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ADVOGADO EUTÁCIO BORGES ASSUME DIREÇÃO DA FUNASE

O governador Eduardo Campos nomeou o advogado Eutácio Borges da Silva Filho, 51 anos, para a presidência da Fundação de Atendimento Socioeducativo (Funase). Ele assume o cargo nesta quinta-feira (27), em solenidade de presidida pelo Secretário da Criança e da Juventude, Pedro Eurico, às 09h, na sede do órgão, na Avenida Abdias de Carvalho, s/n, no Bongi. Funcionário de carreira da Funase, Borges deixa a gerência técnica especial da Secretaria da Criança e da Juventude, que ocupava desde março de 2011, para assumir o cargo de diretor-presidente do órgão. O ato de sua nomeação pelo governador Eduardo Campos será publicado no Diário Oficial de amanhã (27).

Com especialização em administração pública, o novo presidente já ocupou diversas funções na Funase. Foi diretor de Coordenação e Organização Operacional, entre 1996 e 1998, diretor do Centro de Reeducação de Menores (CRM), de 1988 a 1991 e diretor técnico do Centro de Produção e Formação Profissional da Fazenda Santa Rosa. Também foi primeiro vice-presidente do Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente, entre 1997 e 1998. Quem deixa a presidência é o militante político e da área de direitos humanos, Alberto Vinicius Melo do Nascimento.

FIAT AMPLIA INVESTIMENTOS NO ESTADO COM INSTALAÇÃO DE FÁBRICA DE MOTORES EM GOIANA

Pernambuco ganha mais uma planta da Fiat e confirma Goiana como Polo Automotivo do Nordeste. Nesta quarta-feira (26/12), o governador Eduardo Campos e o Presidente da Fiat/Chrysler América Latina, Cledorvino Belini, anunciaram a instalação de uma fábrica de motores na região. A solenidade aconteceu na Sede provisória do Governo do Estado, no Centro de Convenções.

A nova planta está orçada em R$ 500 milhões e será construída numa área de 50 mil m2, gerando 550 postos de trabalho, com capacidade de produção de 150 mil unidades por ano de uma nova série de motores de última geração. “Consolida aqui um empreendimento que vai marcar a história da indústria pernambucana e aponta para tudo que precisamos em 2013: mais e mais decisões como essa que vão animar a economia para ganharmos o ano com mais investimentos”, disse Eduardo.

Para Belini, o ato é representa “a boa nova de inclusão de uma moderna fábrica de motores que a Fiat implanta no polo automotivo de Goiana, Mata Norte de Pernambuco. Estamos dando em conjunto passos importantes no processo de reindustrialização do Estado, adensando a cadeia produtiva regional”, afirmou, lembrando que a fábrica deve funcionar em 2015, depois da fábrica de automóveis entrar em operação.

Com o anúncio desta quarta-feira, chega a R$ 6,7 bilhões o total de investimento da montadora em Pernambuco. São R$ 4 bilhões da primeira planta, R$ 2,2 em desenvolvimento de novos produtos e pesquisa, e R$ 500 milhões da fábrica de motores. “Serão equipamentos de nova geração ainda não existentes no mundo e que atenderão as exigências de eficiência energéticas previstas”, explicou Cledorvino Belini.

Além de recursos próprios, a Fiat conta com financiada por distintas instituições e fontes, como o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Banco do Brasil/FDNE (Sudene), Banco do Nordeste do Brasil/ Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE).

Para o governador, o projeto só existe graças um “diálogo federativo” e ao papel da União. “Agradeço à presidenta Dilma em nome dos pernambucanos por colocar de pé um empreendimento que dá outra dimensão a tudo que estamos fazendo e vai animar outros sistemistas, fornecedores da Fiat, a tomar, ainda este ano, a mesma decisão”, ressaltou Eduardo.

Participaram da solenidade ainda o ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho, o vice-governador, João Lyra Neto, o senador Armando Monteiro Neto, o prefeito eleito do Recife, Geraldo Julio, secretários e deputados estaduais.(Fotos: Aluísio Moreira/SEI)

FIAT APRESENTA PROJETO DA FÁBRICA DE MOTORES AO GOVERNADOR EDUARDO CAMPOS

A Fiat apresenta nesta quarta-feira (26/12), às 11h30, ao governador Eduardo Campos, em solenidade no Salão de Eventos, na sede provisória do Governo do Estado, no Centro de Convenções, o projeto de construção da nova fábrica de motores dentro do complexo industrial no Polo Automotivo de Goiana. Na ocasião, também será assinado o contrato de financiamento com o Banco do Nordeste do Brasil (BNB), no valor de R$ 888 milhões.

A fábrica de motores que a Fiat construirá em Goiana exigirá investimentos de R$ 500 milhões e terá uma área construída de 50 mil metros quadrados, empregando 550 trabalhadores. A capacidade de produção será de 150 mil unidades por ano de uma nova família de motores, de nova geração.

A instalação da fábrica de automóveis e de motores da Fiat será financiada por distintas instituições e fontes, tais como: Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Banco do Brasil/FDNE (Sudene), Banco do Nordeste do Brasil/ Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE), além de recursos próprios da montadora italiana.

GOVERNADOR RECEBE ALUNOS DA PRIMEIRA TURMA DO PROGRAMA GANHE O MUNDO

 

A efervescência do frevo e do caboclinho em pleno Natal deram o tom do reencontro dos 20 estudantes da rede estadual de ensino que desembarcaram nesta terça-feira (25), no Recife, depois de passarem um período letivo no intercâmbio em Phoenix, nos Estados Unidos. Aguardavam o grupo, no hall do Aeroporto Internacional dos Guararapes, o governador Eduardo Campos e dezenas de familiares dos jovens, com faixas, apitos e muita saudade.

 Os alunos, que estavam desde agosto em terras americanas, foram contemplados com intercâmbio patrocinado pelo Programa Estadual Ganhe o Mundo (PGM), que só este ano levou os 552 estudantes com melhores notas no curso intensivo de língua inglesa oferecido pela Secretaria de Educação, para fazer intercâmbio nos Estados Unidos e no Canadá.  Além desse desembarque, outros oito já estão agendados até o fim de janeiro de 2013. O próximo está programado para o dia 1º de janeiro. A expectativa é que nesse período 124 alunos estejam de volta a Pernambuco.

O governador, que esteve no embarque do grupo para os Estados Unidos, fez também questão de recebê-los para agradecer o exemplo e parabenizá-los pela coragem. “Não é singelo o que eles viveram. Muitos saíram de realidades completamente diferentes, enfrentaram uma barra e não desistiram. Venceram a saudade e o medo, mas não se entregaram. Completaram uma etapa importante da sua formação”, destacou.

O voo da American Airlines deste dia 25 trouxe alunos oriundos da Região Metropolitana do Recife, Agreste, Vale do Capibaribe e Sertão. Entre eles, o estudante Sandro Santos, 16. Com um sorriso no rosto depois de reencontrar a família, o aluno da Escola Técnica Professor Agamenon Magalhães descreveu a experiência do intercâmbio como uma “oportunidade inigualável”.

“Não tem nada que se compare a conviver em outro país, com pessoas que você nunca viu na sua vida. Você aprende muito mesmo, cresce como ser humano e socialmente”, disse Sandro, ao garantir que vai continuar aprofundando seu conhecimento no inglês. “Eu vou assistir filmes, ler livros – comprei dois -, vou falar com minha família americana no skype e vou tentar transformar minha escola numa bem melhor”, enumerou.

Eduardo também ressaltou que o Programa faz parte de uma grande mudança. “Essa é uma geração que nós estamos preparando para mudar Pernambuco definitivamente. Estamos mudando a economia, mas também estamos fazendo a maior de todas as transformações, que é mudar a educação para formar cidadãos e cidadãs que vão construir um Pernambuco bem mais justo, equilibrado e sustentável e bem mais fraterno do que as outras gerações nos legaram.

O Programa tem dado tão certo, que dois estudantes já garantiram a permanência nos Estados Unidos por mais um semestre. Jediael Pereira e Nathália Figueiredo ganharam uma bolsa de estudos para concluir o ensino médio nos Estados Unidos pelo bom desempenho alcançado no período em que estiveram lá.

O secretário de Educação, Ricardo Dantas, lembrou que um novo grupo com 549 alunos seguirá no começo de 2013 para fazer o intercâmbio nos países de língua espanhola e inglesa. “A ideia é que até o fim de fevereiro eles estejam cursando o período letivo em cinco países: Nova Zelândia, Chile, Argentina, Espanha e Austrália, ampliando assim o programa, que já é um sucesso”, garantiu Dantas. (Fotos Raul BuarqueSEI)

EDUARDO COLHE SUGESTÕES PARA MELHORIA DO PROGRAMA ATITUDE

O governador Eduardo Campos aproveitou a véspera de Natal (24/12) para visitar o centro de acolhimento intensivo do Programa Atitude, localizado na Região Metropolitana do Recife. Além de buscar melhorias para o programa, o encontro teve o objetivo de escutar a opinião dos profissionais e dos internos sobre o andamento da ação, que em 2013 segue para o seu segundo ano. Este ano, o Atitude atendeu cerca de 10 mil usuários de drogas, dos quais 87% utilizavam o crack.

Eduardo, que estava acompanhado da primeira-dama Renata Campos, explicou que a visita é uma forma de saber as reais dificuldades dos usuários, para que possam ser feitos ajustes pontuais. “Legalmente, esse é um trabalho que cabe aos municípios, mas eles não estão dando conta e o estado tem de cumprir o seu papel com a população”, ressaltou.

Após ouvir alguns os relatos, o governador pediu sugestões para incrementar o projeto. A primeira sugestão foi inserir os usuários em cursos profissionalizantes para que os internos sejam reinseridos no mercado de trabalho. “É importante para o sucesso do tratamento que essas pessoas encontrem o seu futuro profissional”, enfatizou Eduardo.

A secretária de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos, Laura Gomes, adiantou que no próximo ano o programa vai dobrar a capacidade de atendimento. “Vamos expandir nossa rede de atendimento para o interior do Estado e vamos chegar a 20 casas de acolhimento”, revelou Laura, enfatizando que ainda serão feitos ajustes na edição 2013.

Hoje, o programa Atitude possui 10 casas de acolhimento, cada uma com capacidade para 30 internos, e ainda realiza atendimentos domiciliares. Os endereços dessas casas não podem ser revelados para preservar a segurança dos internos.

Para os cerca de 30 internos que participaram da reunião, Eduardo disse que sabia que a maior dificuldade que eles podiam encontrar é no dia a dia, mas que eles tinham que ser perseverantes nessa luta a favor da vida. “Não podemos nos entregar ao preconceito”, finalizou o governador, agradecendo aos funcionários que tocam o projeto com amor e dedicação todos os dias.(Fotos: Eduardo Braga/SEI)

EDUARDO ASSINA TERMO DE COMPROMISSO PARA CONSTRUÇÃO DE BARRAGENS E RAMAL DO AGRESTE

Combate à seca e prevenção contra enchentes na mesma pauta. Ontem (24/12), o governador Eduardo Campos e o ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho, assinaram termos de compromissos para a construção do Ramal do Agreste e das barragens de Igarapeba e Barra de Guabiraba. A solenidade aconteceu na Sede Provisória do Governo, no Centro de Convenções.

O primeiro termo prevê investimentos de R$ 1,3 bilhão para o Ramal do Agreste, que terá extensão de 71 km, fazendo a ligação entre o Eixo Leste da Transposição com a Adutora do Agreste. Mais de 2 milhões de pessoas serão beneficiadas com o projeto.  “É uma obra pujante, a obra da década, que vai tirar as amarras para que o Agreste possa crescer e se desenvolver. Estamos pensando 50 anos na frente”, ressaltou o governador.

Já as barragens fazem parte do PAC Prevenção, a de Igarapeba orçada em R$ 99 milhões, e, a de Barra de Guabiraba, em R$ 61 milhões. Ambas projetadas para conter novas cheias, como as que ocorreram em junho de 2010 e atingiram mais de 90 mil pessoas. “Pernambuco não ficou só no emergencial. As inundações na Mata Sul estão com os dias contados com esse conjunto de barragens”, disse Fernando Bezerra Coelho.

A Barragem de Igarapeba terá capacidade para 68,25 milhões de m3, complementando o sistema de contenção do Rio Una. Quase 170 mil pessoas serão contempladas com a ação. A de Barra de Guabiraba será erguida no Rio Serinhaém, segurando até 17 milhões de m3 e beneficiando 150 mil moradores da região. “São ações fundamentais para o controle das enchentes, que vão trazer a tranquilidade que a região necessita com relação às cheias”, explicou o secretário de Recursos Hídricos, Almir Cirilo.

Na ocasião, foi assinado ainda um termo de compromisso do PAC Equipamentos, um investimento de R$ 20,3 milhões para aquisição de sete conjuntos de máquinas para recuperação e perfuração de poços. No total, O PAC Equipamento vai liberar R$ 124,3 milhões para o semi-árido. “É uma parceria importante com o Governo Federal para que possamos legar outra infra-estrutura às futuras gerações”, afirmou Eduardo. (Fotos Eduardo BragaSEI)

GOVERNADOR ENTREGA DUAS NOVAS ENFERMARIAS NO HOSPITAL DO CÂNCER DE PERNAMBUCO

O governador Eduardo Campos inaugurou na manhã desta segunda-feira (24), véspera de natal, duas novas enfermarias do Hospital do Câncer de Pernambuco (HCP), em Santo Amaro. São 52 leitos a mais, do total de 268 leitos que já à disposição dos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS). Os novos pavilhões ficam situados nos 2° e 3° andares da unidade e foram batizados de Santa Augustina e Santa Águeda – este último preparado para receber exclusivamente pacientes em tratamento do câncer de mama, o mais comum entre as mulheres.

Após percorrer as novas instalações, Eduardo lembrou que o hospital,referência em tratamento do câncer, está sob intervenção do Governo de Pernambuco desde abril de 2007, o que significou uma “virada de página” para a instituição.  “Quando tomamos para nós a responsabilidade de gerir o Hospital do Câncer, ele estava praticamente fechando, com salários atrasados, enfermarias fechadas e faltando equipamentos, médicos e medicamentos. Agora, temos um hospital que passou a ser referência de oncologia do país”, comemorou. 

A visita do governador à unidade serviu, ainda, para que ele anunciasse o início da contratação das obras de um prédio anexo ao HCP, “Em janeiro, vamos abrir o processo licitatório e em meados março já teremos obras”, explicou o secretário de Saúde, Antônio Figueira. No anexo funcionará a emergência, um centro de imagem totalmente equipado, enfermarias, UTIs, além um centro de transplante com os mais modernos equipamentos da área. O valor total no equipamento está estimado em cerca de R$ 30 milhões.

Na oportunidade, Eduardo também fez um rápido balanço dos avanços obtidos na saúde durante todo o ano de 2012. “Ao todo, abrimos cerca de 720 leitos espalhados por todas as regiões do estado, o que equivale à capacidade de quatro hospitais como Miguel Arraes”, informou o governador, reforçando que no próximo natal estará de volta ao HCP “para ver funcionando os novos equipamentos que vão ajudar a atender melhor e mais as pessoas no tratamento dos mais diversos tipos de câncer”. 

Para a abertura dos 52 leitos, a unidade recebeu investimentos de R$ 407 mil. Os recursos foram captados por meio de doação de produtos apreendidos pela Receita Federal e vendidos pelo próprio Hospital. O HCP recebe hoje mais de mil pessoas todos os dias e é responsável pelo atendimento de mais da metade de todos os pacientes de câncer do estado. A Instituição sobrevive graças ao aporte financeiro do estado, às doações de pessoas físicas e jurídicas e ao pagamento dos procedimentos médicos via SUS.(Fotos: Aluísio Moreira/SEI)

EDUARDO PRESTIGIA NATAL DE GRAVATÁ

O governador Eduardo Campos e a primeira-dama, Renata Campos, prestigiaram na noite do último  sábado (22/12) a última apresentação do espetáculo “A Luz do Mundo”,  no Natal de Gravatá, município do Agreste pernambucano. O evento, uma iniciativa do Governo de Pernambuco, através da Secretaria de Turismo e da Empetur, com o apoio da Prefeitura de Gravatá, totalizou um investimento de R$ 2 milhões, o mesmo investido no ano passado.

Ao final do espetáculo, o governador comemorou o “grande sucesso” do evento que chega ao seu segundo ano com aprovação da população e dos turistas. “Fiquei muito feliz com o que vi aqui. Muita gente vindo para Gravatá, enchendo os hotéis, movimentando o comércio”, celebrou Eduardo ao destacar que 140 mil pessoas passaram pelo pátio de eventos durante as seis noites do espetáculo e que a taxa de ocupação dos hotéis está em 90%.

Eduardo destacou a grandiosidade do espetáculo, que faz uma “belíssima reflexão sobre o Natal”. O governador também comemorou a integração de artistas locais no evento, que tem a assinatura do artista italiano Valério Festi. “O bom de tudo isso é ver os atores e atrizes daqui fazendo a alegria e a beleza do Natal pernambucano”, vibrou.

O Secretario de Turismo, Alberto Feitosa, quando questionado sobre a continuidade do evento em Gravatá, assegurou que o Governo do Estado estará atento em atender aos anseios da população. “Esse Natal realmente se consolidou.  E se a população responder que quer participar, que irá continuar trazendo sua família, acho que cumpre ao Governo atender esse anseio”, disse Feitosa.(Fotos: Aluísio Moreira/SEI)

EDUARDO CAMPOS: “ESTAREI COM DILMA EM 2014”

O governador de Pernambuco diz que não será candidato a presidente – e que, apesar de ser amigo de Aécio Neves, não apoiará o PSDB nas eleições

O governador Eduardo Campos no Porto de Suape. “Quem é amigo da Dilma, amigo do Brasil, não botará campanha na rua”

    
“Não tenho tido a oportunidade nem o tempo de falar o que vou falar aqui. Quero dizer como está minha cabeça neste instante.” Foi com essa disposição de espírito que o governador de Pernambuco e presidente nacional do PSB recebeu ÉPOCA num final de manhã, em entrevista que entrou pela tarde. O cenário foi a sala de reuniões contígua a seu gabinete, no subsolo do Centro de Convenções, em Olinda, de onde exerce seu segundo mandato desde que o Palácio do Campo das Princesas entrou em reforma. Pela primeira vez numa entrevista, Eduardo Campos foi taxativo em relação ao assunto do momento: sua possível candidatura à Presidência da República em 2014. “Não é a hora de adesismos baratos, nem de arroubos de oposicionismos oportunistas”, disse. “Queremos que a presidenta Dilma ganhe 2013 para que ela chegue a 2014 sem necessidade de passar pelos constrangimentos que outros tiveram de passar em busca da reeleição.”

 
ÉPOCA – Estou convencido de que o senhor é candidato a presidente da República em 2014. É?

Eduardo Campos – E aí sou eu que vou ter de lhe desconvencer (risos). Tenho um amigo que é jornalista, experiente, que outro dia me disse: “Fulano de tal é candidato, e ninguém acredita. Você diz que não é, e ninguém acredita”. O que é que posso fazer? Na minha geração, poucos tiveram a oportunidade que tive de conviver com quadros políticos que sempre fizeram o debate com profundidade, olhando objetivos estratégicos, os interesses da nação, do povo. O quadro político que tem acesso a essa formação, e que a amadurece, percebe que suas atribuições e sua responsabilidade impõem essa visão que vai muito além do eleitoral e está até acima do eleitoral.

ÉPOCA – Explique melhor.
Campos – Nesse curto espaço de tempo, vamos decidir muita coisa no Brasil. Estamos vivendo uma crise sem precedentes lá fora. Essa crise há de gestar outro padrão de acumulação de capital. Outros valores vão surgindo. Com a importância que tem nesse concerto internacional, o Brasil fez, nos últimos anos, alguns avanços importantes. Na quadra mais recente, viveu três ciclos: o ciclo da redemocratização, o ciclo da estabilidade econômica e um ciclo do empoderamento da pauta social, uma coisa que se transformou, inclusive, em política econômica. Na brevíssima democracia que nós temos, tivemos líderes que, a seu modo, por suas virtudes e vicissitudes, interpretaram o que era um acúmulo de consenso na sociedade. Tiveram a capacidade de orquestrar frentes políticas que deram apoio e força política para viver esses ciclos.

ÉPOCA – O que é que o senhor vê neste cenário de crise?

Campos – Que essa disputa entre estes dois blocos que surgiram no processo da redemocratização, um liderado pelo PT – onde sempre estivemos incluídos – e outro pelo PSDB, muitas vezes com posições assemelhadas em relação a determinadas coisas, fez com que o país e o povo ganhassem. Houve conquistas para a população, no ciclo comandado pelo PSDB, e houve equívocos. E houve muitas conquistas no ciclo em que estivemos sob a liderança do presidente Lula. Essas conquistas não estão inteiramente consolidadas. Se a gente eleitoralizar esse momento, se a gente não pensar o país de forma larga, a gente pode se ver como lá no Quincas Borba (romance de Machado de Assis): “Aos vencedores, as batatas”. Mas o que você não pode, num momento como este, dessa  importância, é interditar o debate político.

ÉPOCA – Debate que já está colocado
.
Campos – A gente tem de compreender, a gente tem de respeitar, tem de fazer esse debate, ter a disposição de estimulá-lo. Os partidos puxam para o eleitoral, os quadros, a militância, a mídia que cobre isso, tudo puxa para o eleitoral. É natural. A gente tem de ter calma, paciência, e compreender. Agora, ninguém pode dizer o que acontecerá em 2014, nem quem está liderando esse processo, a própria presidenta Dilma. Ela tem nossa confiança, foi nossa candidata, com quem temos identidade, respeito pelos valores que ela traz para a vida pública. Ela é uma mulher que tem dignidade, tem força de pelejar com seus valores. Nem ela pode, a uma altura desta do campeonato, permitir que o debate se eleitoralize. Quem é amigo da Dilma, amigo do Brasil, não botará campanha na rua, nem da oposição nem a campanha da Dilma.

ÉPOCA – O senhor daria uma grande contribuição a essa tese que está defendendo agora – não eleitoralizar o debate neste momento – dizendo, com todas as letras, que apoiará a reeleição da presidente Dilma em 2014. Isso é água na fervura, acaba com a eleitoralização do debate.

Campos – Nosso partido foi o partido que tomou a decisão de não ter um candidato que tinha ponto na pesquisa para apoiar a presidenta Dilma. E passamos todo o tempo dizendo que a candidatura natural é a candidatura da Dilma.

ÉPOCA – Então, o senhor apoiará a reeleição da presidente Dilma em 2014?

Campos – Não há dúvida, não. Qual é a dúvida? Estamos na s base de sustentação. Não tenho duas posições. Quem defende a presidenta Dilma neste momento deseja cuidar em 2013 do Brasil. Quem pode cuidar do Brasil é Dilma. Nós temos de ajudá-la a ganhar 2013. Ganhando 2013, Dilma ganha 2014. Então a forma de ajudar Dilma é dizer: em 2014 todos nós vamos estar com Dilma. Claro. Por que não vamos estar com Dilma? Nós rompemos com Dilma? Saímos do governo de Dilma? Saímos da base dela? Você conhece algum programa criado pelo PSB constrangendo algum programa, alguma decisão da presidenta Dilma? Não existe nenhum. Agora, entendemos que é a hora de cuidar do Brasil. Temos muitas ameaças e possibilidades pela frente. “É uma verdade que eu sou amigo de aécio neves. mas, Em palanque nacional, a última vez que estive com ele foi no palanque do Doutor Tancredo”

ÉPOCA – O senhor está dizendo algo como: “Oposição, tira seu cavalinho da chuva, porque em 2014 vou marchar com a presidente Dilma e com esse campo político do qual venho participando ao longo destes últimos anos”?
Campos – As pessoas dizem: “Eduardo é amigo de Aécio Neves”. É uma verdade. Mas a aliança feita em Belo Horizonte (PSB-PSDB) foi gestada por mim? Não. Foi gestada por Fernando Pimentel, que é uma pessoa ligadíssima à presidenta, ministro dela, e por Aécio. Eles me chamaram para perguntar se o PSB toparia filiar o Márcio (Lacerda, do PSB, que venceu a eleição para prefeito). Essa é que é a história. Em palanque nacional, a última vez que estive com Aécio Neves foi no palanque de doutor Tancredo. Agora, daí a desejar que a gente não dialogue… O presidente hoje do PSDB nacional é um deputado federal (Sérgio Guerra) que foi secretário do meu avô (Miguel Arraes, exilado político e ex-governador de Pernambuco) nos dois governos dele. Convivemos com ele, foi do meu partido, é meu amigo pessoal, com quem dialogo, e nem por isso esteve no meu palanque nas últimas eleições.

ÉPOCA – Dita com as palavras do ex-ministro Roberto Amaral, seu vice-presidente no PSB, a frase seria esta: “No plano nacional, não é possível fazer uma aliança com o PSDB”.
Campos – O PSDB está numa situação em que não defendeu nem o legado do Fernando Henrique nem propôs ainda algo que se coloque em debate na sociedade. E é isso que Fernando Henrique tem cobrado do partido, com grande lucidez. A hora é de qualificar o debate. Não vou entrar nesse debate de maneira desqualificada. Em respeito a meu partido, em respeito à presidenta e em respeito, sobretudo, ao país.

ÉPOCA – Por que o senhor quer ser presidente da República?
Campos – Quem lhe disse isso?

ÉPOCA – O senhor quer? O senhor tem esse sonho de ser presidente da República?
Campos – Deixa eu falar, com toda a tranquilidade: quando quis ser governador, disse às pessoas que queria ser governador. Procure neste país alguém que procurei dizendo: “Quero ser candidato a presidente da República”. Em março de 2005, disse que seria candidato a governador em 2006 (foi e ganhou, no segundo turno, com 65,36% dos votos). Agora eu não disse isso. É preciso saber que, na política, também há pessoas que pensam, sem necessariamente se colocar. E sei o que é que vou viver, esse estresse todo, as pessoas querendo, achando que devo ser, que posso ser, que vou ser, outros olhando de um jeito diferente, ou com uma desconfiança, porque as circunstâncias políticas no Brasil vão, no ciclo pós-Dilma, escolher novas lideranças que pautarão o debate político. Então tem de ter calma. Estou sereno, tranquilo. No dia em que eu vier a querer ser presidente, vou responder a essa pergunta. Mas hoje não.

ÉPOCA – Foi por isso que o seminário dos prefeitos eleitos do PSB, no final de novembro, com 600 participantes, não virou uma festa de lançamento de sua candidatura, como alguns setores esperavam?
Campos – Se eu quisesse, tocava fogo naquilo ali. Podia pedir a um governador, a um deputado.

ÉPOCA – E por que isso não aconteceu?
Campos – Porque a gente tem um debate político feito no partido. Nós temos responsabilidade. Calma! O país está numa situação de muita dificuldade. Se a gente não ganhar 2013, podemos botar abaixo 20 anos de construção brasileira. Se a gente importar essa crise, começar a destruir o mercado de trabalho, começar a eleitoralizar esse debate, ir para a luta fratricida e não sei mais o quê, vamos desmontar grande parte do que foi a conquista dos últimos 20 anos. É isso que está em jogo. E quem você acha que vai ser respeitado como quadro político? Quem for fazer a disputa eleitoral pela disputa eleitoral? Ou quem pautar o que interessa à sociedade?

GOVERNADOR PRESTIGIA INAUGURAÇÃO DO PARQUE MAXIMIANO CAMPOS EM APIPUCOS

O governador Eduardo Campos prestigiou na noite desta sexta-feira (21/12) a entrega de mais um espaço de lazer à população recifense. Acompanhado da primeira-dama, Renata Campos, dos filhos João, Pedro, Maria Eduarda e José, além do irmão Antônio Campos, o governador acompanhou a solenidade de inauguração da primeira etapa do Parque Apipucos Maximiano Campos. O espaço recebeu esse nome em homenagem ao escritor, poeta e cronista pernambucano e também pai do governador, que faleceu em 2008.

Emocionado, Eduardo agradeceu o “gesto” do prefeito João da Costa e assegurou que ele ficará “gravado no coração, lugar onde guardamos boas lembranças”.  “Esse recanto belo da cidade com certeza tem muito haver com a existência, a vida e a cabeça do meu pai, um homem ligado ao campo que rompeu as amarras por causa das injustiças que via naquele tempo, que abraçou com outros estudantes a causa das mudanças, o sonho de transformar essa cidade e embalou, a contragosto dos seus, as campanhas de Pelópidas e Arraes nos idos de 50 e 62, confrontando os valores da própria família”, relembrou Eduardo.

O governador também elogiou o “esforço” e “compromisso” do prefeito em “legar à população do Recife espaços de convivência onde as pessoas possam viver conviver com mais intensidade, além de desfrutar de mais qualidade de vida”, parabenizou. Também emocionado, o prefeito João da Costa justificou a escolha do nome do escritor para o parque.

“Maximiano é um daqueles escritores e cidadãos que se identifica com a forma de ser de quem ama e vive o Recife”, disse João da Costa ao destacar a importância das pessoas que conseguem “falar com sua arte sobre a vida de algo que a gente não consegue enxergar”. O prefeito também emocionou a família Campos e todos os presentes ao recitar o poema “O filho”, do escritor. (Fotos: Raul Buarque/SEI)