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Lula inaugura fábrica da Hemobrás em Goiana 

O presidente Lula inaugura nesta quinta-feira (4) a nova fábrica da Empresa Brasileira de Hemoderivados e Biotecnologia – Hemobrás, em Goiana, Pernambuco. A nova fábrica da Hemobrás se torna a maior da América Latina e garantirá a produção nacional de medicamentos essenciais para a saúde da população brasileira, de forma mais eficiente e segura, reduzindo a dependência do país de importações.

A estatal é responsável pela produção dos hemoderivados, medicamentos fundamentais para o tratamento de doenças como hemofilia, deficiências imunológicas, doenças autoimunes e infecciosas. A fábrica deve aumentar o acesso da população brasileira a medicamentos importantes, como Albumina, Imunoglobulina e Fator VIII recombinante (para tratamento da hemofilia A), além de outros medicamentos para doenças como imunodeficiências primárias, queimaduras graves, AIDS e câncer.

O deputado Carlos Veras comemorou a inauguração da fábrica com a presença do presidente Lula. “Essa é uma conquista muito importante para Pernambuco e para o Brasil, que passa a produzir hemoderivado fundamental para o tratamento da hemofilia. A Hemobrás é fundamental para o cuidado com a saúde do nosso povo, tem também uma relevância estratégica para o desenvolvimento do estado de Pernambuco e do Brasil como um todo”, ressaltou.

Sobre a importância do avanço tecnológico, o parlamentar destacou que o Brasil gasta, atualmente, cerca de 200 milhões de dólares na importação desses medicamentos. “A produção nacional é de extrema importância, porque reduz a vulnerabilidade científica e financeira do nosso país diante do mercado internacional”, comentou Veras.

Recursos para a conclusão da fábrica da Hemobrás

O deputado Carlos Veras foi o relator no Congresso Nacional do PLN 21/2023, que acrescentou R$393 milhões de reais no orçamento do Ministério da Saúde para concluir a fábrica da estatal Hemobrás.

A importância da Hemobrás

A Hemobrás é uma estatal com 100% do Capital Social pertencente ao Governo Federal. Empresa pública da administração indireta, vinculada ao Ministério da Saúde (MS), que tem como função social garantir aos pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) o fornecimento de medicamentos derivados do sangue e/ou obtidos por meio de engenharia genética, com produção nacional.

Após ‘fritura’, presidente da Petrobras discutirá com Lula se segue no cargo

O presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, afirma a interlocutores, nos bastidores, que cabe ao presidente Lula (PT) arbitrar o tiroteio em torno de sua vaga dentro da estatal.

As pressões contra Prates vêm do Centrão – que busca colocar alguém mais alinhado ao grupo no cargo – e de uma ala do governo, que defende o nome de Aloizio Mercadante, hoje presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Social (BNDES). Para essa vaga, iria o ex-ministro do Planejamento Nelson Barbosa, e que hoje é diretor na instituição.

Segundo apurado pelo blog, Prates repete a aliados que não consegue parar sua agenda — extensa, de compromissos envolvendo a estatal — para responder a Alexandre Silveira, ministro de Minas e Energia, toda vez que o ministro insiste em atacá-lo publicamente — o que tem se intensificado.

Para Prates, a guerra e “invenção de crises” tem um único objetivo: derrubá-lo do comando da estatal.

Prates repete que sua missão é blindar a estatal de interesses políticos. Sua expectativa, segundo interlocutores, é de que o ⁠presidente decida o que fazer sobre a cobiça em torno de sua vaga.

Nos bastidores, o presidente da estatal tem reiterado que não há trégua em torno da disputa da vaga, mas entende que caberá ao governo a decisão final, por isso não debaterá outras críticas na mídia.

Prates combinou no fim do ano passado conversas esporádicas com o presidente Lula. Na mais recente, o tema acabou sendo dominado pela crise dos dividendos da Petrobras.

Prates ganhou uma sobrevida — apoiado por Fernando Haddad. Já o ministro Alexandre Silveira conta com apoio de Rui Costa.

Uma nova conversa entre Lula e Prates pode ocorrer nos próximos dias.

Governo Federal lança Asas para Todos

Com objetivo de tornar a aviação mais acessível, diversa e inclusiva, o Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) e a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) lançaram nesta quarta-feira (3) o maior programa brasileiro voltado para o setor aéreo: o Asas Para Todos. O programa também tem como pilar incentivar a inclusão no modal aeroviário de mulheres, estudantes de baixa renda, pessoas LGBTQIA+, negras e com deficiência — por meio de ações de parcerias e concessão de bolsas de estudos.

Silvio Costa Filho, ministro de Portos e Aeroportos, ressalta que o Asas Para Todos já nasceu com o DNA do Governo Federal, o de promover políticas públicas voltadas ao público menos favorecido economicamente. “Eu acredito que a palavra-chave do programa não é só fortalecimento da democracia, da participação social, a busca pela igualdade de gênero, a valorização das pessoas com deficiência, eu acho que respeito e dignidade são os termos que mais definem essa grande parceria que envolve governo, sociedade civil pública e entes privados”, destacou Costa Filho.

Na visão do diretor-presidente substituto da ANAC, Tiago Pereira, o programa é fruto de um trabalho realizado por várias mãos cujo objetivo é tornar a aviação brasileira ao alcance de todos. “Primeiramente, é preciso vencer o desafio da desigualdade de renda no país. Infelizmente, a formação no setor aéreo é um entrave para a grande maioria dos brasileiros. O programa Asas Para Todos vem para fortalecer o nosso pilar de diversidade e inclusão no setor aéreo”, indicou o representante da Anac.

Mais do que qualificar e formar profissionais dedicados com o compromisso de manter a excelência na aviação civil, o programa cumpre o papel de fomentar a diversidade, equidade e inclusão de passageiros e profissionais do setor por meio da conscientização e com ações educativas, abrangentes e de combate a práticas discriminatórias e racistas.

Neste proposito, as ações do programa contam com o apoio e a participação direta de outros quatro ministérios: Turismo, Mulheres, Igualdade Racial e dos Direitos Humanos e Cidadania. Para firmar o compromisso de implementar ações de promoção de inclusão social e diversidade na aviação civil brasileira, os representantes das pastas assinaram um acordo de cooperação técnica, que prevê ainda o combate à discriminação racial, de identidade de gênero, orientação sexual, capacitismo, entre outras.

Para o presidente da Embratur, Marcelo Freixo, “a diversidade é a nossa maior riqueza e o maior desafio para chegar em todos os setores, e é isso que buscamos com os projetos desse programa”. A ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, destacou a importância de cada vez mais incluir políticas e ações voltadas a mulheres, pessoas negras e os menos favorecidos economicamente. “Somos diversos, mas não estamos dispersos”, disparou. Silvio Almeida, ministro dos Direitos Humanos e da Cidadania, ressaltou que o Asas Para Todos possui dois aspectos importantes: simbólico e técnico. O “O primeiro voltado para campanha contra discriminação e o segundo responsável por programas de capacitação”, indicou.

Formação profissional

O Asas Para Todos já decolou com pelo menos 15 projetos associados diretamente a três eixos: inclusão e diversidade, mulheres na aviação e formação e capacitação de profissionais do setor aéreo. Para realizar estudos e gerar dados que serão utilizados para inserir o público-alvo em ações efetivas dos projetos, o programa conta com a parceria de três universidades federais brasileiras: Universidade de Brasília (UnB), Universidade Federal de São Carlos (UFScar) e Universidade Federal Rural do Semiárido (Ufersa).

Além de fornecer dados para mapeamento do programa, essas instituições darão subsídios para a efetiva inclusão de mulheres, pessoas de baixa renda e grupos sociais que enfrentam barreiras para ingressar no mercado da aviação civil. A realização de pesquisas e a concessão de bolsas de estudos são alguns dos instrumentos que serão utilizados pelas universidades. Atualmente, apenas 3,2% dos pilotos que atuam no país são mulheres e pouco mais de 10% dos engenheiros do setor aéreo são do sexo feminino.

Prêmio acessibilidade

Durante o lançamento do programa Asas Para Todos, MPor e ANAC premiaram operadores aéreos e aeroportuários mais bem avaliados em atendimento de normas e boas práticas de acessibilidade na aviação comercial brasileira. Na categoria companhia aérea, a Gol recebeu o troféu como melhor empresa no atendimento a passageiros com necessidade de atendimento especial. No item aeroportos, ficaram empatados em primeiro lugar o Aeroporto Internacional Hercílio Luz, em Florianópolis (SC), e o Aeroporto Internacional Eurico de Aguiar Salles, em Vitória (ES), ambos administrados pela Zurich Airport Brasil.

O prêmio Acessibilidade no Transporte Aéreo tem por objetivo incentivar o aumento de investimento em iniciativas e tecnologia que promova maior acessibilidade tanto no sítio aeroportuário quanto dentro das aeronaves, proporcionando melhor atendimento aos passageiros do modal aéreo e o aprimoramento dos serviços prestados na aviação civil.

Os critérios para definir os ganhadores do prêmio foram definidos pelo MPor em parceria com a Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) por meio de um manual de diretrizes e boas práticas de acessibilidade no contexto da aviação civil brasileira. A partir desse documento, foram elencadas 92 práticas, entre recomendadas e obrigatórias, que foram agrupadas em quatro tipos de critérios: gestão, comunicação, deslocamento e uso, de modo a proporcionar maior qualidade e dignidade no atendimento a passageiros com necessidade de atendimento especial.

Embaixada da Hungria demite 2 após vazamento de vídeos de Bolsonaro

Hungria não justificou formalmente as demissões; atingidos tinham acesso em tempo real ao sistema de vigilância. ‘New York Times’ revelou que Bolsonaro passou dois dias na embaixada após ter passaporte apreendido.

g1 – A Embaixada da Hungria no Brasil demitiu, nesta semana, dois funcionários brasileiros que prestavam serviços ao órgão.

A embaixada não justificou formalmente as demissões. Um dos atingidos trabalhava como secretário do embaixador da Hungria no Brasil, Miklós Halmai; o outro, como encarregado de manutenção geral.

As demissões foram reveladas pela “CNN” e confirmadas pela GloboNews. Elas acontecem uma semana após o jornal “The New York Times” revelar, em reportagem, que o ex-presidente Jair Bolsonaro passou dois dias hospedado na embaixada em Brasília.

Poucos dias antes, o passaporte de Bolsonaro tinha sido apreendido pela Polícia Federal na operação sobre tentativa de golpe de Estado.

A reportagem exibiu vídeos do circuito interno da Embaixada da Hungria em Brasília que mostram Bolsonaro chegando e saindo do prédio. Esses vídeos não foram divulgados oficialmente pelo governo húngaro.

Pelo direito internacional, embaixadas são invioláveis pela polícia local. Ou seja: enquanto está numa embaixada de outro país, o cidadão não pode ser alvo de busca ou prisão por autoridades locais.

Além dos dois funcionários demitidos, outros cinco brasileiros trabalham na embaixada: um motorista, dois faxineiros e dois jardineiros.

Os dois demitidos tinham acesso em tempo real ao sistema de vigilância. O material gravado ficava gravado em uma sala que não era trancada – mas o acesso às gravações exigia senha.

 

José Dirceu volta ao Congresso após 19 anos para ato sobre democracia

O ex-ministro da Casa Civil José Dirceu participou nesta terça-feira (2) de uma sessão especial do Senado para celebrar a democracia brasileira.

A presença de Dirceu no ato marca a volta do petista ao Congresso Nacional após 19 anos.

De acordo com o ex-ministro, ele esteve pela última vez no Congresso quando teve o seu mandato cassado pelo plenário da Câmara, em 2005, no meio do escândalo do mensalão.

Condenado pelo mensalão e em desdobramentos da Operação Lava Jato, Dirceu tem voltado aos holofotes da política desde a campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao Planalto.

Em março, durante um jantar de comemoração de seu aniversário, Dirceu – “homem forte” do primeiro governo Lula – reuniu diversas autoridades, entre as quais o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e o vice-presidente Geraldo Alckmin.