade global sem estar conectado à rede. É preciso buscar soluções para fazer com que cada cidadão brasileiro tenha acesso a uma rede segura, estável e rápida”, declarou.

Ministra Luciana Santos anuncia ações para promover igualdade racial na ciência

Ela participou nesta segunda-feira (20) do lançamento do segundo Pacote pela Igualdade Racial, no Palácio do Planalto

O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) anunciou nesta segunda-feira (20), Dia da Consciência Negra, um conjunto de ações para avançar na igualdade de oportunidades na ciência brasileira. As medidas integram o segundo Pacote pela Igualdade Racial lançado pelo governo federal no Palácio do Planalto.

“Na ciência, a desigualdade no acesso às bolsas de estudo e pesquisa e na ascensão na carreira vai além dos prejuízos à equidade de direitos e oportunidades que defendemos. É uma questão de excelência. Ao perder os talentos de pesquisadores e pesquisadoras, pretos e pardos, o país perde também a diversidade de olhares que enriquece a sua produção científica”, afirmou a ministra Luciana Santos.

Entre as iniciativas, está a Chamada Beatriz Nascimento, que vai destinar bolsas de doutorado-sanduíche e pós-doutorado no exterior para mulheres negras, ciganas, quilombolas e indígenas. O edital é uma parceria do MCTI com Ministério das Mulheres, Ministério da Igualdade Racial e Ministério dos Povos Indígenas e representa o investimento de R$ 6 milhões, sendo R$ 2 milhões do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). A chamada tem o objetivo de expandir a trajetória acadêmica das mulheres negras, indígenas, quilombolas e ciganas a partir da ampliação do acesso a bolsas, além de contribuir para a cooperação com centros de pesquisa e universidades estrangeiras e promover a internacionalização e o desenvolvimento científico e tecnológico.

Avanços

Outro destaque é o edital Meninas e Mulheres na Ciência, que prevê 30% das bolsas para meninas negras ou indígenas. Com investimento de R$ 100 milhões, a chamada busca estimular o ingresso e formação de meninas e mulheres nas Ciências Exatas, Engenharias e Computação. “É fundamental fortalecer os instrumentos que dispomos e avançar na construção e implementação de mecanismos capazes de democratizar e garantir a participação feminina, de forma permanente, nos ambientes de pesquisa e desenvolvimento”, explicou a ministra.

Além disso, em iniciativa conjunta com o Instituto Rio Branco, o MCTI vai apoiar o Programa de Ação Afirmativa Bolsa-Prêmio de Vocação para a Diplomacia, que busca estimular a participação de negros, pretos e pardos na carreira de diplomata. O objetivo é ampliar as oportunidades de acesso aos quadros do Ministério das Relações Exteriorespor meio da concessão de bolsas-prêmio destinadas ao custeio de estudos preparatórios ao Concurso de Admissão à Carreira de Diplomata.

“O que nós fizemos aqui hoje é o pagamento de uma dívida histórica que a supremacia branca construiu neste país desde que foi descoberto e que nós queremos apenas recompor aquilo que é uma realidade de uma sociedade democrática”, ressaltou o presidente Lula, durante a cerimônia.

“Nossa missão é fazer com que as políticas do governo consolidem o compromisso do Estado com uma sociedade menos desigual. Enfrentar o racismo é enfrentar desigualdade e exclusão social”, acrescentou a ministra Anielle Franco.

‘Bombardeio’ contra Flávio Dino abre espaço para novas candidaturas ao STF

Valor — A crise política na qual se envolveu o ministro da Justiça, Flavio Dino, deve embolar a disputa pela cadeira vaga no STF, segundo aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Alvo de críticas após um secretário ter recebido no gabinete da pasta a esposa do traficante Tio Patinhas, conhecida como “dama do tráfico“, Dino, que vinha sendo apontado como favorito na disputa, perdeu força. O novo momento abriu espaço até para nomes que correm por fora.
Um dos cotados que emergiu, nos últimos dias, é Wellington Cesar Lima, secretário especial de Assuntos Jurídicos da Casa Civil. Segundo interlocutores, ele vinha trabalhando nos bastidores, fazendo campanha de “submarino”, de acordo com uma fonte, mas passou, recentemente, a ser citado com mais ênfase por aliados próximos. O secretário tem a seu favor o fato de ser homem de confiança do ministro da Casa Civil, Rui Costa.
Por outro lado, Wellington Cesar fez carreira no Ministério Público, onde foi procurador-geral de Justiça do MPE da Bahia. Esse detalhe da carreira do secretário é um dos fatores que faz com que ele enfrente certa resistência no partido do presidente, o PT.
O partido passou a rejeitar nomes originários do MP depois que foi “alvo” da Operação Lava-Jato. Nascido em Salvador, o secretário ingressou no MP baiano em 1991. Foi chefe da instituição por dois mandatos, entre os anos de 2010 e 2014. Em 2016, foi ministro da Justiça por um breve período.
Na prática, ao especular novos nomes para o STF, integrantes do governo buscam sentir a “aceitação” do Senado Federal, que precisa validar as escolhas do presidente. O advogado-geral da União, Jorge Messias, continua sendo o nome preferido de Lula e do PT, e, por isso, nesse momento é o favorito na corrida ao Supremo. Messias enfrenta dificuldades, no entanto, apenas junto a uma ala do MDB, que apoia a candidatura do presidente do TCU, Bruno Dantas.