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Últimas publicações do quadro “Brasil”

Hugo mantém votação de PL Antifacção mesmo com crítica de Lula

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), disse à CNN Brasil que está mantida a votação do PL Antifacção nesta terça-feira (18).

A última versão do texto do relator Guilherme Derrite (PP-SP) ainda enfrenta resistência do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em relação à diminuição dos recursos destinados à Polícia Federal.

Hugo afirmou que o texto ainda está sendo trabalhado pelo relator, para chegar ao plenário da Casa Legislativa com o máximo de consensos no combate à criminalidade.

A quarta versão apresentada pelo relator retira, segundo cálculos feitos pelo governo federal, R$ 27 milhões de recursos da Polícia Federal, além de R$ 300 milhões de fundos de segurança pública e de combate às drogas.

Neste final de semana, o relator se debruçou sobre o texto e deve apresentá-lo a líderes partidários neste terça-feira (18). Ainda assim, siglas de direita devem apresentar destaques.

Um deles é o que agiliza o bloqueio de bens de integrantes de facções criminosas, proposta do presidente da frente parlamentar da segurança, Alberto Fraga (PL-DF).

Nos bastidores, o presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), sinalizou que pretende escalar um relator ainda nesta semana para que o texto seja votado neste ano na Casa Legislativa.

Moraes vota para aceitar denúncia contra Eduardo Bolsonaro e tornar deputado réu

CNN – O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo tribunal Federal), votou nesta sexta-feira (14) para receber a denúncia apresentada pela PGR (Procuradoria-Geral da República) contra o deputado federal Eduardo Bolsonaro por coação no curso do processo.

De acordo com Moraes, a PGR descreveu detalhadamente as condutas de Eduardo, trazendo provas suficientes de que o deputado buscou criar caos social por meio da sua atuação nos Estados Unidos, que tinha como objetivo beneficiar Jair Bolsonaro no processo sobre tentativa de golpe de Estado.

Ex-presidente do INSS e mais 8 são presos em investigação sobre descontos em aposentadorias

Ex-presidente do INSS, Alessandro Stefanutt

g1 – O ex-presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) Alessandro Stefanutto foi preso nesta quinta-feira (13) durante operação da Polícia Federal (PF) que investiga o esquema de descontos ilegais em aposentadorias e pensões do INSS.

Até a última atualização desta reportagem, nove pessoas foram presas, incluindo Stefanutto (veja lista abaixo).

Stefanutto foi demitido do cargo em abril, após ser afastado da função quando o escândalo de fraudes ao órgão se tornou público.

Em nota, a defesa de Stefanutto afirmou que não teve acesso ao teor da decisão e que “segue confiante, diante dos fatos, de que comprovará a inocência dele ao final dos procedimentos relacionados ao caso”.

O ex-presidente do INSS é alvo de um dos 10 mandados de prisão que serão cumpridos nesta quinta, na quarta fase da Operação Sem Desconto, deflagrada pela PF em parceria com a Controladoria-Geral da União (CGU).

Lula cita tornado no Paraná e fala em “vencer negacionismo” ao discursar na abertura da COP30

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) discursou nesta segunda-feira (10) na abertura oficial da 30ª Conferência do Clima da ONU (COP30), em Belém (PA) — a primeira realizada na Amazônia.

Segundo Lula, a realização da conferência na região é uma “proeza”, pois se tratou de uma tarefa árdua diante dos problemas enfrentados no estado do Pará.

Em seu discurso, o petista também mencionou que é “mais barato financiar o clima que guerras”, e reforçou ser preciso “impor nova derrota” aos negacionistas.

“Fazer a COP aqui é um desafio tão grande quanto acabar com a poluição do planeta terra. Seria mais fácil fazer a COP em uma cidade que não tivesse problema, mas a gente resolveu aceitar fazer a COP em um estado da Amazônia, para provar quando se tem disposição e compromisso com a verdade, a gente prova que não tem nada impossível, o impossível é não ter coragem para enfrentar desafios”, afirmou Lula.

O presidente também frisou que a mudança do clima não é mais uma ameaça do futuro, e sim uma “tragédia do presente” e citou o tornado que atingiu cidades do centro-sul do Paraná nesta sexta (7).

Lula voltou a criticar investimentos em guerras em detrimento de iniciativas de combate às mudanças climáticas.

“Se os homens que fazem guerra estivessem aqui nesta COP, eles iriam perceber que é muito mais barato colocar US$ 1,3 trilhão para acabar com o problema climático do que colocar US$ 2,7 trilhões para fazer guerra como fizeram no ano passado”, mencionou.

O presidente brasileiro também citou a luta contra o racismo ambiental — tema da declaração assinada pelo Brasil na Cúpula de Líderes, que terminou na semana passada.

A declaração é considerada um marco por unir, pela primeira vez, justiça racial e ação climática em um mesmo acordo internacional.

Moraes alega impertinência e desconsidera pedido sobre saúde de Bolsonaro

O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), alegou falta de pertinência e determinou que o pedido do governo do Distrito Federal para submeter o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) a uma avaliação médica seja retirado dos autos da ação penal do núcleo 1 da trama golpista.

Conforme apurou a CNN, o pedido foi desconsiderado por impertinência com o momento processual. Em momento apropriado, que seria a fase de execução penal do ex-presidente (quando não há mais possibilidade recursos), o governo do DF poderá fazer novamente o pedido e ter uma resposta definitiva do ministro.

No ofício, a Seape menciona as cirurgias abdominais realizadas pelo ex-presidente, bem como os atendimentos médicos e complicações de saúde que ele teve durante o tempo de prisão domiciliar, decretada em agosto.

No entanto, a tramitação da ação contra Bolsonaro ainda não está encerrada e, portanto, a pena não é definitiva. Na sexta-feira (7), começa a ser julgado o primeiro recurso do ex-presidente.

GDF pede avaliação médica para saber se Bolsonaro pode ser preso na Papuda

Ofício encaminhado a Alexandre de Moraes fala em averiguar “compatibilidade” do quadro clínico do ex-presidente com a assistência médica que as prisões de Brasília conseguem oferecer

A Seape (Secretaria de Administração Penitenciária) do governo do Distrito Federal (GDF) enviou um ofício ao ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), pedindo que Jair Bolsonaro (PL) seja submetido a uma avaliação médica para averiguar a “compatibilidade” do quadro clínico do ex-presidente com a assistência médica que as prisões de Brasília conseguem oferecer.

De acordo com o documento obtido pela CNN Brasil, o ofício se fez necessário tendo em vista a proximidade do julgamento dos recursos dos réus do núcleo 1 da trama golpista e, por consequência, de uma eventual prisão de Bolsonaro.

No ofício, a Seape menciona as cirurgias abdominais realizadas pelo ex-presidente, bem como os atendimentos médicos e complicações de saúde que ele teve durante o tempo de prisão domiciliar, decretada em agosto.

O recurso de Bolsonaro começará a ser julgado na próxima sexta-feira (7) em plenário virtual. No modelo, os ministros terão uma semana para registrar os votos, só então o resultado é declarado.

Se rejeitados, as defesas terão cinco dias para apresentarem um segundo recurso, que também deverá ser analisado de forma virtual pelos ministros da Primeira Turma.

É só após a rejeição deste segundo embargo que uma eventual prisão será decretada. Bolsonaro foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão, em regime fechado, por liderar uma tentativa de golpe de Estado.

O local do cumprimento da pena não está definido. O Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília, é uma das opções. A defesa deve pedir prisão domiciliar alegando idade avançada e condições delicadas de saúde.

RJ tenta sensibilizar Moraes com lista de mortos e novas imagens

O governo do Rio de Janeiro fez dois movimentos nas 12 horas que antecederam ao encontro de Cláudio Castro (PL) com Alexandre de Moraes para tentar sensibilizar o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), uma vez que a avaliação no entorno de Castro é de que Moraes não deve aliviar para o governador.

Na noite desse domingo (2), o governo do estado divulgou imagens de drones e de câmeras corporais que mostram policiais em confronto com o CV (Comando Vermelho) durante a megaoperação da semana passada.

Comando Vermelho dava ordem para matar em grupo de WhatsApp, revela investigação

A denúncia do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) que resultou na megaoperação da última terça-feira (28), nos complexos da Penha e do Alemão, revelou como mensagens de WhatsApp e vídeos de drones foram usados para comprovar a estrutura e o funcionamento do Comando Vermelho (CV) na capital fluminense. A ação com 121 mortos – entre eles, 4 policiais – foi a mais letal da história do RJ.

O documento do Grupo de Atuação Especializada de Combate ao Crime Organizado (Gaeco/MPRJ), elaborado a partir de uma investigação da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE), acusa 69 pessoas de associação para o tráfico de drogas e descreve um organograma da facção com funções definidas para cada integrante.

Segundo a investigação, Edgar Alves de Andrade, o Doca ou Urso, é apontado como principal liderança do CV no Complexo da Penha e em comunidades como Gardênia Azul, Cesar Maia, Juramento, Quitungo e Alemão — algumas delas recentemente tomadas de grupos paramilitares.

Doca teria sob seu comando uma cadeia hierárquica rígida, com ordens diretas e punições severas a quem desobedecesse às determinações.

Por conta de seu papel de liderança, Doca tem sua residência fortemente vigiada por seguranças armados de fuzis, como mostram imagens que constam no relatório final da DRE.

Ao lado de Doca, no 1º escalão, estão Pedro Paulo Guedes, o Pedro Bala, e Carlos Costa Neves, o Gardenal, apontados como gerentes-gerais do tráfico na região. Washington Cesar Braga da Silva, o Grandão, também aparece entre os homens de confiança de Doca.

Em mensagens interceptadas pelos investigadores, Grandão adverte os demais integrantes do grupo sobre a necessidade de autorização para execuções.

“Bagulho não é com nós. Vamos monitorar apenas, meus amigos. Ninguém dá tiro sem ordem do Doca ou do Bala. Vamos pegar a visão”, diz um dos trechos reproduzidos na denúncia.

A denúncia também afirma que, além de gerente geral, Gardenal também é responsável por liderar a expansão violenta e criminosa do Comando Vermelho na região da Grande Jacarepaguá, em conjunto com Doca e Juan Breno Malta Ramos, o BMW.

Numa troca de mensagens com Grandão, Gardenal discute a utilização de drones contra as forças de segurança.

Gardenal: “A gente tem que se adequar à tecnologia, entendeu?”
Grandão: “O meu não é noturno.”
Gardenal: “É, o BX vai comprar o noturno. Estamos esperando aí comprar.”
Grandão: “O meu não é noturno, não, cara. Nós temos que comprar o noturno.”

Durante a operação, os traficantes do Comando Vermelho usaram um drone para jogar bombas contra os policiais.

Megaoperação deixou 119 mortos, diz governo do RJ

A megaoperação contra o Comando Vermelho deixou 119 mortos, segundo o governo do Rio de Janeiro. A informação foi confirmada pelas forças de segurança do estado em uma coletiva no início da tarde desta quarta-feira (29).

  • 119 mortos – 58 no dia da operação e outros 61 corpos encontrados na mata
  • 113 presos, sendo 33 de outros estados
  • 10 menores apreendidos
  • 118 armas apreendidas, sendo 91 fuzis, 26 pistolas e 1 revólver
  • 14 artefatos explosivos
  • Toneladas de drogas ainda sendo contabilizadas

“Ação legítima”

Segundo Felipe Curi, secretário da Polícia Civil do Rio de Janeiro, a megaoperação foi uma “ação legítima” das forças de segurança.

“Foi o maior baque que o Comando Vermelho já tomou, desde a sua fundação. Nunca houve perda tão grande de drogas, armas e lideranças. Hoje em dia todo mundo é vítima, tudo é vítima. O ladrão é vítima da sociedade, o traficante passou a ser filho do usuário”, disse o secretário.

Governo trabalha “dois caminhos” para isentar café em reunião com Trump

O governo federal acredita que pode viabilizar na reunião entre os presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Donald Trump, que deve acontecer no próximo domingo (26), na Malásia, a isenção do café à tarifa adicional de 40% estabelecida contra produtos brasileiros.

Segundo apuração da CNN, o governo trabalha “dois caminhos” para este objetivo: o primeiro é a solicitação já feita à Casa Branca de que a tarifa adicional seja suspensa para todos os produtos ao longo das negociações; e a segunda, a inclusão do café no rol de itens poupados das taxas — o chamado Anexo II.