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O deputado federal Jorge Côrte Real (PTB-PE) comemora o primeiro passo dado pela Aneel- Agência Nacional de Energia Elétrica em atender ao seu pedido de suspensão do artigo 8º da Resolução Normativa 581 da agência reguladora. Durante audiência na ANEEL, hoje (18), em Brasília, com o diretor geral, Romeu Donizete Rufino, à Resolução Normativa 581, no artigo. 8º da Aneel, foi suspensa.
Tal resolução obriga as concessionárias de energia, no caso de inadimplência dos usuários, a reeditarem o boleto vencido, sem que nessas novas faturas constem as contribuições voluntárias dos consumidores às entidades de cunho social. Consequentemente, prejudica entidades como, a Pastoral da Criança, a LBV, a Fundação Terra, a APAE, o Movimento Pró-Criança e a pernambucana Orquestra Cidadã, entre outras, que deixam de receber arrecadações.
Segundo o parlamentar, a agência reguladora dará um retorno final sobre o caso, porém, o representante da Aneel “irá conversar com as concessionárias e irá suspender temporariamente o art. 8º e depois analisará os procedimentos para a revogação”.
Para o parlamentar, a conquista já é uma vitória para as entidades sociais. “A Aneel reconhece o fato. E a suspensão da resolução para análise mostra que tudo poderá mudar”, lembra Côrte Real.
O Pleno do Tribunal de Contas aprovou nesta quarta-feira, por unanimidade, a emissão de Parecer Prévio recomendando à Assembleia Legislativa a aprovação das contas do governador Eduardo Campos referentes ao exercício financeiro de 2012.
O relator do processo foi o conselheiro João Campos, que após fazer a leitura do seu relatório propôs que se consignasse em ata um elogio na ficha funcional dos seis técnicos que fizeram a análise das contas.
O Grupo de Trabalho é formado pelos servidores Adriana Maria Frej Lemos, Almeny Pereira da Silva,Gilson Castelo Branco de Oliveira, Nicomedes Lopes do Rêgo Filho, Riva Vasconcelos Santa Rosa e Silvia Maria Vaz Maciel de Moraes.
Na análise das contas do governador, o TCE examina apenas o que é de responsabilidade direta dele, a exemplo da aplicação do limite mínimo constitucional na educação (25% da receita de impostos), na saúde (12%) e na folha de pessoal (48%), além do limite de endividamento. A prestação de contas das unidades gestores estaduais serão analisadas individualmente.
A sessão foi presidida pela conselheira Teresa Duere e teve a participação dos conselheiros Valdecir Pascoal, Carlos Porto, Marcos Loreto, Dirceu Rodolfo e Ranilson Ramos, além da procuradora geral Eliana Maria Lapenda de Moraes Guerra.
A Secretária da Mulher de Pernambuco, Cristina Buarque, foi homenageada, ontem (17) com a medalha Paulo Freire, concedida pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Pernambuco – IFPE. Ela recebeu a comenda das mãos da professora Maria José Neves. Além da secretária, receberam a mesma comanda a Reitora da Universidade Federal Rural de Pernambuco, UFRPE, Maria José Sena e dois funcionários aposentados da IFPE, Rômulo Carneiro e Noemi Ferreira.
Ao receber a medalha, Cristina Buarque lembrou que a sua mãe trabalhou com o educador Paulo Freire e que teve oportunidade de conviver de perto com ele. A cerimônia ocorreu na Fundação Joaquim Nabuco, em Casa Forte, durante solenidade comemorativa aos cinco anos de criação da IFPE. A instituição comemora também o número de mais de um milhão de matérias nestes anos de funcionamento, ofertando cursos que vão da formação inicial ao doutorado. A instituição é resultante da junção do Centro Federal de Educação Tecnológica de Pernambuco e das Escolas Agrotécnicas Federais de Barreiros, Belo Jardim e Vitória de Santo Antão.
A mesa de abertura da solenidade foi composta pelas Reitoras do IFPE, Cláudia Sansil, e da UFRPE, Maria José Sena, pela Secretária Cristina Buarque, pelo vice-prefeito da cidade do Recife, Luciano Siqueira, pelo secretário especial de Esportes da Copa da PCR, George Braga, pelo Presidente da Fundação Joaquim Nabuco, Fernando Freire, além do gestor de educação ambiental da Secretaria Estadual de Meio Ambiente, Cristiano Carrilho. Estavam presentes ao evento professores e diretores dos campi em todo o Estado.
Inicialmente houve a fala das autoridades, onde o vice-prefeito do Recife Luciano Siqueira comemorou a mudança na face do emprego no País, e em especial em Pernambuco, “o desenvolvimento econômico centrava-se apenas no ciclo da cana de- açúcar, e com a interiorização da educação há novas oportunidades de emprego e rensa em outras atividades”.
Já Cristina Buarque parabenizou a Reitora Claudia Sansil pelo trabalho que vem realizando frente a IFPE. Ela classificou como ousado o desempenho da instituição, e, segundo a gestora, durante muito tempo a ciência ficou alienada, pois não chegava até a população do interior, “o IFPE leva o conhecimento para lugares mais longínquos, com compromisso e seriedade, inovando na forma de abordar as disciplinas sem as amarras do sexismo, racismo ou da homofobia, alcançando excelência no ensino técnico”.
Fernando Freire, da Fundaj, destacou a importância de se ter as mulheres pernambucanas frente a reitorias e às políticas afirmativas que o governador Eduardo Campos vem executando, “isso mostra que as mudanças vem ocorrendo”. Sobre o IFPE ele disse que o país que não investe em tecnologia está fora do contexto de crescimento.
Se o virtual adversário em 2014 – o governador Eduardo Campos (PSB) – optou por um discurso político, deixando claro que está no jogo presidencial, Dilma Rousseff (PT) não quis assunto com a pauta política. Sorridente, deu seu recado anunciando a liberação de verbas na casa dos bilhões para Pernambuco, na tentativa de evitar que o concorrente crie no Estado uma versão de que as relações com a União mudaram.
Falou por quase 40 minutos exaltando a retomada da indústria naval. Ao contrário de Eduardo, que a citou diversas vezes em seu discurso, ela apenas o cumprimentou nos agradecimentos iniciais. “Queria cumprimentar o governador de Pernambuco, Eduardo Campos. Agradecer a recepção fraterna, o alto nível das relações que sempre pautaram a nossa convivência”.
Com o senador e pré-candidato ao governo, Armando Monteiro (PTB) a tiracolo, ela foi só elogios aos correligionários no Congresso. “Os senadores Armando Monteiro e Humberto Costa têm sido grandes parceiros do governo para que nós possamos aprovar, no Senado, todos os projetos de transformação e de transferência de renda para a população”, afagou.
REVIDE ECONÔMICO
Dilma Rousseff rebateu alguns dos pontos mais presentes ao discurso do adversário: de que a economia pode piorar e o brasileiro pode perder as conquistas sociais recentes. Destacou que em sua atuação como ministra das Minas e Energia, no governo Lula, coube a ela trabalhar pela retomada da construção de navios no Brasil.
“Vemos a capacidade do País gerar emprego e, com emprego gerado, significa mais renda para as famílias, e também a melhoria da qualidade do trabalho”, assegurou.
Antes de encerrar seu discurso, Dilma citou o economista Celso Furtado, destacando que o governo vem trabalhando para combater as desigualdades sociais. “Quero dizer que nós temos tomado decisões fundamentais em favor do desenvolvimento de Pernambuco e do Nordeste. Como afirmava o nosso mestre Celso Furtado, nenhum de nós pode aceitar que a desigualdade e o atraso sejam considerados fenômenos naturais, como a chuva. Desigualdade e atraso dependem da nossa determinação em mudar a realidade”.
E continuou: “A melhor prova disso, aqui para o Estado, para o Nordeste, mas para todo o Brasil é o extraordinário dinamismo desse complexo portuário-industrial que estamos aqui, com a Refinaria Abreu e Lima, com o Estaleiro Atlântico Sul e com todos os outros equipamentos. (Bruna Serra e Adriana Guarda-JC)
“Esse encontro simboliza a contribuição da gente pernambucana à retomada da industria naval brasileira, decisão tomada ainda pelo ex-presidente Lula, em 2003, e que ajudei enquanto fui ministro da Ciência e Tecnologia”. Foi o que disse o governador Eduardo Campos, ao discursar em evento com a participação da presidente Dilma Rousseff, no Complexo Portuário de Suape, nesta terça-feira (17/12).
Eduardo pontuou ainda a importância do encontro com a presidente. “Talvez seja essa a última vez que como governador terei a satisfação de recebê-la em território pernambucano. Essa é uma relação que construímos ao longo de uma caminhada que não foi nada fácil. Esse é um encontro entre uma presidente eleita democraticamente e de um governador reeleito pelo seu povo, que sabem o tamanho da institucionalidade, sabem o dever que têm com o Brasil, e que sabem separar o interesse público de uma disputa política. Tenho muito respeito pela senhora, que é uma brasileira honrada, que ajudou na construção do Brasil que temos hoje”, completou Eduardo.
O governador também lembrou da atuação conjunta do Governo do Estado com o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), que proporcionou a elaboração do projeto do Arco Metropolitano. “Nós tínhamos a clareza da importância dessa obra e tomou suas iniciativas, não esperamos apenas que o Dnit, que teria a competência, fizesse o projeto, mas nos adiantamos para que o povo se beneficiasse o quanto antes. Isso é uma prova de que o poder público deve trabalhar em conjunto para apresentar bons resultados e melhorar a qualidade de vida da população”, afirmou Eduardo Campos.
Eduardo Campos acompanhou a visita presidencial ao Complexo Portuário de Suape, nesta terça-feira (17/12). A comitiva da presidente Dilma Rousseff iniciou sua agenda pela Refinaria Abreu e Lima, e depois seguiu para o Estaleiro Atlântico Sul, onde foi realizada a cerimônia de conclusão das obras da Plataforma P-62. Na ocasião, foi assinado aviso de licitação para a elaboração de projeto para as obras do Anel Viário, conhecido como Arco Metropolitano, com valor estimado em R$ 1 bilhão.
Para o governador, o Arco Metropolitano dialoga com o planejamento estratégico do Governo para mobilidade social. “Complementa uma série de investimentos que temos feito para melhorar a mobilidade na região, para mudar a vida de pessoas que levam hoje três, quatro horas para ir e voltar do trabalho. Temos consciência de que essas parcerias são feitas com recursos públicos não do Estado, do município ou da União, mas que pertencem ao povo, e ao povo têm de voltar em obras para melhoria da qualidade de vida”, ressaltou o governador. (Fotos: Aluisio Moreira/SEI)
Apesar de toda a cordialidade pública demonstrada com a mandatária do País, o governador Eduardo Campos não deixou de dar o recado político, de modo muito diplomático, no evento montado pelo Governo Federal em Suape, ainda há pouco.
Na fala mais contundente, em uma espécie de resposta aos petistas que o acusam de esconder a ajuda Federal, o governador Eduardo Campos foi bem explicito.
“Os recursos públicos são do povo brasileiro. A nova política nos obriga a olhar para a frente, pensar em um futuro onde os recursos públicos não pertencem a partidos políticos e sim ao povo brasileiro”, afirmou, logo depois de citar que hoje os trabalhadores de Suape são obrigados a passar mais de duas horas em engarrafamentos para chegar ao trabalho.
No começo do discurso, Eduardo Campos não deixou de agradecer, antecipadamente, os recursos para mobilidade, não sem antes lembrar que já havia apresentado os mesmos pleitos há cinco anos, tempo que ainda engloba o último ano do governo Lula. A fala pode ser interpretada como uma crítica a lentidão do governo Federal.
O governador também desfechou outra farpa contra a presidente, ao falar de parcerias entre governos. Eduardo elogiou a sua equipe.
“Como diz o poeta, não há vento bom para quem não sabe para onde quer ir”, declarou.
O governador Eduardo Campos arrancou aplausos dos trabalhadores ao dizer que a porta para os nordestinos parece sempre estar mais fechada do que para outros brasileiros. “Somos 28% da população, mas somos apenas 13,5% das riquezas”, lembrou a Dilma. “Temos que trabalhar mais do que os outros, perseverar mais do que os outros”, comparou.(Blog do Jamildo)
O governador de Pernambuco e presidenciável Eduardo Campos (PSB) assegurou que o afastamento do PSB do governo federal e o seu projeto nacional não irá afetar a relação “cordial, fraterna e institucional” com a presidente Dilma Rousseff, que cumpre agenda nesta terça-feira em Ipojuca, município da Região Metropolitana do Recife (RMR).
“Ela será tratada como sempre foi: com muita atenção”, afirmou o governador Eduardo Campos, ao descartar ambiente de tensão entre ele e a presidente Dilma Rousseff, na sua primeira visita ao Estado depois da saída do PSB da base aliada do governo. “Estaremos no aeroporto para recebê-la, como sempre fizemos, para tratá-la com o respeito que sempre tivemos”, garantiu.
O socialista frisou que o respeito é “tanto pela pessoa da presidente em quem votamos”, assim como pela presidente de todos os brasileiros. “É próprio da nossa tradição”, ponderou Eduardo.
Indagado se terá um encontro privado com Dilma Rousseff, ele considerou “natural” que eles possam conversar um pouco.
Segundo Eduardo Campos, há a expectativa de que a presidente possa anunciar obras de mobilidade no Recife e na região metropolitana.












